Um dia: Mortal Kombat roubado de uma fábrica em Manaus (leia aqui). O receptador, pateta, postou sua foto na internet com os CDs. Vazou geral? Foi pontual, obra de algum funcionário da fábrica? O que diz a Sony? A WB Games? Hector Sanchez? A história acontece em minutos, na sua frente, na web, no Twitter, no Facebook, em portais e blogs e fóruns.
Dia seguinte, outro assunto. E outro. E outro. Aí, a PlayStation Network caiu (leia aqui). Ataque de um hacker? Muitos? Por quê? Quais dados foram comprometidos? O que a Sony vai fazer a respeito? A reação dos gamers, do mercado, dos acionistas da Sony, da empresa – segundo a segundo a história se desenrola. No minuto que escrevo isso, a PSN continua fora do ar.
Viajo no final de semana. Segunda-feira caiu o mundo: zilhões de e-mails e comentários me cutucando sobre uma reportagem sobre games exibida no Domingo Espetacular (TV Record).
Calmaí, gente, não vi, cadê o link? Taqui! E assisto de cabo a rabo. Rasa nos fatos, repleta de pitacos, como eu achei que não se fazia mais reportagem sobre videogames a esta altura do campeonato. Cadê os fatos, as pesquisas científicas, as análises criteriosas para bancar a influência dos games nas ações esquizofrênicas do assassino de Realengo? Lugar nenhum. Comento no Twitter isso. Mas já se passaram umas 18 horas; o assunto é velho; meu comentário a esta altura repercute limitadamente. Fosse em cima da pinta, explodia, considerando que meu blog pessoal está hospedado dentro do R7.
O que o vazamento das cópias de Mortal Kombat significa para o futuro dos games fabricados no Brasil? Qual seu impacto dentro da Sony e WB? Que diferença fará nas vendas? Como deve ser punido quem roubou, quem receptou?
Qual o impacto de longo prazo do ataque à PSN? Manchetes afirmam que o prejuízo da Sony com o ataque pode passar dos US$ 24 bilhões. É suficiente para quebrar a companhia. Será? Dá tempo da Sony limpar a barra? Como? Quais as consequências para outras redes, como a Live?
Notícias pipocam a cada momento e canto. Não conseguimos escapar delas. Replicadas sem reflexão, tornam-se commodities sem valor. Sem a análise que só o tempo permite, não deixam rastro – ou parecem não deixar. Algumas notícias são fast food – digestão imediata, não-memorável. Algumas são banquete para muitos dias. E inesquecíveis.
Demos, no mês de abril, um passo que considero importante na maneira como nosso jornalismo de games lida com o mundo novo da notícia. A estreia de nosso novo portal Gameworld, e atuação instantânea e permanente no Twitter e Facebook, aposta na alta temperatura da notícia, mas sempre aliada à reflexão, à análise e à visão de longo prazo, marcas da revista que você tem nas mãos.
Gameworld, diferente de outros portais similares, é útil e divertido para hardcore gamers, mas não só. O site está repleto de artigos, reportagens e entrevistas que não terão interesse para quem só quer jogar o game do momento, e que serão preciosos para quem trabalha com games, quem estuda para atuar na área, ou quem quer entender as minúcias deste mercado. Não me cabe dizer que Gameworld é melhor ou pior que outros portais de games; é minha obrigação garantir que ele seja diferente. Até porque Gameworld é o canal noticioso de games do R7.com.
Grande responsabilidade, especialmente porque os grandes responsáveis pela área editorial e comercial do R7 amam games. Vão nos cobrar forte. Peço que você nos cobre também. E, sim, prometo continuar meu esforço de educar jornalistas não-especializados de todos os veículos, e também da TV Record, para que aprendam que não só videogame não mata, mas ainda diverte, educa, afina o sangue e fortalece o caráter.
Como o evento Gameworld, nosso novo portal é inclusivo, aberto para todos os que amam games – hardcore, casual, criança, marmanjo, amador – e obrigatório para os profissionais dos games.
GameWorld 2011 - Tour pela Feira. por thevideos no Videolog.tv.
Gameworld agora é realmente uma marca multiplataformas:
- Troféu Gameworld, o único evento de premiação dos games no Brasil;
- O único evento de negócios do segmento, Gameworld Business;
- Feira Gameworld, a mais importante do país;
- Gameworld, o portal;
- Gameworld Jogos, para jogar online;
- E, claro, a revista que deu início a tudo e que você tem em mãos, Entertainment & Gameworld: EGW.
Nos próximos dez dias, estarei exclusivamente no www.gameworld.com.br, aqui mesmo no R7, mandando reportagens diretamente da E3, a maior festa de games do planeta Terra. Live from Los Angeles!
Muito vídeo, muita entrevista, muita coisa exclusiva. E eu de repórter de TV. O quê?
É. Como em todo game que presta, o desafio vai aumentando conforme você avança. É disso que a gente gosta...
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