23
dez
22h57

Me encontro, neste momento, em Águas de São Pedro. Um lugar bastante monótono, perfeito para quem quer descansar e ficar bem longe da típica vida paulistava, coisa que meus pais adoram fazer de vez em quando. Chegamos hoje de manhã e, como disse, é um lugar que não ofecere diversas atividades. Passei grande parte do tempo dormindo, outra parte, lendo.

Terminei de ler Nunca fui santo, o livro oficial do Marcos, ex-goleiro do Palmeiras. Tinha vários outros livros para ler, até já tinha começado alguns, mas não resisti... É difícil para mim ir à livraria. Nunca me aguento. Fui comprar um livro de presente para uma amiga, e vi o livro verde lá, junto com alguns outros sobre futebol. Olhei, pedi ajuda para um atendente. Não sabia se levava ou não.

Perdi muito a fé no futebol nos últimos tempos. Parei de ser fanática para dar lugar a uma desiludida que acha que é tudo um mero jogo de poder. Triste, eu diria. Não gosto de ter me tornado assim, de ter tirado o lugar da emoção e do amor ao esporte para a raiva e a desilusão. Assistia à qualquer jogo, hoje, é só do Santos mesmo. Nem a Seleção Brasileira me atrái mais.

Ainda assim, resolvi levar o livro. Para mim, mesmo sendo santista roxa, acima de qualquer decepção com o futebol, o Marcos sempre foi um ídolo. Já escrevi sobre ele aqui, adoro ver entrevistas dele, sinto prazer ao vê-lo jogar. Sempre o vi de maneira diferente, acho ele uma pessoa simples e honesta, de princípios. Quis ler não pelo futebol em si, com o qual não me iludo mais, mas pelo Marcos, essa pessoa que eu admiro.

Terminei hoje. O livro é curto, a leitura é fácil, simples. Dá para ler rapidinho. A quem é palmeirense, recomendo muito a leitura, para quem não é, precisa gostar de futebol ou, pelo menos, do Marcos. Ele conta, com o jeito bem próprio dele, causos de sua história. A grande maioria relacionada ao esporte, mas algumas não.

Não foi o livro que mais acrescentou na minha vida, mas me deu uma pontinua de esperança em relação ao futebol e as pessoas. Mesmo com tanta corrupção dentro do futebol, tanta gente mau caráter, tem quem seja legal também, quem só esteja lá porque tem o dom e queira jogar. O que este livro me ensinou, além de história do futebol, foi que ser pessimista só vai ser pior para mim mesma.

Valeu a pena ler? Sem dúvidas. Acho que qualquer livro vale a pena. Quando estava em dúvida de levava Nunca fui santo ou não, o atendente me disse "nenhum livro é tão bom que vá te ensinar tudo, nem tão ruim que não vá te ensinar nada".

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