Sete da manhã. Café no hotel de Missouri. As americanas, grandes e loiras, estão na mesa ao lado. E são barulhentas também. O francês, Frederick Bousquet foi um dos primeiros a chegar. Cielo, muito silencioso pela manhã, Thiago Pereira e Joana Maranhão também já estão por aqui. E antes que eu termine minha segunda torrada já não estarão mais.
Eles tem hora certa pra se alongar, fazer o aquecimento na piscina, e cair na água pra valer. Aqui em Missouri, a competição não vale índice olímpico, nem medalha. Acredite! Eles pegam a medalha de volta depois do pódio! Mas vale o que os nossos atletas mais precisam a seis meses das olimpíadas de Londres: alguns centésimos de segundos a menos no cronômetro.
E pra isso só tem um jeito: vida regrada. Regradíssima. Treinar, treinar, comer, descansar, treinar mais e mais. E no dia seguinte, começar tudo outra vez. Uma medalha olímpica não vem sem exaustão, sem dor, sem sacrificar a cerveja com os amigos ou o vinho com a namorada. E por falar em namorada... cinco dos sete atletas treinados pelo mestre Alberto Silva estão namorando.
No primeiro dia do Grand Prix, na beira da piscina, Albertinho brincava: "não dava pra arrumar namorada depois das olimpíadas, não?". Seja lá como for, as namoradas terão que ser pacientes. Os atletas são determinados. E o técnico também e não se incomoda de fazer o papel de cupido às avessas.
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