A mostra de cinema de São Paulo está começando. Cheia de coisa boa para ver. Mas para a maioria dos brasileiros que vão assistir um filme nos próximos dias, este final de semana é de Megan Fox.
A moça vem sendo eleita a mulher mais sexy do mundo em todas as eleições que você quiser faz uns três anos seguidos. Hoje estreia seu primeiro filme como protagonista, Garota Infernal.
É uma comédia de terror, escrita pela stripper roterista que papou o Oscar por Juno, Diablo Cody. Em uma entrevista recente, Diablo disse que é como todo mundo, “meio obcecada com Megan Fox”.
É fácil entender por quê. Megan não é a melhor atriz do mundo, mas como dizem os gringos, é damn easy on the eyes.
Mas além da moça de verdade, está a persona. Megan foi apresentada ao mundo nos dois Transformers. No primeiro, é a gata inatingível.
No segundo, que chegou às locadoras hoje, a namorada dos sonhos de qualquer adolescente, apaixonada por você, linda e brother. Assisti o filme meses atrás com uma plateia de jornalistas, em uma cabine fechada, antes da estreia.
A primeira cena de Megan no filme tem ela de shorts de jeans curtinho, deitada de bunda arrebitada em cima de uma moto. A casa veio abaixo: gritos, aplausos, assobios etc.
Porque Megan, sabe, é impossível de gostosa. Pode ser a ascendência franco-irlandesa, crescer na Flórida, fazendo aulas de ballet. Podem ser as tatuagens por todos os lados. Pode ser porque ela diz que já transou com garotas e tomou drogas. Seja verdade ou jogo de cena.
O corpinho perfeito e bronzeado também não atrapalha. Mas acho que o que mata mesmo é o jeito sexy à vontade. Está se especializando em fazer sempre o mesmo papel de garota linda e provocativa.
Para o ano que vem faz uma vagabunda de saloon, no filme baseado no meu gibi de faroeste favorito de todos os tempos, Jonah Hex:
Dizem que Megan não é boa atriz. Diziam o mesmo de Marilyn Monroe e toda jovem que se tornou uma estrela na base do apelo sexual. Tudo bobagem. Ela não está aí para concorrer com Cate Blanchett.
Se depois dos trinta ela vai seguir o caminho de sua idolatrada Angelina Jolie, que vem se especializando em dramas lacrimosos, pior para ela.



Com o DNA de Megan e a tecnologia moderna, ela poderia muito bem posar de irresistível até os quarenta e tantos. Mas isso é o futuro.
Enquanto isso: quer acordar ao lado de Megan, ver ela assando um churrasco, tomando uma cerveja na piscina e arrumando a cinta-liga antes de sair? Quem não quer?
E depois deste presentão, fica o aviso: hoje estou no tradicionalíssimo programa Garagem, com os amigos André Barcinski e Paulo Cesar Martin.
É a sexta edição da nova fase do programa, do qual sou co-fundador (em 1992, caceta), amigo e agregado.
Além de Barça e Paulão, tem Caê explicando o que é Open Source (!), Fábio Nipo-Luso dublando Michael Jackson (!!) e umas músicas que você nunca ouviu na vida, mas deve.
A partir desta sexta à noite e depois disponível aqui.
E se você gostar e quiser uma retrospectiva do Garagem, está aqui.
Beijo pras mina, abraço pros mano...



