@flaviobenites Vou em dezembro para Londres...se puder me dê algumas sugestões de passeios...Abração

Oi Flávio! Olha, Londres é uma cidade que tem muuuuita coisa para fazer! Sempre que vou lá eu volto com a impressão de que ainda não vi tudo. Respondendo a sua pergunta: logo de cara eu diria os pontos turísticos mais conhecidos da cidade, como Tower Bridge, London Eye e o Parlamento inglês. Mas fora esses lugares que todo mundo vai, eu recomendo sempre, para qualquer pessoa que viaja, ir descobrindo a cidade sozinho. Andando e circulando mesmo. Foi assim que eu descobri o BAPS Shri Swaminarayan Mandir, o primeiro templo hindu na Europa. Mesmo sem ser praticante da religião, vale a pena pelo conhecimento e pela curiosidade de aprender um pouco mais sobre essa cultura: tem exposições, vídeos, guias, tudo para nos ajudar lá dentro. Sem contar que a arquitetura do lugar é belíssima! E também nunca vi um jardim tão bonito quanto o de lá.

Um passeio bem gostoso para fazer entre família ou amigos é navegar pela Waterways de Londres, que visitei na primeira temporada do 50 por 1. Até alguns anos atrás o lugar era um lixão a céu aberto, bem parecido com os rios aqui de São Paulo. Mas depois de todo um trabalho de despoluição e restauração do local, agora ele é completamente navegável. Uma pena que você irá para lá em dezembro, pois no verão, é um dos melhores passeios para se fazer. Sem contar que além de uma ótima opção, também é uma lição de algo que poderia ser feito aqui em São Paulo.

Um lugar de Londres que é sensacional é a loja de monstros! Até tentei gravar lá com o 50 por 1, mas não permitiram que a gravação fosse feita. Mas vale muito a visita! Tudo é uma ideia da Ministry of Stories, uma instituição de caridade com o intuito de fazer crescer o interesse das crianças por literatura. Mas a loja encanta tanto crianças quanto adultos. Me senti com 5 anos de idade, querendo comprar tudo! Uma das delícias a venda é conhecida como "ranho humano". Mas calma, é só uma geleia de limão! Tem também a barrinha de cera de ouvido, balinhas de menta de zumbis. E posso garantir: é tudo uma delícia! A loja inteira é encantadora, cheia desses produtos bizarros e superdivertidos.

E para quem gosta de literatura e também quer conhecer um lugar bacana para beber e conversar, indico o The Book Club Boutique. Lá tem de tudo: atores reunidos, poetas recitando seus poemas, banda ao vivo tocando música boa, tudo ao mesmo tempo! E não fique pensando que vira bagunção, não. É respirar cultura, o tempo todo. Tudo acontece na capela House of St Barnabas, na Greek Street. Ah, o ideal é visitar o site para saber quando acontecerá o próximo encontro.

É isso, espero ter te ajudado e que faça uma ótima viagem! Se quiser outras dicas, é só pedir. Depois me conte como foi essa aventura!

Pessoal, semana que vem eu tô de volta com mais respostas para vocês, um abraço!

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Depois do último post eu descobri que realmente, viagem é um assunto que rende muito papo e claro, muitas dúvidas! Tem gente me pedindo dicas de tudo quanto é lugar no mundo! Então hoje eu trouxe mais algumas indicações minhas para vocês:

@wjbandeira - um top 5 de lugares escondidos e espetaculares das cidades que você desejar!

O primeiro lugar que me veio a mente foi São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, que visitei com o 50 por 1. Além do nome que logo de cara já provoca curiosidade, é um lugar que podemos mesmo chamar de pedaço de paraíso. A 110km de distância de Natal, o cenário lá é basicamente areia branquinha e mar azul e muita calma. Para quem gosta de esportes, o lugar também é ótimo, lá você pode praticar kitesurf e windsurf até se cansar, pois as praias da região são conhecidas pelos ventos. E o melhor: sem tumulto e lugares lotados.

Na segunda temporada do 50 por 1 nós visitamos um lugar que achei impressionante: a Ilha de Ibo, em Moçambique. É uma ilha super pequena, com menos de 3 mil habitantes, que faz parte do arquipélago de Quirimbas. Mais um lugar que dá para ir e esquecer da vida, de tão paradisíaco e tranquilo que é. E além das paisagens das praias, também tem umas ruínas muito bacanas para visitar, tudo o que restou da colonização portuguesa no lugar.

Outra visita muito boa que fiz com o 50 por 1 foi a ida ao Canyon do Xingó, no Sergipe, em pleno agreste. Para quem pensa que o cenário lá é pura aridez, está muito enganado. A construção da hidrelétrica do Xingó criou não apenas a hidrelétrica em si, mas também um impressionante lago navegável, de uma água verde que até assusta. As rochas avermelhadas formam um cenário que parece que nem é desse mundo, de tão bonito que é. A 200km de Aracaju, é possível alugar uma escuna que sai da cidade de Canindé e passeia pelas águas do Canyon, com direito a uma pausa para mergulho.

Um destino fora do país mas que é aqui pertinho e eu recomendo é Salta, na Argentina, destino do 50 por 1 lá na primeira temporada. O país é vizinho, mas a cultura e o cenário são bem diferentes do que vemos por aqui,. Salta é conhecida na Argentina como "La Linda" e tem de tudo: trilhas incas, vinícolas, restaurantes bacanas, as legítimas empanadas saltenhas, rios para praticar esportes, além de um dos passeios mais bacanas do planeta, o Trem das Nuvens, um trem que cruza várias pontes, viadutos e túneis a 4.200 metros de altura. A dica é reservar seu lugar no trem antes de embarcar e verificar as datas que ele funciona, já que ele não fica ativo o ano inteiro.

 

Por último, uma praia que realmente, quase ninguém conhece mas que eu vou dividir aqui com vocês: fica na Galicia, na Espanha. Esqueça Ibiza e Formentera. As melhores praias da Espanha ficam nas "Las Islas Cíes", a 40 minutos da cidade de Baiona. Reza a lenda que ela já foi morada de piratas, mas hoje está desabitada e abre aos visitantes apenas no verão. Não dá para se hospedar na ilha, só em Baiona. As ilhas, como são reservas ambientais, só tem o básico: um restaurante, acampamento, já que o lugar só pode ser visitado durante uma determinada época e um mercado. Mais ou menos como estar em uma cidade do interior. E dá para dizer que é um pedacinho do Caribe na Europa, porque não há nada além da areia fofa e da água cristalina, é daqueles lugares para ficar e esquecer da vida. E confesso: não dá vontade de voltar nunca mais!

ISLAS CIES 2 300x200 Mais perguntas

Ainda essa semana eu tento passar por aqui e responder mais uma pergunta de vocês, até lá!

 

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Todo mundo que me segue no twitter acaba, vez por outra, me fazendo perguntas sobre viagens. "O que eu faço? Para onde vou? O que vale a pena?" É claro que eu não consigo responder às perguntas de todo mundo. E 140 caracteres não bastam para maioria das respostas. Por isso resolvi ocupar esse espaço aqui para responder as melhores dúvidas ou as que eu realmente tenho como dar alguma resposta. Então vamos começar essa brincadeira na Grécia.

@loirapastel o que se pode conhecer de melhor na Grécia em apenas 5 dias? Bjs!

Olha, eu acho que o obrigatório é passar por Atenas. Reservaria dois dias por lá, para conhecer pelo menos os principais monumentos, sentir a vibração da cidade. Atenas é  o coração da Grécia. Se você quiser ir visitar um pouquinho mais do que se encontra em guias de viagem, na primeira temporada do 50 por 1 visitei Atenas e Santorini. No site você encontra dicas dos dois lugares que vão um pouco além do usual. Mykonos e Santorini seriam também o básico para quem quer conhecer a Grécia. É fácil chegar, as ilhas são lindas e para quem gosta de festa, não há nada como Mykonos.

Mas agora vou deixar uma dica que não entrou em qualquer programa 50 por 1 e que fica como um pequeno segredo. Se você estiver com um espírito maior de aventura e quiser conhecer REALMENTE a vida das ilhas na Grécia, vá até a ilha de Milos, parte das ilhas Cíclades. Optando por ir de carro, pegue a balsa de alta velocidade. Leva de três horas e meia a quatro horas saindo de Atenas (e tem seu charme alugar um carro e pegar a balsa). Se você estiver com pressa, pegue um vôo no aeroporto de Atenas, em tarifas promocionais deve ficar em torno de 200 dólares ida e volta. Em meia hora você chega no aeroporto da ilha, a dez minutos de Adamas, a cidade principal.

A ilha de Milos é  de onde vem a Vênus de Milo e o lugar consegue ser mais bonito do que a obra de arte. Todas as oito vilas da ilha somam somente 5.000 habitantes, então é um lugar para quem quer paz e tranquilidade, não espere uma vida noturna agitada. A paisagem é um absurdo, uma mistura de pedras com o mar azul que não dá para esquecer. Parece que o mar chegou na lua. Vai uma foto abaixo para você ver que eu não estou mentindo.

Milos 300x225 Você pergunta, eu respondo

Milos tem várias opções de hotel, mas alugar uma casinha pode ser uma opção mais charmosa e barata. E, a partir daí, esqueça da vida. Só ande descalço ou de chinelo de dedo. Passe o dia vagabundeando na praia, comprando peixes e frutos do mar com os pescadores, tome chá com os seus vizinhos (não tenha dúvidas que eles vão te convidar para um chá - os moradores de lá fazem questão de receber bem, mesmo não falando a mesma língua que você). Dois ou três dias em Milos é um detox do mundo moderno e, talvez, um retrato de como a vida deveria realmente ser. É mágico, é inesquecível e eu acho que vale sair do roteiro usual para viver isso.

Terça eu respondo mais uma pergunta.

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Maior orgulho de participar da idealização e produção executiva desse novo sucesso da Record:

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Pessoal,

Estive sumido porque estava escrevendo para vocês. Depois do lançamento do livro da "Volta ao Mundo", nós iremos lançar um livro para tablet, com todas as temporadas do 50 por 1. O conteúdo para o tablet vai começar em ordem decrescente, pela última temporada. Se tudo der certo, a cada semestre, a gente lança uma temporada e vocês vão completando seu tablet. Semana passada terminei o texto da Volta ao Mundo. É tudo novo. O conteúdo é bem diferente do livro de papel. Não é uma descrição dos lugares. É um relato meu, em primeira pessoa, de todas as aventuras que eu, Ramalho e toda a equipe, vivemos. Tem tudo, os perrengues, piadas, até meu diário de bordo no cargueiro. Parece muito o que eu escrevo aqui no blog. Tem essa levada. De diferente é que vocês podem acessar informações extras enquanto lêem, podem ir prum site de hotel, pegar telefone de um restaurante, conseguir mais informações sobre alguma história ou pessoa, ouvir músicas de cantores locais, rever vídeos e até joguinhos a gente vai disponibilizar no tablet. Juro que vocês nunca viram nada parecido. Vocês vão navegar no livro. Viajar em um livro de viagens. Apropriado, né?

Com o texto terminado, o trabalho vai para a equipe digital, que deve entregar em março o projeto pronto. Além disso, 2012 reserva muitas surpresas, daquelas excelentes, para mim e para vocês. Todo mundo preparado? Porque o melhor ainda está por vir.

Boas festas para vocês e 2012 com tudo de melhor.

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Agora você pode dar a Volta ao Mundo em 80 dias sem precisar sair de casa. Nesta segunda acontece o lançamento dos DVDs com todos os episódios da Volta ao Mundo em 80 dias do 50 por 1. Eu vou estar lá, na FNAC de Pinheiros, autografando os DVDs e agradecendo o carinho de todos vocês. Quem estiver em São Paulo não tem desculpa: só passar a partir das 20h na Praça dos Omaguás, 34 - 3º andar. E quem não estiver em São Paulo pode comprar esse novo produto da Record Entretenimento, também a partir de segunda, nas melhores lojas de todo o Brasil.

convite 300x218 Lançamento do DVD A Volta ao Mundo

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É daqui a pouquinho o lançamento. Já estou colocando gel no cabelo e o Ramalho até lustrou a careca! Quem estiver em Maceió quero ver por lá!

convite lancamentoMaceio 300x217 Livro da Volta ao Mundo chega em Maceió

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Pessoal,

Estou meio sumido do blog por causa de uma espiral sem fim de trabalho. E não reclamo disso não. Hoje estou em Seul, por conta de projetos pessoais. Semana passada estive em Manaus para acompanhar algumas das gravações do reality Amazônia, onde sou produtor executivo. Também já começamos a produzir a 5ª temporada do 50 por 1. É tanta coisa boa acontecendo que eu me sinto na obrigação de agradecer. Só que eu acho que agradecer não é simplesmente dizer "obrigado". Agradecer é retribuir.

Neste mês eu e meu filho entramos na luta contra o câncer de mama. Não é porque é uma doença que não pode me afetar que eu tenho que ignorar a luta. O que essa campanha está fazendo nos últimos anos em termos de pesquisa e descoberta de novos tratamentos é algo espetacular. Se eu posso somar um pouco para ajudar ainda mais, é claro que eu vou somar.

cancer de mama 218x300 Tempo de agradecer

Outra coisa que eu vou fazer é desembarcar em Natal neste final de semana. Vou participar do Rally Gestus Adventure, nessa terra que eu amo tanto. Esse rally é organizado por um grande amigo, Kleber Tinoco, e está em sua terceira edição. O objetivo é arrecadar cestas básicas para famílias carentes da região metropolitana da cidade. Ano passado foram arrecadadas mais de 6 toneladas de alimento. Quero ver esse número dobrar neste ano. Porque, como vocês podem ver, eu tenho muito, mas muito mesmo que agradecer. Bora acelerar para 2012!

Dunas RN 300x200 Tempo de agradecer

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Como muitos de vocês sabem, nessa semana estou em Nova York. No último dia 26 aconteceu no Harvard Club a terceira edição do Fórum de Desenvolvimento Sustentável 2011, uma ação do Fórum das Américas e da Associação das Nações Unidas - Brasil (ANUBRA). Cris Arcangeli e eu fomos mestres de cerimônia e posso dizer que fiquei mais do que orgulhoso de poder ter participado de algo tão bacana assim!

Encontrar autoridades políticas que entendem do assunto foi um prazer, assim como ouvir o que todos eles tinham a dizer sobre o que tem sido feito aqui no Brasil em cima de projetos sustentáveis para uma economia mais verde. O ex-presidente Bill Clinton, nem se fala! É uma pessoa que eu admiro muito e que sempre propicia bons momentos para nós. Ouvir dele que o Brasil é o país mais promissor dos BRIC’s não poderia ter me deixado mais feliz, pois é algo em que eu acredito muito. Dá orgulho do nosso país!

E eu adoro Nova York! Ainda que a loucura seja bastante semelhante à de São Paulo, também é sempre bom vir para cá.

alvaro garnero e cristiana arcangeli 15  Fórum de Desenvolvimento Sustentável

Na semana que vem estarei de volta ao Brasil, com muitos projetos pela frente, como o Amazônia e a próxima temporada do 50 por 1. E nosso encontro aqui no Fórum de Desenvolvimento Sustentável não poderia ter sido melhor: ótimas palestras e discussões que levo comigo, para planos ainda maiores e melhores.

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Eu estava em La Jolla, Califórnia. Era uma época da minha vida em que eu dividia meu tempo entre a Califórnia, onde estava meu filho e Miami, onde estava a maioria dos meus negócios. Eu tinha chegado no dia anterior, depois de uma semana de ausência, mas já tinha um voo marcado de volta a Miami três dias depois.

Não era o melhor dos mundos para mim. Nunca gosto de ficar tanto tempo longe do meu filho, por isso mesmo, quando estou ao lado dele, faço tudo para me manter assim. Então naquele 11 de setembro eu tinha acordado às 6:30 da manhã para levar meu filho à escola. Enquanto estava ajudando a fazer o café da manhã vi a imagem na TV dos dois aviões atingindo o World Trade Center. Aquela imagem estava sendo repetida em looping, por vários ângulos. O fuso-horário da Califórnia, costa oeste, tem três horas de atraso em relação ao horário de Nova York, costa leste. Mas para mim, a partir daquele momento o tempo começou a enlouquecer – esqueci de qualquer fuso-horário. Primeiro o tempo acelerou, foi tudo muito rápido: as duas torres sendo atingidas na TV, as ligações que comecei a receber do Brasil, os pensamentos começando a se ordenar. Todo mundo me ligava preocupado com Mário, meu irmão, que morava no Soho, pertinho das torres. Eu aumentei o som da TV, ninguém conseguia explicar nada. Era aquela confusão de informações. Tudo acontecendo num ritmo que eu não estava conseguindo acompanhar. Liguei para o Mário e para todos meus amigos em Nova York. Não tinha linha. Ninguém, absolutamente ninguém respondia. Liguei na escola do meu filho: as aulas tinham sido canceladas. Na TV continuava aquele bombardeio de informações desencontradas, gente correndo, fogo. Pentágono, Mais aviões. O horror. Nessa hora eu me dei conta que eu não podia deixar Alvarinho ver aquilo tudo e coloquei um DVD no quarto dele, para que ele assistisse.

Quando eu voltei pra sala, a primeira torre caiu. E então o tempo resolveu enlouquecer de outro jeito – tudo começou a funcionar em câmera lenta. Nada mais acontecia no tempo normal. Eu vi a imagem daquela enormidade de prédio descendo e daquele absurdo de poeira subindo e não sabia o que fazer além de ver. Instintivamente fiquei rastreando nas imagens alguém que eu conhecesse, alguma notícia que não conseguia receber por email, por telefone, por grito. Liguei mais algumas vezes para Nova York. A CNN anunciou que a cidade estava sem comunicação. Então eu sentei. E vi a outra torre cair. Mais gente correr. Mais choro. O tempo não passava. O tempo não passou. Soube que meu irmão estava bem só no dia seguinte. Fui recebendo notícia de amigos aos poucos também. Todos bem. Alívio. Mas o tempo não passou. Três dias depois não peguei o voo de volta para Miami. Nem uma semana depois. Nem no mês seguinte. Fiquei ao lado do meu filho. O tempo congelou. E não foi só para mim. Foi geral, em todos os lugares.

Só depois de um mês e meio consegui voltar para Miami e retomar um pouco da minha vida – que como a de todo mundo, não foi a mesma depois daquele dia. Perguntei hoje pro meu irmão se ele tinha alguma foto do dia. Ele me disse que não. Ele congelou na janela, na frente da TV. Viu aquela poeira de prédios chegar até o apartamento dele sem poder fazer nada a não ser ver.

Mas muita gente mostrou o que aconteceu. E por isso mesmo – por choque ou por timidez, por essa profusão de imagens, muitos outros como meu irmão não quiseram documentar aquele dia. Talvez fosse demais. Talvez fosse o suficiente.

Mas agora, depois de dez anos, e de todas essas imagens eu achei a foto definitiva para mim. Essa foto não apareceu na TV, nem em qualquer jornal, não ganhou prêmio. Foi feita por uma atriz brasileira, Luciana Canton, que morava na época no Brooklyn. Ela é amiga de uma amiga. Não a conheço. Mas quando me mostraram essa foto eu vi tudo o que vivi. Nenhuma imagem resumiu melhor o que foi aquele dia para mim. Um misto de ficção e de realidade. A coisa acontecia na TV e na vida real. Todo mundo viu as torres queimando na janela de casa – naquela janela eletrônica que nos liga para o mundo. O tempo não passou. Dia 11 de setembro de 2001 ficou pra sempre.

 

11 de setembro11 de setembro 11 de setembro de 2001

foto de Luciana Canton
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