Está aqui na minha mão: 2ª edição, 1973.
Como esse livro caiu na minha mão no colegial? Não sei dizer. Sei que li e treli e pouco entendi, e continuei lá batalhando, explorando novos mundos, novas civilizações.
Do que esse cara está falando? De Joyce e Chacrinha, de fotonovela, de gibi e de como as escolas são chatas, de Qorpo Santo e Juarez Machado e Cláudio Seto.
Li repetidamente a análise de Áporo, poema de Carlos Drummond de Andrade - Pignatari analisando e reanalisando e explicando e confundido.
Não sei se gosto, mas sei que me provoca, me faz querer mais. E: Oswald e Mário de Andrade, crônicas de futebol e Volpi e, puxa, tanta coisa que ficou para trás e não existe mais.
Eu nunca tinha lido nada tão denso; o jornalismo cultural que consumia era para massas, e portanto legível, explicadinho para qualquer um entender, até eu.
Pignatari não era jornalista. Seus artigos não se prestavam para isso. Era poeta e professor e militante cultural.
E muito mais conectado com o debate internacional de sua época que o típico “intelectual de esquerda” dos 70. Devo muito a ele.

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