Quando este blog se mudou de mala e cuia para o R7, alguns leitores da antiga ficaram com um pézinho atrás: será que o cara vai ter que aliviar?

Vai se autocensurar? Afinal, blogueiro oficial, em portal da Record, e não sei o quê.

Mais recentemente, andei sendo zoado - merecidamente! Todo sarro é merecido! - porque me mostrei, hmm, sensível. Escrevendo sobre pinturas renascentistas, babação de ovo com meu filhinho, elogiando a beleza angelical do Morten do A-Ha e não sei que mais frescurites.

Esclarecimento 1: me autocensuro sim. Pouco. Como fazia antes. Blogueiro que diz que não se autocensura está mentindo. E, inclusive, parte da autocensura (e autoinflingida) é não comentar nada sobre o portal e seus concorrentes diretos. Não elogio e não critico. Não fazia no UOL, não faço no R7.

Esclarecimento 2: sou mais que sensível. Sou um docinho de coco. Gosto de umas tosqueiras, mas sou apaixonado por musicais da Metro, pré-rafaelitas, Mary McCarthy. Sei de cor as canções dos Backyardigans, tenho uns 50 livros de receitas e levo o moleque para cortar o cabelo.

Tá bom de mariquinha?

Quando eu escrevia de vez em quando, mostrava mais o lado, digamos, polêmico, porque era editor e achava que fazia falta no mix daquele veículo específico. Agora que escrevo todo dia, acabo liberando (epa) a frufruzice.

Neste momento lindo de sinceridade entre amigos, compartilho com vocês os criadores das delicadas Satanarchist e Between Shit and Piss We are Born: Anaal Nathrakh! Porque, como eles mesmo dizem, submission is for the weak...

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