Publicado em 26/09/2017 às 16:20

Você prefere ficar sem celular ou sem sexo?

AAEAAQAAAAAAAAjGAAAAJDc2NmIzNWY5LWIyOWQtNDIwMi04YzhkLTU2MGNmZDQ0M2I5Mw Você prefere ficar sem celular ou sem sexo?
Você não tem tempo pra nada? Não tem tempo para estudar uma língua, voltar para a academia, curtir mais seus filhos, visitar mais seus pais, aprender marcenaria, gastronomia, filosofia? Para passar fio dental depois de escovar os dentes, passear no parque, ter um amor?
A solução é simples. Desligue. Desligue a televisão, como vi recomendado outro dia aqui mesmo no R7. Desligue o computador, o que os amigos aqui da casa provavelmente não indicariam. E agora, desligue o celular. Ou pelo menos dois dos três, vá.
Ah, estás proibida de sair para comprar qualquer coisa. Bom proveito curtindo (?) a vida. Parece torturante, né?
Vamos reconhecer: nós não queremos mais tempo. O que queremos de verdade é o que fazemos de verdade, e principalmente fazer várias coisas ao mesmo tempo, e não nos concentrar em nenhuma. Estamos todos desesperados o tempo todo por... distração.
Não sou dos mais dependentes de telinhas e telonas. Vejo pouquíssima TV, e quase só uso celular para me comunicar com as pessoas, e os aplicativos básicos - 20 minutos por dia se tanto. Passo de vez em quando uns dias sem o celular, só checando se tem alguma emergência (quem tem família não escapa de fazer isso), e com zero ansiedade.
Sou alienígena, sei. No mundo todo, celular é a nova chupeta, o novo cigarro, o novo vício que ninguém consegue largar. Um estudo nos Estados Unidos sobre uso de celular concluiu o seguinte:
- 55% dos americanos preferem ficar sem café, 63% preferem ficar sem chocolate e 70% preferem ficar álcool, do que ficar sem celular;
- um em cada cinco prefere passar uma semana sem sapato que sem celular;
- 22% prefere ficar uma semana longe do amado/amada, que uma semana sem celular;
- e finalmente: um terço dos pesquisados prefere ficar uma semana sem sexo, que uma semana sem celular.
Bando de malucos? É. Mas não vou ser eu a fazer gozação com os gringos. Reconheço: não vivo de segunda a sexta sem computador. Se eu realmente quisesse dominar a esgrima, o kama sutra e a culinária vietnamita, achava hora.
Na real, fora todo o tempo que passo trabalhando, ainda reservo uns bons minutinhos diários surfando velhos videoclipes no YouTube, checando o que os amigos estão fofocando no Facebook e conferindo o que está dando assunto no Twitter.
Tudo com a desculpa do trabalho. De estar pesquisando para este blog, tudo por ti, honrado leitor, amada leitora. De estar estudando o mercado para novas e incríveis iniciativas. E outras mentiras.
Ah, e uso bastante o tablet, para ler livros e principalmente quadrinhos...
Só depois das dez da noite e no fim-de-semana é que desconecto geral ou quase. Minha pequena conquista pessoal.
A vida no século 21 é, e será cada vez mais, a vida que vivemos através de telinhas, fazendo tudo ao mesmo tempo. É animado e faz a vida passar bem rápido.
Mas entretenimento não é cultura e distração não é paixão. Os maiores prazeres da vida ainda estão no mundo offline. E estes exigem que nos permitamos o tempo necessário para fruí-los - como o café, o chocolate, o vinho, o amor - e, sim, o sexo.

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