Deborah Secco era uma gracinha quando fazia Confissões de Adolescente. Moleca e provocante, naquele limite vai-ou-racha da adolescência. Estranhamente, virou mulherona, ou posa de, com peitões pra Playboy, casamentos e divórcios na capa da Caras. Não faço ideia se é boa atriz, porque não vejo novela, e nos raros instantes em que a vi, fazia sempre o mesmo tipo. Que é o tipo que faz agora como Bruna Surfistinha, sirigaita megahair.

Mas fiz questão de passar os olhos na entrevista que o amigo Pablo Miyazawa fez com Deborah para Rolling Stone. Fotos boas. Respostas péssimas. Pablo foi caridoso, entendo, editor de revista às vezes tem que fazer dessas. A melhor: Deborah não quis ler o diário de Bruna Surfistinha, nem conhecer a própria Raquel Pacheco - verdadeiro nome por trás do pseudônimo - para não deixar se influenciar pela realidade.

secco surfistinha Bruna Surfistinha, a verdadeira e a de mentirinha

É para lá de inacreditável. Mas não tão surreal quanto uma carioca de trinta anos, com corpo de modelinho de passarela, fazer uma prostituta paulista, caipira, pós-adolescente. Deborah tem a idade, o corpo e o sotaque errados para viver Bruna Surfistinha. E, claro, não fica peladona no filme - imagine!

Não li o livro de Bruna. Mas li pedaços do blog, que era bem engraçado.

Raquel assumiu todas as posições, mas nunca a de vítima. Quanto ao filme, bem, lembrando Paulo Francis, mando detefon no meu lugar - já vi Bruna Surfistinha em vídeo, na internet, mandando brasa, e posso te garantir: ninguém interpretou melhor a personagem do que Raquel Pacheco.

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