Publicado em 08/10/2012 às 16:44

Nem Serra, nem Haddad, nem Russomanno: ganhamos

serra haddad vitoria 1  Nem Serra, nem Haddad, nem Russomanno: ganhamos

Esta eleição para prefeito de São Paulo foi supostamente quente, polarizada e acirradíssima. Ah, é? Resultado do primeiro turno: - 30,75% de votos para Serra - 28,98 para Haddad - 28,9% de brancos, nulos e abstenções - 21,6% para Russomanno.

Com todos os xingamentos de lado e lado entre os fãs desse e daquele, quase que a maioria dos paulistanos não votou em ninguém. Foram praticamente três em cada dez eleitores na cidade. O número dos que rejeitaram o voto é praticamente igual aos que votaram em Serra ou Haddad. É o índice mais alto desde a introdução da urna eletrônica, em 1996. 10,4% foram até às urnas e votaram branco ou nulo.

E 18,5% fizeram ainda melhor, fizeram como eu faço: nem apareceram. Um milhão e meio de cidadãos como eu. A turma está crescendo. Sabe quantos fomos no Brasil? 22 milhões que não votaram.Valeu. É sempre a principal parte da minha campanha, em toda eleição: NÃO VOTE. Este ano, também fiz algum esforço para barrar a passagem de Serra para o segundo turno, gritando como um doido aos ventos, trepado aqui neste meu caixotinho.

Perdi tempo: ele está lá. Também tentei cutucar os amigos e conhecidos petistas a terem uma visão mais crítica do PT, de Haddad, de suas alianças, e da maneira como ele foi ungido caudilhescamente por Lula. Inútil. Demonizaram Russomanno e demonizarão Serra, o que significa por contraste, beatificar Haddad. Eleição é como futebol: emburrece os inteligentes, e quem já era burro - bem, vão pastar todos.

Além de não ter sucesso nos meus esforços, também errei nas minhas previsões. Primeiro achei que Marta seria a candidata, depois que Serra não iria para o segundo turno, e finalmente que ele seria entre Serra e Russomanno. Valia um jantar. Casei uma aposta com o amigo Alex Antunes, ele garantia a presença de Haddad; perdi. Não calibrei bem a bola de cristal, turvada pelos poderes sobrenaturais de Luis Inácio da Silva.

Por isso é que ninguém me paga para ser analista político... Mas essas derrotinhas não atrapalham minha sensação de vitória. O principal fato desta eleição é a rejeição. Cresce em todo Brasil. Não por um outro candidato, mas por todos os candidatos, novos, velhos e velhacos. Por uma democracia que só finge nos ouvir a cada quatro anos. Pelo sistema representativo que não nos representa proporcionalmente. Pelo marketing mentiroso e pela impunidade sem fim.

A rejeição cresce rápido. E mostra as caras também na pulverização dos vencedores entre diversos partidos e  partidecos. Qual é o maior partido do Brasil? Não é o PT, petistas. Nem o PMDB, o que mais elegeu prefeitos em 2012. É sempre o partido do governo, o partido de quem tem a chave do cofre.

É o condomínio todo, PT, PMDB e tantos outros, PRB, partido de Russomanno, também. Que importam os partidos? Quase nada. E quanto mais rápido avançarem para o nada, melhor.

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

Ir para o Topo