O Natal está batendo na porta da gente. 2011 e a nova temporada do 50 por 1 já-já estão por aí. Não sei quanto a vocês, mas eu tenho muito o que agradecer por 2010. Não só pelo carinho da audiência, pelo respeito que eu ganhei na televisão, mas também por estar vivo, com saúde e pronto para continuar trabalhando muito nos próximos anos. E eu ainda não encontrei melhor forma de agradecer do que ajudando quem precisa. Ajudando quem, ao contrário da gente, não conta com saúde, sorte ou oportunidade. E, desconfio, que cada um de vocês que vem aqui pensa exatamente do mesmo jeito que eu. Então resolvi fazer o seguinte: uma lista de instituições e ações que merecem nossa ajuda. Mesmo quem não tem dinheiro pode achar um jeito de ajudar:

1. Minha primeira dica é a Ação da Cidadania, que trabalha com o Natal sem Fome desde 1993 e foi criada por um cara incrível, o sociólogo Betinho. Infelizmente ele não está mais aqui, mas esse legado maravilhoso continua. Então, se você quiser e puder, clique aqui e saiba como colaborar.

2. O R7 fez uma lista de lugares do Rio de Janeiro que estão recebendo doações de Natal. Quem é carioca pode clicar aqui e ajudar. Eu soube pela minha produção, que também faz o programa Extreme Makeover Social, que a atriz da Record, Bruna di Tullio, está reunindo cestas de alimentação e calçados para um projeto social com crianças ainda no Rio. Ela foi a madrinha da última creche de Sumaré e todo mundo que trabalhou com ela me disse que a moça é de uma humildade e disponibilidade inigualáveis. Então, gente, são só 50 cestas e 50 calçados no projeto  – aposto que nos unindo, vamos completar a lista que a Bruna disponibiliza no site o mais rápido possível. Só clicar aqui.

3. Outros dois projetos que merecem nossa atenção todos os dias do ano são o Gol de Letra (aqui, aqui, aqui) e o Instituto Ayrton Senna (clicar aqui), que disponibilizam formas bem simples de doação.

4. E se você estiver realmente quebrado, ainda pode doar sangue. Essa época do ano é quando os bancos de sangue ficam mais em baixa. É só ser maior de idade e ter mais de 50 quilos. Fácil fácil. No Estado de  São Paulo vocês podem procurar a Fundação Pró Sangue, aqui ó. E para informações sobre hemocentros no Brasil inteiro, só clicar aqui.

E é claro que vocês também podem encontrar locais sérios nas suas próprias cidades. Mas nunca é tarde pra gente fazer o Natal do nosso vizinho ser tão bom quanto o nosso. Conto com vocês.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

Hoje nós temos oficialmente um mês para o 50 por 1 voltar ao ar. É a contagem regressiva para vocês vivenciarem a corrida desenfreada que eu passei e também conhecerem lugares e pessoas incríveis pelo caminho. Mas o bom é que vocês podem ensaiar bastante essa volta ao mundo lá no site. Vocês se lembram do jogo do 50 por 1? Ele ainda está lá – e ainda é a forma mais divertida e rápida de vocês rodarem o mundo inteiro e conhecerem muitas das cidades e pontos turísticos do por onde eu vou passar. Então já que chegou dezembro e não tem tanto trabalho na mesa, que tal passar o tempo brincando de volta ao mundo? Só clicar aqui.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

Foram 80 e poucos dias sem avião e sem descanso. 23 países. Cada vez que eu penso, não consigo acreditar muito no que a gente conseguiu fazer. Eu sei que nunca vi tanta coisa em tão pouco tempo. Também sei que o editor do 50 por 1 vai ter um trabalho enorme pela frente. Mas depois de rodar tanto, de conhecer tantos lugares, a única coisa que eu realmente queria era voltar pra casa. Dia 18 foi aniversário do meu filho e não preciso nem dizer como era importante chegar a tempo. No fim das contas cheguei e estou aproveitando cada momento na minha cidade. Incrível como até pegar trânsito fica bacana.

Achei esse vídeo no youtube, do cineasta Fernando Bianchi – com cenas dele dirigindo pelas ruas de São Paulo. Juro que por agora eu estou me sentindo assim. Até com a mesma trilha sonora.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

Volta ao mundo quase acabando, pessoal.  Londres está cada vez mais perto e a bagagem cada vez mais cheia de histórias. Não posso contar tudo, porque senão entrego toda a próxima temporada. Mas acabei de participar de um futebol no pântano ou futebol na lama em Helsinki, que foi a sede da primeira e única Copa do Mundo do esporte. As regras são as mesmas do futebol normal, o problema é que o campo é, digamos, um pouco mais úmido. Correr não é fácil – e achar a bola é quase sempre é um desafio. Mas o complicado mesmo é voltar ao hotel com lama até a medula,  o próprio monstro do pântano, e tentar não assustar os hóspedes mais impressionáveis. Como diria Tom Jobim: é a lama.

SWAMP SOCCER TEAM FINLANDIA 300x199 É a lama, é a lama!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

sumo 300x199 Toda viagem é uma luta

Quem acompanha o 50 por 1 sabe que eu acabo tentando mostrar todos os lados da cultura de um País. E a luta pode ser uma forte característica cultural de qualquer local, em alguns casos, bem mais forte do que eu gostaria.

Nesta "Volta ao Mundo", como não seria diferente, eu novamente coloquei minha cara para bater. No Japão, foi o tradicional Sumô. Na Rússia, o sambo, a luta desenvolvida pelo exército vermelho. Olha que eu já fiz judô, caratê – não sou um completo ignorante em artes marciais, mas posso dizer que apanhei. Eu desconfio que a produção escolha meus adversários a dedo, também. Dizem que é para o bem da audiência. O problema é convencer cada um dos meus ossos moídos disso. Até janeiro, quando a temporada entrar no ar, meus ossos devem ter se recuperado. E tenho certeza que vocês vão se divertir. Alguém tem que se divertir com isso, não?

sambo 300x199 Toda viagem é uma luta

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

Numa viagem como uma volta ao mundo, a vontade que se tem é tentar ver tudo o que existe. Mas ontem eu fiz o contrário, fui visitar um lugar que deixou de existir: a cidade de Pripyat, próxima a Usina de Chernobyl na Ucrânia.

Muitos de vocês que leem esse blog não devem nem saber o que foi Chernobyl, mas 1986 aconteceu o pior desastre nuclear da história. O reator 4 da Usina de Chernobyl explodiu. Quem estava nessa cidade vizinha não pôde pensar muito. Todas as casas foram evacuadas. Os moradores não puderam levar nada. NADA. Nem a roupa do corpo. Tudo estava radioativo. Eles foram levados a uma escola, tomaram um banho de sabe-se lá o quê e vestiram um macacão, com sabe-se lá que proteção. Depois disso essas 48 mil pessoas esperaram na praça da cidade por dois dias para que ônibus soviéticos os retirassem de lá. Muitas dessas pessoas morreram. Tudo ficou para trás. Você entra hoje nas casas e encontra sapato no chão, roupas penduradas, porta-retratos, brinquedos jogados no sofá. É o retrato do terror. Não dá nem para explicar o que se sente. Mas acho que viajar no final das coisas não é só diversão, algumas coisas precisam ser vistas, mostradas, lembradas. Até para a história não se repetir.

Abaixo vai a foto de um Parque de Diversões de Pripyat que nem chegou a ser inaugurado.

Chernobyl 300x225 Chernobyl   o que ficou pra trás

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

IMG00121 20101011 2154.jpg.scaled.1000 300x225 Grande mural da China

Na verdade não é um mural, é um painel. E também é o teto do maior Shopping Center de Pequim. Ele é todo feito em LED, o que o torna o maior painel de LED do mundo – nessa hora em que o Zé Ramalho tirou a foto o painel mostrava as imagens de um céu com fogos de artifício. Coisa mais estranha, parecia que a gente estava vendo alguma festa acontecer. Pouco depois o filme mudou e ele mostrava imagens do fundo do mar. O ambiente então ficou completamente diferente – em um segundo você está no céu e, no outro, embaixo d'água. Mas não foram só as coisas grandes que me impressionaram na China. Em Tianjin eu conheci as figuras de argila de Zhang. Zhang Mingshan foi um artista da dinastia Qing que inventou uma técnica inigualável de criar figuras em argila. Elas são muito pequenas, não passam dos 10 cm. Mas os detalhes são impressionantes. Hoje as figuras Zhang viraram o principal artesanato da cidade de Tianjin. Abaixo vai um exemplo (ampliado) de uma das figuras.

ZhangFigura1 300x225 Grande mural da China

Fiz muito mais coisa na China, mas isso vou guardar pro programa. Alguma surpresa vocês precisam ter. A comunicação não está das melhores aqui na Ásia. Cheguei agora em Ulaanbaatar, na Mongólia, e tenho muito ainda o que gravar. Mas assim que conseguir tempo e uma conexão mais estável, volto aqui. E, sempre que posso, estou no twitter. A Volta ao Mundo já passou da metade e o relógio continua correndo. Preciso agora de sorte pra chegar a tempo.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

O Japão eu já conhecia, mas o que eu ando fazendo por aqui, nunca tinha pensado que iria viver. A começar por provar Fugu. Fugu é o nosso baiacu, aquele peixe que infla.

baiacu Japão extremo

Esse bichinho aí de cima é extremamente venenoso – ele tem um nível proibitivo de tetrodotoxina, principalmente no fígado. Quem é médico sabe o que isso significa, essa toxina bloqueia a ação dos nervos, paralisa tudo, até o pulmão, e, consequentemente, a pessoa para de respirar. Pois bem, só que os japoneses descobriram que o Fugu era um dos peixes mais saborosos do mar. Passaram anos testando cortes e maneiras de fazer um sashimi não-letal com o bicho. Ainda hoje há relatos de morte de gente que comeu fugu. Um Fugu-chef precisa ter uma licença especial e passar pelo menos três anos estudando o corte do bicho. Eu fui conhecer um desses e provei o peixinho ontem. Morri de medo, mas é uma delícia. Só que você sai do restaurante com aquela sensação de que saiu do dentista. Lábio meio dormente – boca meio mole. Mas entre mortos e feridos salvaram-se todos. Menos o baiacu.

Hoje, para comemorar minha sobrevivência, peguei o trem para fazer um passeio. Fui ver os macacos da neve tomando banho quente  no parque de Jigokudani. Vidão desses bichos. No caminho de volta aproveitei para dar um mergulho na cultura samurai – com direito a fantasia e tudo. A coisa está tão fascinante que até estou esquecendo que estou na correria da Volta ao Mundo. Tomara que eu não me atrase. Vão abaixo as minhas duas últimas fotos para vocês.

x2 2dfe5a5 300x225 Japão extremo

x2 2e055ce 300x225 Japão extremo

E por falar em experiências extremas, não deixem de assistir hoje, depois dos Legendário, ao Extreme Makeover Social. A reforma da creche da Cidade Ademar começa hoje. O programa está lindo, emocionante.  E a querida Cris Arcangeli, de parabéns.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

Acabei de chegar em Petropavlovski e tivemos a notícia de que o navio vai ficar aportado por aqui mais um dia por causa do tufão Malaka, no Japão – e nosso destino seria o Japão, logo após essa parada na Rússia.  Então ganhei um tempo para atualizar o blog. Estou feliz que vocês ainda continuam passando para dar sinais de vida.

Apesar dos contratempos, devo confessar que essa viagem está me trazendo as paisagens mais impressionantes que eu já vi na vida. O Alasca é inacreditável. E Petropavlovski é famosa por duas coisas: um dos vulcões mais ativos do mundo, que fica do ladinho da cidade e por uma Cidade Secreta da KGB que foi abandonada no final da União Soviética. Não conseguimos autorização para entrar nessa "cidade secreta", o único acesso é por helicóptero e parece que o presidente da Rússia está por lá nesses dias. Mas no vulcão eu vou. O tufão pode ter me atrapalhado por um dia, mas um vulcão ativo não me mete medo não.

Vai uma fotinho aqui de um submarino que nos recepcionou em Petropavlovski (isso tem ou não tem cara de coisa da KGB?).

x2 2c985ea 300x225 A coisa está russa

Para mais fotos, é só clicar aqui.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

158157078 300x199 A 1ª travessia já foi

Foram dez dias dentro de um cargueiro, três furacões e nove quilos a menos. Netuno não estava de bom humor. Na foto vocês podem ver uma onda de dez metros, como tantas outras que eu vi nesses dias, cobrindo os conteineres do cargueiro. E isso foi só o começo da gravação da minha Volta ao Mundo em 80 dias. Desembarquei ontem nos EUA e estou numa correria louca pra chegar até Seattle e ver se de lá pego outro navio pra Ásia. Agora eu vejo que havia um motivo para ninguém ter tentado antes o que Verne escreveu na ficção. Mas deixa eu seguir em frente – o relógio está girando e não é a meu favor.

Até mais pessoal.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A