Em 2011, os autores que mais li foram Warren Ellis e Christopher Hitchens. Somando os dois, foram mais de quatro mil páginas - a maioria em quadrinhos, que há que trabalhar, dormir, viver. Li outros livros interessantes - quase nenhuma ficção, muitos quadrinhos. Não necessariamente lançados no ano que passou, claro. Recomendo estes:

Como Perdi Meu Tempo, Raul Matéos Castells
Memórias do sociólogo e militante, e painel poderoso do Brasil dos anos 50 e 60.

The Magic Paint, Primo Levi
Continhos preciosos do sobrevivente do Holocausto.

The Sexes, Dorothy Parker
Crônicas acridoces de uma desbocada profissional.

The Ornament of the World, Maria Rosa Menocal
Como judeus, cristãos e árabes conviveram com proveito na Andalucia de mil anos atrás.

Rarebit Fiends vols. 1 & 2, Rick Veitch
Sonhos lúcidos relembrados, e uma retrospectiva do mercado editorial americano dos anos 90.

The Dip, Seth Godin
Um livrinho que ensina quando persistir e quando desistir. Pelo marketeiro mais famoso da América.

We 3 Special Edition, Grant Morrison & Frank Quitely
Os bastidores da criação de um dos melhores trabalhos da dupla, a mesma de All Star Superman, New X-Men e mais.

Habibi, Craig Thompson
O criador do tocante Retalhos em ambiciosa jornada árabe.

Nemesis, Mark Millar & Steve Niven
Ninguém neste século faz supervilões como Millar. Aqui: e se Batman fosse bandido?

Mi Revolución, Inverna Lockpez e Dean Haspiel
A revolução cubana contada por uma jovem que a apoiou desde o início - e foi dilacerada pelo regime de Fidel.

Down and Out in London and Paris, George Orwell
Leitura iniciada nos anos 80 em português, retomada este ano em inglês. Brilhante, tragicômico - como esperei tanto?

Vôo Livre, Ignez Batistella
Memórias de uma dona-de-casa interiorana que abandona marido rico e seis filhos para ser empregada na Europa. Dá um filme. É minha prima em segundo grau.

L.A. Noir: The City as Character, Alain Silver e James Ursini
Los Angeles como personagem de infinitos filmes policiais.

La Huella de Lorca, Carlos Hernández e El Torres
Vida e morte do poeta Garcia-Lorca, em painel formado por quem o conheceu.

Tristíssima Ceniza, Mikel Begoña e Iñaket
As aventuras reais de Bob Capa, lendário fotógrafo de guerra.

Muchacha, Laerte
Nosso maior quadrinista em um de seus trabalhos mais pessoais.

Goya: Caprichos, Desastres, Tauromaquia, Disparates
Reunião completa das quatro séries de ilustrações de Goya.

Dos Templários à Nova Demanda do Graal, Paulo Alexandre Loução
Teóricos da conspiração também tem suas razões: o Brasil como criação da ordem templária.

I´m Still the Greatest Says Johnny Angelo, Nik Cohn
O primeiro grande romance épico rock´n´roll, para ler ouvindo Ziggy Stardust.

Neonomicon, Alan Moore e Jacen Burrows
Até os caça-níqueis de Moore são de primeira; aqui, parafraseia H.P. Lovecraft.

The Casebook of Victor Frankenstein, Peter Ackroyd
A lenda recontada e talvez melhorada, por um dos maiores escritores ingleses em atividade.

Ensaio Biográfico, Jorge Luis Borges
Simples no limite de ser pueril - e encantador.

No criado mudo: Arguably, de Christopher Hitchens, e The Periodic Table, Primo Levi.

No correio, aterrissando semana que vem: Parker: The Martini Edition, de Richard Stark e Darwyn Cooke; e Alan Moore: Storyteller. Escolha qualquer um desses e se dê de presente. Não te arrependerás!

E foi-se o ano. Que seu Natal seja cheio de amor e o Reveillon, repleto de prazer. E 2012? Bom, vamos deixar o ano que vem para o ano que vem, que tal?

Até lá...

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