Publicado em 28/06/2012 às 11:21

A música que explica o Brasil 2012 não está no Rádio, na TV ou na campanha da Abert

forasta 12 A música que explica o Brasil 2012 não está no Rádio, na TV ou na campanha da Abert
A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão, Abert, lançou uma grande campanha, reunindo artistas populares e nem tanto em uma canção e videoclipe. Reúne cem artistas, dos 26 Estados brasileiros. Você já deve ter ouvido, toca dia e noite, ninguém escapa: "todo mundo pode, todo mundo tem, é a TV e rádio juntando você também".

É um jingle criado pelo publicitário Sérgio Valente, da DM9. Combina. As letras e melodias da música brasileira regridem - ou aspiram - à perfeição pop, e pobre de espírito, de um jingle. Este vídeo da Abert explica por quê.

O rádio, e depois a TV, foram os meios de comunicação de massa que de fato juntaram todo mundo em grandes grupos pontos para consumir e serem consumidos. Fizeram isso com novelas e jornalismo e música, contando histórias, enternecendo, enrolando, embalando produto. Esta campanha da Abert é pela valorização do rádio e da TV. Quando começa campanha de valorização, é porque o contrário está acontecendo: o valor está se esvaindo.

É fato inegável no rádio. Não na TV, ainda, mas é o caminho. A audiência da TV aberta está sendo corroída por internet, DVD, TV paga, smartphones, games e companhia. Só vai aumentar a diversidade de ofertas. Até o momento em que a audiência conjunta da TV aberta será minoria, o que tem data para começar a acontecer, 2016, com o final oficial da TV analógica no Brasil.

Quem vai dar as cartas a partir desse momento, as grandes empresas de comunicação de hoje, ou as grandes empresas de telefonia e internet? Briga de cachorro grande. Não quer dizer que dali para a frente a TV aberta deixará de ser importante, ou faturar.

Nos EUA, a audiência das redes abertas cai ano a ano, e a receita e influência vão muito bem, obrigado. Uma série que bomba, como Mad Men, atinge não mais que três milhões de espectadores, pouco mais que 1% dos americanos. É suficiente para lançar modas e astros e dar boa grana.

No Brasil, é mais fácil a TV continuar influente. Porque grandes agências de publicidade e clientes concentram na TV uma fatia de suas verbas completamente desproporcional à audiência do meio. Vai continuar assim por muito tempo. No dia que acabar, metade das agências do Brasil vai para o ralo, e mais uma boa parte das empresas de comunicação.

Enquanto isso temos a campanha da Abert, e Victor e Leo e Daniela Mercury e Elba Ramalho e Chimbinha e Michel Teló e Chitãozinho e Fagner e Latino e Gaby Amarantos e Preta Gil e Daniel e mais uma renca. Impressiona o domínio absoluto dos sertanejos e brancos, em forma ou rechonchudinhos, enchapelados ou com cabelitos fashion.

Tirando alguns impopulares que estão lá só para dar um verniz, é mostra reveladora do que é a música super popular brasileira, o que faz sucesso de verdade "na mídia", como dizem os jecas.

Não que os superstars brasileiros do século 21 precisem de "mídia", rádio ou TV. Quem mais ganha dinheiro ali ganha com shows, e divulga seus vídeos na internet. Não precisa puxar o saco de diretor artístico de gravadora, pagar jabá pra dono de rádio ou dar o sangue, e outras coisas, para entrar na trilha sonora da novela. Não precisa ter melodia sofisticada ou letras para adultos, com rimas ricas e proparoxítonas. Rádio e TV ajudam, mas não são mais decisivos. Os hits até chegam lá - depois de estourarem.

Este vídeo da Abert fica como retrato interessante e imperfeito de um momento único, este 2012, o Brasil pós-Lula, pós-Século 20, pós-ao-vivo-via-satélite. É a música de quem veio do campo para a cidade, conquistou poder político e econômico, ganhou uma graninha, quer sair e se divertir e depois postar as fotos no Facebook.

O novo protagonismo das classes trabalhadoras não se deu pela melhora da educação. Estamos menos pobres, não mais educados. Certamente melhor informados e equipados. Um elitista diria que o brasileiro não está pronto para digerir biscoito fino, e que nossa música popular só regrediu desde Noel Rosa / Tom Jobim / Chico Buarque / Cazuza (dependendo da idade do chato).

Eu ouço esses hits cheio de tchus e tchererês e concluo: se você vê diferença entre isso e wop-bop-a-lula, entre Taylor Swift e Paula Fernandes, Joelma e Jennifer Lopez, Gusttavo Lima e Justin Bieber, é esnobe. Nossa música popular está em perfeita sintonia com o pop planetário, como nunca esteve. Se ambos hoje são quase sempre convencionais no conteúdo explícito, não são na forma, nem no modelo de negócios.

Nossa sincronia com o mundo tem causas e consequências e trilha sonora. O Brasil começa a deixar de ser uma sociedade de massas, o que os associados da Abert percebem. Começa a se tornar uma nação digital de fato. Temos um pé no Brasil fechado, coronelista-fabril, que segue vivo e não larga o osso. E outro no capitalismo financeiro modelito século 21, múltiplo, fragamento, baseado em hiperconsumo e hiperdívidas, com apostas e ganhos e riscos altíssimos - e nada virtuais.

A música que conta essa história não é a dos tropicalistas de 70 anos de idade, dos apadrinhados por ministérios ou dos descolados da rua Augusta. E não é o vídeo da campanha da Abert, que neste momento, uma semana após o lançamento, conta com pífias 6.586 visualizações no YouTube.

A música que conta essa história é um baião eletrônico, um funk carioca de botina, um sertanejo com arrocha no pé, cheio de ginga, sexy, épico, instantâneo, irresistível.

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/92aD

Publicado em 25/06/2012 às 18:27

Viviane Araujo e Sara Winter: machonas ou feministas, as mulheres querem o mesmo

O que querem as mulheres? Freud não soube responder. Ontem, domingão em família, tevê ligada, vi duas reportagens esclarecedoras, uma na Globo, outra na Record. Entendi melhor meu mundo, e ainda vi umas garotas seminuas. Televisão: instrui e diverte!

A primeira reportagem era sobre mulheres que protestam de peitos de fora contra o mundo dos machos, que as oprime, persegue e cafetina. São feministas, algumas lésbicas, e esta semana apareceram as bateristas de safo ou que o valha, na Rio+20. Se inspiram em outras, gatas ucranianas, que se espalharam do leste europeu mundo afora e, estamos modernos, a onda chegou ao Brasil.

Nossa primeira cutchuca enfrentando o patriarcado de peito aberto é Sara Winter, que saiu pela primeira vez do Brasil só para brigar contra a Eurocopa, em Kiev. O argumento é que onde tem copa, vai muito macho turista, e eles gastam os tubos nos bordéis, fato, e no Brasil será igual em 2014... A reportagem acompanhou Sara, paulista de São Carlos, fã de anime, que estreou no Femen internacional com mais uma amiga.

Foram presas e logo liberadas; nem foram pra cadeia. A matéria do Fantástico, bacana, dava uma no cravo e outra na ferradura, mostrando as peitcholas de Sarita enquanto repercutia com protestantes de lá e cá, transeuntes etc.

As sáficas bateristas da Rio+20 eram, nas palavras da moça ao meu lado, barangas. Eu, delicadamente, diria mulheres normais... Sara, 20 aninhos, é cópia escarrada de Marilyn Monroe, portanto estilo prostituta de dez anos, nas palavras imortais da feminista e feia Simone De Beauvoir. Tem lógica se fantasiar de piranha para protestar contra proxenetas? Quem pode responder é Sara. Aqui posando estilo pin-up, chupando um picolézinho, pintada com slogans, e finalmente sendo presa em Kiev.

sara1 Viviane Araujo e Sara Winter: machonas ou feministas, as mulheres querem o mesmo

sara2 Viviane Araujo e Sara Winter: machonas ou feministas, as mulheres querem o mesmo

Foto: Claudio Amaral

sara3 Viviane Araujo e Sara Winter: machonas ou feministas, as mulheres querem o mesmo

sara4 Viviane Araujo e Sara Winter: machonas ou feministas, as mulheres querem o mesmo

Mas nada disso é tão estranho quanto se tornar mais macho para ser mais fêmea. É a estratégia das mulheres-fruta, panicats e companhia, e tema do programa seguinte, Repórter Record. Falava dessas moças que fazem musculação extrema, tomam anabolizante, testosterona e tal para ganharem o corpo abrutalhado das estrelas, ha, a Mulher-Melancia, Gata-Alcachofra, Panicats. Para quê? Para a rapariga poder ganhar uma grana posando peladona? Militando na prostituição mesmo? Fiquei com a sensação de que a motivação é outra... Texto divertido, e uma produtora descobriu lá quanto custa pra embuchar em dois meses: 1600 reais de personal training, 500 em drogas.

vivi Viviane Araujo e Sara Winter: machonas ou feministas, as mulheres querem o mesmo

Mostraram fotos de Viviane Araujo, pivetinha, simpática. Depois já no shape gostosa-bundudona, modelo capa da revista Sexy. E agora, deformada, na Fazenda. Para ficar nas comparações Hollywoodianas, está com o corpitcho de Arnold Schwarzenegger. Parece uma camisinha recheada de nozes, na definição letal de Martin Amis. Que tipo de homem tem tara por mulher assim? Gays no armário, imagino.

Mas essas mulheres-troglo, como as moças do Femen, não agem como agem por causa de homem nenhum. São todas feministas, às suas maneiras, pelo menos no sentido de que homem não é a razão delas serem como são ou fazerem o que fazem. O divertido do domingão foi o contraste e semelhança entre as mulheres feministas e as mulheres masculinas. Sara e Viviane não podem ser mais diferentes e iguais na maneira como usam seus corpos. No final, as duas, e as Femen, e as mulheres-fruta e tantas outras mulheres querem exatamente a mesma coisa: aparecer.

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

Publicado em 25/06/2012 às 08:39

Renato e Redson

(Escrevi, achei piegas. Não publiquei, raridade. Reli agora, concluí que já escrevi e publiquei coisas piores. Compartilho.)

renato redson ok Renato e Redson

Não importa se você é negro, gay, mulher, pobre, banguela, pobre, sofrido, feio, analfabeto, deficiente, vesgo, anão, arrimo de família. Não importa se você é branco, rico, formado, loira, linda, bem estudado, bem relacionado, bem-nascido. Não importa o que você é. O que vale é a ação.

Renato Manfredini era um jovem carioca de classe média, filho de funcionário do Banco do Brasil, infância nos Estados Unidos, adolescência em Brasília. Edson Pozzi um durango da periferia paulistana. Em comum: um encantamento com o levante punk. Em comum: homossexuais.

Edson virou Redson. Manfredini virou Russo. Redson liderou o Cólera desde 1979. Renato, a Legião Urbana desde 1982. Quando as bandas nasceram, fizeram diferença. Cólera e Legião pareceram corajosos e contemporâneos para grupos diferentes de jovens brasileiros, que viviam no isolamento da ditadura militar. O som era derivativo? Bom? Ruim? Letras inocentes, letras angustiadas, letras contestatórias? Para quem?

A Legião fez sucesso, o Cólera não. A Legião acabou quando Renato morreu, aos 36 anos, de Aids, em 1996. O Cólera acabou quando Redson morreu de insuficiência cardíaca, esta semana, aos 49 anos. Pagava as contas fazendo covers do Clash.

Renato foi celebrado ontem em cerimônia televisiva de massa: no Rock in Rio, com orquestra sinfônica, integrantes da Legião e convidados diversos cantando suas músicas. Parecia celebração religiosa, e era. A Legião era messiânica. Com a morte, Renato Russo ganhou aura de messias sacrificado. Era só um moleque sensível que amava e compreendia o rock. Mais que talento, tinha empatia.

Punk? De butique. Roqueiro? Mais para fã de rock. Quando se assumiu gay, deixou o rock e, na morte, órfãos. Eu não sabia que Redson era gay. Quem falou foi quem o conhecia, esta semana, lembrando o amigo, e acredito. Parece que nunca disse isso aos fãs. Fazia som de machão. Arriscava ser crucificado pelo seu pequeno público. Não é demérito ficar na sua. Cada um rega seu jardim como pode.

Foi chorado por meia dúzia de camaradas na internet e enterrado no cemitério da Vila Alpina. Não importa o que Renato e Redson eram. Ninguém escolhe como nasce ou as cartas que a vida dá. Cabe jogar com a mão que você recebeu. Importa o que eles fizeram de suas vidas. Renato e Redson criaram seus próprios caminhos. Acertaram e erraram sobre as próprias pernas. Pode não ser o bastante, mas é muito.

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/GW4c

Publicado em 22/06/2012 às 09:58

Mulher educada, menos criança, mundo melhor

forasta 11  Mulher educada, menos criança, mundo melhor

Por absoluto acaso, escrevi sobre direitos reprodutivos no dia que isso virou assunto na Rio+20. Leia aqui. Defendi que o Brasil e o mundo precisam de menos crianças.

Dona Dilma novamente se provou política astuta, ou seja, sabonete. Para feministas, em evento paralelo, defendeu os direitos da mulher sobre seu corpo.

No documento final da conferência propriamente dita, deixou passar batido o tema, por pressão do Vaticano. Inevitável lembrar como é impróprio gente que decidiu não se reproduzir querer legislar sobre os úteros alheios...

Por sorte, os leitores deste blog são coisa fina. Gustavo Nunes fez um comentário precioso ao meu texto desses dias, sobre a quantidade de crianças que temos no mundo, e porque esse número é alto demais e precisa cair. Sugeriu que eu assistisse essa apresentação de Hans Rosling, um médico e estatístico sueco com talento para tornar claro o complicado.

Nunca tinha ouvido falar. O verbete da Wikipedia dele diz que ele trabalhou na África, iniciou os Médicos sem Fronteiras na Suécia, e é engolidor de espadas. Agora vou ter que assistir tudo que encontrar do figura.

Tem bastante material na web. Gosling apresentou um programa na BBC, The Joy of Stats, a alegria das estatísticas. Só escandinavo para encontrar diversão nisso... Mas sempre fico besta de como existem crânios como ele por aí, e como sempre encontro um novo. Valeu, Gustavo.

O vídeo abaixo explica por que as religiões não têm nada a ver com os casais tendo um número maior ou menor de filhos. O número médio de filhos vem caindo entre países com maioria cristã, muçulmana, hinduísta, budista etc.

O número médio de filhos cai quando as mulheres são mais educadas, casam mais tarde, quando a mortalidade infantil é menor, e quando as crianças não fazem parte da força de trabalho.

Para que deus você reza não tem nada a ver com isso, diz Gosling, e os gráficos convencem. Em inglês, mas vale assistir mesmo que você não domine a língua; as imagens falam alto.

Hans Rosling - Religions and babies por perolasblogs no Videolog.tv.

Gosling termina o papo empilhando caixas e garantindo: chegaremos a (e pararemos em) dez bilhões de pessoas, das quais dois bilhões de crianças - que é o mesmo número de crianças que temos no mundo em 2012.

Ou seja: o número de crianças não está aumentando, está estável. Isso pode parecer prova definitiva contra meu argumento, de que o mundo e o Brasil precisam de menos crianças.

Pois muito pelo contrário. O mundo precisa de menos crianças para que nós NÃO cheguemos aos dez bilhões, e de preferência nem aos nove ou oito. A média atual, diz Gosling, é de 2,4 filhos por casal.

Eu digo: é muito. Em alguns países europeus é menor que dois. Seria um bom objetivo, e se eles alcançaram, podemos alcançar no Brasil também.

Se, por exemplo, tivermos educação sexual de verdade, métodos anticoncepcionais liberados para a população, e, sim, aborto legalizado e gratuito na rede pública. E, sim, se nossa presidente for um pouco mais corajosa na defesa do seu gênero.

Por que o planeta precisa de dez bilhões de pessoas, ou, por falar nisso, sete? Particularmente considerando que os países onde ainda hoje as mulheres têm em média seis filhos são lugares em conflito e radicalização permanentes, como o Afeganistão e o Congo.

Mulheres educadas, menos crianças, mundo melhor. O argumento definitivo: 21 mil crianças com menos de cinco anos de idade morrerão hoje. Leia aqui.

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

Publicado em 21/06/2012 às 11:38

E o maior responsável pela destruição do meio ambiente no Brasil é… o Ibama

amazonia ok E o maior responsável pela destruição do meio ambiente no Brasil é... o Ibama

Entedio o leitor e a mim mesmo voltando ao assunto Rio+20 e, urgh, sustentabilidade, mas não resisto a jogar a pá de cal definitiva sobre o cadáver ambulante. A cobertura jornalística do evento-zumbi me irrita o trato intestinal. São milhões de matérias que pouco mais são que propaganda disfarçada, de governos, empresas, ONGs. Mas, ah, vejo um farol na neblina, um despretensioso pedaço de jornalismo, e preciso compartilhar com você.

Entre tanta bazófia e desinformação, pesco um pedacinho de informação de verdade. Ilumina todo o restante, e por contraste aniquila qualquer chance de levar a sério a seriedade do Brasil, no assunto meio ambiente. Está no Valor Econômico de hoje.

A reportagem de João Villaverde e Edna Simão não tem nada a ver com Rio+20, diretamente, mas tem tudo a ver no que importa. O resumo, com dados colhidos em balanço feito pelo Tribunal de Contas da União sobre as contas da administração Dilma:

— o governo brasileiro recebeu apenas 5,7% das multas aplicadas por seus 17 órgãos de regulação e fiscalização, entre 2008 e 2011

— no período foram emitidos quase um milhão de multas, totalizando R$ 29,2 bilhões, porém apenas R$ 1,7 bi foi pago

— o pior resultado de todos foi obtido, adivinha, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, o Ibama.

Justamente o órgão responsável por proteger e fiscalizar os recursos naturais brasileiros é o mais leniente, o mais cúmplice de poluidores, desmatadores, criminosos. Entre 2008 e 2011, o Ibama aplicou  quase 90 mil multas, que representaram um total de R$ 13,5 bilhões, mas apenas R$ 89,9 milhões foram pagos. Por quê? Porque o Ibama existe como peça de propaganda, não para fiscalizar de verdade. É decisão política de nossos governantes.

O Brasil é o País da impunidade não só quando se trata de ladrão de galinha. Mas principalmente quando se trata de grandes empresas, que fazem o que querem, e não estão nem aí com lei ou multas, porque não serão pagas, e fica tudo por isso mesmo. Contam com a total cumplicidade dos governos, que levam o seu. E em nenhuma área a impunidade é mais flagrante e fragrante que no meio ambiente.

Fim de papo. E vamos mudar de assunto.

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/lFb0

Publicado em 21/06/2012 às 08:31

Para voltar a gostar de rock: The XX

forasta 1  Para voltar a gostar de rock: The XX
Meu amigo está farto de rock'n'roll. Depois de algumas décadas comprando zilhões de vinis, CDs, DVDs, indo a shows, encheu o saco. Duro de acreditar. O artigo em que ele contava seu enfado citava essa banda: XX. Algum revisor atrapalhado traduziu por Século 20.

Eu nunca tinha ouvido falar do XX até então, mais uma de muitas bandas que ele me apresentou. E não tinha ouvido até hoje de manhã. The XX é delicado, atmosférico, melódico, assoviável, e rock'n'roll, e pra dançar, e pra chorar sozinho no quarto adolescendo. Descoberta deliciosa. Dois garotos, uma menina que parece um pouco um garoto. Londres, baixo, guitarra, tecladinho, roupa preta, espinha na cara. Não precisa mais.

The XX não é novidade. A banda debutou em 2009 e já tocou em todos os principais festivais descolex, Coachella, Primavera Sound. A primeira canção que ouvi foi no YouTube. Islands une uma música bonita com vídeo elegante, dinâmico, criativo e barato. É do primeiro disco. O segundo chega em setembro. Comprarei.

The xx: Islands por perolasblogs no Videolog.tv.

Gostou? Não decida definitivamente antes de assistir esse show da banda no festival SXSW. Meia horinha da sua vida. Para fazer qualquer um voltar a acreditar no rock.

The XX full live set at Other Music & Dig For Fire's SXSW Lawn Party por perolasblogs no Videolog.tv.

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/II5P

Publicado em 20/06/2012 às 09:47

O Brasil precisa de menos crianças


E a Rio+20 acabou em fracasso total. Os governos do planeta se comprometeram a continuar conversando sobre o nada e desperdiçando nossa paciência. Era de se esperar. Ninguém sabe o que fazer. E de fato não há o que fazer - não há como termos uma sociedade global justa sem tocarmos no cerne da questão. Que William Gibson resumiu brilhantemente: o futuro já chegou, só está mal distribuído...

Trata-se, portanto, de um problema de distribuição dos recursos naturais e riquezas criadas pelo homem pelo número de pessoas do planeta. Mas quem tem muito não quer abrir mão. E quem tem nada só tem uma arma: a reprodução irrefletida. Os sete bilhões de humanos serão oito, nove, dez bilhões em poucos anos. Não precisa bola de cristal para cravar a previsão: tempos interessantes vêm aí.

Há que atacar o problema criativa e corajosamente em suas várias facetas, e uma bem importante nem foi tocada durante a Rio+20. Quem sabe o Brasil possa liderar o mundo nesta frente? Se eu fosse ditador do Brasil, minha prioridade número um seria evitar o nascimento de mais brasileiros. Instauraria a vasectomia obrigatória aos 14 anos, reversível (com parcimônia) aos 35.

Brasileiro adora filho, e tem filho na maior irresponsabilidade. Cansei de ver menina grávida menor de idade que, passado o susto e bronca dos pais, é aceita com todo o carinho, com aquele papinho de "filho é uma benção" etc., mesmo sem pai, mesmo sem um gato para puxar o rabo.

Tá, há que aceitar. Mas o fato é que a população do Brasil e mundo crescem explosivamente. Não há nem haverá empregos decentes para acomodar tanto jovem, e tanto jovem semianalfabeto. Que logo quer ter seus próprios analfinhas. Para lotar ainda mais nossas lotadas cidades. E nessa perpetuamos nossos problemas.

Educação sexual na pré-adolescência, campanhas de comunicação, máquina dando camisinha de graça nas escolas ajuda. Mas há farta evidência de que o aborto legalizado é o melhor remédio. Em Freakonomics, os autores explicam a queda no índice de criminalidade por Roe x Wade, a decisão jurídica que descriminalizou o aborto nos EUA.

Aborto legal no início dos 70, queda no índice de criminalidade no meio dos 90 - os futuros bandidos não chegaram a nascer. As meninas ricas já abortavam ilegalmente, tinham grana para isso, as pobres só depois que o estado passou a bancar.

E há farta evidência de que mesmo em países muito carolas, em que as autoridades religiosas prometem o fogo do inferno para a mulher que abortar, a legalização aumenta muito o número de abortos, sem risco de saúde para as mães. Em alguns países da Europa virou até um problema: não nasce criança... bem, problema em termos, porque os jovens lá estão todos desempregados.

Como Paulo Francis, não acho aborto bonito, mas necessário, pessoal e socialmente, porque as pessoas são estúpidas, não se cuidam, e em particular adolescentes, com os hormônios queimando nas entranhas.

O custo de ter um filho é alto. Quanto? Mais do que você pensa. Nos Estados Unidos, agora se sabe ao certo. O departamento de Agricultura fez a conta. O Washington Post divulgou:

- R$ 470 mil é quanto uma família americana de classe média gasta para criar um filho, até os17 anos (importante: cursando escola pública gratuita)

- o valor é R$ 800 mil, nas famílias de classe média alta para cima (rendimento familiar anual acima de cem mil dólares).

Esse preço subiu em média 23% desde 1960, segundo o governo americano. Notem que esses valores não incluem os anos de faculdade dos mancebos, depois dos dezoito.

No Brasil, aposto que é menos, para os mais pobres, e bem mais para os remediados. Os abonados americanos gastam em média pouco menos de R$ 4000 mensais com cada filho. Em São Paulo, qualquer escola particular custa de 500 reais mensais para cima; as melhores custam três, quatro mil. Mais o aparelho pros dentes, inglês, violão, roupa, game, cineminha, seguro saúde, vigia da rua e não sei o quê... e chegamos lá perto dos gringos.

Diferente de alguns ambientalistas radicais, malthusianos, não sou pessimista, nem paranoico com superpopulação. Esses verdes que dizem que o planeta tem gente demais, enquanto eles gastam os tubos com três cachorrões lindos em casa, são uns hipócritas. Cabem hipoteticamente 15, 20, 30 bilhões de seres humanos sobre a Terra, se soubermos gerir nossos recursos, se soubermos inovar na velocidade necessária, se soubermos modificar radicalmente a organização da economia global, três ses bem grandes, a julgar por essa patética Rio+20. O tempo urge.

Enquanto isso, há que ser realista. O mundo, e o Brasil, precisam de menos crianças, e mais bem tratadas. Eu acho ótimo ter filho e recomendo para todos. Na hora certa, com a cabeça no lugar, e algum dinheiro para segurar o tranco. Para entregar ao futuro crianças que não sejam velhos problemas - e, sim, novas soluções.

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

Publicado em 19/06/2012 às 07:26

Estupra, mas não mata

Qual o problema de Maluf apoiar Haddad para a prefeitura de São Paulo?  Aliança política é coisa natural na democracia, não é? Não é não.

Uma coisa é você fazer aliança para disputar cargos e governar. Outra é se aliar com qualquer um. Incluindo o cara que era seu arqui-inimigo até a semana passada. Não que Maluf seja qualquer um. É bandido procurado pela Interpol.

Fez carreira como peixinho da ditadura. Foi prefeito e governador biônico e truculento. É sinônimo de ladroagem, malufar, o verbo ficou famoso. Nos impingiu Celso Pitta; outros afilhados políticos são Celso Russomanno e Gilberto Kassab.

Sempre fez oposição histérica ao PT. Maluf é da época que os opositores eram silenciados a ferro em brasa, nos porões da ditadura, e não poderia ter lugar na nossa vida pública.

Mesmo assim o PP, de Maluf, tem ministério no governo Dilma. A aliança não é novidade. Mas há pouco Maluf rifava seu apoio aqui em São Paulo; o partido tem direito a um minuto e trinta segundos de televisão. O PT deu o melhor lance. Sabe-se lá quanto pagou e prometeu.

Malufão hoje diz que Erundina, vice de Haddad, foi boa prefeita, e que Marta, sua inimiga fidagal, também, construiu os CEUs etc. Melhor, diz que quem vota em Haddad não vota no PT, vota em São Paulo...

Depois ainda me perguntam por que eu não voto. Ver Lula sorrindo ao lado de Maluf, mãozinhas dadas, Haddad com cara de poste no meio, é de vomitar.

maluf 1 Estupra, mas não mata

Não que seja novidade. A base dos governos Lula-Dilma têm toda espécie de estrupício, em partidos diversos. Tucano não tem moral pra criticar não. Eles é que sacramentaram esse vale-tudo, quando fizeram aliança com o PFL, na primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso.

Criaram o precedente, e fizeram muita força para esse tipo de excrescência ser achada natural. Política no Brasil é palavra prostituta. É um troca-troca permanente de partido, de aliança, de amizades e lealdades.

Vale tudo por dinheiro (e poder, no fundo a mesma coisa). Mantenho que a pior democracia é menos ruim que a melhor ditadura. Mas tem político cujo destino justo é na cadeia, negociando com o xerife da cela: estupra, mas não mata...

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

Publicado em 15/06/2012 às 17:15

Antonio Patriota acha que a gente é idiota

Antonio Patriota Ag Brasil 450x338 20101202 Antonio Patriota acha que a gente é idiota

O ministro das relações exteriores, Antonio Patriota, tirou sarro da nossa cara na Rio+20. Chegando no Rio de Janeiro, pagou dez reais para neutralizar o carbono emitido pelo avião que o trouxe de Brasília. Quer dizer, a parte que lhe cabia, como um dos muitos passageiros. Qualquer participante da Rio+20 pode fazer o mesmo, durante a conferência.

Patriota deu seu showzinho na frente das câmeras de TV.

O governo brasileiro desenvolveu um mecanismo online que calcula o volume de gases emitidos em viagens aéreas ao Rio, e permite a doação do valor equivalente por meio de cartão de crédito. Foi uma parceria de nosso governo com o PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

O que Patriota quer sugerir com isso? Ora, que cada um deve fazer a sua parte. Nosso chanceler é diplomata de carreira, estudado, tem currículo primoroso. Está dando um exemplo de responsabilidade com o meio-ambiente. Não é?

Não. É puro marketing, e mau marketing, porque só engana os muito incautos. É evidente e escancarado que nossos governantes não estão nem aí com a poluição. Muito menos a causada por gases emitidos por aviões, carros ou caminhões. Se Dilma, Patriota ou alguém que apita se importasse com isso:

- o Brasil teria imposto zero para geração de energia com biodiesel, solar e eólica, e imposto zero para carro a álcool

- um carro elétrico não custaria três vezes mais caro no Brasil que nos Estados Unidos

- o governo não daria incentivo para a venda de veículos a gasolina e diesel

- o governo federal converteria sua frota para energia limpa, e suas instalações para energia solar

- em vez de investir em estádios, a gente investiria em transporte público com energia limpa

- a Petrobras não manteria o preço da gasolina artificialmente baixo, tornando o etanol pouco atrativo para investimentos

- e, aliás, a Petrobras não teria anunciado hoje um plano de negócios em que anuncia maiores investimentos para petróleo e menores para etanol e biodiesel.

Fiz essa lista em dois minutos. Certamente especialistas no assunto fariam melhor. Não sou especialista em energia, suja ou limpa. Mas percebo quando estão tentando me fazer de idiota.

 Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/nL2M

Publicado em 14/06/2012 às 15:55

Você tem que ouvir isso!

CapaLivro ok Você tem que ouvir isso!

É o nome de um livro com listas de músicas que todo mundo deveria ouvir, mas principalmente a Nina. É a filhinha do amigo Luiz Cesar Pimentel. Veja aí embaixo o vídeo da noite de autógrafos, onde o Luiz conta a história fofa de como pintou a ideia de fazer o livro.

Luiz juntou uma trempe, principalmente músicos - gente do Skank, Ira!, Sepultura, Pitty e similares - e jornalistas. Eu também. Acabei não indo no lançamento, que vergonha, mas depois comprei o livro, e é bem educativo, sem maletice.

Tem músicas lá que eu não conhecia, e outras que eu jamais iria lembrar de mostrar para o meu moleque, e agora, devagarinho, estou mostrando. Claro que tem um monte de porcaria. Você escolhe quais são quais. Eu digo tomeito, você diz tomato...

Para quem sabe estimular você a fazer como eu e comprar o livro do Luiz, aqui está o texto que mandei para ele, e que está publicado lá. Misturei novas com velhas, gringas com brazucas, famosas com celebérrimas e alhos com bugalhos, mas te garanto que você tem que ouvir todas!

jair ok Você tem que ouvir isso!

Perguntei para o organizador deste livro se eu podia criar minhas  próprias regras - tipo uma música só de cada artista, uma só de cada estilo etc. Ele disse: as regras são punk, faça como quiser. Ah é?  Mandei minhas regras para o lixo.

Fiz minha escolha ontem sem pesquisar e sem pensar, tomando caipirinha no bar. Fosse hoje, a lista seria muito diferente; mas igualmente emocional, e fazendo força para escapar das escolhas que imagino mais comuns nas listas dos colegas aqui no livro.  Mas também sem exagerar - vamos na contramão, e na boa.

Balancê - Carmem Miranda (ou Gal Costa) / Braguinha é o maior compositor da história do Brasil.

Na Beira do Mangue - Jair Rodrigues / A (Sittin' on) the Dock of the Bay brasileira.

Quero que vá Tudo para o Inferno - Roberto Carlos / O rock do Brasil nasce aqui.

Torresmo à Milanesa - Adoniran Barbosa, Clementina de Jesus e Carlinhos Vergueiro / Os corações de São Paulo e Rio batem juntos.

Puteiro em João Pessoa – Raimundos / Adolescência brasileira em três acordes.

Crying - Roy Orbison / Delicadeza é coisa de homem.

Pretty Vacant - Sex Pistols / Uma cusparada na cara - com guitarras.

C'Era Una Volta il West - Enio Morriccone / Ninguém toca um cuore como os italianos.

Ella Fitzgerald - You're the Top / Ou qualquer outra do songbook do Cole Porter. A melhor cantora, o melhor compositor.

Let's Call the Whole Thing Off - Fred Astaire / Para converter qualquer um ao amor por musicais.

Be My Baby – Ronettes / Quando se trata de pop, black is the new black.

A Day in the Life – Beatles / A melhor combinação de ambição e ternura dos Fab Four.

Do it again - Steely Dan / Balancinho suave, milimetricamente planejado e doidão.

Radioactivity – Kraftwerk / Marco inicial do pop eletrônico dançável, ainda insuperado.

Station to Station - David Bowie / Glam rock, art rock, new wave: está tudo aqui.

Boogie Wonderland - Earth, Wind & Fire / Opereta funk, suada e épica.

Done Got Old - Buddy Guy / Não há blues mais doído do que envelhecer.

Fight the Power - Public Enemy / Hino negro pra botar fogo no mundo.

Beautiful Day - U2 / Quando o mundo parece feio, a música nos eleva.

Paper Planes - M.I.A. / The Clash melhorado, porque feminino.

You Say 'Tomato', I say 'Tomato' por perolasblogs no Videolog.tv.

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

Publicado em 13/06/2012 às 10:13

A Rio+20 é o inimigo (ou: contra a sustentabilidade)

forasta A Rio+20 é o inimigo (ou: contra a sustentabilidade)

A Rio+20 é uma idiotice, desperdício de tempo e dinheiro, e contraproducente. Não vai dar em rigorosamente nada. Nem teria por quê. Não há o que debater. Os parâmetros pré-determinados para o debate garantem o fracasso da conferência.

A imprensa mundial trata o evento com a desimportância que merece. Um giro minutos atrás por BBC, CNN, Guardian, New York Times e El País não mostrou uma linha sobre a Rio+20. Le Monde tem um artigo escondidinho — mas só usa o gancho da conferência para cutucar Dilma, explicando sua moleza com os ruralistas na história do novo Código Florestal.

A razão do fracasso da Rio+20 não é a ausência de Barack Obama, presidente do país mais poluidor e poderoso, ou Angela Merkel, líder do país que dá as cartas na eurolândia. Nem os vagalhões que solapam a economia do mundo em suas premissas fundamentais.

A Rio+20 não vai dar em nada porque é planejada cuidadosamente para não dar em nada. No que deu a Eco 92? O protocolo de Kyoto? As metas do milênio? Nada. São só relações públicas, propaganda para enganar os trouxas.

Os chefes de Estado vêm, posam para as fotos e tchau. Os diplomatas debatem colchetes, como se discutissem quantos anjos cabem na ponta de uma agulha, para justificar os salários. Estudantes e ongueiros fazem manifestações e eventos paralelos. Deve ser bom para arrumar namorada/o, ou pelo menos alguém para passar a noite, como aqueles antigos encontros da UNE.

A Rio+20 começa estúpida pelo nome: Conferência pelo Desenvolvimento Sustentável. Como disse o amigo André Barcinski, a próxima vez que alguém proferir a palavra "sustentabilidade" perto de mim, enforco o infeliz com uma sacola plástica. É um conceito impreciso, inútil e ofensivo.

Pergunte para a pessoa ao seu lado o que significa. Ninguém sabe. "Sustentabilidade" é um saladão de boas intenções, premeditadamente vago o suficiente para que todos possam assinar embaixo sem se comprometer de fato com nada, políticos, empresas, instituições, indivíduos.

A melhor alocação de nossos recursos naturais já é fato. Tudo que há na Terra, inclusive nós, somos alocados da maneira mais eficiente que conseguimos, para a geração dos maiores lucros possíveis. O nome disso é capitalismo. Deu certo para muitas coisas, errado para tantas outras. Permitiu o crescimento e enriquecimento explosivos da população do planeta, o que não foi nada mal. Há consequências e, palavra importante, externalidades.

O capitalismo financeiro do século 21 se alimenta dos recursos naturais - incluindo nós — a la Matrix, viu o filme? Como no clássico de ficção-científica que fechou com chave de ouro o século passado, o sistema (olha ele aí!) sua a energia dos nossos corpos, e nossos cérebros se distraem com um mundo virtual, aparentemente lógico, em que as decisões parecem tomadas livremente por seres humanos, baseados em premissas racionais.

É tudo mentira. A máquina devora o planeta e defeca lucro. Ponto.

Desliga essa TV, fecha esse jornal, e esquece essa babaquice de Rio+20. O que você precisa saber é urgente e é o seguinte: nos próximos quarenta anos a população do planeta Terra vai aumentar cinquenta por cento. A maioria esmagadora de escurinhos, em países pobres, dos quais muitos vão querer migrar para países mais abastados, naturalmente.

Se você acha que tua cidade está engarrafada, fedorenta, poluída e perigosa, vai se preparando. Se em 2012 o capitalismo não dá conta nem de garantir a subsistência dos aposentados na pacata Eurolândia, que dirá arrumar emprego, comida, água, casa e remédios para mais três bilhões de pessoas...

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/3A73

Publicado em 12/06/2012 às 10:59

Todo dia é 12 de junho

Ninguém ensina a gente a namorar. As coisas mais importantes a escola ignora. Aprendemos por tentativa e erro na tal escola da vida. Namoro aprendemos assim, ao vivo e a cores, de mãos dadas. As primeiras namoradas ninguém esquece. Minha primeira namorada tinha treze anos. Não olhe feio. Eu tinha catorze.

Não sabíamos o que fazíamos. Durou e lembro pouco. Assistimos O Campeão abraçadinhos, ela chorou sem parar. Do que falávamos? Nada, imagino, porque levei um merecido pé na bunda. Eu já bebia, fumava e fazia a barba, mas sabia menos que ela.

Depois tive outra namorada. Durou quase nada, mas tinha minha idade, era bonita e inteligente. Levei outra dispensada. O orgulho acusou o golpe. Aí apareceu uma menina que gostava de mim. E eu não soube valorizar isso. A esta altura, eu gostava mais dos meus amigos (e amigas) do que de qualquer namoro. Meu negócio era turma.

Então namorei uma amiga, que para melhorar era mais velha que eu. Fiquei me achando, mas logo nos tornamos só amigos. E aí apareceu uma que era doida por mim. E era esperta e sexy e agressiva. Eu era mais velho, mas era um garoto, e ela era uma mulher. Nosso namoro queimou rápido como pólvora. Me marcou à bala.

E aí eu já tinha alguma noção do que era ter amigas, do que significava namorar, e já tinha aprendido a diferença entre namorada amiga e amiga namorada, e as tive dos dois tipos. E, finalmente, encontrei uma que estava acima de qualquer definição.

De vez em quando lembro de uma ex-namorada. Encontrei uma um dia em um supermercado, outra uma vez em um hotel, casais batendo papo, conversa amena entre gente que não se conhece mais. Da maioria nada sei. Carrego todas no coração.

Dia 12 de junho, não tem jeito, lembro delas. Mesmo sabendo que a data é a maior picaretagem. Foi invenção de um publicitário brasileiro, em 1949. Encomenda de um grande magazine para aumentar as vendas no caído mês de junho.

Ele matutou, o que tem de feriado no mês? Santo Antônio, o casamenteiro, dia 13 de junho. E o que vem na véspera do casamento? O namoro, oras. Donde: 12 de junho, dia dos namorados, a terceira data de maior faturamento no varejo, depois de Natal e Dia das Mães.

Tudo bem que a data representa o mais crasso comercialismo e tal. Mas todo mundo fica um pouquinho mais romântico. Não tem como evitar. Seja brega, derramado, cafona sem vergonha. Eu, bem, já faz 33 anos que estou aprendendo a namorar, e o que aprendi foi: todo dia é dia dos namorados.

snoopy ok Todo dia é 12 de junho

Veja mais:

+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

Publicado em 06/06/2012 às 12:45

Ray Bradbury, 1920-2012

martian ray bradbury e1338997539301 Ray Bradbury, 1920 2012

"Todos devem deixar algo para trás quando morrem, disse meu avô. Um filho ou um livro ou uma pintura ou uma casa ou uma parede que construiu ou um par de sapatos que fez. Ou um jardim que plantou. Algo que sua mão tocou de alguma maneira, para que seu espírito tenha algum lugar para ir quando você morrer. Assin, quando as pessoas olharem para aquela árvore, ou aquela flor que você plantou, você estará lá. Não importa o que você faça, disse ele, contanto que você transforme algo. Mude do que era antes de você tocar, para algo que é como você, depois que suas mãos não estiverem mais aqui".

Ray Bradbury, Fahrenheit 451

Publicado em 04/06/2012 às 06:00

O garoto brasileiro entre os dez hits do verão americano

O site de música Shazam apostou sua reputação em uma previsão: as dez canções que vão bombar no verão americano, que está na bica de começar. O Shazam é usado principalmente nos Estados Unidos. O sistema do site fez isso com base nos dados dos usuários do serviço - o número de vezes que as pessoas usaram este programa para descobrir o nome de um artista, ou de uma canção que estavam ouvindo.

Em primeiríssimo lugar vem uma canção que os leitores deste blog já conhecem faz tempo. Eu o chamei de o artista mais famoso de quem você nunca ouviu falar. Pelo jeito, todo mundo vai ouvir falar de Gotye, rapidinho.

O top ten é dominado pela música negra dançável, de balada. Mas em sexto lugar, tem um garoto brasileiro. Depois de Michel Teló, é a vez de Gusttavo Lima abafar na gringa. É a primeira vez que ouvi a música inteira, depois de ouvir o tchê-tcherererê-tchê-tchê infinitas vezes por aí. Chiclete maldito. Mas pô, é legal!

Gusttavo Lima com Neymar - "Balada" por perolasblogs no Videolog.tv.

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/XENT

Publicado em 01/06/2012 às 13:08

Os gregos trabalham bem mais que os alemães

A crise na Europa começa a bater aqui no Brasil. Na verdade, a crise americana de 2008 bateu depois na Europa, e as ondas de choque continuam se espalhando; o capitalismo, sempre ele, é que está em crise, mais uma. A Grécia está de fato no bico do corvo; talvez saia da União Europeia, abandone o Euro, restaure o dracma.

Na Espanha está difícil conter corrida aos bancos. O ministro do país negou hoje que esteja sendo preparado um pacote de ajuda do FMI, garantia de que é isso mesmo que está acontecendo. Portugal, Itália, Irlanda - solução difícil, sem mudanças de fato, e mudar nunca é fácil.

De todas as besteiras que se fala sobre a crise na Grécia, a mais injusta é que os gregos estão nessa situação difícil porque são vagabundos. É mentira. E mesmo assim se espalhou e cristalizou. A gente vê a mesma cantilena repetida infinitamente. É imprensa, articulistas, políticos.

Os gregos são boas-vidas, todo mundo garante. Levam a vida na flauta, só curtindo o sol esplendoroso, o mar turquesa, o ouzo e os kebabs. Safados, se aproveitando do dinheiro que a Alemanha manda para eles.

Pobres trabalhadores tedescos, gente séria, que pega no pesado e vê sua grana suada sustentando esses gregos picaretas. E os jovens gregos ainda querem fazer universidade de graça! E os velhos gregos ainda querem receber as aposentadorias integrais!

Bem, a BBC fez uma pesquisa para identificar os países em que se trabalha mais. Só entre os países que fazem parte da OECD (Organization for Economic Cooperation and Development), um clube de 34 países que se ajudam, a maioria europeus, a maioria bastante ricos. Na média, as pessoas que vivem nestes países trabalham 1718 horas por ano.

Onde mais se trabalha é na Coreia (2193), seguida do Chile (2068), e em seguida... a Grécia, com 2017 horas por ano. Os Estados Unidos estão quase na média geral da OECD, com 1695 horas. E a Alemanha? É o segundo país onde se trabalha menos. São 1407 horas por ano. Só perde em horas livres para a Holanda. Veja a pesquisa completa aqui.

A crise na Grécia tem várias causas. A principal não tem nada a ver com o País: é a desregulamentação do sistema financeiro global. Nenhuma tem a ver com o quanto os gregos se esforçam para ganhar a vida. Se você quiser chamar algum povo europeu de boa-vida, mais justo dizer isso dos alemães.

Não que eu tenha nada contra boa vida. Meu ideal seria combinar o melhor dos dois mundos. Trabalhar só 1407 horas por ano, como os Alemães - mas vivendo na Grécia, não na Alemanha...

grecia ok Os gregos trabalham bem mais que os alemães

Publicado em 31/05/2012 às 09:42

Dilma, a ruralista

Há anos eu não via mobilização igual. A mudança do Código Florestal mobilizou muita gente boa. Uma certa opinião pública esclarecida, que tem pouca ou nenhuma disposição para o rame-rame partidário-eleitoral. E viu nas mudanças propostas pela agronegócio um achaque e um assalto contra o nosso futuro.

Bem, não vou dizer que a grita não deu em nada. Não fosse o esperneio geral antes, durante e depois da votação na Câmara, e o coro de Veta Dilma, e os vetos da presidente teriam sido ainda mais modestos.

No final, deu a lógica, o de sempre: um no cravo, cinco na ferradura. Os fazendeiros conseguiram praticamente tudo que queriam. Dilma bancou 12 vetos. Assentiu com algumas concessões, um cala-boca para os ambientalistas e os pequenos produtores. E tudo normal em Pindorama.

A razão para o arrego da presidenta é muito simples. Dilma é ruralista. Como qualquer um que senta na sua cadeira. Os produtos da agricultura e criação são pedaço pequeno do PIB, mas respondem por naco respeitável da mão de obra empregada no Brasil, e das exportações. O governo é sócio, diretamente ou via empréstimos, das principais empresas do setor, as grandes e as enormes.

Via BNDES e via Banco do Brasil. A mais famosa é a JBS, que recebeu dez bilhões de reais do BNDES, tem extenso histórico de tratar seus funcionários como gado - assunto para outro texto, outro dia - e levou de graça esses dias a tal Delta, a construtora líder do PAC, envolvidíssima no escândalo Demóstenes-Cachoeira. Nem precisa lembrar que os grandes do agronegócio são grandes financiadores de campanhas, para dizer o mínimo.

Claro que os dois lados vão continuar batendo. Hoje está lá aquela criatura, Ronaldo Caiado, gritando e ameaçando com 50 emendas, outro xingando que a Medida Provisória é inconstitucional etc. Vão ocupar todo o espaço possível, até o último milímetro, posseiros da legislação. A votação no Senado vem aí.

Ainda há espaço para ajustes finos. Se você intui que eles não defendem nossos interesses de longo prazo, e pretende fazer algo a respeito, a primeira coisa é entender direito em que ponto estamos.

Fazer uma lei que preste neste assunto não é tarefa simples, e muito menos garantir seu cumprimento. Os interesses do agronegócio estão perfeitamente alinhados com os interesses do governo federal (e estaduais e municipais). Isso não faz de todos fazendeiros e pecuaristas vilões. Neste campo há justos e injustos, e todos defendem aguerridamente o que é seu. São naturalmente conservadores, não conservacionistas.

O outro lado está repleto de ongueiro mala, do tipo que tem faniquito se vê uma bisteca mal-passada.Esses continuam aguerridos na briga. Me dão azia, mas têm sua utilidade. A turma de verdes mais, digamos, civilizada, parece que desanimou.

Bem, esperávamos o quê? A candidata ambientalista era Marina Silva, cujo movimento fez marola na eleição e naufragou na sequência. Mas tivesse eleita presidente, Marina estaria tão refém do agronegócio e da bancada ruralista quanto qualquer outro.

Dilma, tecnocrata e pragmática, aprendeu com o mestre: governar democraticamente é agradar pouco aos que pouco pedem e ceder muito aos que tudo exigem.

O resto é conversa pra boi dormir.

http://r7.com/H6_v

Publicado em 30/05/2012 às 06:00

Uma foto que vai te fazer mal, e a melhor razão para você fazer o bem

De cada mil crianças que nascem no mundo, 57 morrem antes dos cinco anos. Os números vêm caindo rapidamente mundo afora e no Brasil também, nas últimas décadas. Não dá para comemorar. Em 2010 foram 7,6 milhões de crianças mortas.

Em dois terços dos casos, as mortes seriam facilmente preveníveis. As principais causas são pneumonia, malária, HIV, diarréia. Por trás de todas, a miséria. Dos dez países em que a situação é mais dramática, nove são na África subsaariana, e o outro é o Afeganistão deflagrado. Um terço destas crianças sofre de malnutrição. Muito mais sofrem com a falta de água e esgoto.

Sofrem crianças nos cinco continentes. É horrível demais. Não queremos saber de tanta dor, e então a imprensa não faz força para nos lembrar. Mas a cada mês as pequenas faces da morte nos fitam de um canto diferente do globo.

 A crise do momento é no Iêmen. São 25 milhões de pessoas, xiitas e sunitas em partes iguais, inimigos. O governo é dono de quase tudo, e 90% da sua receita vem da venda de petróleo, que é retirado do solo e exportado por companhias estrangeiras. Se livraram recentemente, e parcialmente, de um presidente corrupto, na onda da Primavera Árabe. Ele continua influente no governo.

Mesmo com um novo governo de transição, as facções se digladiam, a Al-Qaeda continua ativa, e a miséria aumenta e aumenta. Não há paz, não há dinheiro, não há comida. Metade da população passa fome. Em algumas áreas, um terço das crianças estão severamente mal-nutridas. Na capital milenar, Sanaa, em um hospital sem recursos, uma mãe abraça um esqueleto que chora. É uma visão horrível demais para ser contemplada.

reuters forastieri Uma foto que vai te fazer mal, e a melhor razão para você fazer o bem
A razão deste sofrimento indizível é quase sempre a mesma: nós.  A imensa maioria destas mortes são de responsabilidade humana. Ou, pelo menos, está dentro do nosso alcance evitá-las. Mas não o fazemos. Porque decidimos que existem coisas mais importantes que salvar crianças. Porque nos distraímos com futilidades. Porque, vergonha, eles são um pouquinho diferente de nós. Porque estão longe dos nossos olhos - mas não estão não, estão bem pertinho, e aqui no Brasil mesmo são milhares de crianças morrendo sem razão todos os anos.

Quem poderia acabar de vez com este sofrimento lava as mãos. Não é justificativa para também darmos de ombros. Resta tentar o impossível, com a consciência que a vitória não virá. Não há exemplo de coragem maior que os Médicos Sem Fronteiras. Estão, neste exato momento, salvando quem não teria salvação. Nos quatro cantos do planeta e no Iêmen também. São heróis. Precisam da sua ajuda.

Vinte e uma mil crianças com menos de cinco anos de idade morrerão hoje. Uma a cada quatro segundos. Os números são monstruosos, incompreensíveis. E então vemos uma imagem que ficará gravada para sempre nas nossas consciências, e lembramos do nosso dever. Cumpra o seu. Custa um real por dia.

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/4qjh

Publicado em 29/05/2012 às 19:48

Postando sem intermediários

Uma confissão: cem por cento dos posts deste blog passaram pelas mãos de outros, antes de serem publicados. É um privilégio. No meu blog anterior eu postava direto. Desde que o blog veio para o R7, contando com auxílio luxuoso, preguicei. Mando texto e links. Se outros lerão para pescar tropeções, editarão as imagens, e embedarão os vídeos, por que não?
Bem, não vou abrir mão. É um conforto e uma segurança, e mais, a interlocução cotidiana com a equipe de blogs do R7 é um prazer e um estímulo. Mas vou começar a postar diretamente também, coisas mais deixa-que-eu-chuto, videozinhos, curtinhas. Como, por exemplo, isto que você lê agora. Me garanto em português, escrevo na velocidade que teclo, e uma amiga me disse décadas atrás que meus bilhetes são melhores que meus artigos. Então vou tentar continuar a fazer aquelas pensatas com começo-meio-e-fim, que haja paciência pra chegar até o final, mas equilibrar com tirinhos mais diretos. Tem hora pra banquete e hora pra misto quente de pé na padoca, pois não? Então.

Publicado em 29/05/2012 às 08:01

Tudo fica melhor com chuva

 Acredita nisso? É o lema do site Rainy Mood. Um dos conceitos mais brilhantes que vejo na web em muito tempo. Simples como só as coisas muito sofisticadas conseguem ser. Veja aqui.

Você entra no site, e instantaneamente começa a ouvir barulhinho de chuva. Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. É isso. Ah, você pode escolher entre deixar o vídeo ligado ou desligado.

O vídeo mostra gotinhas escorrendo em um vidro e nada mais. Tem só mais um link no site Rainy Mood: Song of the Day, canção do dia. Cada dia, uma música que tenha a ver com chuva.

Quando escrevo isso, Texas Flood, inundação texana, do guitarrista Stevie Ray Vaughn. Clicou, abre um videozinho com a música. Eu por mim tirava essa parte e me concentrava no ruído dos pingos batendo na vidraça e só.

RainyMood tem fins lucrativos. Todo dia pingam uns centavinhos para o gênio que bolou o site, porque o site recebe anúncios via Google, principalmente de... efeitos sonoros de chuva.

Nada que atrapalhe o visual limpo do site. É dessas coisas geniais que só a internet te proporciona.

Em um cantinho, está lá a chamada: siga Rainy Mood no Twitter (5469 seguidores), Facebook (152 mil pessoas Curtiram!) e outras redes sociais.

Até no YouTube, onde você pode ter uma palinha de 12 minutos e oito segundos.

Aqui está, para você entrar num clima calmo, meditativo, talvez levemente melancólico... ou simplesmente cair no sono.

RainyMood.com Official por perolasblogs no Videolog.tv.

 Veja mais:

 + R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/5Itj

Publicado em 28/05/2012 às 07:52

Magra, gorda ou gostosa (parte 2)?


A britânica Sophia Cahill foi eleita Miss País de Gales. Dois meses atrás, desfilou nua em Londres, um desfile de Robyn Coles, designer especializado em chapéus.

Coles argumentou que é muito difícil chamar atenção para o trabalho de um estilista que está começando. Nudez sempre ajuda. Outras quatro pessoas desfilaram peladonas. O detalhe é que Sophia estava grávida de oito meses.

Sophia criou um blog onde contou sua vida de grávida solteira. O namorado largou a moça quando ela estava com nove semanas.

Ela resolveu ter mesmo assim. É seu segundo filho. São poucos posts, mas bem diretos e sinceros. Leia aqui.

Sophia ganha a vida com o corpo. Diferente de uma outra modelo que anda causando - e que não dá pra saber exatamente se está acima ou abaixo do peso - ela não é nada fashion.

Não faz passarela ou ensaio pra revista de moda. O ganha-pão dela é sair peladona na Playboy, Penthouse e tal. É o que os ingleses chamam de Page 3 girl, a gostosuda que todo dia tem uma, na página três dos jornais populares.

forasta5 Magra, gorda ou gostosa (parte 2)?
Tem umas fotos mais comportadas, outras mais atiradas.

forasta21 Magra, gorda ou gostosa (parte 2)?
A gravidez inchou um pouco a moça, e a presenteou com peitões prontos para amamentar, e uma barrigona com um bebê dentro. Não deformou seu corpo.

Para quem está a um mês de dar a luz, talvez esteja até um pouco abaixo do peso.

Sophia está magra, gorda ou gostosa?

 

Veja mais:

 + R7 BANDA LARGA: provedor grátis!
+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

Ir para o Topo