Publicado em 07/01/2010 às 17:44

Eu também quero ver as moças do BBB peladinhas

tessalia1 Eu também quero ver as moças do BBB peladinhas

Eu nunca assisti Big Brother Brasil. Mentira. Assisti tipo uns três minutos aqui, cinco minutos ali. Fico fascinado pela monotonia, pela falta de assunto, de tensão, de tesão. Prefiro assistir grama crescer e tinta secar.

Esquisitice minha, sei. BBB é como futebol, novela, religião - é sacrossanto e intocável.

Um ano e pouco atrás eu estava com uma prima que não via faz muito tempo. Ela tem dois filhos. Assistíamos TV. O moleque de dez anos estava explicando para mãe nos mínimos detalhes as mudanças daquela edição do Big Brother para os anteriores. Fiquei bobo. Aí me toquei que o menino tinha a idade do programa. Geração BBB, oh, céus.

Meu problema principal é com o tempo que se investe no BBB. Porque as pessoas passam três meses vendo esse troço, mais horas e horas comentando, blogando, twitando sobre BBB. Neste tempo dava pra aprender francês básico, ou a cozinhar razoavelmente, ou reformar sua casa sozinho. Dá pra perder ou ganhar dez quilos. Ler vinte vezes a Bíblia ou o Corão. Sei lá!
Agora, entendo perfeitamente o grande poder de sedução do programa. É a sacanagem. Brasileiro adora sacanagem. É caretão de um lado, e não resiste a uma picardia do outro.

BBB é pornografia leve, como A Fazenda, as gostosas do Zorra Total e da A Praça É Nossa, essas gatas que rebolam atrás do Gugu e do Faustão.
Moleque, eu era louco pelas chacretes, Fernanda Terremoto, Sarita Catatau, Bia Whitaker. Nada mudou.

Do lado de cá da tela, a mulherada adora criticar essas tentações televisivas, “vulgar”, “vagabunda” etc., estes epítetos geysianos. Uma prima de 20 anos (minha família manja de BBB, como todas) reclamava esses dias de uma Playboy com aquela Priscila do BBB9, uma morena bunduda, que minha prima achou baixaria.

Eu expliquei para ela que baixaria, ou a possibilidade de baixaria, é justamente um dos corações dos reality shows. O povo fica confinado lá o quê, 80 dias? Sem sexo! Então a metamorfose de garotas intocáveis (a não ser rapidamente debaixo do edredom) em marafonas, ao menos imaginárias, é parte importante do sucesso dessas coisas. O país inteiro acompanha, voyeur, a transformação de moças comuns, “de família”, em perseguidas escancaradas nas revistas masculinas.

Não sou diferente. Quer dizer, sou, porque não assisto, mas sou só um brasileiro igualzinho a todos no quesito “quero ver as partes das mocinhas”. Fui conferir quem serão os participantes do BBB 10 (exclusivamente para poder redigir este post, garanto). Já fiquei interessado numas moças lá. Porque desta vez, o programa não tem só “bailarinas”, “modelos” etc. Tem mulheres com profissões de verdade! É uma tara muito maior.

Assim, este ano poderemos conferir - talvez, talvez - auréolas, grandes lábios e rabicós de uma dentista (fetiche!), uma policial militar (dominadora!), uma doutora em linguística (opa!) e até uma coleguinha jornalista.

Minha preferida é a publicitária paranaense Tessália Serighelli, a Twitess, 22 anos. Tessália já saiu na VIP antes mesmo de ser BBB. Tem 40 mil seguidores no Twitter. Ou seja, já era célebre antes de ir para a famosa casa.

tessalia2 Eu também quero ver as moças do BBB peladinhas

É uma versão morenita e mediterrânea da recém-finada Brittany Murphy, e, caramba, já mãe de Valentina, quatro anos. Tessália, consultem a enciclopédia, é uma região da Grécia margeada pelo Monte Olimpo, e nossa brejeira curitibana não faria feio no panteão.

Já fica então encomendada ao amigo Aran aquela proposta irrecusável para miss Twitess mostrar seus dotes de analista de mídias sociais na Playboy de, sei lá, maio. Vem toda nua, ó ninfa da internet, ó bacante do BBB!

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