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Bahia

Cerca de cinco mil famílias afirmam que a operação da Usina de Pedra do Cavalo impacta na subsistência

Usina está desde 2009 sem licença de operação em função de uma série de questionamentos 

Do R7

Para os representantes comunitários, a operação da usina, nos moldes atuais, trouxe grandes impactos negativos para as comunidades
Para os representantes comunitários, a operação da usina, nos moldes atuais, trouxe grandes impactos negativos para as comunidades Divulgação

O Ministério Público Federal reuniu, na quinta-feira (8), 299 pessoas para debater os impactos socioambientais da operação da Usina Hidrelétrica de Pedra do Cavalo, situada no município de Cachoeira, no recôncavo baiano, que estaria trazendo prejuízos a mais de cinco mil famílias de pescadores e marisqueiros. A audiência pública contou com ativa participação de pescadores, marisqueiros, professores universitários, representantes da Votorantim – grupo que opera a usina – e de órgãos municipais, estaduais e federais envolvidos na questão.

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A usina funciona na Barragem de Pedra do Cavalo e está, desde 2009, sem licença de operação em função de uma série de questionamentos quanto aos seus impactos, como a alteração da vazão e da salinidade do rio Paraguaçu e suas consequências socioambientais. As famílias afetadas são beneficiárias da Resex (Reserva Extrativista) Marinha Baía do Iguape, situada nas proximidades da Usina. A área é de responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que se posiciona contrária à renovação da licença até que o funcionamento da usina possa ser ajustado para evitar impactos negativos à reserva e ao meio de vida das comunidades que dela vivem.

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Para os representantes comunitários, a operação da usina, nos moldes atuais, trouxe grandes impactos negativos para as comunidades. Para eles, a mudança na vazão da água ocasionou problemas de saúde à população local, principalmente para as comunidades sem acesso a saneamento básico, e redução drástica na quantidade de peixes e mariscos, o que vem prejudicando a subsistência das famílias e mudando o modo de vida das comunidades tradicionais da região, que precisam buscar alternativas para sobreviver.

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No encerramento, o procurador Pablo Barreto afirmou que a audiência pública cumpriu seu propósito, e que todo o material será analisado, no curso do inquérito, e levado em consideração pelo MPF para a busca conjunta de uma solução.

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