Um giro pela internet, e aqui estão as manchetes de hoje no Brasil:

- Ministro do Turismo caiu e foi substituído por um novo, indicado por José Sarney- policial civil aposentado executa mulher com quatro tiros no Rio de Janeiro- o processo contra o jogador Edmundo foi extinto pela justiça- bebê morre atropelado em calçada no Rio- garoto de oito anos morre eletrocutado em cerca elétrica irregular no Recife.

- Homem é preso após matar irmão com lixadeira elétrica em Brasília.

Em compensação, o R7 destaca uma boa notícia, vinda de estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: o número de brasileiros pobres caiu em dez milhões entre 2004 e 2009. Passou de 28 milhões para 18 milhões. O que é "pobre"? Quem tem renda média de R$ 104,04. Leio e releio e não consigo acreditar neste número. Alguém ganha 100 reais por mês e vive?

E a tal classe média que não pára de crescer? Ela é chamada tecnicamente pelo IPEA de "não-pobres". Em 2009 já tínhamos 78 milhões ganhando mais de R$ 465 por mês. E o resto do povo? Somam 107 milhões, os brasileiros com renda de menos de R$ 465 por mês. Leio e releio. Os números são esses mesmos.

A distribuição de renda pode ser medida de várias maneiras. Uma bem conhecida é o Coeficiente de Gini. No Brasil, em 2001, estávamos neste ranking apenas acima da Guatemala, Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia.

Há quarenta anos estamos entre os vinte países com pior distribuição do mundo. Está ficando menos pior nos últimos dez anos, mas devagar, devagar. Segundo o próprio IPEA, metade da população brasileira ganha, somando tudo, 12,5% da renda nacional. Os 1% mais ricos ganham 13.3% da renda do país.

Gostou das manchetes do dia? Amanhã tem mais do mesmo.

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