Depois de uma semana bem cansativa, voltei. Foram 7 maravilhosos, é difícil descrever o quanto estou feliz. Apesar de estar um pouco sem voz, afinal, não foi fácil dar atividades para 43 crianças de 12 anos, todo o esforço valeu a pena. É muito gratificante acabar o ano com a sensação de dever cumprido.

problognitza Voltando a encarar a realidade

A Chazit é um ciclo e uma hora acaba. Todos os anos há despedidas, afinal, todo ano você muda de grupo, todo ano têm pessoas que saem da Chazit e todo ano pessoas vão para o Shnat, passar um ano em Israel. Esse ano somos nós que vamos, Shnat 2013. Dá um pouco de medo, um aperto no coração de deixar as pessoas e ir. Especialmente essas crianças a quem dediquei tanto. Mas faz parte. Já chorei tudo que tinha para chorar na última noite da nossa viagem dessa semana. Sentirei muita saudade deles.

Ficar uma semana foram realmente me deixou 100% fora de tudo que estava acontecendo com o mundo. Por um lado é muito bom, mas por outro não passa de uma mentira. De que vale achar que o mundo é maravilhoso e que a educação pode ser propagada a todos e, assim, mudar o mundo, em uma semana, se você chega aqui e descobre que um louco entrou em uma escola nos Estados Unidos e matou várias crianças de 6 anos, a própria mãe e mais várias professoras? Além dele mesmo, claro...

Fica a lição: fugir não adianta. O jeito é encarar a realidade, sendo ela boa ou ruim, e esforçar-se para mudá-la. Enfim, acho que nessa última semana, mesmo desligada de tudo que ocorreu no mundo, fiz alguma diferença para mudar a realidade à minha volta. Tem uma blusa da Chazit com uma frase que me marcou muito, e é um dos principais motivos que me faz continuar na Chazit: Se a educação não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

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