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Publicado em 10/08/2010 às 08:17

As paquidérmicas Panicats

panicats As paquidérmicas Panicats

Se estiver uma sexta à noite largado em casa, acabo sempre vendo pelo menos uns pedaços do Pânico. Adoro humor grosso, Christian Pior, Amaury Dumbo, Ceará etc.

Sabrina Sato é uma das humoristas mais finas que já vi em qualquer latitude, e linda e simpática para completar. Perdoo a moça qualquer coisa, inclusive namorar político e excesso de regime.

Pânico não é exatamente para assistir fielmente. Pulo uns pedaços, vou e volto. Fico meses sem lembrar. Se trombar, dou no mínimo uma paradinha, tipo cavalo de pinguço.

Meu chapa que trabalha na TV garante que este e aquele quadro são chupados deste e daquele quadro gringos. Acredito no amigo.

Nossa moda é clonada dos gringos, nossos restaurantes têm a iluminação igual a dos gringos, nossos marketeiros reciclam o papo dos gringos, e nossos governos beneficiam bancos e empresas acima de tudo, como os gringos.

Por que programas de zoação iam ser diferentes? Quesito originalidade é pra desfile de escola de samba. Em televisão nada se cria, tudo se copia, dizia o Velho Guerreiro, padroeiro de Surita e companhia.

Sexta passada estava lá eu, atirado no sofá, digerindo o jantar com uns traguinhos e caio no Pânico. Desafio: um magricelo neozelandês que anda sobre a água. Veio para o Brasil para provar. E andou mesmo.

É um esporte, acredite, e vi os vídeos dos amigos dele lá em Auckland ou que o valha, caminhando sobre o lago como se fossem Jesus. Mais que sensacional. Agora, tinha umas seis Panicats junto com ele, e foram desafiadas pelo Bola a andar sobre a água também. Choque: as Panicats não são gostosas.

No programa normalmente elas são filmadas rebolando, com a câmera em movimento, passeando por sorrisos, bundas e tal. Em foto, mesmo de jornal, sempre rola um Photoshop.

No desafio do açude, elas estavam todas ali de pé no gramadinho, enregeladas, esperando o peão lá fazer seu milagre. Depois, uma por uma foi pagar seu mico chafurdando na água congelante. Naturalmente estavam todas tão peladas quanto possível.

Então, deu pra ver que todas elas estão fazendo musculação demais da conta. Estão bombadíssimas, com panturrilhas e peitorais de fazer inveja a Conan, o Bárbaro.

Uns pescoções, uns coxões e uns peitões, tudo igual, o que sugere o mesmo cirurgião plástico, os mesmos mililitros excessivos de silicone, e permuta com a mesma academia, onde o mesmo personal trainer convenceu as moças de que elas precisam ter músculos até na testa.

Dei uma internetada e descobri que não estou sozinho no meu susto, e tem um texto muito engraçado falando sobre a “rinocerontização” das Panicats, aqui.

Antes que comecem os comentários engraçadinhos sobre minha potencial homoafetividade, vou dizendo que sou muito macho.

E para homem que é homem mulher bonita é bonita e não importam os detalhes - pode ser altona, gordinha, negraça, amarelenta, talvez até banguela (mas não vesga), e qualquer idade entre os 13 e os, hmm, 80?

E é possível e comum um cara se apaixonar por uma mulher bem feia - já vi isso acontecer e não foi uma vez.

Mas feiúra de propósito não tem perdão. Por que o padrão esqueletudo dos editoriais de moda é abominável?

Porque percebemos que os jovens cadáveres despencando nas passarelas poderiam ser belas moças, e nem mulher parecem.

As Panicats daqui a pouco também não. Podiam ser deliciosas, mas tanta malhação faz elas lembrarem, na frase clássica de Martin Amis sobre Arnold Schwarzenegger, “uma camisinha recheada de nozes”.

Pelo menos elas são jovens. Dá tempo de consertar. Pra ioga, gatas.

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