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	<title>André Forastieri</title>
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	<description>Blog do André Forastieri - R7</description>
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		<item>
		<title>Como ser deselegante na fila do banheiro</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 09:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O show estava no meio e ótimo. A cerveja fez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O show estava no meio e ótimo. A cerveja fez efeito. Não tinha como adiar. Toca enfrentar 200 metros até o banheiro, químico - porque fazem show em lugar que não tem banheiro para adultos? Por que eu ainda vou nesses shows pra tanta gente?</p>
<p>Eram quatro banheiros, três para homem, um para mulher. Andava rápido. Escolhi a fila menor, mesmo sabendo que a do lado sempre anda mais rápido. Tinha dois caras lá na frente, e imediatamente na minha frente estavam três amigos conversando. Homossexuais, elegantes, naquela indefinível fase entre os 28 e os 45, quando gay administra bem a idade e heteros engordam e encarecam.</p>
<p>Logo duas meninas viram a trinca, se aproximaram animadas, turma se encontrando, beijinhos etc. Mulheres jovens, bonitas, fashionettes, pouco abaixo de trinta. Papo animado. A fila atrás de mim aumentando. O primeiro dos três amigos entrou no banheiro. Saiu. Depois o segundo. Saiu, se juntou ao primeiro, continuaram tricotando com as garotas, o terceiro entrou. E ficou. E ficou. A fila atrás de mim encompridando.</p>
<p>O show passando. O cara atrás de mim soltou: "tem que matar esses caras que vem cheirar em banheiro químico." Porque, claro, o zé lá não estava para as atividades normais de um banheiro.</p>
<p>O desgraçado finalmente abriu a porta, se juntou aos amigos, e os três zarparam rápido, dando tchauzinho pras duas garotas. A modelete mais lindinha simplesmente me cortou e entrou no banheiro. Na minha frente e de todos que estavam na fila. Rosnado geral. Não é que ela tenha demorado tanto. É que eu já estava furioso de perder um pedação do show por causa do cheirador lá. E porque ela tinha furado a fila. E porque ela era mulher - a fila das mulheres estava bem ali ao lado, e não tinha nenhum homem nela.</p>
<p>A garota tinha aproveitado os amigos pra passar na minha frente. Saiu toda pululante e a outra amiga entrou no banheiro. Passei um pito: "você foi extremamente deselegante. Furar fila é coisa de gente mal-educada e grossa. Pense nisso na próxima vez." Ela retrucou, abespinhada por levar bronca pública, "mas eles são meus amigos".</p>
<p>O cara atrás de mim mandou beníssimo: "problema seu se você tem amigo grosso igual a você, que fica cheirando no banheiro público e estragando o show de todo mundo." Ela acusou o golpe, a amiga saiu, e as duas se escafederam de fininho.</p>
<p>O banheiro fedia esgoto. Fiquei até com um pouco de dó da menina de ter que fazer seu xixizinho ali. Mas na hora lembrei de um velho amigo, que dizia que certas garotas acham que seu xixi é guaraná e seu cocô, pudim de leite condensado. É bonitinha? Beleza passa, benzinho, grossura e burrice ficam.</p>
<p>Para quem ser chique é tudo, "deselegante" bate fundo. A moçoila deve ter achado que eu é que fui deselegante de lhe puxar a orelha. Fiquei pensando que se ela fosse homem, não teria tido coragem de furar a fila. E se a trinca de amigos dela fossem hetero, muito menos. Pelo menos bati onde achei que ia doer - e até que fui elegante, vá.</p>
<p>Xingamento pra desopilar o fígado de verdade tem que vir das entranhas, sem censura, cuspido. Você nem reparou nos quilos a mais do peão no carro ao lado, mas se ele te cortar perigosamente, imediatamente vira um gordo safado. Se for mulher, é Dona Maria. Ou criolo do cacete. Japa cegueta. É feio? É pra ser feio mesmo.</p>
<p>Não se trata nem do desgraçado ouvir, mas de você botar para fora. E se não é bonito ofensas étnicas ou pegar no pé das minorias, horroroso é aprontar no trânsito, ou furar fila na frente de tantos necessitados e apertados.</p>
<p>Perdi três músicas longas. Ainda furioso reencontrei meus amigos. "Pô, achamos que você tinha morrido no banheiro."</p>
<p>Minha explicação veio absolutamente deselegante, alívio imediato:  "é que tinha um viado cheirador filha da puta que ficou embaçando, e ainda botou duas amigas piranhas pra furar a fila".</p>
<p><strong>Veja mais:</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>A volta do Soundgarden</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/15/a-volta-do-soundgarden/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/15/a-volta-do-soundgarden/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 18:42:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira vez que eu ví um vídeo do Soundgarden [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira vez que eu ví um vídeo do Soundgarden foi no apartamento dos irmãos Cavalera, do Sepultura, 1991. Por aí você faz uma idéia do que a banda de Seattle era pesada e poderosa. O vídeo era Jesus Christ Pose, banido pela MTV. A banda existia há anos, mas eu descobri com a maioria das pessoas, com o disco Badmotorfinger.</p>
<p>Assisti ao vivo no Lollapalooza 1992. Era um monstro, metal com raiva punk, lodoso e ardido, Black Sabbath e Stooges. Com Nirvana e Mudhoney, compôs o trio fundamental do novo rock de Seattle; todos os outros, por bons que fossem, eram segunda divisão.</p>
<p>O Soundgarden fez sucesso, e até emplacou baladinha, <em>Black Hole Sun.</em> Logo implodiu, em 97. O vocalista-galã Chris Cornell teve carreira solo, os outros se apagaram; Matt Cameron assumiu a bateria do Pearl Jam, Ben Sheperd foi tocar baixo com Mark Lanegan.</p>
<p> Depois Chris se juntou aos músicos de outra banda-lenda do início dos 90, o Rage Against The Machine. À frente do Audioslave, emplacou hits ruidosos e melódicos - <em>Like a Stone </em>toca todo dia nas rádios de classic rock por aí. Depois voltou à carreira solo, bem equivocada. Cantou na volta de James Bond, <em>Casino Royale</em>. Tocou no Brasil.</p>
<p>Agora, quinze anos anos depois de seu primeiro fim, o Soundgarden reaparece. Cornell não tinha mais alternativa, e os outros precisavam da grana? Ou um reencontro orgânico e amigo? Bem, pelo menos a banda voltou reconhecível. Infelizmente, por enquanto só ressuscitou o seu lado baladeiro. A primeira música nova, a genérica e arrumadinha Rise to Live, é literalmente trilha sonora Disney: toca nos créditos finais de <em>Os Vingadores</em>. Com um zilhão de espectadores nestas primeiras semanas, é uma baita vitrine.</p>
<p>É um prazer inegável ver o guitarrista Kim Thayil, ainda cabeludaço, agora grisalhão, de volta à ativa. Vem aí um disco de inéditas. A turnê por grandes festivais começa agora em maio. Escolha seu show pela Europa <span style="text-decoration: underline;">no <strong><a target="_blank" href="http://www.soundgardenworld.com/tour">site oficial.</a></strong></span></p>
<p>Se bandas como Duran Duran e Gang of Four, uma década mais velhas que o Soundgarden, podem continuar mandando bem ao vivo e, mais importante, compondo material novo e relevante, porque não o Soundgarden? Nós, veteranos, temos que torcer uns pelos outros...</p>
<p><strong>Rise to Live</strong></p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://embed.videolog.tv/v/index.php?id_video=784422&#038;width=560&#038;height=315&#038;related=&#038;hd=&#038;color1=&#038;color2=&#038;color3=&#038;slideshow=&#038;config_url=&#038;" scrolling="no" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p><a target="_blank" href="http://www.videolog.tv/video.php?id=784422" target="_blank">Live to Rise (From Marvel's THE AVENGERS)</a> por <a target="_blank" href="http://www.videolog.tv/perolasblogs" target="_blank">perolasblogs</a>  no <a target="_blank" href="http://www.videolog.tv" target="_blank">Videolog.tv</a>.</p>
<p><strong>Jesus Christ Pose, ao vivo em 92</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://embed.videolog.tv/v/index.php?id_video=784423&#038;width=560&#038;height=315&#038;related=&#038;hd=&#038;color1=&#038;color2=&#038;color3=&#038;slideshow=&#038;config_url=&#038;" scrolling="no" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p><a target="_blank" href="http://www.videolog.tv/video.php?id=784423" target="_blank">Soundgarden - Jesus Christ Pose</a> por <a target="_blank" href="http://www.videolog.tv/perolasblogs" target="_blank">perolasblogs</a>  no <a target="_blank" href="http://www.videolog.tv" target="_blank">Videolog.tv</a>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Um feliz dia para quem decidiu não ser mãe</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 09:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jzorzato</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[dia das mães]]></category>

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		<description><![CDATA[A cada duas horas uma mulher é assassinada no Brasil. Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cada duas horas uma mulher é assassinada no Brasil. Em 2010 foram 4297 casos. A maioria são mulheres de 20 a 29 anos.</p>
<p>Na maioria dos casos o assassino é o marido, namorado ou ex, e mata dentro de casa, após já ter cometido pelo menos uma agressão antes. Entre 87 países, o Brasil é o sétimo que mais mata mulheres.</p>
<p>Os números são de um estudo chamado Mapa da Violência 2012 - Homicídio de Mulheres. É a primeira pesquisa a revelar diferenças regionais.</p>
<p>O Estado do Espírito Santo é o primeiro do ranking, com o dobro da média brasileira, e o triplo do estado de São Paulo. As regiões norte e nordeste são as que têm os piores índices.</p>
<p>Em 53,9% dos casos o assassino usa armas de fogo. É muita morte. É prova de atraso. É barbaridade. E é um pingo d'água perto de um número ainda mais assustador.</p>
<p>Segundo a ONU, mais de duzentas mil mulheres morrem todos os anos no Brasil por causa de abortos inseguros, feitos clandestinamente.</p>
<p> A Organização das Nações Unidas questionou abertamente o governo brasileiro há um mês.</p>
<p>Atribui corretamente a mortandade à criminalização do aborto. Houve questionamentos por aqui; seriam 60 mil, 40 mil e poucas etc.</p>
<p>O governo brasileiro assumiu que o número de 200 mil mulheres mortas parece fazer sentido.</p>
<p>Naturalmente, morrem mais as mais pobres. Quem tem dinheiro para fazer um aborto seguro em uma clínica paga corre risco zero.</p>
<p>A posição do nosso governo sobre isso é: o problema é do Congresso, os representantes do povo que decidam. Mas o congresso é majoritariamente homem, branco, rico, conservador e dos quarenta para cima.</p>
<p>Deputado pode até pagar aborto pra amante ou pra filha. Mas jamais vai votar pela descriminalização, que dirá pelo aborto legal e seguro. É vespeiro, em termos eleitorais. Mas é a coisa certa a fazer.</p>
<p> O poder executivo lavar as mãos seria covardia e oportunismo, se tivéssemos presidente homem. Sendo mulher, não tem justificativa.</p>
<p>O Brasil anda muito orgulhoso de suas recentes conquistas. Mas mais da metade de nossa população é cidadã de segunda classe, por nascimento. Ser mulher não pode ser risco de vida. Ser mãe não pode ser um dever.</p>
<p>Estes direitos têm que estar em pauta, sempre. Só assim teremos algum dia leis que protegerão as mulheres, tanto da violência doméstica como da hipocrisia.</p>
<p> Este sim será um feliz dia - para as mães, e para as que decidirem não ser mães.</p>
<p><strong>Veja mais:</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Transformando sabedoria em gibi, duas vezes por semana</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/10/transformando-sabedoria-em-gibi-duas-vezes-por-semana/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/10/transformando-sabedoria-em-gibi-duas-vezes-por-semana/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 11:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jzorzato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Gavin Aung Tham é fã de citações. Dedica sua vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/05/forasta-1-ok1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6653" title="Reprodução " src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/05/forasta-1-ok1.jpg" alt="forasta 1 ok1 Transformando sabedoria em gibi, duas vezes por semana" width="450" height="433" /></a></p>
<p>Gavin Aung Tham é fã de citações. Dedica sua vida a transformá-las em quadrinhos. Dá forma, vida e humor a frases marcantes de famosos e nem tantos. Baseado nos Estados Unidos, muitos nomes são só conhecidos por lá. O que teve mais acesso até hoje é do astrônomo e escritor Carl Sagan, de quem sou fã de carteirinha - leia <em>Os Dragões do Éden </em>e <em>O Mundo Assombrado Por Demônios</em>, e assista a minissérie <em>Cosmos</em>, e você também será.</p>
<p>Tham aceita sugestões. Você pode mandar uma boa frase para lá, e ele pode decidir transformá-la em tira ou quadrinho. Não desenha particularmente bem, mas tem imaginação para bolar maneiras de surpreender. Por exemplo, transformou uma reza de um livro de ficção-científica em um minidrama sobre violência doméstica. É a <em>Oração contra o Medo</em>, de Frank Herbert, de Duna.</p>
<p>O ilustrador australiano batizou seu site de Zen Pencils, lápis zen. Tem uma certa inclinação filosófica. Essa é uma boa, do Dalai Lama. O jornalista pergunta para o líder budista o que mais o surpreende na humanidade. Ele responde:</p>
<p>- O homem. Porque ele sacrifica sua saúde para ganhar dinheiro. E depois sacrifica o dinheiro para recuperar sua saúde. Fica tão ansioso com o futuro que não aproveita o presente. O resultado é que não vive nem no presente, nem no futuro. Vive como se nunca fosse morrer. E morre nunca tendo vivido.</p>
<p>Palavras de sabedoria. Ficam ainda melhor desenhadas, acompanhadas de um textinho de Tham comentando, e ainda com um link para um vídeo em que Sagan e o Dalai Lama conversam sobre ciência e religião. Veja <span style="color: #ff0000;"><strong><a target="_blank" href="http://zenpencils.com/comic/the-dalai-lama-answers-a-question/" target="_blank">aqui</a></strong></span>.</p>
<p>E você ainda pode comprar um pôsterzinho de cada citação. É assim que Gavin ganha algum dinheiro com seu trabalho. Imagine que tenha outras fontes de renda, e imagino que gostaria de viver só disso. Se bem que, como ele se autoretratou, se você descobrir um trabalho que adora fazer, nunca mais vai ter que trabalhar na vida.</p>
<p>Visite. É atualizado toda terça e quinta. E se quiser conhecer Gavin melhor, tem uma entrevista dele <strong><a target="_blank" href="http://zenpencils.com/about/" target="_blank">aqui</a><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/05/poster1.jpg"></a></strong>. Eu sei que voltarei.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6655" title="Reprodução " src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/05/poster1-ok.jpg" alt="poster1 ok Transformando sabedoria em gibi, duas vezes por semana" width="400" height="580" /></p>
<p><strong>Veja mais:</strong></p>
<p><strong> </strong><strong><strong><a target="_blank" onclick="s_objectID=&quot;https://bandalarga.r7.com/_7_1&quot;;return this.s_oc?this.s_oc(e):true" href="https://bandalarga.r7.com/" target="_blank">+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!</a></strong></strong><a target="_blank" onclick="s_objectID=&quot;https://www.facebook.com/portalr7_7_1&quot;;return this.s_oc?this.s_oc(e):true" href="https://www.facebook.com/portalr7" target="_blank"><strong><br />
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]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O problema do Brasil é o presentismo</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/09/o-problema-do-brasil-e-o-presentismo/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/09/o-problema-do-brasil-e-o-presentismo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 May 2012 10:18:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jzorzato</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[videogame]]></category>
		<category><![CDATA[ADD]]></category>
		<category><![CDATA[graphic novel]]></category>

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		<description><![CDATA[  Presentismo. É uma nova palavra. Significa uma cultura absolutamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6644" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/05/forasta-1-ok.jpg" alt="forasta 1 ok O problema do Brasil é o presentismo" width="450" height="253" title="O problema do Brasil é o presentismo" /></p>
<p>Presentismo. É uma nova palavra. Significa uma cultura absolutamente focada no presente. Como a nossa, hoje, segundo o criador do termo, Douglas Rushkoff, para quem deixamos para trás o tempo em que olhávamos para o futuro. Tendo a concordar. Também tendo a concordar com várias outras coisas que Rushkoff diz nesta longa entrevista, ostensivamente sobre sua nova graphic novel, <em>ADD</em>. Leia <strong><a target="_blank" href="http://thenewinquiry.com/features/graphic-interface/" target="_blank"><span style="color: #ff0000;">aqui</span></a></strong>.</p>
<p>Quando fala de nossa cultura, Rushkoff fala como quem vive nos EUA. Ele é um Media Theorist, ou como se diz hoje, Media Ecologist. Escreve romances, artigos e gibis piradões tentando explicar o que se passa à sua volta. Apóia o Anonymous e Occupy e vende consultoria para big corporações. É típico novaiorquino.</p>
<p style="text-align: left;">Foi morar no interior, mas continua frequentando a esquerda descolada global (se bem que esquerda é um termo muito ruim para isso. O que é o contrário de capitalista careta?). Tem uma filhinha de sete anos, que não é gênio do iPad. Brinca de boneca. Todos os coleguinhas sofrem dessa ou daquela desordem psicológica. Ela, coitada, não tem diagnóstico.<a target="_blank" href="http://www.vertigocomics.com/sites/default/files/files/2012/01/ADD_84.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6645" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/05/forasta-2-ok-pequena.jpg" alt="forasta 2 ok pequena O problema do Brasil é o presentismo" width="450" height="675" title="O problema do Brasil é o presentismo" /></a></p>
<p style="text-align: center;">(clique na imagem para ampliar)</p>
<p>Rushkoff foi sempre interessante e confuso. Era mais ingênuo, socialismo<em> Jornada Nas Estrelas </em>modelito Wired, como assume. Está ficando velho e cético. Felizmente, é um quase desenganado bastante desencanado. Mantém o humor afiado. Leio sua não-ficção com interesse. Gosto muito de <em>Back In The Box</em>, um manifesto para que as pessoas se dediquem a fazer com capricho o que fazem bem.</p>
<p><em>Testament</em>, gibi, tentei, mas não deu para encarar, pela verborragia.<em> ADD </em>comprei ontem mesmo. Grant Morrison diz que é o melhor gibi de super-heróis mutantes desde a era de ouro dos X-Men, e Morrison deve saber, considerando que sua fase com os mutantes da Marvel foi a última que prestou, uma década atrás. Rushkoff é letrado em cultura alta e baixa, e sempre tem o que dizer, mesmo que às vezes besteira.</p>
<p>Dá um pau na gamificação, e tem bom argumento. Mas não está dando a devida importância ao impacto que as mídias eletrônico-interativas terão nas salas de aula do futuro próximo. Aposto nos games como chave para a revolução educacional de que necessitamos. Larguei duas faculdades, mas de games eu entendo bastante.</p>
<p>Rushkoff acerta na mosca em um momento desta entrevista. Muitos críticos descartam os novos movimentos de protestos tipo Occupy dizendo que eles não têm pauta e não têm líderes. Douglas crava: eles não são leaderless, são leader-ful - são cheios de líderes, no sentido que muitos integrantes destes movimentos têm momentos de liderança, aspectos de liderança.</p>
<p>Uma campanha orgânica e em rede como essa não pode se articular em torno de um líder (até porque um líder inevitavelmente desapontará; ele cita Obama; eu citaria, em outro contexto, Lula; mas podia ser Kennedy ou Lênin).</p>
<p>Enfim: <span style="color: #ff0000;"><strong><a target="_blank" href="http://www.rushkoff.com/" target="_blank">visite o site dele</a></strong></span>, leia a entrevista, se tiveres inglês para tanto, e se não, tá em tempo de aprender. Se discute no Brasil CPIs que terminarão em pizza. Esquenta o fla-flu tucano-petista habitual, todos mirando as eleições. O Brasil é muito presentista para mim. Tem outras pessoas falando de outras coisas pelo mundo afora. Pensando outros mundos. Enxergando o hoje, mas espiando o amanhã. Vou me concentrar nelas.</p>
<p><strong>Veja mais:</strong></p>
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		</item>
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		<title>Bíblia lidera a lista dos 10 livros mais lidos nos últimos 50 anos</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/08/biblia-lidera-a-lista-dos-10-livros-mais-lidos-nos-ultimos-50-anos/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 11:22:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jzorzato</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[listas]]></category>

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		<description><![CDATA[Você vê a lista de dez livros bestseller da semana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você vê a lista de dez livros bestseller da semana e se sente na obrigação de ler? A lista das dez canções que estão bombando, e acha que devia ouvir? As maiores bilheterias do momento te fazem correr para o cinema?</p>
<p>Como reagir, então, à lista dos dez livros mais vendidos? Do planeta? Nas últimas cinco décadas? Eu não li todos. Desconfio que pouquíssima gente leu todos. Você pode encontrar a lista original <strong><a target="_blank" href="http://www.squidoo.com/mostreadbooks" target="_blank">aqui</a></strong>.</p>
<p>Eu li a <em>Bíblia</em>, primeiríssimo lugar, 3.9 bilhões de exemplares vendidos! Foi entre a quarta e a sexta série, quando eu ainda ia na missa. Pulei uns pedaços. Mas alguns trechos reli várias vezes, da última vez já no século 21. Uns pelos outros, considero que li inteira.</p>
<p>É um livro longo, escrito por muitas pessoas diferentes, em um período de centenas de anos, e editado durante outro longo tempo por outras tantas pessoas. A versão definitiva ou quase é de 393 D.C., em grego, resultado do Sínodo de Hipona, África, Agostinho presente. Deu origem à posterior Vulgata, primeira <em>Bíblia</em> em latim, ainda a versão usada pela Igreja Católica, com uns aparinhos. Pouco menos de um terço dos seres humanos vivos acreditam que a <em>Bíblia</em> tem inspiração divina.</p>
<p>Li o <em>Livro Vermelho </em>de Mao-Tsé-Tung, um segundo lugar distante, 820 milhões de exemplares. Incrivelmente, ele teve status quase divino enquanto reinou na China vermelha. Li na faculdade, e reli depois comparando com uma coletânea de ensinamentos de Confúcio. Pensando bem, vale outra releitura:  deve ser bem útil para entender a China moderna, o que todo mundo deveria tentar.</p>
<p><em>Harry Potter</em>, fucei as primeiras 40 ou 50 páginas do primeiro livro. Deu para entender o apelo daquele primeiro estouro. Não deu para entender o tamanho ou permanência do sucesso: 400 milhões de exemplares vendidos (a série toda). <em>O Senhor dos Anéis</em>, para surpresa dos amigos, só encarei o primeiro trecho de <em>O Retorno do Rei</em>, o último da trilogia, edição porcalhona da Artenova, aos 17 anos. Não entendi nada e nunca me ocorreu ler a série completa.</p>
<p><em>O Alquimista</em> (enfim, o Brasil chega ao pódio!) eu li ano passado. Foi o primeiro Paulo Coelho que terminei. É uma fábula, e se insere organicamente numa longa tradição, que vem de tempos ágrafos. Está no território das <em>Mil e Uma Noites</em>, de Jorge Luiz Borges e das historinhas que todo pai inventou para ninar seu filho. Por isso, não adianta se encher de orgulho nacionalista: <em>O Alquimista </em>não é brasileiro, é universal.</p>
<p><em>O Código Da Vinci</em> detonei do começo ao fim em uma tarde. Parece um filme de Hollywood, ou seja, previsibilíssimo. Eu já sabia um monte de coisas sobre a lenda da linha sanguínea de Cristo, Templários, Sang Real etc., então as grandes surpresas não me surpreenderam em nada, e adivinhei quem era o vilão na página que ele apareceu.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6637" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/05/top-books.jpg" alt="top books Bíblia lidera a lista dos 10 livros mais lidos nos últimos 50 anos" width="450" height="450" title="Bíblia lidera a lista dos 10 livros mais lidos nos últimos 50 anos" /></p>
<p>A<em> Saga Crepúsculo</em>, bem, não sou menina e não tenho 12 anos, reais ou imaginários. <em>E o Vento Levou</em>, visto o filme, o que resta? Melhor que Clark Gable e Vivian Leigh, não será.<em> Think and Grow Rich</em>, de Napoleon Hill, eu nunca ouvi falar! Soa autoajuda pra americano. Quem pensa, não tem tempo para ficar rico... vou dispensar.</p>
<p>Finalmente, <em>O Diário de Anne Frank:</em> penso ter lido, mas só lembro das desgraças, e nada da história. Vi o filme? Tenho a sensação horrível de claustrofobia, Anne e a família se escondendo dos nazistas no sótão. É história real do começo ao fim, com pouco ou nenhum espaço para interpretação ou fantasia, e dolorosamente real. Felizmente esqueci todos os detalhes.</p>
<p>Leio dois, três livros por mês, fora as coisas de trabalho. É pouquíssimo perto do que já foi. É o que a vida e as prioridades permitem. Se cabeça e olhos permitirem, me resta tempo para ler mais uns mil livros nos próximos quarenta anos (não morro antes dos 87!). A perspectiva já me intimidou; seleção rigorosa parecia obrigatória. Logo relaxei e voltei a ler por prazer. Voltei a frequentar sebos. Leio livre. Ignoro canônes, buchichos, listas dos mais vendidos. É um dos meus maiores prazeres.</p>
<p>Temo por um futuro sem livros. Ou mesmo um futuro em que eles sejam pouco importantes. As novíssimas gerações não parecem ter paciência para atravessar centenas de páginas sem botões para premer, em especial os meninos. Bem, os livros chegaram às massas a menos de cem anos; a maioria das pessoas continua passando bem sem eles.</p>
<p>Meus poderes proféticos não são capazes de delinear um mundo em que livros serão só peças de colecionador. Mas minha bola de cristal garante: daqui a um século, no início do século 22, destes dez, só um continuará sendo lido e continuará influente. E você não precisa acreditar em Deus para acreditar em mim.</p>
<p><strong>Veja mais:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>O faniquito de Wagner Moura e o mico de Dado e Bonfá</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/04/o-faniquito-de-wagner-moura-e-o-mico-de-dado-e-bonfa/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/04/o-faniquito-de-wagner-moura-e-o-mico-de-dado-e-bonfa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 May 2012 12:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jzorzato</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Corre a internet uma carta do ator Wagner Moura, reclamando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Corre a internet uma carta do ator Wagner Moura, reclamando contra abusos da turma do programa <em>Pânico</em>. Ignoro porque voltou à baila. Teve quinze mil compartilhamentos nos últimos dias. Muita gente aplaudindo o ator. É de 2008. Continua boba.</p>
<p>O <em>Pânico</em> pegou Wagner na rua pra encher a paciência. Nada muito folgado, pelos padrões do programa. Confira por você mesmo:</p>
<p><iframe width="460" height="315" src="http://embed.videolog.tv/v/index.php?id_video=781348&#038;width=460&#038;height=315&#038;related=&#038;hd=&#038;color1=&#038;color2=&#038;color3=&#038;slideshow=true&#038;config_url=&#038;" scrolling="no" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p><a target="_blank" href="http://www.videolog.tv/video.php?id=781348" target="_blank">Silveira e Silveirinha: Na madruga Wagner Moura Panico na TV</a> por <a target="_blank" href="http://www.videolog.tv/perolasblogs" target="_blank">perolasblogs</a>  no <a target="_blank" href="http://www.videolog.tv" target="_blank">Videolog.tv</a>.</p>
<p>É argumentável que o <em>Pânico</em> é grosso. É mais argumentável ainda que um cara que vai fazer cover de Renato Russo, substituindo o cantor morto em um show com os sobreviventes da Legião Urbana, não dá assim para se levar muito a sério. Vai rolar mesmo essa história, juro. Eu não seria capaz de inventar isso.</p>
<p>Vai ter um show em São Paulo com Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Wagner Moura, tocando canções da Legião. Queria eu acreditar em vida após a morte, para imaginar o espectro de Renato Russo, puxando as pernas dos ex-companheiros no meio da noite. Será dia 29 de maio, meia R$ 100, inteira R$ 200. Tudo <strong><a target="_blank" href="http://entretenimento.r7.com/musica/noticias/wagner-moura-substitui-renato-russo-no-legiao-urbana-em-show-20120426.html" target="_blank"><span style="color: #888888;">aqui</span></a></strong> no<strong> R7</strong>.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/05/tributo-legião-urbana-wagner-moura.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6629" title="Tributo Legião Urbana" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/05/tributo-legião-urbana-wagner-moura.jpg" alt="tributo legião urbana wagner moura O faniquito de Wagner Moura e o mico de Dado e Bonfá" width="461" height="327" /></a><br />
Wagner é ator, mas não vive só de interpretar. Ganha bom dinheiro com publicidade. Faz propaganda de produtos. Empresa sua imagem, prestígio, simpatia, credibilidade, e inegável talento para vender automóvel, celular etc.</p>
<p>Quando os abusados do <em>Pânico</em> vão encher sua paciência, é justamente para filmar ele tendo faniquito. Quanto mais raivosa a reação melhor será para o<em> Pânico</em>. Repercute. Gera audiência. Quanto maior a audiência, maior a receita de publicidade do<em> Pânico</em>.</p>
<p>Quando Wagner Moura usa sua imagem pra faturar nos reclames, tudo bem. Mas quando o <em>Pânico</em> usa a imagem do Wagner Moura pra faturar nos reclames, estão errados? Não é assim que o mundo funciona.</p>
<p>Parece essas loiras que casam, descasam, abortam e amamentam na capa das revistas de fofocas, e depois reclamam quando um paparazzi flagra sua celulite na praia.</p>
<p>Figura pública é figura pública, garoto propaganda é bom pra vender de tudo. Não dá pra ser celebridade só quando te interessa, camarada.</p>
<p>Dito isso, perto do mico que é Dado e Bonfá se prestarem a esse papel, dezesseis anos depois de enterrarem Renato Russo, dezesseis anos em que eles produziram de pouco a nada...</p>
<p><strong>Veja mais:</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Doze anos de uma fofa, em menos de três minutos</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/03/doze-anos-de-uma-fofa-em-menos-de-tres-minutos/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 11:06:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jzorzato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Frans Hofmeester filmou sua filha Lotte toda semana, do dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Frans Hofmeester filmou sua filha Lotte toda semana, do dia em que nasceu aos doze anos. Sempre na mesma posição, com o mesmo fundo.</p>
<p>Rindo, chorando, babando, vomitando, falando, posando. Montou tudo em dois minutos e quarenta e cinco segundos. Resultado: um bebê virando uma pessoinha virando uma adolescente.</p>
<p>Um projeto que qualquer um podia ter realizado e, aliás, outros já fizeram coisas parecidas. Basta buscar por Time Lapse, e você vai encontrar outros vídeos hipnotizantes.</p>
<p>Nenhum, que eu tenha visto, com resultado tão legal. Ajuda que Lotte é uma fofa, bonitinha e expressiva.</p>
<p>Eu adoraria ter um vídeo desses do meu filho. Mas alguns de nós sonham, outros fazem.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/40448182" width="500" height="281" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O sucesso da nova MPB e o fracasso da Música Impopular Brasileira</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/02/o-sucesso-da-nova-mpb-e-o-fracasso-da-musica-impopular-brasileira/</link>
		<comments>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/05/02/o-sucesso-da-nova-mpb-e-o-fracasso-da-musica-impopular-brasileira/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 May 2012 20:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[fracasso]]></category>
		<category><![CDATA[impopular]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>

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		<description><![CDATA[Leio a milionésima megarreportagem vendendo as maravilhas da tal nova [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leio a milionésima <strong><a target="_blank" href="http://www1.folha.uol.com.br/serafina/1082810-artistas-fazem-nova-mpb-mesmo-sem-apoio-de-grandes-gravadoras.shtml" target="_blank">megarreportagem</a></strong> vendendo as maravilhas da tal nova MPB. Há quem a chame de indie, música feita de maneira independente dos meios de comunicação de massa, das gravadoras e rádios e jabá e TV.</p>
<p>Esta matéria tem direito a fotos dos artistas posando como os artistas de décadas passadas, Rita Lee, Tim Maia, Cartola. A mais chamativa tem um time de caras novas imitando a pose da capa de Tropicália, o disco que lançou Gil, Caetano, Gal, e o movimento que até hoje dá assunto. É gente como Romulo Fróes, Márcia Castro, Naná Rizinni, Marcelo Jeneci e Emicida.</p>
<p>Quem? Não se avexe. Ninguém conhece, fora jornalistas, publicitários e similares. Ninguém ouve. Ninguém se importa. Eles não fazem MPB, Música Popular Brasileira. Fazem MIP: Música Impopular Brasileira.</p>
<p>No Valor Econômico, mesmo final de semana, o jornalista Tárik de Souza garante que os ídolos dos anos 60, tropicalistas à frente, é que continuam comandando a massa. Banca a afirmação com números: Caetano vendeu nove mil cópias de seu último disco. Isso é ser popular? E Paula Fernandes é o quê?</p>
<p>A nova geração da música brasileira, como a nova geração do nosso <a target="_blank" title="cinema" href="http://entretenimento.r7.com/cinema/" target="_blank">cinema</a>, e a nova geração da nossa literatura, está confortável na sua eterna impopularidade e no seu eterno sucesso de crítica. Porque vive confortavelmente sendo impopular. E os elogios da crítica, além de acariciar o ego, garantem uns caraminguás no circuito que paga bem pelo perfume da descolância. Não discuto se tem livro bom aqui e canção maravilhosa acolá. Não é o ponto.</p>
<p>Minha explicação para esse estado de coisas é sociológica e psicológica, e rasinha e panorâmica. Ano passado resumi em <strong><span style="text-decoration: underline;"><a target="_blank" href="../2011/12/08/por-que-os-jovens-brasileiros-nao-gostam-mais-de-rock-em-uma-frase-bem-longa/" target="_blank">uma frase</a></span></strong>. A publicação das duas reportagens no mesmo final de semana me cutuca.</p>
<p>Todo mundo conhece a geração que decolou nos festivais, e eles continuam influindo nos criadores mais jovens. Continuam nas primeiras páginas dos cadernos de artes e nas capas das revistas de cultura. Os shows, 90% hits do século passado, lotam com nostálgicos de bolsos fundos. Mas Chico Buarque, Gil e Cia. não estão nas homepages dos portais, nem nos programas de auditório. Não dão clique, não atraem audiência, não fazem sucesso. Ninguém ouve. Ninguém se importa. Hoje também fazem MIP.</p>
<p>Jornalista tem que contar uma história. Geralmente conta a sua. Muitas vezes, em vez de abrirmos os olhos para o universo lá fora, nos deixamos hipnotizar pelas estrelinhas próximas, à nossa altura e ao alcance de nossas mãos. Daí é um passo para concluirmos: essa geração é minha turma, a minha turma é que fez ou faz história, e portanto eu, que registro a cena, e ajudo a construí-la, faço história também. Sou importante. I’m a star.</p>
<p>Tárik vê o mundo pelos olhos de seus contemporâneos. Quem não? Nunca fui crítico musical nem militante cultural, mas fiz minha partezinha para empurrar para os holofotes a turma que despontou no início dos 90, mangue beat, Raimundos, Planet Hemp etc. Foi uma espécie de new wave tupi atrasada, múltiplos gêneros e discursos, verdadeiramente internacionais, organicamente brasileiros. Nenhuma revolução, não, mas valeu. Eles falaram com os jovens da época de igual para igual. Arejaram o ambiente. Não tenho saudade.</p>
<p>A comparação da geração 2012 com a Tropicália é forçada. Em comum, só a obscuridade dos retratados hoje com os tropicalistas, no dia do lançamento de Tropicália. Esses novos nomes da música brasileira falam com pouquíssimos (assim como os velhos hoje). O camarada Maurício Ângelo resumiu bem no site Movin Up: <strong><a target="_blank" href="http://revistamovinup.com/noticias/cena-br/2012/o-indie-vai-bem-falta-falar-com-o-publico" target="_blank">O indie vai bem, falta falar com o público.</a></strong></p>
<p>Antigamente, dinheiro de músico vinha de vender disco e ingresso pra show. É para isso que eles queriam aparecer (e para pegar mulher/homem, naturalmente). <a target="_blank" title="Famosos" href="http://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/" target="_blank">Famosos</a>, as gravadoras pagavam propina para eles tocarem no rádio e aparecerem na TV. Hoje, há muitas outras maneiras, patrocínios daqui, leis de incentivo dacolá, usar o tênis tal no videoclipe e pronto. O sistema antigo era podrão, mas explícito, e criou astros.</p>
<p>O novo sistema é menos transparente e gerou, por enquanto, uma ceninha incestuosa onde todo mundo toca com todo mundo, todo mundo é amigo de todo mundo, e que importa para muito poucos. E nem sei se importa mesmo, ou se é só a coisa descolada a fazer e dizer. Numa certa idade e círculos, ser aceito como descolado é importante. O termo moderninho para se falar descolado é hipster. Hipsters querem falar com hipsters. Aparecer no Datena ou tocar na rádio Disney seria ostracismo certo.</p>
<p>Uma diferença grita entre os artistas que despontaram em 1968 e os que despontam em 2012. Os tropicalistas começaram a emplacar quando se renderam à TV, ao Chacrinha. Sugiro ler o manifesto antitropicalista de Augusto Boal, comunista da ala mal-humorada. Ele cravou na época: os tropicalistas não usaram os programas de auditório para seus próprios fins; é o contrário; eles é que se renderam à lógica da comunicação de massa. Os baihunos (ê, Millôr!) retrucaram: patrulha. E neste fla-flu continuam muitos.</p>
<p>Os novos artistas da MIP não parecem almejar seu momento no Gugu. O sucesso de massa seria um fracasso, e a expulsão do mundinho hipster. Nada de Teleton para esta turma. Nada de festa do peão, capa da Caras, big money. É uma turma de Tom Zés — ninguém com a ambição desmedida e falta de decoro de um Caetano ou Gil. E, claro, nenhum Torquato Neto ou Rogério Duprat à vista.</p>
<p>Existe música que faz muito sucesso no Brasil, hoje. Sucesso imenso, tanto quanto os Simonais e Wanderléas que dominavam as paradas quando os Tropicalistas faziam toda aquela força para fazer sucesso. É o que eu chamo de Música Super Popular Brasileira, e frequentemente me chapa a relação cama-e-mesa destes artistas com a mídia. Leonardo cantando no Faustão, enquanto o filho luta pela vida no hospital, vai além da minha capacidade de ficar boquiaberto.</p>
<p>A maior parte desta música superpopular existe para embalar festas e amores, e para encher os bolsos seus criadores. É funcional. A Música Impopular Brasileira nem uma coisa nem outra. Não equaciono popularidade e validade estética. A arte mais preciosa frequentemente foi e é privilégio de poucos. Observo o óbvio. Uma geração de Tom Zés terá o impacto limitado do seu patrono. Chamar isso de sucesso é fracassar.</p>
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		<title>Os Vingadores x Jack Kirby: justiça na tela, injustiça na vida real</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 09:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[vingadores]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Vingadores foram criados em 1963 por Jack Kirby, desenhista, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/04/The_Avengers.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6605" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/04/The_Avengers.jpg" alt="The Avengers <i>Os Vingadores</i> x Jack Kirby: justiça na tela, injustiça na vida real" width="450" height="297" /></a></p>
<p><em>Os Vingadores </em>foram criados em 1963 por Jack Kirby, desenhista, e Stan Lee, roteirista e editor. Thor, Hulk, Nick Fury e Homem de Ferro foram criados por Lee e Kirby, o último com participação do também desenhista Don Heck. O Capitão América foi criado em 1941 por Kirby e Joe Simon.</p>
<p>Gavião Arqueiro e Viúva Negra foram criados por Stan Lee e Don Heck.</p>
<p>Você não vai achar nenhuma destas informações no filme dos Vingadores.</p>
<p>Stan Lee está creditado como co-produtor. É parte de um acordo que ele fez com a Marvel, muitos anos atrás, resultado de um processo: todo filme Marvel tem seu nome como co-produtor, e ele recebe uma fatia (pequena e não-revelada) da receita. Kirby e Heck: nada. Perguntaram a Stan Lee se Kirby deveria ter algum crédito no filme. Resposta: não sou responsável por isso...</p>
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<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/04/don_heck.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6606" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/04/don_heck.jpg" alt="don heck <i>Os Vingadores</i> x Jack Kirby: justiça na tela, injustiça na vida real" width="150" height="188" /></a></p>
<p><strong>Don Heck</strong></p>
<p>Kirby foi o maior criador de gibis de super-heróis. Não foi o primeiro, mas fez melhor que ninguém, e influenciou tudo que veio depois, de um jeito ou outro. Está para o gênero como John Ford para o faroeste e Elvis para o rock. Em dupla com Stan Lee, eram o Lennon/McCartney dos quadrinhos dos anos 60. Ninguém sabia onde começava um e terminava o outro. O divórcio foi igualmente feio.</p>
<p>Kirby nunca foi dono dos personagens que criou. Fazia de encomenda e ganhava por página. Era um garoto judeu durão que tinha uma família pra sustentar. Sempre foi este o esquema dos comics. Desde o início, anos 30, quando os gibis foram inventados por um bando de gângsters novaiorquinos (a história está muito bem contada no livro Homens do Amanhã, de Gerard Jones, que publiquei anos atrás - orgulho, orgulho).</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/04/paul-mccartney-e-jack-kirby.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6607" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/04/paul-mccartney-e-jack-kirby.jpg" alt="paul mccartney e jack kirby <i>Os Vingadores</i> x Jack Kirby: justiça na tela, injustiça na vida real" width="400" height="311" /></a></p>
<p><strong>Jack Kirby e Paul McCartney</strong></p>
<p>Kirby morreu brigando com a Marvel. Por ótimas razões. A Marvel e a DC e todas as outras editoras tratavam seus frilas como lixo, inclusive os mais importantes. Nem as páginas que desenhavam eles podiam manter. A história é conhecidíssima nos meios dos quadrinhos.</p>
<p>Em 1976, por causa de uma nova lei de copyrights nos Estados Unidos, a Marvel teve que regularizar sua relação com os freelancers. Propôs um acordo com Jack Kirby, co-criador da maioria de seus personagens mais populares. Em troca de receber 88 páginas que ele mesmo tinha desenhado, Kirby deveria abrir mão de alguns direitos. Uma lista incompleta:</p>
<p>- Kirby concordaria que a Marvel era a única e exclusiva proprietária do copyright e da arte produzida por ele em todo o mundo</p>
<p>- Kirby não receberia royalties sobre o uso futuro de seu trabalho pela Marvel</p>
<p>- Kirby ficava proibido de auxiliar outros artistas a questionar o copyright da Marvel</p>
<p>- Marvel teria direito ao uso do nome Jack Kirby, de sua imagem e informação biográfica para uso de marketing ou em publicações</p>
<p>- Kirby não teria direito a copiar, expôr, ou mesmo doar sua arte</p>
<p>- e por aí vai.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/04/Avengers001cover.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6609" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/04/Avengers001cover.jpg" alt="Avengers001cover <i>Os Vingadores</i> x Jack Kirby: justiça na tela, injustiça na vida real" width="449" height="670" /></a></p>
<p>Capa da primeira edição de The Avengers, contra Loki, mesmo inimigo do filme</p>
<p>Kirby se negou a fazer o acordo. A briga virou causa célebre. Criadores famosos apoiaram Kirby. Ele morreu antes que as regras mudassem para melhor. Ainda estão muitíssimo distantes do ideal. É por isso que mais e mais criadores (de quadrinhos, mas também de música, de filmes, de livros e de tudo mais que você imaginar) buscam lançar suas criações com o máximo de independência. Ou, quando trabalham com megacorporações, se enchem de precauções.</p>
<p>Mas no caso de personagens licenciados, tipo Batman ou Vingadores, ou mesmo a Turma da Mônica, não tem muito jeito. Você ganha pra produzir aquilo e boa. Uns dão crédito, outros não; uns dão royalties, outros não; mas sempre é muito claro contratualmente que é um trabalho de encomenda, e que a propriedade do seu trabalho é da empresa que encomendou o frila.</p>
<p>E no caso de criações antigas, do tempo de Kirby, ou mesmo nem tão antigas, não há como voltar atrás. Neil Gaiman não escreve mais histórias de Sandman porque a DC não paga os royalties que ele quer (por novas histórias e pelas reedições do original). A disputa de Alan Moore com a mesma DC já deu muito pano para manga e continua dando, com a anunciada série Before Watchmen, que recicla os personagens criados na graphic novel de Moore e Dave Gibbons.</p>
<p>Todos estes desenhistas e roteiristas que fizeram nossa alegria durante décadas ganhavam por página, às vezes com alguma quirelinha a mais. Esta semana mesmo, apareceu na web um pedido de socorro para o desenhista filipino Tony de Zuñiga, em estado terminal em Manilla, sem dinheiro para pagar o hospital. É co-criador do pistoleiro Jonah Hex, da DC, que teve seu próprio filme ano passado. Ganhou zero com o filme. É de cortar o coração.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/04/Tony_DeZuniga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6610" title="Divulgação" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2012/04/Tony_DeZuniga.jpg" alt="Tony DeZuniga <i>Os Vingadores</i> x Jack Kirby: justiça na tela, injustiça na vida real" width="438" height="350" /></a></p>
<p><strong>Tony de Zuñiga</strong></p>
<p>O processo e a pendenga Kirby x Marvel continuam até hoje, em um formato ou outro. Mas ano passado, a Marvel ganhou o principal processo dos herdeiros de Kirby. O juiz decidiu: o trabalho era work for hire, ou seja, trabalho feito por encomenda, e é isso aí.</p>
<p>O juiz está certo. O contrato realmente dizia que Kirby não tinha direito a ser dono de nada. Mas contratos no século 19 estipulavam a legalidade da escravidão, e nem por isso eram justos. Existe a lei e a justiça. Esse é o tema de muitos gibis de super-herói. Se a lei fosse sempre suficiente, superseres com roupas esquisitas agindo à margem da lei seriam desnecessários.</p>
<p>É injusto que um filme que custou US$ 220 milhões como Os Vingadores, e dará muita grana, não traga o crédito devido para os criadores que originaram estes personagens, nem os recompense financeiramente, ou a seus herdeiros. Estamos em 2012, não nos anos 30. Entendo a posição de Marvel, DC e cia. Se abrirem precedentes, arrisca aparecer uma enxurrada de criadores pedindo o que julgam ser seus direitos.</p>
<p>Mas vale o risco e é a coisa certa a fazer. É possível que a Disney, hoje dona da Marvel, dê os passos na direção certa em anos vindouros - particularmente quando temos gente como John Lasseter na alta direção da empresa. A Pixar, sob sua direção, fez uma verdadeira carta de amor a Jack Kirby, um desenho chamado Os Incríveis. Quem sabe os herdeiros de Kirby receberão o que Kirby fez por merecer, se bastante gente disser que é importante.</p>
<p>É particularmente injusta essa situação porque, pelo que os amigos garantem, o filme é um megaépico recheado de conflitos interpessoais e humor, marcas registradas do original de Lee e Kirby. Li minha primeira aventura dos <em>Os Vingadores</em> em 1974. Tenho pilhas de gibis dos maiores heróis da Terra. Claro que estarei no cinema este fim-de-semana, filho a tiracolo. Mas explicarei para Tomás: o que está na tela pode fazer justiça aos Vingadores. Mas o que está por trás, não.</p>
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