Publicado em 27/08/2015 às 14h16

Anonimato na massa das torcidas de futebol

A parte de todas as piadinhas sobre o resultado dos últimos dois jogos entre Santos e Corinthians, certos aspectos no futebol tem me chamado muita atenção.

Sou louca por futebol desde sempre, herança do meu pai e paixão que construímos e mantivemos juntos durante toda a vida. Não tenho nenhuma vergonha disso, muito pelo contrário: tenho orgulho. Faz parte da cultura brasileira e é entretenimento, mas alguns aspectos me incomodam - e muito.

As pessoas levam o futebol muito a série. Mexe com a gente, que gosta, que ama. Eu me irrito, meu pai se irrita, a gente grita e xinga um pouco, mas a hora que acabou o jogo, a gente vai embora do estádio, ou muda de canal, e continua sendo feliz. Quando chega o jornal do dia seguinte, comenta-se um pouco sobre a vitória ou a derrota e é isso ai. Faz parte do nosso cotidiano e assim é gostoso.

No entanto, o comportamento dos seres humanos (é isso mesmo?) dentro do estádio é assustador. Existe aquela teoria de que, quando em bando, as pessoas se sentem no anonimado e, por isso, fazem coisas absurdas, porque não levarão a culpa por elas. Isso vai desde as músicas até as barbáries noticiadas pela mídia.

Não, não é só a torcida do Corinthians, e sei que muitos vão vir com o argumento de "é só uma música", mas "se o Corinthians não ganhar o pau vai quebrar"? Sério? Por que alguém sempre tem de ser responsabilizado por isso? Vão quebrar quem? O juiz, a torcida adversária, os jogadores? Não é caso demais pra.. UM JOGO?

As torcidas organizadas, para mim, são as instituições mais absurdas da sociedade em que vivemos. Vocês sabiam que alguns deles, provavelmente os líderes, passam o jogo DE COSTAS pro campo para orientar o que as pessoas vão tocar? Gente... Que sentido isso tem? Você paga para ver o jogo, não vê o jogo e fica escolhendo o que a torcida vai cantar. Tem de apoiar o time? Tem, tem mesmo. Mas esse cara também é aquele que orienta todos a cantarem que o juiz tem de ir tomar no cu ou que vão quebrar a torcida adversária. Isso ai é doente.

Somos todos movidos por emoções, todos se descontrolam, mas será que podemos viver com a ideia de que "podemos tudo" e TALVEZ as consequências venham depois?

Uma das cenas que mais me deixou repugnada ontem foi ver um torcedor cuspindo no tapete no meio do hall na Arena Corinthians ontem. Eu não sei o que ele tinha, eu não sei por que ele fez isso, mas eu sei que ele não se importou nenhum pouco e continuou andando, assim como o amigo que estava ao lado dele. Me deu vontade de peguntar se ele cospe no chão da casa dele também, mas eu estava sozinha e fiquei com medo. Porque somos educados a achar que estádio de futebol é terra de ninguém, que lá podemos xingar, bater, gritar, ser machistas sem ter consequências depois, e provavelmente alguma dessas coisas iria acontecer.

Não vou nem entrar na questão do machismo nos estádios porque esse tópico é mais velho que andar para frente. Deveria acabar. Deveria mesmo. Mas será que vai? Provavelmente não. Assim como, provavelmente, a violência nos estádios também não vai. Tive de ficar quietinha ontem, bem na minha, para que ninguém percebesse que eu estava lá torcendo contra o time adversário. Como se fosse um crime. Como se eu não pudesse e estivesse infringindo leis. Imagina se eu comemorasse o gol? Alguém ia vir falar com a gente e me cobrar e talvez cobrar meu namorado, por ter levado uma santista, e poderia dar briga. Por que uma pessoa briga com a outra por querer ver um jogo no estádio? Futebol deveria ser entretenimento, não guerra. Não deveríamos ter medo de ir com A COR DE ROUPA ERRADA em um jogo. Isso é estúpido e irracional.

Isso sem entrar no mérito do absurdo que é um jogador de futebol ganhar R$ 300 mil por mês e o esporte ter estabelecido um teto desse valor para os profissionais. Sem mencionar o desvio de dinheiro público para construir estádios (não, o Itaquerão não foi o primeiro) e as dívidas colossais que o clubes têm e não vão pagar nunca.

Nós nos irritamos demais com o futebol. Se teve uma coisa que eu aprendi foi que esse estresse, essa irritação, a agressividade, a violência, o machismo, ele só faz mal a nós, torcedores. Aquele jogador que perdeu aquele gol, que deixou o título escapar, que isolou a bola no pênalti ou que foi expulso durante o jogo, no fim do mês ele continua com o salário de R$ 300 mil que, provavelmente, eu nunca terei.

Deveria ser mais entretenimento ou diversão. Deveria ser para assistir o jogo. Não tudo de ruim que se tornou.

Publicado em 16/08/2015 às 22h43

Cansei de ser estressada

Cansei de ser estressada, simplesmente porque estresse cansa. Estresse deixa a gente sempre “demais”: magro demais, gordo demais, sonado demais, ligadão demais, agressivo demais, até com cabelos brancos demais, muito mais do que alguém deveria ter com 20 anos de idade.

Sempre fui uma pessoa nervosa, por me cobrar muito. Não é que eu queira ser melhor que todo mundo, mas sempre quero ser o melhor que eu puder e, para isso, tento minimizar a possibilidade de errar, porque dói. Dói quando algo sai diferente do esperado, dói quando eu sei que tentei fazer o melhor e falhei, dói quando sinto que decepcionei alguém que esperava o melhor de mim.

Quando qualquer uma dessas coisas acontece, eu fico irritada e, as vezes, desconto em gente que gosto, mas faco algo um pouco pior e destrutivo: desconto em mim mesma. É um mal que vem de fora para dentro e me destrói toda vez que acontece. O estresse acaba comigo e, antes que os resultados sejam piores, eu preciso acabar com ele. Nunca tinha me dado conta, mas esse é, sem dúvidas, o meu pior defeito. Eu tenho cabelos brancos, eu tive gastrite nervosa com 19 anos. O que vai ser de mim quando chegar aos 30? Quem dirá aos 50?

Não é que eu queira ser desleixada daqui para frente, que só quero deixar que tudo seja mais natural, que o que tem de acontecer aconteca e, caso nao de certo, preciso encarar que isso não é o fim do mundo. Quase nada é.

Tenho pensado em diversas maneiras de tentar eliminas esse problema da minha vida e uma das alternativas na qual pensei foi falar. Talvez por para fora seja um bom método de erradicar esse mal que me atormenta. Meu primeiro passo foi baixar o Periscope. Eu não me importo se ninguém quiser ouvir o que eu tenho a dizer, eu só preciso tirar de mim o que me irrita, falar com alguém, nem que seja comigo mesma.

Morar em São Paulo não ajuda. São horas no transito, luzes vindas de todas as partes que cansam os olhos. Mas, por enquanto, tudo isso faz parte.

quero que o transito deixe de ser um motivo para eu ficar nervosa, que um atraso não acabe com meu dia, que errar seja só mais um aprendizado.

Fazia muito tempo que eu não escrevia, e achei que fosse por falta de tempo, mas talvez seja só falta de saber estabelecer prioridades. Daqui para frente o estresse não é mais a minha prioridade, aprender é. E todos os dias são sobre isso: ter experiências novas e, se aproveitarmos, quem sabe, assim não de tempo de ficar nervosa.

Publicado em 25/06/2015 às 22h03

Finalmente, os 10 km

Quem convive comigo já deve estar cansado de mim e do tanto que eu falo sobre corrida. Eu até tento evitar, mas gosto tanto e é tão importante para mim que fica difícil expressar o que correr significa para mim. Já tentei explicar antes mas acho que, depois do último final de semana, descobri algo novo sobre praticas esse esporte.

Há algumas semanas, ainda no começo de junho, meu aplicativo Timehop mostrou que já fazia um ano desde a minha primeira corrida de rua, na qual corri 5 km. Depois de muito treino, muito suor e, ainda bem, uma grande evolução, dei um grande passo. Domingo passado (21) corri meus primeiros 10 km.

Claro que para muita gente isso não é nada. Realmente, tem quem corra isso fácil e eu levei um ano e meio para conseguir. Eu, que não corria nada, que achei que não conseguiria, que me achava desengonçada demais, consegui completar meus 10 km.

Ainda não tinha criado coragem para enfrentar esse desafio. Nos treinos ainda fazia 8 km, no máximo 9 km. Mas minha mãe me incentivou muito e eu resolvi tentar. Nem deu tempo de pensar direito no assunto e só fomos.

Consegui. Não só consegui como corri bem, sem parar, sem andar nem um instante. Queria terminar a prova antes de 1h10, e consegui fazer em 1h05. Foi realmente uma grande conquista!

A corrida me ensinou a não querer desistir nunca e a não competir com os outros, mas comigo mesma. Não tem ninguém além de mim que eu queira superar. Claro que há corredores profissionais, que fazem isso não só como um passatempo. Esses sim querem ser melhores que todas as outras pessoas – mas eles são os que correm 5 km em 15 minutos!

Mas eu? O que eu ganho tendo um tempo menor que alguém que eu nunca vi na vida, ou mesmo de alguém que eu conheça? Corro porque gosto e quero fazer bons tempos e conseguir correr distancias maiores em tempos menores porque quero ser o melhor que posso.

Correr me dá prazer porque naquele momento, naqueles tantos passos, não devo nada a ninguém. Realmente sou só eu mesma, não me importa ser ultrapassada ou ter ultrapassado alguém, não é relevante. Nem a música parece estar tocando. Só preciso me concentrar na respiração.

Inspira pelo nariz, solta pela boca. Água a cada 2,5 km. Inspira pelo nariz, solta pela boca. As placas mostrando a quilometragem vão passando e a cada vez corri mais e falta menos. Inspira pelo nariz, solta pela boca. De longe avisto a linha de chegada. Inspira pelo nariz, solta pela boca. Passo e penso “consegui, nem acredito”, mas deveria acreditar, porque foi ótimo. Inspira pelo nariz, solta pela boca. Sorriso de orelha a orelha.

Que venham mais 10 km e quem sabe ainda mais, porque, agora, eu sei que consigo.

E um obrigada à minha mãe, como sempre, que acreditou mais em mim do que eu mesma e a Mari, grande amiga, que me esperou e terminou a prova ao meu lado.

IMG 2074 Finalmente, os 10 km

Publicado em 11/06/2015 às 23h02

Carta aberta à minha mãe

Ontem eu vi que minha mãe postou um vídeo nas redes sociais dela. Como estava no trabalho, não consegui ver, inclusive porque ele era meio longo, tem quase 40 minutos.

Hoje eu recebi um inbox da mãe de uma amiga pedindo pra dizer para minha mãe que ela era incrível e que ela amou o vídeo e muitas outras coisas lindas. Então, eu resolvi que eu precisava assistir e ouvir o que ela tinha a dizer. Conhecendo a Rosana, eu sabia que seriam 40 minutos bem investidos. E como foram. Foram TÃO bem investidos que me deu vontade e força para escrever - coisa que não fazia a muito tempo pela rotina corrida e pelo cansaço.

Eu poderia ir até o escritório dela, a poucos metros de onde eu estou agora (meu quarto, no caso), mas preferi abrir a todo mundo o que eu acho da minha mãe de tudo que ela faz, porque eu sinto a necessidade de promovê-la e gritar ao mundo que ela é MUITO foda:

Mãe,

O mundo é escroto mesmo. Se as pessoas ganhassem dinheiro pela genialidade que tem, pelo intelecto ou pelas boas intenções, você seria bilionária, talvez capa da Forbes. Mas não é assim que as coisas funcionam. Você mesma me ensinou que o mundo é cruel e muito duro. Quando eu choro porque estou mal por alguma coisa e insinuo que o mundo é injusto, você me dá bronca e diz "aceita que dói menos". Apesar de você preferir citações indiretas, essa tem muito mais graça quando reproduzida desse modo.

Como o mundo é escroto, ganha dinheiro quem tem (ou copia) ideias boas e sabe como as usar, tipo quem trouxe o Big Brother para o Brasil. Não precisa fazer bem pra ninguém. Tem muitas empresas que poluem o mundo e estragam o meio ambiente e fazem fortunas. Tem muito CEO que não sabe nem o nome da faxineira que trabalha no escritório dele porque ela é "menos" que ele, mas tem dinheiro para caralho guardado no banco.

E que merda que a gente precise de tanto dinheiro pra sobreviver, porque se fosse possível viver de orgulho, estaríamos feitas. Apesar de você não ser boa em se vender, você é boa em todo o resto. Mãe, você escrevia o Pânico quando o programa estava no auge, você é formada em física e tem mestrado em física nuclear. Você passou por todas as grandes emissoras desse país, por rádios, escreveu livros, tem um dos blogs mais conhecidos, premiados e renomados do Brasil, foi jurada de prêmios internacionais, foi jurada do maior prêmio de literatura do país, tudo isso sempre sendo mãe de dois filhos e esposa dedicada. Você tricota, escreve, ensina raiz quadrada de um jeito bem mais fácil que todos os professores de matemática e ainda corre mais de 10 km. Qual a dúvida de que você é uma das pessoas mais incríveis que já pisou na terra? Você não precisa que o Google te diga isso.

Mãe, talvez eu nunca tenha te dito, mas por muitos anos eu tive muito problema de auto estima. Foi muito difícil passar por cima disso, mas eu consegui e um dos motivos foi porque você é meu maior exemplo e, pelo menos pra mim, você nunca teve vergonha dos seus erros, dos seus defeitos, nem de começar uma frase dizendo "eu sou uma pessoa muito inteligente", porque você é mesmo! Uma das coisas que mais me motivou e mais me motiva é saber que eu sou TÃO sua filha, tão parecida com você. O maior elogio que eu posso receber é me dizerem que eu sou a cara da minha mãe. Se falarem que escrevo como você então, estou feita, mesmo que isso não signifique estar rica.

Os elogios sempre significaram muito para mim e sofri MUITO com isso também - mais uma prova de que o fruto não cai muito longe da árvore -, mas um belo dia eu percebi que se eu ficasse esperando eu não ia receber elogios nunca, não seria "aprovada". Quem tinha de ter orgulho de mim não eram os outros, mas eu mesma! Muitas vezes eu deixei de te pedir que você lesse textos meus ou que visse apresentações minhas ou fosse a eventos que eu organizei porque eu queria que você se propusesse a ir ou a ler. Mas depois de um tempo eu percebi que você não tinha obrigação nenhuma de saber que eu faria uma apresentação ou que tinha escrito alguma coisa. E esse é o nosso erro. Eu também sempre tive muita vergonha de falar bem de mim mesma, de me exaltar e afins, porque é "feio".

Mae mãe, você? Muitas vezes eu evito dizer que sou sua filha porque quero que as pessoas me achem boa por quem eu sou e pelo modo como eu escrevo, porque mencionar seu nome já impressiona todo mundo. Quem conhece um mínimo de jornalismo não precisa de referências como o Pânico ou o Tudo Pela Audiência pra saber que seu trabalho é incrível, impecável e cativante.

Seu jeito tão verdadeiro, sincero e empolgado com tudo pode ter te atrapalhado muitas vezes, mas talvez sua auto estima tenha sido mesmo seu maior freio. Deixar de ir fazer curso nos Estados Unidos não aconteceu só uma vez. Você sempre se considerou menos do que você é, e nunca o deveria ter feito. Você é uma mulher tão forte e linda! Você pode conquistar o mundo inteiro, não é tarde demais pra isso. E se for tarde, antes tarde do que nunca. Chega disso tudo! Chega de se frear, de se prender pelo que você acha que vai ser melhor pros outros. Vai fazer o melhor pra você, você merece tanta e precisa TANTO disso.

Mãe, agora que você percebeu todos esses problemas não se deixe abater por eles. Você é genial. Transforme todos esses problemas e dificuldades em motivação. Eu posso ser só uma menina de 20 anos querendo aconselhar alguém TÃO experiente como você, mas foi você quem me criou, você quem me ensinou a dar a cara a tapa e a levantar do chão mesmo quando parecer que não dá mais.

Acredite em você, porque se eu acredito em mim mesma e tenho orgulho de cada novo passo que eu dou, é porque eu sou sua filha e você me criou assim.

Vai lá, mãe. Conquista o mundo, porque você consegue, pode e merece. Chega de as pessoas não darem o valor que você merece. Você só não vale o mundo inteiro porque no mundo tem muita gente idiota.

Se você me visse agora, me mandaria parar de chorar, mas não dá. Não porque estou triste, mas porque me emociona falar de um ser humano como Rosana Hermann. Se eu tivesse um só pedido para o resto da minha vida, pediria para você estar sempre comigo.

Te amo incondicionalmente, e é tão verdadeiro que fiz questão de tatuar isso em mim.

Beijos da sua filha que herdou quase tudo de você,

Anita

Publicado em 18/05/2015 às 19h48

Vegetariano: ser ou não ser

Há três meses parei de comer carne velha. Gradativamente estou tentando tirar o frango da minha dieta. O peixe fica, simplesmente porque não quero parar.

Parei de comer carne vermelha não porque sou contra o abate de animais, sou contra o abate excessivo de animais. Mais que isso, sou contra a criação excessiva de animais, que demanda muito do solo e acaba sua produtividade depois. O solo é todo usado para alimentar os bois. Estudos comprovam que os cereais utilizados para produzir 225 g de bife poderiam alimentar 40 pessoas. O uso do solo o torna inútil, acabando com a terra.

Outros problemas além desse deveriam fazer as pessoas pensarem, como a produção de gás carbônico e metano que a criação de gado causa. Dados podem ser encontrados na internet, quem procura, acha.

Eu não acho que todos tenham que parar de comer carne vermelha. Não acho que os vegetarianos e veganos tenham que doutrinar o mundo e tenhamos que anular totalmente o consumo de carne vermelha. Acho só que podemos levar mais em consideração que o Brasil é o maior exportador de carne do mundo, porém, apenas 24% da produção do país vai para o resto do mundo. Os outros 76% nos cabem e poderiam ser menos.

Ninguém é obrigado a parar de comer carne, mas diminuir faria mal? Se tentássemos outros cortes de carne, seríamos afetados?

Falta muito, na minha opinião, a vontade de as pessoas entenderem porque comer carne faz mal ao meio ambiente e entenderem que DIMINUIR o quanto comem não é o fim do mundo. Existe muita relutância e preconceito com os vegetarianos. Eles estão fazendo uma opção, eles não querem comer nenhum tipo de carne e eles podem. Eles tem opiniões e seguem argumentos que fazem sentido para eles.

Mas acho que também falta aos vegetarianos, claro que muitos são, serem pessoas mais didáticas, explicando seus motivos sem querer brigar, sem acusar as pessoas por querem comer carne. Nada no mundo é ou 8 ou 80. Quem não come carne não é obrigado a convencer as pessoas a pararem de comer carne também, ele podem sugerir alternativas mais leves que já ajudam o mundo.

Também é preciso atentar a pessoas que viram vegetarianas e pouco se importam com a saúde, com ter uma dieta balanceada e que supra todas as necessidades que uma pessoa que não come carne vermelha precisa. São muitas. Tem gente que fica anêmica, porque não repõe o ferro da carne vermelha, tem gente que engorda porque troca toda carne por massa.

Muitos nutricionistas não indicam eliminar a carne vermelha do cardápio, mas se você quer, por que não procurar um profissional que possa te ajudar a fazer isso?

A ideologia é bonita, mas precisa ser inteligente e cuidar de si mesmo. De nada adianta salvar o mundo e prejudicar a si mesmo.

Um grande mito sobre ser vegetariano é que quem não come carne, come mal. MENTIRA. Apesar de eu ainda comer peixe - diferente de vegetarianos de verdade -, já comi em alguns restaurantes vegetarianos MUITO bons e já passei mais de um dia sem comer nenhum tipo de carne e comi bem, além de ter ficado satisfeita e ter comido de modo saudável.

Sugestões de restaurantes vegetarianos são bem-vindas, aliás.

Perfil

Anita Efraim, estudante de jornalismo na ESPM. Vivendo a vida desde 25 de setembro de 1994, e com este blog compartilha cada dia que vive em busca de algo que não tem ideia do que seja.

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