Publicado em 06/11/2013 às 19:20

O jornalismo tem muito futuro (e aqui estão três provas)

NYT7 O jornalismo tem muito futuro (e aqui estão três provas)

Nos últimos tempos, um dos esportes favoritos dos jornalistas é prever o fim do jornalismo. Frequento um grupo de jornalistas no Facebook com uns 12.589 profissionais e estudantes da área. Cada vez menos. É um verdadeiro muro das lamentações. Parei um pouco de aparecer por lá. Botar o dedo na ferida é atividade jornalística por excelência, mas ficar cutucando a casquinha é masoquismo.

Resmungar é direito constitucional de todos, mas como dizia Millôr Fernandes, é a única coisa que temos certeza que não resolve. Para rebater esse baixo astral, ando planejando um livrinho, desses digitais. A ideia é reunir um monte de textos meus antigos sobre jornalismo e jornalistas, os menos ruins. E escrever alguns novos, sobre temas ligados a jornalismo e comunicação, que ando anotando no fundo da agenda. Umas 200 paginetas, pra distribuir de graça na web. Um manifestinho. A pegada principal será: não só o jornalismo vive seu melhor momento desde sempre, como o futuro é brilhante.
Enquanto não acho o tempo necessário, compartilho três evidências incontestáveis de que o jornalismo tem presente e tem futuro, no mundo e no Brasil.

Primeiro: veja aqui como o jornal britânico Guardian transformou um bolo de dados e entrevistas sobre o caso da espionagem do NSA em uma reportagem interativa, sedutora e educativa.

Segundo, viaje nessa reportagem interativa do New York Times sobre uma zona de conflito entre China e Filipinas. Para mim é o novo paradigma de reportagem: une fotos, vídeos, texto, som e mapas. E apuração in loco, reportagem, análise política.

Leia sobre como foi produzida essa matéria. Se você trabalha com comunicação, vale muito a pena.

Terceiro: segundo um novo estudo da PriceWaterhouseCoopers, o Brasil será o líder mundial no mercado brasileiro de mídia e entretenimento entre 2014 e 2018.
Os maiores crescimentos no setor de imprensa estão listados abaixo. O número ao lado é a taxa de crescimento anual de cada segmento.

Publicidade na Internet - 18%
Acesso à Internet - 14,7%
Publicidade na TV - 10,1%
Revistas - 6,9%
Rádio - 6,3%%
Jornais - 4,3%

(na área de entretenimento, fico feliz de saber e contar que o maior crescimento será no setor de videogames: 14,4% ao ano. Ainda bem que a Tambor é a única empresa brasileira especializada em comunicação com o segmento gamer. Momento de autopropaganda: veja o que a Tambor faz aqui).

Aqui tem mais detalhes sobre o estudo da Price.

Quer dizer: não vai faltar dinheiro para as empresas brasileiras de comunicação investir em bom jornalismo, e bons jornalistas. Seja na internet, TV, revista, rádio ou jornal. Considerando que o crescimento maior será na Internet, a melhor estratégia profissional é aprender a fazer o que a internet exige, não os jornais.

Veja bem: são dois jornais que fizeram essas matérias acima, não portais puro sangue, nem start-ups doidonas do Vale do Silício. Agora, quantas redações brasileiras fazem matérias como essas do Guardian e New York Times? Quantos jornalistas estão capacitados para criar experiências semelhantes? Os que investirem em aprender a fazer coisas como essas, e melhores, terão valor e emprego. Fazer diferente é brigar com a notícia.
O jornalismo, como se vê, tem um presente incrível. Mas o futuro não espera por ninguém.
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