legendarios estreia blog Por que torço pelo sucesso de <i>Legendários</i>

Não vi e não verei Legendários. Não assisto televisão. Muito menos sábado à noite. Não assisto novela, futebol, jornal, documentários, seriados, programa de auditório, de fofoca, de humor. Estou mais por fora que umbigo de vedete, como diziam quando existiam vedetes.

Quando vejo é de relance, de fianco, uns minutinhos roubados aqui e outros acolá. Controle remoto na minha casa estraga rápido - é zap a cada 30 segundos. E desconheço os anúncios do momento. Lembro que o povo falava sobre o tal cara do anúncio das Casas Bahia. Levei um ano para saber quem era.

Mesmo o pouco que vejo de televisão é, inevitavelmente, TV paga, e gelada. Quero lá eu saber das notícias? Estou mais para uns quinze minutos de Tony Bourdain e VH1 depois da meia-noite de uma quarta-feira qualquer, sonolento, acabando o vinho, que para jornal da noite.

Por que? Porque sim. A vida é curta. Trabalho paca. Os afazeres são muitos e os prazeres variados. Não importa. O ponto aqui não sou eu - ô, diabo, sempre esse cara me atazanando, pensa que não tem outro assunto - mas sim Legendários.

Marcos Mion não é da minha turma nem geração. Fácil, fácil implicar com ele. Ainda mais com esse figurino, chapéuzinho, colete e tal...

O que ouvi de Legendários até agora: que teve bom Ibope na estreia. Que é primo do Pânico, mais light. E - palavras do Maurício Stycer, que respeito - que não tem graça. Bem, eu torço para que Legendários seja muito engraçado, muito provocativo, e faça muito sucesso. Por duas razões.

Primeira: 70% da população brasileira tem como canal fundamental de informação e entretenimento a TV aberta. Espero que isso mude rápido e está mudando, para melhor, com internet, e mais ainda quando a internet e a TV digital e o celular se misturarem, em - digamos - uns cinco anos.

Mas agora, o que pauta mesmo o Brasil é a televisão. E a TV aberta é conservadora demais, careta demais, em todo lugar e aqui também.

Se Mion, João Gordo, Solari, Hermes & Renato etc. levarem alguma anarquia para o sábado à noite da família brasileira, como o Pânico fez com o domingo, já saem ganhando ponto comigo. Pânico é a melhor coisa da TV brasileira desde o Chacrinha. O único programa que me mantém no sofá uns vinte minutos seguidos.

E a saída desta horda convidou a MTV a experimentar mais, abrir espaço pra gente nova e esquisita, o que é igualmente positivo. Tipo aquele Ronald Rios, do Badalhoca. Já viu ele seduzindo uma cachorrinha, dizendo “você é a maior gata?”.

Segunda razão e mais importante: coleguismo - os caras estão aqui do lado deste blog, meu. Também torço pela fama e fortuna da Rosana, do Marini, da Fabíola e toda a turma, inclusive os que não conheço. Sou de Piracicaba e caipira é assim: o sucesso dos vizinhos também é o nosso.

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