16
fev
10h05

Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, é o escritor do livro Tempos Líquidos, que faz uma analise da sociedade atual baseada na insegurança de todos nós. Essa insegurança faz com que tudo se esvaeça muito rapidamente. O que é líquido flui. Por isso, Bauman afirma que os tempos, hoje, são líquidos: passam rápido demais.

Noto que o futebol é um reflexo do paradigma atual de tudo que se vive. Os números astronômicos dados sobre a corrupção também existem dentro do esporte mais popular no Brasil, por exemplo. Temo, inclusive, dizer que não são corrupções diferentes - estão intimamente ligadas. Sendo assim, os tempos líquidos identificados por Bauman em nossa sociedade dão suas caras no futebol.

Todo time tem grandes ídolos. Jogadores inesquecíveis que fizeram história no clube e consagraram-se, carregando, para sempre, o escudo respectivo como parte da sua identidade. Antigamente era comum achar, alguns exemplos saem facilmente:

Mesmo quem não entende nada de futebol sabe que Raí jogou no São Paulo. Destaque no Botafogo de Ribeirão Preto e na Ponte Preta, ganhou uma oportunidade no São Paulo quando tinha 22 anos. Ficou 6 anos no clube, fez 393 jogos e marcou 128 gols. Saiu em 1993 para ir jogar na Europa, no PSG, e voltou ao Brasil cinco anos depois. Claramente para o clube que o consagrou: o São Paulo.

Ademir da Guia pouco ficou no Bangu, no Rio de Janeiro, e foi jogar no Palmeiras, em 1962. Fez 901 jogos pelo Palestra onde, 15 anos depois, aposentou-se, tendo marcado 198 gols.

Zico chegou ao Flamengo em 1971, ficou dois anos na Itália e saiu definitivamente no clube de seu coração em 1989. Até hoje o ídolo é constantemente homenageado pela torcida rubro negra.

Hoje é difícil mencionar grandes ídolos que fizeram carreira em um time e não trocaram. Quantos, hoje, são os que fizeram do clube onde jogaram, o mesmo do seu coração? Quando, antes, seria comum ir assistir um clássico no estádio e ouvir tantos gritos acusando um jogador de ser traidor, mercenário?

Todo santista sentiu uma facada doída no coração quando Ganso, aquele que era a dupla do até hoje ídolo Neymar, transferir-se para o maior rival, São Paulo.

Que palmeirense não tem mágoa de Alan Kardec, artilheiro da série B em 2013, que foi jogar no São Paulo, um dos grandes rivais do clube? Ainda mais quando ele, usando a camisa tricolor, balançou as redes contra seu antigo time.

O futebol acompanha os tempos líquidos deixando poucos remanescentes que creem que honrar o clube é uma das grandes vitórias do jogador. Porém, o coração do torcedor não vem acompanhado de racionalidade. Quem se importa com a liquidez da sociedade? Torcedor quer jogador que honre a camisa, que beije o escudo quando faz gol e que nunca o faça por outro time, muito menos um rival.

Não adianta nenhum jogador ter a habilidade de Pelé se não ama a camisa que veste, como ele amava a do Santos.

pele comemorando no pedra enxuta 0 Liquidez no futebol

De que adianta ter um Viola, que marca gol no dérbi, imita um porco e, depois, vai jogar no maior rival pra depois imitar um gavião?

Claro que existe a parte financeira. Todos os jogadores querem ganhar melhor, mas precisa ser no time rival? Além do que, se o cara é craque, ele vai ganhar bem.

Jefferson, goleiro do Botafogo, é caso raro. Chega a arrancar suspiros de torcedores de outros clubes pelo amor à camisa que veste. Mesmo com salários atrasados, jogando a segunda divisão do Brasileiro, apesar de ser goleiro da Seleção, Jefferson quis ficar. Ele poderia ter processado seu time, como fez Arouca, e ido para outro clube, onde seria titular pelo seu nível. Mas como poucos fazem, escolheu ser ídolo. Assim como fez Rogério Ceni durante toda sua carreira.

jeff Liquidez no futebol

A ferida da "traição" é profunda e poucas vezes superável. Pra quem é louco pro futebol, jogador bom é jogador como Sócrates: que pediu pra morrer num dia de jogo, com seu time campeão. E o universo, que deve gostar de futebol também, atendeu aos pedidos.

socrates Liquidez no futebol

Eu não ia para a Disney desde 2007 e não tinha nem ideia de quando voltaria. Os planos das minhas férias eram passar 10 dias em Miami com minha melhor amiga. Porém, percebemos que ficaríamos um pouco entediadas todo esse tempo no mesmo lugar e, com muito incentivo do irmão dela, resolvemos ir passar dois dias na Disney.

Um pouco loucura mas, o fizemos. Decidimos de um dia pro outro ir, reservamos hotel, alugamos um carro e fomos. Como não teríamos muito tempo, nos planejamos ir em dois parques da Disney, o MGM e o Epcot, e nos dois da Universal, que tem a parte do Harry Potter, a parte mais esperada da viagem, pelo menos por mim.

Chegamos tarde em Orlando e fomos a recepção pegar a chave do quarto e nos deparamos com algo que não sabíamos: agora tudo na Disney funciona com a Magic Band.

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Essa é a chave do seu quarto, mas muito mais que isso, é quase seu passaporte no complexo Disney. Quando você compra seu passe para os parques, ele está ai. Você pode até fazer compras nos parques com isso. A instrução é simples: é só colocar o Mickey com o Mickey.

Acordamos cedo e fomos para o MGM, onde ficam brinquedos clássicos, como a montanha russa do Aerosmith, e o elevador que cai, da série antiga Twilight Zone. A tarde fomos para o Epcot e ficamos lá até o jantar, para poder comer no Japão.

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O dia foi gostoso, apesar de extremamente cansativo. Mas depois de sete anos sem ir, notei que algo chama mais atenção assim que você entre no parque, que não os brinquedos: as lojinhas. É impressionante. Todas as lojinhas são iguais, mas mesmo assim, dá vontade de entrar em todas e ver cada coisinha que tem dentro. O marketing deles é muito baseado no emocional. Minha geração cresceu vendo os desenhos da Disney, não importa se é um homem ou mulher, dá vontade de levar um pouco da sua infância com você dos parques.

Mas esse saudosismo não foi metade do que senti no dia seguinte. A Universal trouxe muito mais emoção do que a Disney, não só pelos brinquedos que são muito melhores.

Hoje no trabalho meu chefe estava falando sobre filmes de adolescente que marcaram época e me perguntou se eu era da geração Harry Potter. Fiz que sim com a cabeça com um sorriso enorme no rosto. Sou, desde os 12 anos, apaixonada, fissurada, pela saga do bruxo.

Assim que entramos na Universal quis ir correndo para a parte correspondente ao Beco Diagonal. Tive que me segurar, mas quando cheguei, acho que travei por alguns instantes. É uma réplica idêntica. Não sabia em qual loja queria entrar primeiro: na de artigos de quadribol, do Olivaras e por ai vai. Não estou exagerando quando digo que quase chorei de tanta felicidade no meio do brinquedo, que era como se fosse dentro do banco de Gringgots. Ele é um pouco montanha russa, um pouco simulador, com hologramas dos personagens principais.

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Depois pegamos o Expresso Hogwarts para chegar à Hogsmead, que fica no Island of Adventure. Mais bem feito impossível e com mais lojas ainda.

Eu tenho 20 anos e estudo em uma faculdade focada em propaganda e marketing. Acho que isso mudou totalmente meu modo de ver a Disney e a Universal. Tudo é feito para que você compre, para que você fique TÃO feliz que se esqueça que não deveria estar comprando aquela besteirinha de tiara da Minnie (prometo que isso eu não comprei) por mais de US$20,00 (que agora significam quase R$55).

Mas o mais impressionante é que, mesmo consciente de tudo isso, eu cai como um patinho. Eu queria comprar tudo, tive que me segurar mais para não fazê-lo. Foi por muito pouco que eu não comprei um gorro da Grifinória, como metade das pessoas que estavam lá, mas ai pensei que eu não precisava gastar US$40,00 por algo que usaria tão poucas vezes na vida. As vestes iguais as dos personagem do filme custam MUITO caro, e mesmo assim, todo mundo compra, afinal, Harry Potter marcou época. Quem não quer deixar de ser trouxa e parecer com um bruxo?

A Disney, assim como a Universal, despertam algo dentro de nós que parece irracional. Se pessoas mais velhas ficam assim, fico imaginando uma criança pequena nos parques, encontrando seus personagens favoritos por ai. Todo mundo quer levar um pouco da Disney embora.

Não tinha um modo melhor de ter acabado as minhas últimas férias "como criança", sem grandes responsabilidades.

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"Bianca é uma moça que acabou de se formar no ensino médio, em uma ETEC, e desde os 12 anos sonha em fazer jornalismo. Tem paixão pela profissão e se identifica muito com ela.

Determinada a cursar jornalismo em uma faculdade de qualidade, ela prestou Cásper e ESPM, mesmo que sua família não apoiasse tanto, porque são faculdade particulares.

Depois de muito estudo e esforço, passou nas duas. Graças a sua excelente colocação na ESPM, ofereceram a ela uma bolsa. Foi muito difícil decidir-se mas, no final das contas, ela resolveu cursar ESPM.

E a USP? Ficou de fora por quê? Não tem qualidade? Não. Só que cada um tem seus próprios ideais e ideias, e ela não se identifica com o ambiente da universidade e seus alunos, mesmo tendo grande admiração por eles.

O problema é: após fazer essa escolha tão difícil, Bianca está bastante insegura porque não sabe se conseguirá adaptar-se ao perfil de alunos da faculdade. Ela é quieta, na dela, destoa do perfil de jovem universitário que sai da aula e adora ir pro bar beber uma cerveja.

Quem não tem medo de se adaptar e de não ser feliz? Quem nunca se sentiu deslocado no primeiro dia? Quem não sofre antecipadamente pelo medo desesperado de ter feito uma escolha errada?

É a consequência das escolhas, uma das alternativas sempre fica de fora. Cabe a nós mesmos não nos torturarmos com o tão famoso e assustar 'e se'.

Talvez um dos aprendizados mais importantes da vida de alguém - especialmente se esse alguém for inseguro - seja conseguir se olhar e enxergar em si mesmo o seu lado bom e suas qualidades. Defeitos todos temos e, quase sempre, conseguimos vê-los de forma bem mais clara.

Claro que de um dia pro outro alguém levanta da cama, olha no espelho e pensa 'como eu confio em mim mesmo!', é um processo e ele não vai ser fácil. Mas quem dá o primeiro passo é você, você mesmo que está refletido nesse espelho e parece tão cheio de defeitos. Essa, sem dúvidas, não é única pessoa que pode te ajudar, mas é, com certeza, a que mais pode".

Fiquei um tempo sumida não por falta de assunto, mas por falta de tempo. Cheguei de viagem no domingo a noite e segunda cedo já comecei a trabalhar. Desde então minha rotina tem estado muito corrida e eu, bastante cansada. Porém, hoje algo me motivou a escrever de uma forma inexplicável.

Durante toda minha vida de Chazit, que já tem nove anos, o que aprendi de mais importante é que o modo mais eficaz de educar não é passando conteúdos ou incitando questionamentos, mas sendo um exemplo. Desde que passei a acreditar nessa premissa, tento ao máximo agir no meu cotidiano de maneira consciente e de forma que outros possam olhar para mim e refletir sobre o motivo pelo qual eu faço certas coisas e por que elas fazem diferente ou fazem igual.

Dentro da Chazit já senti muitos resultados em relação a isso. Afinal, durante todos os meus sábados, por três anos, eduquei de acordo com ideias que eu acredito totalmente.

Hoje, porém, senti um impacto direto de "ser um exemplo" na minha vida como "pessoa que almejo ser", e não só como ativista de um movimento juvenil.

Entrei nos comentários do meu blog sem esperar encontrar nada, afinal, não postava há bastante tempo. Encontrei dois comentários: um no meu mais recente post, sobre livros, e o outro em um post mais antigo, de 19 de outubro.

O segundo comentário é da Bianca, e, no fim de tudo que me contou, me pediu um conselho e o meu maior conselho é: vai, e se der medo, vai com medo mesmo!

Bianca, só pelo seu comentário já deu pra notar que você escreve super bem, além de ser uma menina determinada e sensível, o que pode ser seu grande trunfo ou um problema para si mesma. Acredito que a ESPM vai te ensinar mais do que jornalismo. Vai te ensinar, também, a respeitar a individualidade das pessoas, inclusive a sua. É verdade, tem muita gente diferente lá e, talvez, você não se dê com todo mundo, mas posso prometer que em nenhum lugar isso aconteceria.

Parabéns por ter passado nessas duas gigantes da comunicação e por ter conseguido bolsa, não é pra qualquer um. Agora, acredita e chega de mente e sorriso aberto. Assim, não tem erro.

Obrigada por esse comentário, por ter mudado meu dia para MUITO melhor, pelas lindas palavras e, principalmente, pela confiança.

Sem dúvidas hoje, depois de ler seu comentário, me sinto muito mais gratificada pela coragem e vontade de escrever para quem quiser ler. Acredito mais em mim mesma, mais que ontem e, para terminar o clichê, espero que menos que amanhã.

Boa sorte, Bianca! Espero sempre ser um exemplo e apoio para você.

Talvez não existam livros ruins.

Só livros que não são para nós. Mas são para outra pessoa.

Talvez alguns livros tenham muito a nos dizer, talvez, criemos uma relação de amizade e confiança que encham os olhos de lágrimas quando o laço se finda junto com a páginas, que, infelizmente, são sempre limitadas.

Talvez livros sejam como pessoas, que vem e vão, e alguns fazem mais o nosso tipo.

Ninguém é obrigado a gostar de todo mundo por ai, assim como não é obrigado a gostar de todos os livros.

Mesmo que todos os outros falem bem. Mesmo que o autor seja renomado.

Por outro lado, tem gente que alguém não gosta. E nós acabamos gostando.

Que atire a primeira pedra quem nunca teve vergonha de falar que adorou um livro que o melhor amigo odiou.

Gosto é gosto. Cada livro é um, e cada um nós também.

Às vezes nos encontramos, encaixa. Aquela história, aquele relato, é tudo que precisamos.

Às vezes não.

Mas o importante é ir tentando. Um livro pode nos decepcionar.

Será isso motivo suficiente para assinar a carta de demissão do cargo de leitor?

Tem tantos outros peixes no mar.

E tantos outros livros nas livrarias. E nos sebos. E dos nossos amigos. E de pessoas que admiramos.

Cada livro tem uma vida por trás, que nem nós.

Às vezes nos identificamos.

Às vezes não.

Porém, quando achamos um livro que muda a vida, dá vontade de ficar com ele pra sempre.

Ler e reler e ler mais uma vez, pra poder dizer que "releu de novo".

E quando achamos dá sede. Sede de achar outro que te faça sentir assim.

Ruim é que os livros podem ser como as pessoas: algumas nos decepcionam.

Talvez nós decepcionemos os livros, quando vemos os filmes sem tanto interesse de lê-los.

Vai saber.

Dizem por ai que o ano de 2014 passou muito rápido. Entretanto, tenho a impressão de que se fala isso sobre todos os anos. Acho que há muito mais para falar desse ano do que sua duração, aspectos que não senti sobre nenhum outro que vivi.

Por muito tempo achei que o ano em que morei fora seria o ano em que mais aprendi na vida. Talvez eu estivesse certa em relação a teoria, tirei de 2013 as mais importantes lições da minha vida - pelo menos até agora -, mas o que 2014 teve de único foi que tudo que aprendi no ano anterior pude por em prática.

Foi um ano difícil pelo simples fato de que voltar a uma realidade antiga não é fácil. Você se acostuma com outra rotina, outro cotidiano, outras companhias, outra realidade e, então, acaba e você volta. Como lidar com esse choque? Particularmente, achei na terapia meu caminho para organizar todas as milhares de ideias que passavam pela minha cabeça. Infelizmente muitos acham que psicólogo ou psiquiatra é só pra quem é louco. Digo infelizmente por ainda ter quem pense que há algum de nós que não têm sua loucura particular.

Como escrevi a ele, 2013 foi meu grande amigo e parceiro. No início, pareceu que 2014 veio para destruir toda aquela alegria, especialmente no primeiro semestre. Sala nova na faculdade, não ter muitos amigos e uma quantidade quase infinita de trabalhos em grupo, desilusões que eu nunca poderia imaginar, projetos pessoais que falharam. Em um certo momento parecia que eu queria que esse ano fosse péssimo para que nada nunca fosse melhor que 2013. Idealizamos tanto alguns momentos que queremos santificá-los, para garantir que eles nunca serão esquecidos.

Foi necessário recomeçar, mais uma vez. O segundo semestre, aos poucos, foi se tornando um lugar melhor, apesar de estar exatamente no mesmo espaço físico, me propus o desafio de me jogar de cabeça em tudo que faria, sem frear a felicidade se ela quisesse vir. Deu certo, bem certo. Não é como se tudo tivesse sido perfeito, mas me sentia muito melhor na faculdade e comigo mesma. Acho que o mais importante de fazer terapia foi entender que os fracassos e as frustrações nem sempre eram minha culpa e, mesmo que fossem, eles fazem parte do dia a dia de qualquer um. A diferença é se sabemos ou não lidar com eles.

A revolução interna é saber tirar das decepções novas motivações para seguir em frente. Sem aquele otimismo, papo de Poliana de que tudo tem um lado bom. Todos podem ficar chateados, é normal uma criança chorar quando cai da bicicleta quando está aprendendo. O que importa é que ela tenha a coragem de tentar de novo e de novo, até aprender.

Algo bastante importante que aprendi não em 2013 mas ao longo de toda a vida é que o sofrimento alheio não é mensurável. Não temos o direito de julgar se alguém pode ou não sofrer, independente do motivo. 2013 me ensinou a julgar menos as pessoas e me preocupar mais em avaliar o que eu faço ou deixo de fazer. Sofri como outros que voltaram comigo e, hoje, sei que o que eu senti não cabe a ninguém além de mim.

Sabendo lidar com as frustrações e com meus sentimentos fui colhendo a maturidade que plantei e termino 2014 mil vezes mais feliz do que poderia imaginar. Foi um ano cheio de altos e baixos, mas acho que com tudo que vivi esse ano trouxe mais conquistas que perdas.

Ter medo é normal, e eu tive. Tive muito medo que 2013 deixasse de ser o que foi, que ele ficasse como uma lembrança apenas. Hoje tenho certeza de que isso jamais acontecerá. 2013 faz parte de mim e, sem ele, nunca teria aprendido a lidar com as dificuldades que 2014 trouxe. O ano que agora se encerra me pôs a prova, me colocou na parede e gritou na minha cara "você é mulher ou menina?", demorei mas hoje, sem necessidade de gritar de volta, lhe digo calmamente que tornei-me uma mulher e, justamente por isso, ele foi único.

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