1
novembro
às 11:30

lula dilma ok As quase lágrimas de Dilma


Quatro meses atrás escrevi sobre o dia em que vi as lágrimas de um presidente. Era Lula chorando ao relembrar momentos marcantes dos oito anos de governo.


Ontem o Brasil inteiro testemunhou as quase lágrimas de Dilma Rousseff.


E ela quase chorou por Lula, agradeceu pela honra do apoio, pelo privilégio da convivência.


Definiu o presidente como um líder apaixonado pelo seu país e sua gente. E disse que baterá sempre à porta dele.


O choro ficou preso na garganta. Dilma parou o discurso, tomou água duas vezes para conseguir concluir o agradecimento a Lula.


A plateia aplaudia, gritava "Lula! Lula!" e parecia aguardar a apoteose de ver a mulher com fama de durona chorar em público. Ela não chorou, mas emocionou muita gente que estava ali, naquela sala superlotada.


E Dilma ontem certamente teve razão pra chorar. Não somente por Lula, mas por ela mesma.

O feito é inédito. Pela primeira vez temos uma presidenta. E com uma trajetória surpreendente. Na campanha muitos tentaram reduzi-la a quase nada.


Lembro-me agora da coluna de um jornalista que criticava Dilma por ela sempre ter ocupado cargos públicos por indicação política. Por nunca ter disputado nenhuma eleição, como se fosse uma aproveitadora das benesses do governo.


Uma mulher não escreveria isso. Um homem que conheça e respeite a trajetória de todas nós, mulheres, também não. Dilma vem de um tempo em que as mulheres deveriam ser boas donas de casa. No máximo, professoras.


Foi muito além disto. Sim, ela fez carreira na vida pública, indicada para cargos no sul do país acompanhando o marido Carlos Araújo. Mas, naquela época, mulheres nas urnas eram uma raridade. Vencedoras, então, quase inexistentes.


As mulheres ainda são minoria na política nacional. E as mulheres não consagraram Dilma. Ela recebeu mais votos dos homens.


Será por que ensinaram às mulheres que eles são mais "eficientes" do que nós? Ainda desconfiamos de nossa própria capacidade?


Dilma, a mulher que trocou o conforto e o aconchego da família de classe média alta para lutar para que todos nós pudéssemos votar, ontem viu 55 milhões de brasileiros votarem nela.


Começou falando das mulheres. E pediu às mães de meninas pra que olhassem para suas filhas nos olhos e dissessem a elas: "sim, nós podemos"! Farei isto quando retornar a São Paulo e reencontrar minha filha.


Dilma não será uma boa presidente apenas por ser mulher. É claro que não! Ela sabe disto. Dilma sabe também que cometeu um erro ao escolher Erenice Guerra como braço-direito. Não poderá errar mais.


E disse: "não haverá compromisso com o erro, o desvio e o mal feito".


Que ela cumpra o que prometeu. Que ela honre todos nós, mulheres e homens. E que ela chore quando quiser. Ontem, podia ter chorado pela grande guinada que deu.


Se posso arriscar um palpite, Dilma não chorou justamente por ser mulher.


Deve ter imaginado que chorar, logo no primeiro discurso depois de eleita, poderia ser um sinal de fraqueza.


Frágil ela já mostrou que não é.



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31
outubro
às 11:28

bandeira do brasil blog Se meu voto falasse... 

Acabo de sair da minha seção de votação. Deixei lá, no segredo da urna, que deve  ser inviolável, minha preferência.


Não a torno pública porque não quero, em hipótese alguma, influenciar outros eleitores. Mas decidi escrever, em nome do meu voto, para os dois candidatos que disputam essa corrida presidencial.


Se meu voto falasse pediria a quem for eleito para pensar um BRASIL grande. Para que faça um BRASIL grande.


Imenso na força da economia e na luta pelas desigualdades sociais. Um país que possa se orgulhar dos números do crescimento e do número de famílias que deixarão as estatísticas da pobreza e da miséria.


E sair da pobreza não significa apenas ter o que comer na mesa. Significa também ter um endereço digno para morar, sem as doenças do esgoto batendo na porta. Sem um desmoronamento iminente a cada temporal.


Se meu voto falasse diria que essas famílias, ainda que necessitem de uma ajuda emergencial pra ter o que comer e onde morar, precisam de muito mais que isso. Precisam de oportunidades, para que possam progredir pelo esforço do próprio trabalho.


Precisam de boas escolas para que a próxima geração não fique condenada a ser dependente de qualquer outra ajuda emergencial. Para isso os governantes terão que administrar bem cada real aplicado na educação.


Para que nosso país possa sair de vez da lanterninha das avaliações internacionais que ainda nos colocam na vexatória posição de um lugar de crianças que frequentam a escola mas não aprendem.


Se meu voto falasse diria ao futuro ou à futura presidente que ofereça a cada brasileiro um atendimento público de saúde semelhante ao que os candidatos recebem nos planos de saúde que eles têm.


Para que um pai ao levar o filho doente ao SUS não precise esperar horas ou desistir simplesmente pela falta de médicos. E para que o paciente que necessite de um exame ou especialista não tenha que esperar meses ou mais de ano.


Se meu voto falasse iria implorar para que os impostos sejam aplicados sem qualquer vestígio de corrupção, favorecimento em licitações ou qualquer coisa assim. O que significa que não podem existir mais Erenices e Paulos Pretos. Não pode existir mais nepotismo.


Significa que, em vez do apadrinhamento, o mérito é que deve ser critério exclusivo na escolha de quem vai trabalhar para o povo - do auxiliar administrativo ao ministro. E que eles trabalhem muito, com o reconhecimento que merecem. Sem os privilégios que muitas vezes eles têm.


Se meu voto falasse diria à vencedora ou ao vencedor que coloque o interesse público acima de qualquer projeto de poder, acima de qualquer acordo político.


E diria a quem perder que não faça oposição apenas com interesse de encrencar o governo eleito já pensando na próxima vez em que o eleitor retornar às urnas. Se meu voto falasse diria que tudo isso que muitos chamam de utopia, eu chamo apenas de obrigação.


Somos milhões de votos tentando falar. E não é que os votos falam? As urnas vão falar esta noite. Meu ofício de repórter me obriga a esquecer o feriado e embarcar para Brasília pra acompanhar a apuração do TSE.


Viajo com um desejo enorme de que políticos - ganhadores e perdedores - não se façam de surdos mais uma vez. Pra que o grito das urnas possa, enfim, ser ouvido. Aquele BRASIL no futuro dirá: muito obrigado!


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4
outubro
às 12:17

marina blog Pra onde vão os votos de Marina Silva?


Estávamos todos lá, cerca de 100 jornalistas esperando por Dilma Rousseff após a confirmação do segundo turno. Uma correria desnecessária fez com que a imprensa se posicionasse em frente ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Lula onde a candidata acompanhou toda a apuração.


Após cinco minutos de confusão, mudança de planos. Corremos para um hotel ao lado - onde a candidata iria falar. Seria a campanha já batendo cabeça? Alguns chegaram a cogitar que Dilma sequer falaria com a imprensa ontem à noite. Mas ela falou.  


Apenas dez minutos de um pronunciamento moderadíssimo. Elogios e agradecimentos à militância, "guerreira e aguerrida", segundo Dilma. Elogios a todos os eleitos, inclusive da oposição. E elogios à Marina Silva, que podemos chamar de a vencedora da noite.


Marina tinha apenas 1 minuto e 23 segundos na propaganda eleitoral obrigatória, contra quase 11 minutos de Dilma e mais de 7 minutos do Serra. A conquista de 20% dos votos é surpreendente. Marina é mais da metade de Serra. Quase a metade de Dilma. Marina que não teve o Lula e não tem a trajetória do Serra.


Agora, pra onde vão os quase 20  milhões de votos de Marina?     


O "boatômetro" de Brasília já dizia ontem que José Serra iria trocar de vice, forçando uma renúncia de Indio da Costa pra convidar Fernando Gabeira - derrotado na disputa ao governo do Rio. Seria uma estratégia pra tentar herdar os votos do Partido Verde. Ninguém confirma se a hipótese existe.   


 Já a campanha de Dilma acredita que os eleitores de Marina não irão migrar tão facilmente para um lado ou para o outro. O voto de Marina seria, nesta avaliação, de um eleitor cansado que não quer Serra nem Dilma e que por isso terá que ser conquistado.     


Como? Ninguém tem a  resposta ainda. Saberemos nos próximos dias. A fórmula da Dilma certamente terá uma grande dose de Lula. A fórmula de Serra terá muitos ataques. Por isso o clima  ontem entre os assessores de Dilma era tenso, algo como "preparem-se para uma guerra".    


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1
outubro
às 12:09

Fim da propaganda eleitoral na TV. O dia 3 de outubro, decisivo para todos nós brasileiros, se aproxima e eu aproveito para agradecer.


A uma grande equipe que tornou possível a realização de dois grandes debates na TV Record no Rio de Janeiro - entre os candidatos ao governo do Estado, que tive a oportunidade de mediar, e entre os presidenciáveis, quando pude fazer perguntas.

Dois debates polêmicos, quentes, com a neutralidade jornalística, exigida pela ocasião, e sem falhas técnicas. Como deve ser. Como provamos, mais uma vez, que sabemos fazer.


Abaixo, uma parte dessa valorosa equipe:


adri 3 Nunca é tarde pra agradecer!
As jornalistas Virginia Fialho (à esquerda) e Sheila Caroline que me auxiliaram todo o tempo

adri1 ok Nunca é tarde pra agradecer!


A partir da esquerda: Celso Gonçalves (Diretor Record Campos), Orlando Loureiro (Diretor Jornalismo Record Rio), Jean Ribeiro ( Repórter Cinematográfico) , Carlos Geraldo (Presidente Record Rio), Marcelo Rosa (Chefe de Redação - Record Rio)


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24
setembro
às 15:56

urna eletronica tv 20100824 O destino dos ficha sujas: o voto final é seu!

5 x 5. Se fosse futebol teria sido um jogo memorável, com um grito de gol atrás do outro. Mas no campo do STF, o Supremo Tribunal Federal, estavam os ficha-sujas. E uma pergunta: o que fazer com candidatos já condenados e que insistem em não sair da vida pública?

Cabe ao STF decidir se a Lei da Ficha Limpa,  que pode varrer todas essas excelências ficha-sujas pra fora do cenário político, vale já nesta eleição ou somente para as próximas disputas. O empate no Supremo tem gosto de derrota para o Brasil inteiro. A população, cansada de denúncias de corrupção e impunidade, merecia dar o grito de gol ao ver o nome de cada ficha-suja FORA! Todos excluídos definitivamente do jogo.


Mas a decisão final do STF não deve sair antes das eleições. Sem o décimo-primeiro ministro,  desde que Eros Grau se aposentou, o impasse ainda vai longe. O ministro Cezar Peluso bradou durante a sessão: "não tenho vocação para dėspota", pra esclarecer que, como presidente da casa, não iria votar duas vezes pra desempatar a questão. Pelo menos isso.


Se votasse pra desempatar o jogo, o Brasil teria perdido já que o voto de Peluso é favorável aos ficha-sujas. Tambėm votaram com os ficha-sujas os ministros Josė Antônio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. 


Os juristas vão dizer que a questão não é simples. Que está em jogo uma complexa análise das leis, que uma nova lei não pode retroagir para prejudicar ninguém. Prefiro o entendimento de que a lei da Ficha Limpa não está retroagindo. A nova lei simplesmente mudou as regras eleitorais neste país. E, ao chegar a hora da votação, aqueles políticos  que não cumprem às novas exigências, não podem ser candidatos. Pronto. Simples e ético, como deveria ser há muito tempo. 


Lamento o 5 x 5. Lamento o impasse. 


Mas o jogo não está perdido porque o juiz é você, sou eu, somos todos nós. O apito está nas mãos de todos os eleitores. No dia 3 de outubro, no sigilo da urna eleitoral, cada um de nós pode dar o voto que faltou no STF. Contra todos os ficha-sujas.


Sugiro uma consulta ao site Transparência Brasil. Clique aqui. É um bom começo pra quem, como eu, deseja ver uma grande faxina na política nacional. 


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23
agosto
às 16:29

Acompanho as eleições no meu Estado, Minas Gerais, com atenção e curiosidade, embora eu já não vote lá na terrinha há mais de uma década. Hoje me chamou a atenção descobrir que está limitada a participação do ex-governador e candidato ao Senado, Aécio Neves, no programa do candidato que apoia, Antônio Anastasia. E a candidata à Presidência, Dilma Rousseff, também levou o mesmo castigo e terá restrições para aparecer no programa do candidato ao governo de Minas, Hélio Costa.

Como assim? Campanha não é assim... Angariar apoios, formar chapas, pedir votos?

Qual a serventia dessa decisão? Nenhuma me veio à cabeça. Só se o TRE quer chamar o eleitor de burro. Você, eleitor ignorante, não vai conseguir compreender que o Aėcio se beneficia ao aparecer no horário político de Anastasia e Dilma faz o mesmo no horário de Hélio Costa. Então, o TRE soberano precisa proibir o candidato de fazer campanha. Pra que você, pobrezinho eleitor, não seja enganado.

Claro, o TRE vai dizer que está cumprindo rigorosamente a lei. Ah... Se todos os nossos problemas fossem esses.

Neste momento, alguns milhões de reais (ou dólares, se a negociata estiver acontecendo em paraísos fiscais) podem estar a caminho do caixa dois de alguma campanha. Ou de várias.

Promessas estão sendo feitas pra serem pagas depois, com troca de favores, nomeações, conchavos. Contra isso, sim, o eleitor não pode se defender.

Não há fiscalização eficaz. E nem juiz.

Dá pra espernear porque a reforma política não foi feita, porque não se definiu regras rígidas e claras para o financiamento de campanha, porque não há limites para as nomeações políticas, porque as cartas marcadas das licitações vão continuar a existir pra que o político eleito cumpra os tais acordos de campanha. E vamos acusar quem??? Chorar pra quem???

Todos os presidentes que passaram pelo Planalto nos últimos 25 anos e mais todos os senadores e mais todos os deputados.

Aliás, por falar nisso, temos 513 deputados. Apenas para comparação, os Estados Unidos com 300 milhões de habitantes e 50 estados, tem 435 deputados. Nós temos 81 senadores - três por Estado. Eles têm 100 senadores - dois por Estado.

Não está sobrando gente, não? E sobrando problemas? Ah, se nossas mazelas fossem apenas as dobradinhas Dilma-Hélio e Aécio-Anastasia, no horário eleitoral de Minas.

Então fica combinado assim: campanha - o que todo candidato pode  e deve fazer - a lei proíbe, restringe, limita. E a corrupção - que jamais poderia ser tolerada- a gente faz de conta que não está vendo.

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19
agosto
às 12:49

Não há nada que se possa dizer pra defender a favela virtual de José Serra. Luzes, câmeras, ação! E começa o batuque na laje.

E os falsos moradores do falso morro cantam sorridentes e parecem bem felizes e ansiosos pra votar no Serra. 

Como a jornalista Christina Lemos registrou aqui no R7, "Não há bala perdida na favela do Serra". Brilhante observação, Christina.

Nem bala perdida, nem o traficante-dono-do-morro a quem o cidadão de  bem dá bom dia e respeita como amigo, pra não morrer numa emboscada na próxima esquina.

De fato, o medo é real demais pra caber numa favela cenográfica. Mas eu pergunto: quem pode atirar a primeira pedra?

Será tão mais correto e ético assim mostrar os políticos subindo as favelas da vida real? Quantas vezes você já viu essa cena?

O candidato-perfeito-desde-sempre sobe as vielas reais das favelas reais, anda no meio do lixo e do esgoto, aperta muitas e muitas mãos, beija criancinhas, sofre com a miséria de milhões de brasileiros e promete que dali pra frente tudo vai ser diferente.

serra frame A favela do Serra: quem pode atirar a primeira pedra?

Os políticos que sobem as favelas reais, chegam lá, geralmente num dia de sol, céu azul para as imagens da pobreza ficarem mais "bonitas" e "emocionantes" no vídeo.

Eles não chegam lá no meio da enchente, do desabamento, nem do tiroteio. Afinal, seria um risco muito grande de chegar a urna antes da hora - a urna funerária.

A verdade é que a favela dos políticos é sempre editada. Não dá pra decidir pela obra de ficção do programa eleitoral gratuito - seja com favelas "reais" ou virtuais. 

O tal voto consciente é o exercício de escolher quem está menos distante do Brasil real. Quem, pelo menos, sabe o endereço.

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30
julho
às 10:56

A manchete não é sensacionalista. É literal. O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, estava de calças curtas na sabatina do R7. 

Valendo-me do detalhismo feminino, percebi logo de cara. Tem canela demais aparecendo, pensei. E brancas, típicas de quem anda sem tempo pra pegar uma praia. 

Serra seguiu todo o primeiro bloco da sabatina indiferente ao, digamos, probleminha. Mas os assessores que o acompanhavam também perceberam o detalhe incômodo. 

No intervalo, sopraram no ouvido dele e, nos próximos blocos, Serra seguiu ora sem cruzar as pernas, ora brigando pra subir as meias e descer as calças. 

serra 2  Serra foi pego de calças curtas
Fora esta briga, Serra seguiu zen. Ele próprio disse que estava zen. Brincou, não se irritou com nenhuma pergunta, falou calmamente. Mas atirou.


OS ALVOS DE JOSÉ SERRA
 

PT, petistas e o governo apanharam no discurso de Serra. E Lula? Bem, o presidente quase nem foi citado. Em duas horas de perguntas, Serra falou as quatro letrinhas L-U-L-A apenas meia dúzia de vezes. Evitou botar o presidente na conversa, pra elogiar ou pra bater. Mas bateu, por outras vias. 

OS TIROS DE JOSÉ SERRA 

Direita troglodita é quem apoia o presidente do Irā, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou, lembrando que no Irã, mulheres que traem os maridos são apedrejadas e jornalistas, perseguidos. 

Hugo Chavez é Dilmista. 

O governo dá dinheiro de presente para o MST, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Algo que Serra diz que jamais faria. 

O Dnit - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - é um loteamento político, nāo define prioridades. 

Os Correios, o Dnit e a Fundação Nacional de Saúde devem ser reestatizados. Hoje, segundo Serra, não servem aos interesses públicos. 

Quando a multa é pequena, tudo vale a pena, referindo-se as multas que a campanha da adversária, Dilma Rousseff, já recebeu. 

Neste ponto foi confrontado. Os entrevistadores lembraram que o PSDB também foi multado. Lula também foi multado. Seis vezes. 

E aí, fica clara a estratégia serrista de não bater diretamente no presidente. 

Questionado se Lula infringe a lei deliberadamente, Serra foi evasivo: "Nao sei. Aí não sei se é o Lula ou o governo". E ponto. 

Bater num presidente com quase 80%  de aprovação não é de grande valia. 

Bater no governo, inevitável pra quem está na oposiçāo. 

Se os tiros de Serra irão convencer o eleitor, em alguns meses saberemos. 

Quanto as calças, acho que a esta hora elas já seguiram para o gabinete do alfaiate. 

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