Por muitos anos achei uma enorme besteira a atitude de certas pessoas defender assaltantes, ladrões, no geral, pessoas pobres que tiram dinheiro e/ou bens valiosos de pessoas na rua, nos carros, etc.

Porém, minha opinião de maneira radical depois de ter lido uma série de livros. Os principais foram escritos pelo MV Bill e pelo Celso Athayde, que são uma sequência: Falcão- meninos do tráfico e Falção- mulheres e o tráfico. Com enfoques diferentes, possível de entender qual é o de cada um pelo título. Ambos são relatos feitos por duas pessoas que nasceram e cresceram em favelas e assumem como projeto pessoal transmitir a vida de pessoas que, diferente deles, não tiveram a sorte de ter sucesso e não se envolver com o crime.

O "falcão" da favela é aquele que tem como função vigiar e avisar a comunidade quando a polícia, ou outro inimigo, estiver se aproximando, para que não sejam pegos traficando e/ou praticando atividades ilícitas. O projeto inicial era um documentário com entrevistas com esses falcões, e do documentário surgiram os livros. Foram entrevistados 17 meninos ao longo dos anos de filmagem (se não me engano foram oito anos) e, nesse tempo, 16 morreram.

Vivemos em um país com oportunidades desiguais. Alguns têm a chance de estudar, mesmo que na rede pública, que tem menos qualidade que a privada, e ter uma vida digna, sem precisar roubar para viver. Por outro lado, muitos não têm. Quem mora em favelas vive de um modo que nenhum de nós, que tem um computador e uma casa própria pode imaginar. Um livro foi o mais perto que cheguei disso.

Esses meninos que foram entrevistados por Athayde e MV Bill eram pessoas que não pareciam ter escolhas. A maioria não tinha pai (que ou fugiu ou foi morto, ou pelo próprio tráfico ou pela polícia) e a mãe não dava conta das despesas de casa e, então, eles têm que "tomar providências". Abandonam a escola em busca de emprego, mas na comunidade o emprego com maior piso salarial é o de traficante, para ajudar a mãe a pagar as contas. Será que realmente tem outra alternativa?

Quantas vezes no dia a dia nós pensamos nessas pessoas? Qual a importância que o governo dá para elas? Parece que, para elas, não há saída. Em muitas entrevistas os meninos dizem que não queria ter que fazer essa escolha, mas não havia outra viável. Sem escolaridade, com urgência de levar comida para casa, ou eles assaltam, roubam ou entram no tráfico.

Infelizmente, ontem minha amiga foi assaltada na 25 de março. Enquanto andava na rua um cara chegou e disse "passa tudo", no reflexo ela pegou a carteira e deu, e o cara foi embora. Quando viu que o documento dela estava junto, jogou para trás e saiu correndo. Isso me fez pensar muito sobre tudo que li e aprendi e refleti enquanto lia e depois que terminei os livros. Cada história, cada relato. Talvez esse homem que a assaltou fosse só mais um deles, que teve que largar a escola e não teve oportunidades de entrar em um trabalho digno, que ajudasse a família a se sustentar. Ele não queria o mal da minha amiga, ele queria dinheiro e só.

Assumo que, hoje mais que nunca, morro de medo de ser uma vítima de assaltos e furtos. Vivo no paradoxo do medo e da constante tentativa de ajudar essas pessoas. Mas como? Elas devem ser as pessoas que mais odeiam e abominam o sistema, as pessoas que têm mais raiva dos mais abastados, afinal, só eles sabem o que é isso, o que é ter que se submeter a violência e a humilhação para poderem ter o que comer.

Honestamente, somos todos prejudicados por essa sociedade desigual e injusta, na qual poucos têm muito e muitos têm pouco. Porém, os mais vitimizados são eles, que morrem todos os dias vítimas da violência excessiva da PM, que enfrentam risco de vida todos os dias em busca do mais básico que um ser humano precisa. Quantas vezes no dia pensamos nisso? Neles?

Não que tenhamos que ser condizentes com sermos assaltados e hostilizados no nosso cotidiano, mas é fácil dizer que eles tiveram a escolha de entrar nessa vida. Talvez eles não tenham tido a oportunidade de fazer escolha alguma. E todos os dias em que penso nisso, vejo um morador de rua, sei de histórias de alguém que foi assaltado, me pergunto, há um solução? Posso fazer algo para ajudar essa situação a melhorar?

03
ago
16h23

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26). Pessoalmente, não acredito que a Bíblia, seja o Velho ou o Novo Testamento, nem nenhum dos livros sagrados pelas religiões, tenha sido escrito por escribas, orientados por D-us. Na minha concepção de mundo (porém isso é só o que eu acho, respeito todas as outras opiniões) esses textos são como fábulas, não relatos históricos verídicos. Sendo assim, eles querem nos mostrar algo, nos dar uma lição, são contos com uma moral no final.

Pegando o trecho do Velho Testamento que conta como D-us criou o homem (isto é, o ser humano, não o gênero masculino) vemos que todas as pessoas são criadas da mesma forma, então, são iguais e tem um pouco de seu criador em si.

No Velho Testamento está escrito que o povo judeu é o povo escolhido. Não creio que nós sejamos. Veja bem, esse "nós" já é bastante duvidoso: há diversas pessoas que se consideram judias, porém, os ortodoxos não as consideram, ou porque são convertidas por uma linha judaica que não é a ortodoxia, ou por não ter nascido de ventre judaico.

Na população mundial os judeus são 0,2%, porém, esse número conta com pessoas como eu, que se consideram judias. Sendo assim, na visão dos ortodoxos judeus, menos de 0,1% do mundo inteiro foi escolhido por D-us. São tantas pessoas no mundo, todas vindos do mesmo antepassado. Esse pensamento é absurdo, individualista e menospreza as outras pessoas. O que eu não entendo é o que faria essa distinção, se D-us criou O homem, Adão e Eva, pai e mãe de todos os outros que vieram depois, ou seja, todos têm a mesma origem.

Cada vida tem o mesmo valor. Mais que 1500 palestinos e 30 israelenses mortos, são 1530 pessoas mortas. São humanos, que vieram das mesmas origens, não há uma vida mais importante que a outra. Claro que o número de mortos de cada lado é desproporcional, mas em uma guerra não há lógica, não há matemática. O número total é o que o que nos fala sobre o conflito. Pessoas morrem, pessoas matam. Ninguém sai feliz.

Tão absurdo quanto o pensamento de um povo ser superior ao outro, é uma facção que domina um território ter como meta principal a destruição de um Estado, em vez de priorizar a criação do seu. Se o Hamas prezasse pela vida, investiria mais em cuidar dos seus cidadãos do que em matar judeus e acabar com Israel. Se prezasse, os líder não estariam em outros países árabes, seguros com suas fortunas, achando que podem escolher outros para morrerem pela jihad (guerra religiosa).

A direita israelense, que atualmente está no poder, diz que faz o que pode para cuidar de seus cidadãos, entendo, mas será que realmente não há alguma outra forma de salvar mais vidas, dando importância igual para todas as vidas? Sim, o Estado deve cuidar dos israelenses, eu concordo, mas acho que falta pensar um pouco mais além. Pensar que, por trás do Hamas, existe um povo que não tem suporte algum e está morrendo por causa do que uma facção terrorista fez e faz.

Entristece ver que há pessoas não pensam assim, que colocam um "povo" na frente de outro. Entristece, talvez ainda mais, que o governo israelense não esteja pensando assim. Entristece que as pessoas leiam o que querem e compartilhem como se, só porque defende o seu ponto de vista, seja a verdade. Tem muito mais GENTE envolvida nisso do que pensamos. É simples ler qualquer colunista, que mora do outro lado do mundo e não vive o conflito, dando pitaco de um lado ou de outro. Temos que procurar pessoas de lá, palestinos, israelenses, procurar FONTES, não opinadores. Opinião todo mundo pode ter. Os fatos poucos veem.

Israel não está certo, na minha opinião, e eu não acho que a defesa incondicional do Estado Judeu diminua o antissemitismo (talvez aconteça até o contrário). Está certo ao defender seus habitantes, mas não está certo em matar civis. Tenho forças e coragem para criticar Israel abertamente porque acho que o Estado pode mais. Pode mais em relação ao conflito, em relação ao acolhimento de imigrantes, em relação a política num geral.

Eu não posso falar sobre o Hamas, porque sou ignorante em relação a eles. Como você e como muitos dos que estão escrevendo por ai, não conheço ninguém que faça parte do Hamas ou que more na Faixa de Gaza. Mas eu gostaria, gostaria de saber o que eles passam, o que eles vivem, como eles são governados. Como eles acham que a paz viria. Qual o valor que eles dão para uma vida, seja deles ou de um israelense.

Sinceramente, tenho medo, muito medo de tudo que está ocorrendo. Medo pelos civis palestinos, pelos soldados israelenses, que tem o mesmo valor: o de uma vida. Queria saber como Yitzhak Rabin (que foi o primeiro ministro de Israel que chegou mais perto da paz, até ser assassinado por um judeu fanático) lidaria com a situação, se estivesse no lutar de Netanyahu. O atual primeiro ministro, para mim, preza mais pela vida de judeus do que pela de palestinos, política da qual discordo totalmente.

Assumo que minha visão é que é obrigação de Israel lutar fortemente pela paz, porque o Estado Judeu tem, ou deveria ter, esse objetivo. O Hamas não tem.

Se eu pudesse dar um conselho ao atual primeiro ministro israelense, repetiria as palavras de Rabin: "Devemos pensar diferente, olhar as coisas de modo diferente. Paz requer novos conceitos, novas definições", pensando que cada vida, independente de religião, crenças pessoal, tem o mesmo valor.

Yitzhak Rabin Quotes 3 Gênesis 1:26Yitzhak Rabin Quotes 31 Gênesis 1:26

Nos últimos dias perdi a vontade de falar, a vontade de escrever. Limito-me a ler. Ler notícias, ler declarações de pessoas ignorantes, ler textos esclarecedores, ler gente inteligente. Fico quieta, no meu canto. Leio, às vezes, pessoas que falam exatamente as mesmas coisas que eu. Ainda assim, me calo. Não entro em brigas, discussões, me limito a alimentar-me das informações. Observo o que há ao meu redor e alimento esperanças de que, em dado momento, eu pensa em algo que possa reverter algo que me incomoda, como por exemplo, as visões de extremistas que existem dos dois lados. Acredito que, nesse momento, o que posso fazer é procurar ser equilibrada e ajudar as pessoas, cegas pelo ódio e o extremismo, a verem um lado diferente daquele que as conforta.

Assim, hoje, resolvi trazer um texto e traduzir outro. Ambos falam muito sobre mim e sobre o que eu penso. O primeiro é de um site chamado Forum 18, vale a pena. O traduzido é de um movimento juvenil de esquerda(Hashomer Hatzair) da Austrália. Agradeço muito ao autor por tê-lo escrito:

Por que defender Israel nem sempre é o melhor para Israel
Daniel Stiglec

Hasbará é o termo que se refere ao ato de defender, publicamente, Israel contra críticas negativas. A tradução literal é "explicação" – mas, talvez, a melhor tradução seja "explicação de porque Israel está certo e você errado".

Enquanto eu crescia, sempre me ensinaram que eu não deveria falar mal de Israel na frente de pessoas que não são judias, porque "o mundo já demoniza Israel o suficiente, se nós, judeus, não defendermos o Estado Judeu, quem defenderá?

Eu tenho uma visão sobre Israel: eu quero que Israel seja uma sociedade moral, uma sociedade democrática e uma sociedade judaica pluralista. Eu quero que o meu Estado Judeu seja um Estado para todos os judeus e todas as minorias que lá vivem. Sou abertamente e assumidamente um sionista. No entanto, eu me recuso a defender ações de Israel quando elas são as custas de outras pessoas. Eu também acredito que Israel tem o direito de existir, assim como a Alemanha, a Itália ou a Australia.

Há alguns aspectos sobre as políticas contemporâneas de Israel, tanto internas como externas, que eu discordo totalmente, e eu me recuso a defendê-los. Independente se é para meus amigos, colegas, companheiros de classe, defender essas políticas dá a Israel o direito de perpetuar essas ações, que são contra o que eu acredito. Políticas como a construção de assentamentos na Cisjordânia, repetidas destruições de vilas beduínas e o monopólio dos ortodoxos sobre o judaísmo.

Como judeus e sionistas da diáspora, nós precisamos dizer a Israel que já chega, e nós discordamos de suas ações. O governo israelense é apoiado mundialmente com doações por judeus do mundo todo. Se os judeus da diáspora criticassem e condenassem abertamente, além de parar com as doações, o governo teria que levar em consideração o povo judeu. O Estado judeu precisa do apoio da comunidade judaica mundial para sobreviver. Se nós deixarmos de apoiar suas ações, Israel não será outra escolha se não se tornar Israel que desejamos.

É isso que nos faz sionistas. Nós lutaremos, nós nos esforçaremos e nós não pararemos até que nossa Israel seja moral, democrática e a sociedade judaica pela qual lutamos. Vou continuar criticando Israel até o dia em que eu sentir orgulho de dizer que essa é a minha casa e eu imploro que vocês façam o mesmo.

Não estamos lutando por uma Israel radical, nós estamos lutando apenas por um Estado que pode tornar-se a luz entre as nações. Devemos continuar criticando Israel até que realize o que está em sua declaração de independência – [O Estado Judeu] será baseado em liberdade, justiça e paz, como previram os profetas de Israel; assegurará completamente a igualdade social e polícia e os direitos a todos os seus cidadãos, independente da religião, raça ou sexo..."

Parafraseando Marc Light, Diretor da Escola King David – As pessoas que mais te amam (sua família), são as que mais te criticam - porque são as que mais se importam com você.

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Humanos cometem crimes de ódio. Não só judeus, não só muçulmanos, não só cristãos, não só religiosos, qualquer um de nós pode ser o próximo a odiar, e, como diz minha mãe, assim, a tornar-se um hater. Ao descobrir que judeus da extrema direita hostilizaram a passagem do Papa a Jerusalém, fizeram pichações ofensivas falando mal de Jesus, além de pregarem morte aos árabes, primeiramente senti muita vergonha. Depois, a racionalidade bateu em minha cabeça e concluí o mais óbvio: essas pessoas não me representam, afinal, esses são os que estão preocupados em odiar alguém.

Em meio ao conflito o que me deixa mais inconformada são as pessoas querem falar sobre igualmente, racionalidade e proporcionalidade mas não apoiam que haja dois estados. Tantos aqueles que só querem que haja a Palestina quanto os que querem que haja só Israel não falam sobre "proporcionalidade". É só ódio mesmo, não tem igualdade nenhuma nessa linha de raciocínio. Esse sentimento cega tanto as pessoas que há defensores da causa palestina que usam os ultra ortodoxos judeus, que são contra o Estado de Israel, como "bons exemplos" de judeus. É muita ignorância, mal sabem eles que os extremistas da religião só têm tal discurso porque acham que só deve haver o Estado Judeu quando o Messias chegar. Mas olha... Quando chegar quero ver eles apoiando a causa palestina, levantando bandeiras.

Essas pessoas apoiam o ódio, elas só escolhem alguém para odiar e fazem dessa a sua causa. A internet abriu um espaço democrático que faz com que qualquer um possa falar qualquer coisa, o que por um lado é bom, e seria ótimo se as pessoas não saíssem falando tanta coisa sem ter a menor ideia do estão divulgando.

Hoje meu objetivo continua sendo conscientizar as pessoas de verem diversos pontos de vista, mas, mais que isso, meu objetivo pessoal é não levar essas pessoas em conta e ser bem resolvida com o que eu acho e sei. Discutir com um hater é igual socar uma parede: ela não cai, não muda, não é danificada e você se machuca.

Se as pessoas realmente se importassem com a política mundial elas seriam monotemáticas, afinal, os problemas são vários. O avião da Malasia Airlines que caiu hoje, por exemplo, foi atingido por um míssil. Investigações apontam para que os culpados sejam os rebeldes ucranianos pró Russia. Foram 295 pessoas que perderam suas vidas porque os haters, que têm suas vidas motivadas pelo ódio, estavam obcecados em matas uns aos outros, diversos deles eram especialistas em AIDS, que iam para um congresso. Além deles, vocês sabiam que 478 civis já morreram nesse conflito?

Parece que o jogo da vez é: "escolha um coitado e defenda ele de qualquer maneira", o tabuleiro é o Facebook e aquele que fizer mais postagens sem fundamento ganha. Sinceramente, preferia Banco Imobiliário.

Às vezes a vida me lembra os motivos pelos quais eu descobri que a minha sina era ser jornalista. Simples, rápido e fácil: a verdade. Como disse no meu "TED", a verdade é feita de diversos pontos de vista, por diferentes pessoas com opiniões que podem chegar até a serem opostas. Como jornalismo o meu objetivo é, um dia, ser capaz de combater a mídia excessivamente parcial. Peguei para mim a missão e o dever de ajudar as pessoas a se informarem melhor. Dessa vez o que me levou a lembrar de tudo isso foi o modo como a mídia brasileira está tratando o mais recente conflito no Oriente Médio.

Sempre fui e serei a primeira a criticar a vitimização. Quem se vitimiza não aprendeu com o passado ou tirou algo bom dele, apenas está se aproveitando dele, sem ir para frente. Sou absolutamente contra discursos em evento, como em memória do Holocausto, que põe o povo judeu como "pobrezinhos". Não somos coitados, somos fortes porque apesar de 6 milhões de nós terem morrido, continuamos aqui, sem esquecer jamais que tal fato não nos torna melhor que ninguém. O mesmo cabe para o que vem acontecendo em Israel e na Faixa de Gaza hoje.

Não acho, em uma guerra, haja um certo e um errado. Quando um não quer, dois não fazem, então, se alguma das partes não estivesse disposta a um conflito armado, ele não existiria. Suspeita-se que o Hamas tenha sequestrado aqueles três jovens; seja o Hamas ou qualquer outro que tenha feito isso, sabia que uma guerra poderia vir a partir dessa ação. Os extremistas da direita israelense que acharam sensato pagar na mesma moeda, também. Infelizmente, os governos de ambas as partes decidiram que, depois de tudo, o único ponto em que poderiam chegar era jogar mísseis uns nos outros.

É aí que a mídia brasileira peca, e feio.

blog1 Lobo Mau e Chapeuzinho Vermelho

Reforço: Israel está SIM jogando mísseis em Gaza, e não acho que esse seja o caminho para a paz, porém, não é possível que todas as pessoas achem que, enquanto a Faixa de Gaza é atingida, nada acontece nos territórios israelenses. Independente de quem começou atirando, os dois estão fazendo o errado, o que os afasta cada vez mais de um acordo de paz.

Quem quer saber a verdade vai atrás, não fica no comodismo só com as informações que aparecem na sua frente. Quer falar sobre o conflito? Falem, mas vá atrás de algo maior do que só os jornais de todos os dias, isso vale tanto para os que defendem Israel quanto para os que defendem a Palestina.

Isso:

É tão verdade quanto isso:

Quer falar mal de Israel, vá em frente. Quer falar mal dos palestinos, por favor. Mas tenha fundamentos. O problema não são as opiniões diferentes, mas a ignorância que permeia nossas vidas, a falta de vontade de ver um cenário mais amplo, mais real e completo. Hoje minha posição não é a favor de nenhuma das duas partes, mas da realidade, da realidade sobre o Oriente Médio. Pessoas morrem todos os dias de ambos os lados e nós, aqui, do outro lado do mundo, estamos sentados, sem fazer nada, falando besteiras, sem sabermos o que é estar lá e, ainda pior, achando que só há um lado da história.

Cansei da mídia mostrando como Israel é o Lobo Mau querendo comer a Chapeuzinho Vermelho, a pobre Faixa de Gaza, mas também estou farta dos que procuram defender o Estado Judeu como "o correto" na história. Um conflito que nos parece infinito, como esse, não é um filme da Disney com vilões e mocinhas. Quem quer matar outro ser humano, para mim, está errado. Atirar mísseis do outro lado da fronteira não levará ninguém a paz e, mais que isso, fomentar o ódio só piora toda a situação.

É isso que, os que falam sem saber, promovem: o ódio. A ignorância nos torna simplesmente pessoas cegas e fadadas a odiar o lado mau. Enquanto o cenário mundial se divide como um público hipnotizado ligando para votar em quem será o próximo eliminado do Big Brother Mundo, não há quem ajude a construir um caminho com a paz.

Tentem ler mais, por favor. Tentem procurar mais fontes e, quando achá-las, disseminá-las por ai, por mundo melhor e mais informado.

Indico fortemente, para os realmente interessados no assunto, um blog bastante sóbrio e que consegue por a racionalidade acima do emocional: Conexão Israel. Escrito por brasileiros que foram morar em Israel, os textos dão um panorama ótimo da situação atual, sabendo equilibrar os dois lados.

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