E pelada.

 cleo11 Cleo Pires está linda na nova edição da Revista Tripcleo21 Cleo Pires está linda na nova edição da Revista Trip

cleo31 Cleo Pires está linda na nova edição da Revista Tripcleo41 Cleo Pires está linda na nova edição da Revista Trip

Eu andava um pouco chateado com Cleo, desde que ela apareceu toda magruça na capa da Boa Forma. Até escrevi sobre isso.

Felizmente, acho que ela só fez a dieta para sair na revista. Depois voltou a comer, sei lá, arroz e feijão.

O ensaio é na linha clássica da Trip: de nua para seminua, nada explícito, sem poses forçadas, fotos com ambição estética, produção despojada.

Eles foram tirar as fotos em alguma quebrada natureba, não sei direito aonde.

Oh, god, ela tem uma tatuagem no quadril com a frase “Live and Let Die”. Judia de mim, menina.

Olha o making of, com Cleo acarinhando um bicho preguiça:

Eu me sinto um pouquito velho safado escrevendo isso. Porque a mãe de Cléo e eu somos contemporâneos.

Em 1978, eu tinha treze, Glória tinha quinze. Eu estava na sétima série da Escola Estadual de Primeiro Grau Barão do Rio Branco, em Piracicaba.

Ela estava na novela Dancing Days, no Rio, dando dor de cabeça para a mãe, Sonia Braga.

A menina era fogo. Adolescente rebelde, não exatamente bonita, mas muito interessante. 

 gloria pires1 Cleo Pires está linda na nova edição da Revista Trip

Hoje todas as jovens atrizes têm cara de modelo e quase nenhuma tem ataque.

Glória era boa desde cedo e melhorou bastante. Ana Terra? Maria de Fátima, em Vale Tudo? Quem viu não esqueceu.

Cresci com Glória, e mesmo não sendo nem um pouco fã de novelas, ela faz parte da minha vida.

Minha e de todos os brasileiros, claro.

O Brasil não tem muito esse negócio de decidir quem é o melhor isso e o maior aquilo - a gente faz tudo para evitar conflitos e constrangimentos.

Mas se fosse feita uma eleição, tenho certeza que o povo ia decretar que Glória Pires é a maior estrela do Brasil.

Então, me sinto um pouco tiozinho Sukita, crescendo o olho para a filha dela.

Podia ser minha filha, pô. Fazer o quê. Homem é assim. Olha as duas aqui juntas, que fofas.

 

GP e CP2 Cleo Pires está linda na nova edição da Revista Trip

E aí, se animou a comprar a revista? Pois faça isso.

Tá, sei que com jeitinho qualquer um baixa fácil as fotos na internet.

Mas vou te dar duas razões boas para você comprar a Trip.

Primeiro: a experiência de ver as fotos de Cleo impressas, em formato grande e papel bom, é muito superior a vê-las na tela do seu computador.

Quando uma moça maravilhosa olha fundo nos seus olhos de dentro de uma revista, convence muito mais.

Segundo: sabe aquela velha piada do cara que lê Playboy pelos artigos?

A Trip, além de Cleo, tem artigos. Sempre tem coisa boa. Nesta edição eles se superaram.

De uns tempos para cá, a Trip entrou nesse lance de revista temática. O tema desta edição é Brasil.

E, podes crer, me senti no Brasil.

A entrevista de Jorge Benjor feita por Pedro Alexandre Sanches está mais que ótima.

Tem piscinão de ramos, favela, Serra Pelada, um lindo carro brasileiro dos anos 60 (o Interlagos), uma cadeia no Rio, Otto, hardcore paulistano, brasileiros que moram fora do país, o lendário Arthur Veríssimo na Xurupita e a banda Calypso.

Tem preconceito? Joelma dá de dez em 99% das estrelas do planeta. Tem carisma e energia inigualáveis. Está no time da Beyoncé, por aí.

Olha a prova: Calypso ao vivo em Portugal!

Aproveitando o embalo, a Trip faz uma propagandinha do documentário do mano Vladimir Cunha sobre o Tecnobrega paraense, Brega S.A.

Imprescindível e na faixa para você baixar, aqui.

A Trip também faz parte da minha história e da história do Brasil, desde 1986.

Sou leitor intermitente desde o início. Vou e volto. A revista mudou muito e continua mudando.

Não é exatamente minha turma. Mas tenho uma relação pessoal com a revista, entre outras razões porque ela começou quando eu pensava em ser jornalista.

A Trip é uma grande escola de jornalistas. Você pode aprender lendo ou trabalhando lá, e muita gente boa trabalhou e trabalha.

E Paulo Lima é o melhor editor da minha geração. Pronto, falei.

Uma época me irritei muito com a Trip, quando ela ficou meio fresca, com um certo perfume de playboy, o que eu chamava de conexão Maresias-Morumbi.

Criticava porque me importava, claro. Mas sempre torci a favor.

Mas a Trip era e continua sendo nossa melhor revista jovem - mesmo que hoje tenha mais espírito do que carne jovem, propriamente.

Hoje, vejo na revista e na empresa Trip uma preocupação com o país e com o mundo que me tocam. É coisa de quem tem filho.

Quem tem filho é automaticamente otimista.

E quem tem filho é automaticamente um pouco menos egoísta.

Porque, sabe, a gente olha o filho e pensa: ele é melhor que eu.

Tenho certeza que Glória olha para Cleo e pensa exatamente isso.

Já eu olho para Cleo... e penso que está na hora do Paulo lançar um livrão bem bonito com todas as Trip Girls da sua, da minha história.

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