Occupy Wall Street - Commercial por perolasblogs no Videolog.tv.

Em português:

Eu quero que uma conversa mais séria sobre política comece já.

Eu quero as empresas fora do governo, e as pessoas dentro.

Eu quero paz, e não militarização.

Eu quero que os americanos mais ricos paguem mais impostos, e o dinheiro vá para a educação.

Eu quero justiça econômica.

Eu quero maior regulamentação dos bancos e dos mercados.

Eu quero que meus filhos tenham um emprego, e um bom sistema de saúde pública.

Eu quero uma democracia verdadeira, para os 99% de nós, que não a temos.

E amor. Olha o cara usando o microfone público dos manifestantes para pedir sua namorada em casamento. Quando um movimento de protesto vira um bom lugar para romance, é bom sinal.

Occupy My Life: Marriage Proposal at Liberty Plaza por perolasblogs no Videolog.tv.

O movimento Ocuppy Wall Street é assunto para muitos textos. Ele é parte de coisa bem maior. Mas antes, é preciso explicar por que ele não vai desaparecer amanhã.

Não é porque os bancos continuam sugando toda a riqueza do planeta, com apoio dos governos.

Nem porque os banqueiros continuam ganhando gordos bônus, mesmo nos piores momentos de crise.

É porque a taxa de desemprego entre os jovens americanos nunca foi maior.

É de 15%, entre os jovens de 20 a 24 anos.

E porque o endividamento dos estudantes aumentou quase sete vezes entre 1999 e 2011.

De US$ 80 bilhões para U$ 550 bilhões, segundo o Banco Central de Nova York.

Há estimativas do Ministério da Educação americano de que possa chegar a US$ 805 bilhões.

A inadimplência no pagamento de empréstimos estudantis subiu de 6,5% em 2003 para 11,2% em junho de 2011.

É uma taxa quase tão alta quanto a inadimplência atual dos cartões de crédito nos EUA, de 12,2%.

Uma quantidade gigantesca de estudantes desempregados, um volume absurdo de dívidas impagáveis.

No país mais rico do mundo, os pais perderam suas casas, e os jovens perderam o horizonte.

O movimento Occupy Wall Street continuará, porque os jovens não têm nada mais importante para fazer do que inventar um futuro.

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