15
novembro
às 15:13

maridocoreano Meu marido coreano

Não houve eleição. Mas já escolhi Song e Ho como os dois sul-coreanos mais simpáticos de Seul.


Pelo menos os dois mais simpáticos dos meus cinco dias de Seul.


Depois da longa viagem e da difícil empreitada de seguir Dilma Rousseff, a pauta de domingo era percorrer os mercados coreanos.


Aquele tipo de reportagem bom pra se divertir.


E, assim, fomos eu e o repórter cinematográfico, Gilson Dias, rumo ao maior mercado de peixes da cidade.


E por lá, encontrei os dois irmãos. Assim como eu, eles também  trabalhavam e se divertiam.


Song atraiu nossa câmera mostrando os grandes peixes nadando no aquário que, em poucos segundos, se transformariam em sashimi, ali mesmo, no fundo da barraca.


É o jeito mais barato de comer sashimi em Seul e, claro, o jeito mais seguro. Não há dúvida de que a mercadoria está fresquinha.


Conversa vai, conversa vem... Ele me oferece uma ostra gigantesca. Põe um molhinho com pimenta - leve. Delícia!


Depois, um sashimi de um peixe raro e caro. A bandejinha para umas 3 pessoas pode custar 300 reais. Ótimo também.


E daí, num inglês sofrível, Song começa uma conversa mais ou menos assim:


- Quantos anos você tem?

- 38, respondi.

- Nossa, parece que tem 28! (adoro essa parte da conversa em qualquer parte do mundo)

- É?

- Meu irmão, o Ho, tem 43.

- Hum...

- Acho que você deveria se casar com ele. Ė um ótimo rapaz e ainda está solteiro.

- Mas já sou casada, disse.

- E onde está a aliança? - perguntou Song.

- Não uso. Desculpe mas não posso me casar com Ho.


Ho me olha de lado e sorri um sorriso que não quer dizer nem sim, nem não.


Sorriso de carona, de quem não começou a brincadeira


E Song reage. Pede que eu devolva imediatamente a ostra e o sashimi caro que eu havia acabado de comer.


E emenda:

- Tudo bem. Você não pode se casar com ele, por enquanto. Se seu casamento der errado no Brasil, você volta e ele vai estar te esperando. Ele tem 43 anos. É um ótimo rapaz...

maridocoreano2 Meu marido coreano


Saí rindo e imaginando que talvez Ho não seja essa simpatia toda. O irmão, pelo menos, está louquinho pra se livrar dele.


De qualquer forma, eu ganhei uma boa história e um plano B.


Sashimi de graça, com um cunhado engraçadíssimo, pode não ser um mau negócio. Até porque adoro sashimi.


Mas acho que, por enquanto, vou continuar cliente do Sushi Papaia mesmo.

15
novembro
às 12:36

Falei que não podia contar todos os bastidores da viagem da presidente eleita, pra não quebrar o ineditismo da reportagem do Domingo Espetacular. E não podia mesmo.


Agora que já foi ao ar, aqui está... o resultado de dois dias e meio seguindo os passos de Dilma Rousseff. Alguns irão perguntar, porque mostrar os detalhes não-oficiais de uma viagem, o que ela viu, comeu... o que experimentou?


Simples, porque até as maiores autoridades são de carne e osso. Feito qualquer um de nós.  Depois de mostrar a Dilma candidata, procuramos mostrar simplesmente a Dilma por trás da presidente eleita. Espero que tenham gostado.


Amanhã faço o caminho de volta. Mais 30 horas de viagem até o Brasil... Voltar é sempre bom.

14
novembro
às 16:41

Daqui a pouco ela chega ao Planalto pra trabalhar. E ao Alvorada pra dormir.

Mas a presidente eleita, Dilma Rousseff,  já passou por um outro palácio esta semana. Foi durante a rápida visita que fez à Coreia do Sul.

Foram apenas dois dias e meio em Seul, uma agenda cheia de compromissos do G-20, a imprensa inteira de plantão na porta do hotel e, mesmo assim, Dilma conseguiu escapar por algumas horas pra conhecer um pouco mais da história sul-coreana.

O palácio visitado por Dilma tem um nome  impronunciável, com nove consoantes e apenas quatro vogais. Palácio Gyeongbokgung. A morada dos antigos monarcas chineses. Foi o palácio principal da Dinastia Joseon, que teve inicio em 1392. Ou seja, o Palácio já estava lá, imponente, cercado por lindas montanhas bem antes da descoberta do Brasil.

Na verdade, não se trata de um palácio só. São várias construções coloridas dentro de uma imensa área retangular onde havia a residência da rainha, do rei, dos parentes, as áreas de trabalho e lazer. Diante do palácio  principal ficam as lápides onde os reis foram enterrados.

Estas construções já foram destruídas algumas vezes ao longo da história e reconstruídas no estilo original pelos coreanos.

3 O castelo de Dilma

2 O castelo de Dilma

1 O castelo de Dilma

4 O castelo de Dilma

O zelo pela história é admirável neles.

O lugar é patrimônio da humanidade e sagrado para a população do país.

Dilma Rousseff, com seu jeitão objetivo, não deu muitos detalhes da visita. Quando apareceu diante dos jornalistas, disse apenas: "fui lá e voltei. É muito bonito."

Não sei o que mais impressionou a presidente. Pra  mim, além do colorido dos prédios e da beleza das montanhas ao redor, são as noivas de Gyeongbokgung que roubam a cena.

Elas peregrinam pra lá em busca dos melhores ângulos para as fotos do casório.

E os vestidos... bem, só vendo pra entender.

É hoje à noite no Domingo Espetacular. Vamos mostrar também muitas outras curiosidades da primeira viagem internacional de Dilma depois de eleita. Apenas a nossa equipe viajou com ela no avião.

Qual será a comida que ela mais gostou? E o que deixou pra trás?

Não posso contar agora, senão meu chefe me torce a orelha.

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