Nos últimos dias perdi a vontade de falar, a vontade de escrever. Limito-me a ler. Ler notícias, ler declarações de pessoas ignorantes, ler textos esclarecedores, ler gente inteligente. Fico quieta, no meu canto. Leio, às vezes, pessoas que falam exatamente as mesmas coisas que eu. Ainda assim, me calo. Não entro em brigas, discussões, me limito a alimentar-me das informações. Observo o que há ao meu redor e alimento esperanças de que, em dado momento, eu pensa em algo que possa reverter algo que me incomoda, como por exemplo, as visões de extremistas que existem dos dois lados. Acredito que, nesse momento, o que posso fazer é procurar ser equilibrada e ajudar as pessoas, cegas pelo ódio e o extremismo, a verem um lado diferente daquele que as conforta.

Assim, hoje, resolvi trazer um texto e traduzir outro. Ambos falam muito sobre mim e sobre o que eu penso. O primeiro é de um site chamado Forum 18, vale a pena. O traduzido é de um movimento juvenil de esquerda(Hashomer Hatzair) da Austrália. Agradeço muito ao autor por tê-lo escrito:

Por que defender Israel nem sempre é o melhor para Israel
Daniel Stiglec

Hasbará é o termo que se refere ao ato de defender, publicamente, Israel contra críticas negativas. A tradução literal é "explicação" – mas, talvez, a melhor tradução seja "explicação de porque Israel está certo e você errado".

Enquanto eu crescia, sempre me ensinaram que eu não deveria falar mal de Israel na frente de pessoas que não são judias, porque "o mundo já demoniza Israel o suficiente, se nós, judeus, não defendermos o Estado Judeu, quem defenderá?

Eu tenho uma visão sobre Israel: eu quero que Israel seja uma sociedade moral, uma sociedade democrática e uma sociedade judaica pluralista. Eu quero que o meu Estado Judeu seja um Estado para todos os judeus e todas as minorias que lá vivem. Sou abertamente e assumidamente um sionista. No entanto, eu me recuso a defender ações de Israel quando elas são as custas de outras pessoas. Eu também acredito que Israel tem o direito de existir, assim como a Alemanha, a Itália ou a Australia.

Há alguns aspectos sobre as políticas contemporâneas de Israel, tanto internas como externas, que eu discordo totalmente, e eu me recuso a defendê-los. Independente se é para meus amigos, colegas, companheiros de classe, defender essas políticas dá a Israel o direito de perpetuar essas ações, que são contra o que eu acredito. Políticas como a construção de assentamentos na Cisjordânia, repetidas destruições de vilas beduínas e o monopólio dos ortodoxos sobre o judaísmo.

Como judeus e sionistas da diáspora, nós precisamos dizer a Israel que já chega, e nós discordamos de suas ações. O governo israelense é apoiado mundialmente com doações por judeus do mundo todo. Se os judeus da diáspora criticassem e condenassem abertamente, além de parar com as doações, o governo teria que levar em consideração o povo judeu. O Estado judeu precisa do apoio da comunidade judaica mundial para sobreviver. Se nós deixarmos de apoiar suas ações, Israel não será outra escolha se não se tornar Israel que desejamos.

É isso que nos faz sionistas. Nós lutaremos, nós nos esforçaremos e nós não pararemos até que nossa Israel seja moral, democrática e a sociedade judaica pela qual lutamos. Vou continuar criticando Israel até o dia em que eu sentir orgulho de dizer que essa é a minha casa e eu imploro que vocês façam o mesmo.

Não estamos lutando por uma Israel radical, nós estamos lutando apenas por um Estado que pode tornar-se a luz entre as nações. Devemos continuar criticando Israel até que realize o que está em sua declaração de independência – [O Estado Judeu] será baseado em liberdade, justiça e paz, como previram os profetas de Israel; assegurará completamente a igualdade social e polícia e os direitos a todos os seus cidadãos, independente da religião, raça ou sexo..."

Parafraseando Marc Light, Diretor da Escola King David – As pessoas que mais te amam (sua família), são as que mais te criticam - porque são as que mais se importam com você.

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Humanos cometem crimes de ódio. Não só judeus, não só muçulmanos, não só cristãos, não só religiosos, qualquer um de nós pode ser o próximo a odiar, e, como diz minha mãe, assim, a tornar-se um hater. Ao descobrir que judeus da extrema direita hostilizaram a passagem do Papa a Jerusalém, fizeram pichações ofensivas falando mal de Jesus, além de pregarem morte aos árabes, primeiramente senti muita vergonha. Depois, a racionalidade bateu em minha cabeça e concluí o mais óbvio: essas pessoas não me representam, afinal, esses são os que estão preocupados em odiar alguém.

Em meio ao conflito o que me deixa mais inconformada são as pessoas querem falar sobre igualmente, racionalidade e proporcionalidade mas não apoiam que haja dois estados. Tantos aqueles que só querem que haja a Palestina quanto os que querem que haja só Israel não falam sobre "proporcionalidade". É só ódio mesmo, não tem igualdade nenhuma nessa linha de raciocínio. Esse sentimento cega tanto as pessoas que há defensores da causa palestina que usam os ultra ortodoxos judeus, que são contra o Estado de Israel, como "bons exemplos" de judeus. É muita ignorância, mal sabem eles que os extremistas da religião só têm tal discurso porque acham que só deve haver o Estado Judeu quando o Messias chegar. Mas olha... Quando chegar quero ver eles apoiando a causa palestina, levantando bandeiras.

Essas pessoas apoiam o ódio, elas só escolhem alguém para odiar e fazem dessa a sua causa. A internet abriu um espaço democrático que faz com que qualquer um possa falar qualquer coisa, o que por um lado é bom, e seria ótimo se as pessoas não saíssem falando tanta coisa sem ter a menor ideia do estão divulgando.

Hoje meu objetivo continua sendo conscientizar as pessoas de verem diversos pontos de vista, mas, mais que isso, meu objetivo pessoal é não levar essas pessoas em conta e ser bem resolvida com o que eu acho e sei. Discutir com um hater é igual socar uma parede: ela não cai, não muda, não é danificada e você se machuca.

Se as pessoas realmente se importassem com a política mundial elas seriam monotemáticas, afinal, os problemas são vários. O avião da Malasia Airlines que caiu hoje, por exemplo, foi atingido por um míssil. Investigações apontam para que os culpados sejam os rebeldes ucranianos pró Russia. Foram 295 pessoas que perderam suas vidas porque os haters, que têm suas vidas motivadas pelo ódio, estavam obcecados em matas uns aos outros, diversos deles eram especialistas em AIDS, que iam para um congresso. Além deles, vocês sabiam que 478 civis já morreram nesse conflito?

Parece que o jogo da vez é: "escolha um coitado e defenda ele de qualquer maneira", o tabuleiro é o Facebook e aquele que fizer mais postagens sem fundamento ganha. Sinceramente, preferia Banco Imobiliário.

Às vezes a vida me lembra os motivos pelos quais eu descobri que a minha sina era ser jornalista. Simples, rápido e fácil: a verdade. Como disse no meu "TED", a verdade é feita de diversos pontos de vista, por diferentes pessoas com opiniões que podem chegar até a serem opostas. Como jornalismo o meu objetivo é, um dia, ser capaz de combater a mídia excessivamente parcial. Peguei para mim a missão e o dever de ajudar as pessoas a se informarem melhor. Dessa vez o que me levou a lembrar de tudo isso foi o modo como a mídia brasileira está tratando o mais recente conflito no Oriente Médio.

Sempre fui e serei a primeira a criticar a vitimização. Quem se vitimiza não aprendeu com o passado ou tirou algo bom dele, apenas está se aproveitando dele, sem ir para frente. Sou absolutamente contra discursos em evento, como em memória do Holocausto, que põe o povo judeu como "pobrezinhos". Não somos coitados, somos fortes porque apesar de 6 milhões de nós terem morrido, continuamos aqui, sem esquecer jamais que tal fato não nos torna melhor que ninguém. O mesmo cabe para o que vem acontecendo em Israel e na Faixa de Gaza hoje.

Não acho, em uma guerra, haja um certo e um errado. Quando um não quer, dois não fazem, então, se alguma das partes não estivesse disposta a um conflito armado, ele não existiria. Suspeita-se que o Hamas tenha sequestrado aqueles três jovens; seja o Hamas ou qualquer outro que tenha feito isso, sabia que uma guerra poderia vir a partir dessa ação. Os extremistas da direita israelense que acharam sensato pagar na mesma moeda, também. Infelizmente, os governos de ambas as partes decidiram que, depois de tudo, o único ponto em que poderiam chegar era jogar mísseis uns nos outros.

É aí que a mídia brasileira peca, e feio.

blog1 Lobo Mau e Chapeuzinho Vermelho

Reforço: Israel está SIM jogando mísseis em Gaza, e não acho que esse seja o caminho para a paz, porém, não é possível que todas as pessoas achem que, enquanto a Faixa de Gaza é atingida, nada acontece nos territórios israelenses. Independente de quem começou atirando, os dois estão fazendo o errado, o que os afasta cada vez mais de um acordo de paz.

Quem quer saber a verdade vai atrás, não fica no comodismo só com as informações que aparecem na sua frente. Quer falar sobre o conflito? Falem, mas vá atrás de algo maior do que só os jornais de todos os dias, isso vale tanto para os que defendem Israel quanto para os que defendem a Palestina.

Isso:

É tão verdade quanto isso:

Quer falar mal de Israel, vá em frente. Quer falar mal dos palestinos, por favor. Mas tenha fundamentos. O problema não são as opiniões diferentes, mas a ignorância que permeia nossas vidas, a falta de vontade de ver um cenário mais amplo, mais real e completo. Hoje minha posição não é a favor de nenhuma das duas partes, mas da realidade, da realidade sobre o Oriente Médio. Pessoas morrem todos os dias de ambos os lados e nós, aqui, do outro lado do mundo, estamos sentados, sem fazer nada, falando besteiras, sem sabermos o que é estar lá e, ainda pior, achando que só há um lado da história.

Cansei da mídia mostrando como Israel é o Lobo Mau querendo comer a Chapeuzinho Vermelho, a pobre Faixa de Gaza, mas também estou farta dos que procuram defender o Estado Judeu como "o correto" na história. Um conflito que nos parece infinito, como esse, não é um filme da Disney com vilões e mocinhas. Quem quer matar outro ser humano, para mim, está errado. Atirar mísseis do outro lado da fronteira não levará ninguém a paz e, mais que isso, fomentar o ódio só piora toda a situação.

É isso que, os que falam sem saber, promovem: o ódio. A ignorância nos torna simplesmente pessoas cegas e fadadas a odiar o lado mau. Enquanto o cenário mundial se divide como um público hipnotizado ligando para votar em quem será o próximo eliminado do Big Brother Mundo, não há quem ajude a construir um caminho com a paz.

Tentem ler mais, por favor. Tentem procurar mais fontes e, quando achá-las, disseminá-las por ai, por mundo melhor e mais informado.

Indico fortemente, para os realmente interessados no assunto, um blog bastante sóbrio e que consegue por a racionalidade acima do emocional: Conexão Israel. Escrito por brasileiros que foram morar em Israel, os textos dão um panorama ótimo da situação atual, sabendo equilibrar os dois lados.

28
jun
22h25

Antes que a Copa do Mundo começasse eu não estava animada com o evento. Uma apaixonada por futebol, que há anos acompanha todos os campeonatos que acontecem no país, não estava se importando com O grande momento do futebol mundial no próprio país. Acredito que eram os efeitos das ações sujas que aconteceram no processo para que a Copa no Brasil acontecesse. Os desvios de dinheiro aconteceram, os estádios saíram em cima da hora. De maneira nenhuma acho dignas as palavras da filha de Ricardo Teixeira, que afirmou que o que tinha que ser roubado já foi, mas acertaram aqueles que disseram que nós, brasileiros, deixaríamos isso de lado quando as emoções do mundial tomassem conta de nós. Não digo que nos esquecemos, espero que, especialmente na hora de votar, não deixemos isso de lado. Mas assumo: fui e estou totalmente influenciada pelo clima de Copa.

Como antes não estava empolgada com o mundial, não fui atrás de nada, de ingressos, de ir a jogos. Depois que a Copa começou, prometendo ser a "Copa das Copas", me arrependi. Comecei a ir muito atrás de entradas para conseguir ir a jogos em São Paulo, e, se conseguisse, do Brasil. Devo dizer que foi difícil. Por um preço justo, impossível. No site Fifa, então, nem se fala. Não foi por falta de tentativas, como muitos outros, acordamos de madrugada, mas o site oficial só nos iludiu. Abriam ingressos, mas comprá-los era muito difícil. E devo dizer que foi bastante frustrante.

Depois de bastante tempo tentando e falando com pessoas que estavam vendendo seus ingressos (JAMAIS pelo preço que compraram), eu e meu pai conseguimos ir ao jogo Bélgica e Coreia, na Arena São Paulo, o novo estádio do Corinthians. Sim, eu ia a um jogo da Copa, por mais fraca que fosse a partida. Eu e meu grande e incansável companheiro de partidas de futebol, que, além de mover o mundo para me fazer feliz, é, provavelmente, o único homem com quem eu falo de futebol que nunca fez um comentário machista que insinuasse que mulheres não entendem de futebol: meu pai.

Nesse dia minha expectativas sobre a organização da Copa do Mundo em nosso país foram absolutamente superadas. O trajeto da estação Arthur Alvim da linha vermelha do metrô até a arena estava muito bem orientado, voluntários por todo o caminho, além de o policiamento bastante reforçado. No um quilometro e pouco fomos os dois sorrindo muito, vendo o grande e bonito estádio se aproximando.

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As filas, ao chegar lá, eram rápidas e havia gente sobrando para ajudar os torcedores a localizarem seus assentos. Os voluntários falavam inglês, aliás. Sinceramente, jamais esperava essa eficiência toda. Resta a dúvida se continuará assim em jogos comuns depois da Copa.

O clima dentro da Arena São Paulo era uma delícia, todos felizes por estarem lá, uma festa. Pessoas pintadas dos pés a cabeça, cantando, torcendo, outros tirando fotos com as atrações ambulantes. Não havia tensão, apenas descontração e alegria.

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Quando estava na fila do banheiro feminino conversei com duas norte americanas que vieram para o Brasil para o mundial e, também, pela folia. "A Copa do Mundo é incrível! Eu sempre quis vir para o Brasil e essa é a oportunidade perfeita", afirma Melissa, 21 anos, de Nova Jersey, que ainda não conseguia acreditar que estava aqui. Já Beata, que veio do bairro Queens, Nova York, diz que foi uma longa viagem até aqui, mas que valeu muito a pena. Ressalta que o clima do mundial é muito gostoso, especialmente ver cenas como belgas e sul coreanos se dando bem, tirando fotos juntos. As duas estavam ficando em Valinhos, no interior de São Paulo, na casa do ex colega de quarto do irmão de Melissa.

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Como nem tudo são flores, há algumas coisas chatas. As pessoas não vai aos jogos para realmente assisti-los. Durante toda a partida tinha gente levantando, indo comprar cerveja (sou bastante contra terem aberto essa "exceção" para a Copa), atrapalhando quem queria ver o que estava acontecendo em campo. É um clima totalmente diferente do que há em jogos em que pessoas estão torcendo para algum time em campo. Na Copa do Mundo não é só o futebol que motiva pessoas a irem às partidas.

O jogo em si foi bem fraco, não deu para sentir a qualidade que o mundial vem apresentando. Mas, sem dúvidas, foi uma experiência para a vida, um sonho realizado. Só tenho a agradecer ao meu pai por isso, por ter me dado essa oportunidade e compartilhado esse momento comigo.

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Sinceramente, durante todo o tempo em que estive lá, eu não pensei em nenhum dos antecedentes da Copa, nenhuma das sujeiras feitas pela Fifa e os organizadores, eu só vivi aquele momento único. O mundial é mais que futebol, é muita felicidade junta, é emocionante. Porém, isso não muda o fato de que a "Copa das Copas" poderia ter sido preparada de uma maneira mais justa. Há o momento de curtir, aproveitar o que está acontecendo no Brasil agora, mas ele não apaga todos os erros, tudo que o país tem a melhorar.

Sempre desprezei essas cantadas na rua, é inevitável sentir raiva de um cara que, ao te abordar, te tira a liberdade e o conforto de andar de short em um dia quente. A parte boa (nossa, BOA é demais... Menos pior) de ser alguém em um carro, é que essa situação de extremo constrangimento passa mais rápido. Quando você cruza com um cara na rua, demora mais um pouco, e aqueles segundos em que ele te fala algo nojento, causando uma situação de extremo desconforto, talvez um certo medo, é pior.

Normalmente tenho capacidade de relevar e mentalmente mandá-los para bem longe de mim, mas sem ser agressiva, sem deixar isso estragar um segundo do meu dia. Porém, hoje foi diferente. Fui correr no minhocão, que fecha aos domingos para tornar-se uma área de lazer para paulistanos. Nunca tinha ido lá, mas meus pais me disseram que era bem agradável. É, não concordei com a percepção deles. Estava acontecendo algum evento com skatistas. E, de verdade, nada contra pessoas que andam de skate, desde que eles não façam parte dos idiotas que olham para pernas de mulheres como se fossem suculentas coxas de frango, prontas para serem devoradas. Eram MUITAS pessoas andando de skate, e óbvio que as que estavam só lá andando, tranquilos, não me incomodaram nem um pouco. Mas os grupos de meninos sentados que ficavam olhando enquanto eu passava me deixou incomodada de um jeito que nunca senti.

Eu adoro correr, normalmente é um momento terapêutico no meu dia. Hoje eu realmente senti ódio, senti vontade de chorar. Eu não tenho que ir correr de calça, em um dia de sol, para prevenir outras pessoas de me incomodarem. É verdade, é um local público, cada um faz o que bem entende, olha para onde quer. Isto é, se pensarmos que somos todos animais que seguem apenas instintos, e que desconhecemos o “outro” no espaço em que vivemos e agimos.

Infelizmente é difícil aderir a uma causa até que esse mal te afete. Por pior que tenha sido passar por isso, acho que hoje abri meus olhos para a importância dessa luta, da igualdade, que é o objetivo maior do feminismo.

Se você sente-se lisonjeada de ouvir esses “elogios”, repense o quanto você mesma se aprecia, porque nenhuma mulher precisa disso para se ver linda e suficiente no espelho. Quem te vê como carne não merece um minuto da sua atenção.

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