Dois anos? Já anda com as próprias pernas, come com colher, dispensa a fralda e peita os colegas na escolinha? Parabéns, R7. Parece que foi ontem.

Hmm, não, parece que foi uns dez anos atrás, pensando bem... se você vê o crescimento do número de usuários do R7 (para não falar no número de funcionários!), e o quanto a pegada do portal está influenciando a concorrência, está na cara que o R7 está bem crescidinho para sua idade. Garoto precoce!

Eu me rendi ao R7 antes dele nascer. Era apenas um embrião, o reconhecimento do óbvio: a Record merece um portal à altura de sua audiência. Recebi o telefonema fatídico: traz seu blog para cá! Foi uns três meses antes da estreia. Topei, sabendo que viriam as cutucadas: vai tirar seu blog do maior portal do Brasil para ir para um que nem existe ainda? Quem garante que você vai continuar com a mesma visibilidade e liberdade de antes?

Tem hora para duvidar - quase sempre - e tem hora para acreditar. Botei fé. Fé nas poucas pessoas que já estavam no projeto, naquela altura do campeonato. E fé na ambição do projeto. Lançar um novo portal em 2009? Para concorrer de igual para igual com pesos-pesados encastelados? Quiçá para ser o grande portal da próxima década, quando metade dos brasileiros iniciarão suas vidas digitais? Empáfia ou valentia? Bah - pensar pequeno é pra insetos.

Embora hoje eu seja um dos quase 100 blogueiros do portal (no começo éramos quantos, 25?), continuam me  tratando bem - e pelo jeito, os outros também. Defino os temas do meu blog e nunca me pediram para mudar uma palavra. Raramente recebo encomenda de um tema, que posso aceitar ou não.

Mesmo nestes casos a abordagem é 100% minha, para o bem e o mal. E considerando algumas posições impopulares ou mesmo abiloladas que defendi, é de cair para trás que não tenha nunca recebido um toquezinho, um pedido amigo para aliviar.

Tenho apoio na confecção cotidiana do blog. Uma equipe superdedicada cuida para que os textos saiam revisados, as imagens bem editadas, e os comentários sejam moderados. Minha liberdade é absoluta, na medida da minha boa educação - quando na casa dos outros, seja educado com o anfitrião. Minha gratidão é de coração.

Estou bem acompanhado aqui, por nomes cada vez mais interessantes e diversos (Kotscho? Nirlando? Clara? Interney?). Me sinto confortável e desconfortável no equilíbrio exato. O fato de ter um contrato com o R7 me força, emocionalmente (e só), a produzir mais. Foram uns 350 textos nestes dois anos, uau.

E me sinto na obrigação de escrever não só para velhos amigos, tentação / maldição da internet, mas para o novo e o velho leitor, o casual e o fiel, o que nunca ouviu falar meu nome e o que nunca mais vai olhar na minha cara.
Parabéns às centenas de profissionais que fizeram e fazem o R7.

A labuta é louca e sem fim, percebo. Acompanhei as dores do parto, assisti o bebê nascer e se tornar um meninão, e sei o trabalho que dá. Fiz pouco e de longe. Mas tenho orgulho de colaborar para esta extraordinária obra coletiva.

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