Publicado em 17/05/2017 às 20:25

Temer: entre a renúncia e o impeachment

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Temer foi cúmplice para comprar o silêncio de Cunha na cadeia. Este é o resumo da notícia-bomba, a mais explosiva em todos esses anos perigosos. Existe um vídeo disso, afirmam os donos da JBS em delação premiada. O Brasil ainda não viu. Contra uma imagem dessas, não há desmentido ou explicação possível.
Tem mais. Temer indicou um político, o deputado Rodrigo Loures (PMDB-PR) para resolver problemas da holding que controla a JBS. Loures foi filmado recebendo uma mala de R$ 500 mil pago pela JBS. O dinheiro foi rastreado pela Polícia Federal.
Isso é o que sabemos sobre o presidente. Por enquanto. Muito mais pode aparecer nessa delação, que deixa a da Odebrecht no chinelo, e já foi homologada pelo ministro Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal.
Aécio Neves também foi filmado, pedindo R$ 2 milhôes para a JBS. A Polícia Federal realizou sete operações no total, filmando as entregas das malas de dinheiro, e rastreando o dinheiro. É um furo espetacular, histórico do jornal O Globo.
O que acontece agora?
Temer pode negar, negar, negar e continuar na presidência, totalmente enfraquecido e sob investigação e fogo cerrado. Mas será fortíssimo o clamor pela sua renúncia. Ou impeachment, como já pedem deputados e as redes sociais. Na prática, o governo Temer acabou hoje. Não terá força para mais nada. A renúncia será menos prejudicial para o Brasil que outro longo, doloroso processo de impeachment.
Renúncia ou impeachment, a regra é clara. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assume temporariamente e convoca eleições indiretas. Quem vota é o Congresso, deputados e senadores.
Mas numa situação tão incendiária, é possível que a pressão pelas Diretas Já seja irresistível. A batalha pelo futuro do Brasil continua.

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