Publicado em 25/06/2015 às 22h03

Finalmente, os 10 km

Quem convive comigo já deve estar cansado de mim e do tanto que eu falo sobre corrida. Eu até tento evitar, mas gosto tanto e é tão importante para mim que fica difícil expressar o que correr significa para mim. Já tentei explicar antes mas acho que, depois do último final de semana, descobri algo novo sobre praticas esse esporte.

Há algumas semanas, ainda no começo de junho, meu aplicativo Timehop mostrou que já fazia um ano desde a minha primeira corrida de rua, na qual corri 5 km. Depois de muito treino, muito suor e, ainda bem, uma grande evolução, dei um grande passo. Domingo passado (21) corri meus primeiros 10 km.

Claro que para muita gente isso não é nada. Realmente, tem quem corra isso fácil e eu levei um ano e meio para conseguir. Eu, que não corria nada, que achei que não conseguiria, que me achava desengonçada demais, consegui completar meus 10 km.

Ainda não tinha criado coragem para enfrentar esse desafio. Nos treinos ainda fazia 8 km, no máximo 9 km. Mas minha mãe me incentivou muito e eu resolvi tentar. Nem deu tempo de pensar direito no assunto e só fomos.

Consegui. Não só consegui como corri bem, sem parar, sem andar nem um instante. Queria terminar a prova antes de 1h10, e consegui fazer em 1h05. Foi realmente uma grande conquista!

A corrida me ensinou a não querer desistir nunca e a não competir com os outros, mas comigo mesma. Não tem ninguém além de mim que eu queira superar. Claro que há corredores profissionais, que fazem isso não só como um passatempo. Esses sim querem ser melhores que todas as outras pessoas – mas eles são os que correm 5 km em 15 minutos!

Mas eu? O que eu ganho tendo um tempo menor que alguém que eu nunca vi na vida, ou mesmo de alguém que eu conheça? Corro porque gosto e quero fazer bons tempos e conseguir correr distancias maiores em tempos menores porque quero ser o melhor que posso.

Correr me dá prazer porque naquele momento, naqueles tantos passos, não devo nada a ninguém. Realmente sou só eu mesma, não me importa ser ultrapassada ou ter ultrapassado alguém, não é relevante. Nem a música parece estar tocando. Só preciso me concentrar na respiração.

Inspira pelo nariz, solta pela boca. Água a cada 2,5 km. Inspira pelo nariz, solta pela boca. As placas mostrando a quilometragem vão passando e a cada vez corri mais e falta menos. Inspira pelo nariz, solta pela boca. De longe avisto a linha de chegada. Inspira pelo nariz, solta pela boca. Passo e penso “consegui, nem acredito”, mas deveria acreditar, porque foi ótimo. Inspira pelo nariz, solta pela boca. Sorriso de orelha a orelha.

Que venham mais 10 km e quem sabe ainda mais, porque, agora, eu sei que consigo.

E um obrigada à minha mãe, como sempre, que acreditou mais em mim do que eu mesma e a Mari, grande amiga, que me esperou e terminou a prova ao meu lado.

IMG 2074 Finalmente, os 10 km

Publicado em 11/06/2015 às 23h02

Carta aberta à minha mãe

Ontem eu vi que minha mãe postou um vídeo nas redes sociais dela. Como estava no trabalho, não consegui ver, inclusive porque ele era meio longo, tem quase 40 minutos.

Hoje eu recebi um inbox da mãe de uma amiga pedindo pra dizer para minha mãe que ela era incrível e que ela amou o vídeo e muitas outras coisas lindas. Então, eu resolvi que eu precisava assistir e ouvir o que ela tinha a dizer. Conhecendo a Rosana, eu sabia que seriam 40 minutos bem investidos. E como foram. Foram TÃO bem investidos que me deu vontade e força para escrever - coisa que não fazia a muito tempo pela rotina corrida e pelo cansaço.

Eu poderia ir até o escritório dela, a poucos metros de onde eu estou agora (meu quarto, no caso), mas preferi abrir a todo mundo o que eu acho da minha mãe de tudo que ela faz, porque eu sinto a necessidade de promovê-la e gritar ao mundo que ela é MUITO foda:

Mãe,

O mundo é escroto mesmo. Se as pessoas ganhassem dinheiro pela genialidade que tem, pelo intelecto ou pelas boas intenções, você seria bilionária, talvez capa da Forbes. Mas não é assim que as coisas funcionam. Você mesma me ensinou que o mundo é cruel e muito duro. Quando eu choro porque estou mal por alguma coisa e insinuo que o mundo é injusto, você me dá bronca e diz "aceita que dói menos". Apesar de você preferir citações indiretas, essa tem muito mais graça quando reproduzida desse modo.

Como o mundo é escroto, ganha dinheiro quem tem (ou copia) ideias boas e sabe como as usar, tipo quem trouxe o Big Brother para o Brasil. Não precisa fazer bem pra ninguém. Tem muitas empresas que poluem o mundo e estragam o meio ambiente e fazem fortunas. Tem muito CEO que não sabe nem o nome da faxineira que trabalha no escritório dele porque ela é "menos" que ele, mas tem dinheiro para caralho guardado no banco.

E que merda que a gente precise de tanto dinheiro pra sobreviver, porque se fosse possível viver de orgulho, estaríamos feitas. Apesar de você não ser boa em se vender, você é boa em todo o resto. Mãe, você escrevia o Pânico quando o programa estava no auge, você é formada em física e tem mestrado em física nuclear. Você passou por todas as grandes emissoras desse país, por rádios, escreveu livros, tem um dos blogs mais conhecidos, premiados e renomados do Brasil, foi jurada de prêmios internacionais, foi jurada do maior prêmio de literatura do país, tudo isso sempre sendo mãe de dois filhos e esposa dedicada. Você tricota, escreve, ensina raiz quadrada de um jeito bem mais fácil que todos os professores de matemática e ainda corre mais de 10 km. Qual a dúvida de que você é uma das pessoas mais incríveis que já pisou na terra? Você não precisa que o Google te diga isso.

Mãe, talvez eu nunca tenha te dito, mas por muitos anos eu tive muito problema de auto estima. Foi muito difícil passar por cima disso, mas eu consegui e um dos motivos foi porque você é meu maior exemplo e, pelo menos pra mim, você nunca teve vergonha dos seus erros, dos seus defeitos, nem de começar uma frase dizendo "eu sou uma pessoa muito inteligente", porque você é mesmo! Uma das coisas que mais me motivou e mais me motiva é saber que eu sou TÃO sua filha, tão parecida com você. O maior elogio que eu posso receber é me dizerem que eu sou a cara da minha mãe. Se falarem que escrevo como você então, estou feita, mesmo que isso não signifique estar rica.

Os elogios sempre significaram muito para mim e sofri MUITO com isso também - mais uma prova de que o fruto não cai muito longe da árvore -, mas um belo dia eu percebi que se eu ficasse esperando eu não ia receber elogios nunca, não seria "aprovada". Quem tinha de ter orgulho de mim não eram os outros, mas eu mesma! Muitas vezes eu deixei de te pedir que você lesse textos meus ou que visse apresentações minhas ou fosse a eventos que eu organizei porque eu queria que você se propusesse a ir ou a ler. Mas depois de um tempo eu percebi que você não tinha obrigação nenhuma de saber que eu faria uma apresentação ou que tinha escrito alguma coisa. E esse é o nosso erro. Eu também sempre tive muita vergonha de falar bem de mim mesma, de me exaltar e afins, porque é "feio".

Mae mãe, você? Muitas vezes eu evito dizer que sou sua filha porque quero que as pessoas me achem boa por quem eu sou e pelo modo como eu escrevo, porque mencionar seu nome já impressiona todo mundo. Quem conhece um mínimo de jornalismo não precisa de referências como o Pânico ou o Tudo Pela Audiência pra saber que seu trabalho é incrível, impecável e cativante.

Seu jeito tão verdadeiro, sincero e empolgado com tudo pode ter te atrapalhado muitas vezes, mas talvez sua auto estima tenha sido mesmo seu maior freio. Deixar de ir fazer curso nos Estados Unidos não aconteceu só uma vez. Você sempre se considerou menos do que você é, e nunca o deveria ter feito. Você é uma mulher tão forte e linda! Você pode conquistar o mundo inteiro, não é tarde demais pra isso. E se for tarde, antes tarde do que nunca. Chega disso tudo! Chega de se frear, de se prender pelo que você acha que vai ser melhor pros outros. Vai fazer o melhor pra você, você merece tanta e precisa TANTO disso.

Mãe, agora que você percebeu todos esses problemas não se deixe abater por eles. Você é genial. Transforme todos esses problemas e dificuldades em motivação. Eu posso ser só uma menina de 20 anos querendo aconselhar alguém TÃO experiente como você, mas foi você quem me criou, você quem me ensinou a dar a cara a tapa e a levantar do chão mesmo quando parecer que não dá mais.

Acredite em você, porque se eu acredito em mim mesma e tenho orgulho de cada novo passo que eu dou, é porque eu sou sua filha e você me criou assim.

Vai lá, mãe. Conquista o mundo, porque você consegue, pode e merece. Chega de as pessoas não darem o valor que você merece. Você só não vale o mundo inteiro porque no mundo tem muita gente idiota.

Se você me visse agora, me mandaria parar de chorar, mas não dá. Não porque estou triste, mas porque me emociona falar de um ser humano como Rosana Hermann. Se eu tivesse um só pedido para o resto da minha vida, pediria para você estar sempre comigo.

Te amo incondicionalmente, e é tão verdadeiro que fiz questão de tatuar isso em mim.

Beijos da sua filha que herdou quase tudo de você,

Anita

Publicado em 18/05/2015 às 19h48

Vegetariano: ser ou não ser

Há três meses parei de comer carne velha. Gradativamente estou tentando tirar o frango da minha dieta. O peixe fica, simplesmente porque não quero parar.

Parei de comer carne vermelha não porque sou contra o abate de animais, sou contra o abate excessivo de animais. Mais que isso, sou contra a criação excessiva de animais, que demanda muito do solo e acaba sua produtividade depois. O solo é todo usado para alimentar os bois. Estudos comprovam que os cereais utilizados para produzir 225 g de bife poderiam alimentar 40 pessoas. O uso do solo o torna inútil, acabando com a terra.

Outros problemas além desse deveriam fazer as pessoas pensarem, como a produção de gás carbônico e metano que a criação de gado causa. Dados podem ser encontrados na internet, quem procura, acha.

Eu não acho que todos tenham que parar de comer carne vermelha. Não acho que os vegetarianos e veganos tenham que doutrinar o mundo e tenhamos que anular totalmente o consumo de carne vermelha. Acho só que podemos levar mais em consideração que o Brasil é o maior exportador de carne do mundo, porém, apenas 24% da produção do país vai para o resto do mundo. Os outros 76% nos cabem e poderiam ser menos.

Ninguém é obrigado a parar de comer carne, mas diminuir faria mal? Se tentássemos outros cortes de carne, seríamos afetados?

Falta muito, na minha opinião, a vontade de as pessoas entenderem porque comer carne faz mal ao meio ambiente e entenderem que DIMINUIR o quanto comem não é o fim do mundo. Existe muita relutância e preconceito com os vegetarianos. Eles estão fazendo uma opção, eles não querem comer nenhum tipo de carne e eles podem. Eles tem opiniões e seguem argumentos que fazem sentido para eles.

Mas acho que também falta aos vegetarianos, claro que muitos são, serem pessoas mais didáticas, explicando seus motivos sem querer brigar, sem acusar as pessoas por querem comer carne. Nada no mundo é ou 8 ou 80. Quem não come carne não é obrigado a convencer as pessoas a pararem de comer carne também, ele podem sugerir alternativas mais leves que já ajudam o mundo.

Também é preciso atentar a pessoas que viram vegetarianas e pouco se importam com a saúde, com ter uma dieta balanceada e que supra todas as necessidades que uma pessoa que não come carne vermelha precisa. São muitas. Tem gente que fica anêmica, porque não repõe o ferro da carne vermelha, tem gente que engorda porque troca toda carne por massa.

Muitos nutricionistas não indicam eliminar a carne vermelha do cardápio, mas se você quer, por que não procurar um profissional que possa te ajudar a fazer isso?

A ideologia é bonita, mas precisa ser inteligente e cuidar de si mesmo. De nada adianta salvar o mundo e prejudicar a si mesmo.

Um grande mito sobre ser vegetariano é que quem não come carne, come mal. MENTIRA. Apesar de eu ainda comer peixe - diferente de vegetarianos de verdade -, já comi em alguns restaurantes vegetarianos MUITO bons e já passei mais de um dia sem comer nenhum tipo de carne e comi bem, além de ter ficado satisfeita e ter comido de modo saudável.

Sugestões de restaurantes vegetarianos são bem-vindas, aliás.

Publicado em 27/04/2015 às 20h07

A primeira vez que errei

Uma pessoa muito querida me disse "você não fala do seu novo estágio como você falava do outro. Quando você passou no outros, seus olhos brilhavam, agora não mais".

Eu mudei de estágio. Eu saí da ESPN e não foi fácil tomar essa decisão, simplesmente porque não é fácil desistir de algo que você queria tanto ou que você lutou tanto para que se tornasse realidade. Porém, eu não estava feliz. Simplesmente não deu certo. E foi aquele papo bem de fim de namoro: "o problema não é você, sou eu". E foi isso mesmo, o problema era eu, que não me encontrei como estagiária de TV.

Eu sentia falta das letras, sentia falta de mexer na informação diretamente, de dizer alguma coisa para alguém.

Em outras gerações talvez o emprego não passasse de uma obrigação. Você deveria cumpri-la e a missão estava completa. Mas hoje o trabalho é a sua vida inteira, é tudo e mais um pouco. Mesmo quando você não está no trabalho, você está pensando nele, falando dele, fazendo algo que talvez se encaixasse no trabalho.

Na ESPN eu tinha uma função que muitas outras pessoas adorariam ter, estava ocupando um lugar onde outra pessoa seria feliz, enquanto eu não era.

Então, eu mudei de trabalho. Fui trabalhar no site da Revista Forbes, onde eu escrevo o dia inteiro. Claro que a minoria dos textos são meus, mas nesse período - pouco mais de um mês - eu percebi que eu procurei os meus objetivos e minha felicidade no lugar certo, onde eu sempre soube que seria feliz, na escrita.

Claro que eu já tinha errado. Mas dessa vez era. Eu já tinha tomado decisões ruins, mas nunca tinha tomado uma decisão que tivesse sido errada da forma que foi, mas para tudo tem uma primeira vez na vida. E como toda primeira vez, foi difícil. Fechei uma pauta hoje cujo tema lembra essa situação toda: errei meu curso, e agora? Não errei meu curso, mas tinha errado minha área.

Foi bom ouvir, ao longo desse tempo, que tanta gente errou e erra todos dias. Afinal, tenho certeza que continuarei errando. O importante é tirar lições importantes de fases turbulentas da vida. Do meu erro aprendi mais de mim mesma. Do meu erro procurei uma nova oportunidade e aprendi que quando você trabalha com alguma coisa que te realiza, que te completa, tudo melhora. Acho que o maior impacto que isso teve em mim foi no momento em que uma amiga da faculdade me disse que até minha voz tinha mudado desde que me encontrei um pouco mais.

Não é como se tudo fosse perfeito - aliás, nada é. Não é como se eu fosse ter só um emprego pro resto vida - inclusive, espero muito que ainda tenha muitos.

Mas aprendi a errar. E aprendi que dá pra errar e pra ser feliz depois isso, porque tudo passa. Mesmo se as algo der errado de novo, provavelmente vai voltar a dar certo depois.

Hoje meus olhos talvez não brilhem mais quando falo do meu novo estágio como brilharam quando passei na ESPN, mas talvez nenhum outro estágio tenha esse efeito, e não tem problema. Pelo simples motivo de que aprendi que nada é isento de defeitos e que toda experiência tem seu lado bom e seu lado ruim.

Enfim, eu mudei de emprego e eu estou feliz.

Publicado em 13/04/2015 às 19h20

Felicidade todo dia?

Um dia desses ela me perguntou se nós somos obrigados a sermos felizes.

Não... Mas deveríamos querer ser. E prezar por isso. E nos esforçarmos para isso.

Mas ai pensei o que seria de nós se realmente existe esse compromisso todo, de estar feliz 100% do tempo, de sorrir por tudo.

Frejat não achava que seria bom. Achava que rir de tudo era coisa de gente desesperada.

Têm dias que são ruins mesmo, e a gente quer desabar.

Quer saber? Pode.

Se forem todos, temos um problema.

Se todos forem felizes, temos uma mentira.

Ninguém conhece o prazer sem a dor. Ninguém conhece a alegria sem a tristeza.

Nem todo dia é de sol. Nem todo dia tudo tudo dá certo.

Tem que chover pra encher a cantareira, não dá para tomar sol todos os dias.

E faz parte. A gente aprende assim.

Tô muito mais com Vinicius do que com Chico.

Não existe lei que nos obrigue a ser feliz. Mesmo que ser alegre seja bem melhor do que ser triste.

Não tem obrigação, tem determinação.

Perfil

Anita Efraim, estudante de jornalismo na ESPM. Vivendo a vida desde 25 de setembro de 1994, e com este blog compartilha cada dia que vive em busca de algo que não tem ideia do que seja.

Leia mais

Publicidade

Galeria de fotos

Top 10 Comentaristas

  1. 1
    aefraim62 comentários
  2. 2
    Gabriel37 comentários
  3. 3
    Odonir31 comentários
  4. 4
    Tally29 comentários
  5. 5
    Lívia (sabe a ruiva da s...26 comentários
  6. 6
    Daniel Lagares23 comentários
  7. 7
    ubira20 comentários
  8. 8
    Tara18 comentários
  9. 9
    agoranaodatempo17 comentários
  10. 10
    Marina Hallack16 comentários

Arquivo

julho 2015
D S T Q Q S S
« jun    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

@niefraim: Vegetarianos, kasher e afins não poderiam participar do #MasterChefBr 30/Jun/2015 - 23h42

@niefraim: Que horror essas aves mortas!! #vegetarianossofrem 30/Jun/2015 - 23h28

@niefraim: Seleção brasileira me dá vergonha alheia. 27/Jun/2015 - 20h36

@niefraim: E alguém um dia teve a coragem de dizer que só faria gol no Paulista. ÍDOLO. http://t.co/bhyCQLaqxX 06/Jun/2015 - 17h52

@niefraim: Visca el Barça, visca Neymar! #UCLfinal 06/Jun/2015 - 17h44

Arquivo

julho 2015
D S T Q Q S S
« jun    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Tags

Home de Blogs +