millor <i>Trinta anos de mim mesmo</i>, Millôr FernandesMillôr não tem igual no mundo, que dirá no Brasil. É fácil ignorá-lo, por tão presente.
Millôr não é econômico com seus talentos.

Já li milhares de páginas de Millôr, ou com Millôr, ou que tiveram a mão de editor ou tradutor de Millôr. De charges a artigos, a peças de teatro, a Shakespeare a, puxa, O Pasquim.

Difícil encontrar dose mais concentrada de Millôr do que em Trinta Anos de Mim Mesmo, uma seleta de trabalhos do mestre, publicados entre 1943 e 1972.

Piadinhas, aforismos, perfis de amigos, análises sociopolitícas, provocações culturais, poeminhas, poemões, ilustrações, fotomontagens, frases de efeito, anedotas de salão, provérbios inventados.
Da Cigarra, do Cruzeiro, da Revista do Diners, da Veja, do Pasquim.

Melhor: com anotações do autor.
1943: “Um lar sem mulher é como um oásis sem deserto.”
1950: “A lua é uma ilha noturna.”
1954: “Gargalhada: um sorriso que estourou.”
1964: “Todo homem tem o sagrado direito de torcer pelo Vasco na torcida do Flamengo.”
1969: “Com seu talento, Jaguar, eu não estaria aqui. Estaria em cana, nos Estados Unidos.”
Eu não escolhi essas frases porque são as melhores. Abri o livro a esmo e pincei.

Millôr: não tem igual.
Trinta anos <i>Trinta anos de mim mesmo</i>, Millôr Fernandes

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