Eu não vou ao festival SWU. É longe. É aberto. É muita gente. É muito tempo. É tudo que um cara de 45 anos não deve fazer.

Agora, que coça a mão, coça. O elenco reunido para o festival é sensacional. O melhor que um evento brasileiro tem em anos - talvez sempre.

Pela diversidade, representatividade, ambição. Entre tantos nomes, um que me é muito querido talvez passe meio despercebido.

Josh Rouse tocará num palco menor, com gente como CSS, BNegão, Autoramas. Boa companhia, mas Josh não orna nada. Ele faz música como se as últimas três décadas não tivessem acontecido.

O detalhe é que ele nasceu em 1972, ano que deu título ao primeiro disco dele que ouvi, de 2003.

Não gosto de nostalgia e não suporto o mundo da “Americana” - esse tipo de som meio folk, meio rock, meio rural, meio urbano. Mas Josh está fora da curva. É mais breguinha, mais doce, mais estranho.

Me toca como Lloyd Cole, alguém lembra?

Josh tocou em São Paulo dois anos atrás, não soube, perdi. Perco de novo. Se você vai ao SWU, não perca.

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