
“A cerveja é a prova que Deus existe e quer que sejamos felizes.”
Benjamin Franklin
Um velho amigo meu parou de fumar maconha do dia para a noite, depois de 29 anos de consumo constante.
Nos últimos muitos anos, pitava um assim que acordava, com um balde de café. A vida, pelo jeito, ficou mais angular, sem sintonia fina. Mas continua.
Fiquei chocado com a facilidade com que meu chapa abandonou sua droga do coração, ou uma delas - continua na birita, light, e cigarro.
Meu veneno é álcool. Tomo alguma coisa toda noite, e vou de tudo, menos vodka e bebida doce. Misturo fermentado com destilado, cachaça com cerveja, vinho com whisky etc. Não dou mole para o fígado, que nunca espanou.
À beira dos 45, começo a entrar no bico do corvo, idade de risco, e daqui a pouco estou na sala de espera para o toque na próstata. Devia maneirar, trocar o drink noturno pela academia... Devia? Pra quê?
Os check-ups continuam OK, e de consequência visível só a perda das minhas formas esguias da adolescência, ha.
Fora que os amigos da minha idade que fazem esportes vivem contundidos.
Às vésperas do Natal e Ano Novo, me preparo para mais uma maratona de encheção de lata, e faço aqui pública minha decisão para 2010: vou continuar tomando meus tragos.
Faço minhas as sábias palavras de Joe E. Lewis: “parei de comer bem e beber bastante, e em duas semanas perdi catorze dias”.
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