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	<title>Blog do André Forastieri &#187; Bizz</title>
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	<description>Blog do André Forastieri - R7</description>
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		<title>Isso explica por que eu não trabalho em TV</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 10:46:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jzorzato</dc:creator>
				<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Bizz]]></category>
		<category><![CDATA[tv]]></category>

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		<description><![CDATA[O amigo Alex Antunes, eternamente militante cultural, inventou um programa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amigo Alex Antunes, eternamente militante cultural, inventou um programa chamado Pós-Bizz. Foi inspirado pelos intermináveis e divertidíssimos debates político-socio-etílico-musicais das duas comunidades Bizz, do Facebook.</p>
<p>Que diabo é Bizz? Era uma revista onde trabalharam o Alex, e a Bia Abramo, e depois deles, eu. Alex nos convocou os dois para participar da segunda edição do programa. Foi transmitido ao vivo. Agora está pingando aos pedaços na internet.</p>
<p>É de alguma maneira ligado a um negócio chamado Pós-TV. Que é produzido pelo Fora do Eixo. Que eu não sei explicar o que é. E também não importa neste caso. Foram duas horas de papo ou mais. A gente se divertiu bem.</p>
<p>Deve ter saído alguma coisa que preste. Jamais saberei.</p>
<p>Aqui tem sete minutos. É mais que suficiente para responder definitivamente à pergunta que tantas vezes ouvi: por que você nunca trabalhou em televisão?</p>
<p><iframe width="460" height="315" src="http://embed.videolog.tv/v/index.php?id_video=749888&#038;width=460&#038;height=315&#038;related=&#038;hd=&#038;color1=&#038;color2=&#038;color3=&#038;slideshow=true&#038;config_url=&#038;" scrolling="no" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p><a target="_blank" href="http://www.videolog.tv/video.php?id=749888" target="_blank">PosBIZZ 01/02/2012 - parte 1</a> por <a target="_blank" href="http://www.videolog.tv/perolasblogs" target="_blank">perolasblogs</a>  no <a target="_blank" href="http://www.videolog.tv" target="_blank">Videolog.tv</a>.</p>
<p><strong>Veja mais:</strong></p>
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		<title>Falar mal do Chico César: é para isso que inventaram as redes sociais</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 16:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Bizz]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem coisa que dá assunto pra um. Tem coisa que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem coisa que dá assunto pra um. Tem coisa que dá assunto para muitos. Para este segundo tipo, nada bate as redes sociais. Li uma reportagem ontem. Escrevi três linhas hoje de manhã no Facebook sobre o assunto, na comunidae Bizz, de fãs de música. Olha o que rendeu em menos de duas horas. E vai em frente...</p>
<p>Os direitos autorais de tudo que é publicado no Facebook e Orkut e Twitter etc. são dos donos das empresas, sabia? Nem seu nem meu. Não vou ligar pra eles e pedir autorização... tudo isso nasceu de um post original meu, então me dou o direito de republicar aqui e pronto.</p>
<p>Está lá embaixo o link para a reportagem que rendeu tanto, e quem gostar de música e confusão, a comunidade Bizz está a seu dispor.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/09/forastieri-okokokoko.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5579" title="Reprodução" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/09/forastieri-okokokoko.jpg" alt="forastieri okokokoko Falar mal do Chico César: é para isso que inventaram as redes sociais" width="493" height="9537" /></a></p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/09/forastieri-ok.jpg"><br />
</a></p>
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		<title>A Bizz está morta, longa vida à Bizz</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 12:42:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aasousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Bizz]]></category>

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		<description><![CDATA[Era uma vez uma revista de música chamada Bizz. Nasceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/09/fnm-ram-blog.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-5551" title="Reprodução/Revista Bizz" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/09/fnm-ram-blog.jpg" alt="fnm ram blog A Bizz está morta, longa vida à Bizz" width="450" height="307" /></a></p>
<p>Era uma vez uma revista de música chamada Bizz. Nasceu em 1985, morreu umas duas vezes, a definitiva (?) tem alguns anos já. Ela foi muito importante em uma época pré-internet, pré-MTV, pré-rádios via satélite, em que a informação sobre rock demorava meses para chegar ao Brasil, discos eram raros e caros e tal.</p>
<p>Eu, mudado para São Paulo, fazia como muita gente e gravava programas de rádio para saber das coisas - do Kid Vinil, José Roberto Mahr e companhia. A vida era assim.</p>
<p>A Bizz morreu, o Orkut nasceu, e de repente, plim, apareceu uma coisa chamada comunidade Bizz. Nunca frequentei. Fui editor da revista uns dois anos e meio, entre 1990 e 1993. Achava meio cabotino dar a cara na comunidade, e nunca fui de Orkut.</p>
<p>Semana passada, pow, o Elson Barbosa, dono da comunidade no Orkut, me aparece com um Grupo Bizz no Facebook. Ferrou. Quando vi, estava lá pitacando, estilingando, catucando e pontificando. Dez minutos por dia viraram 20, viraram 40, que não tenho. Mas como resistir a um papo sobre política com a amiga Bia Abramo?</p>
<p>Política, sim. Porque no mundo dos caras (e minas) que cresceram com o rock, rock tem a ver com política, com grana, com sexo, com tudo. Tudo é debatível, tudo é assunto, tudo se mistura, e em altos brados, e com altas sacanagens, baixas baixarias e seriedade também.</p>
<p>Dez minutos, vá lá, mas 40 não tenho. Meu tempo é curtíssimo, droga. E o lugar de eu escrever de verdade é aqui, não no Facebook. Ontem soltei minha última discurseira por lá. Decidi escrever minhas coisas aqui e postar o link lá, dar umas duas postadinhas por dia, e tá bom demais. Escrevo mais rápido que penso, quando vi meus dedos escorregam...</p>
<p>Se você gosta de música, e quer participar de um papo com gente como a Bia, Camilo Rocha, Alex Antunes, Miranda, José Júlio do Espírito Santo, Pedro Só, Zé Flávio - só para citar alguns veteranos da Bizz, entre as mais de 400 figuras que já fazem parte do Grupo -<span style="color: #ff0000;"><strong> <a target="_blank" href="http://www.facebook.com/groups/219182308130808/" target="_blank">vai lá</a></strong></span>.</p>
<p>Até porque não existe portal ou jornal com dinheiro suficiente para fazer tanta gente trabalhar tanto, e tá todo mundo lá compartilhando suas ideias, manias e talentos de graça. Para ter uma ideia do tipo de desvio estranho onde a gente acaba caindo, republico aqui só um pedaço do meu post de ontem, parte de um papo sobre rock e política que nasceu, uau, de um post original sobre um vídeo do rapper Criolo. A Bizz está morta, longa vida à Bizz...</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/09/bizz-2-blog.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-5550" title="Reprodução/Revista Bizz" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/09/bizz-2-blog.jpg" alt="bizz 2 blog A Bizz está morta, longa vida à Bizz" width="450" height="199" /></a></p>
<p>"Todos os temas clássicos da esquerda continuam valendo, assino embaixo. E com alguns novos agregados, dos anos 50 para cá, sim. A questão é que as revoluções comunistas falharam, e o que sobrou de espaço de manobra em política institucional foi jogar o jogo, com um pouquinho mais de atenção e/ou esmola para o miserê ou não.</p>
<p>Enquanto isso, a tecnologia virou o mundo de cabeça pra baixo, e não falo (só) da internet, mas da pílula, dos antibióticos, da comunicação via satélite, da logística do transporte e, claro, da informatização / globalização / desregulamentação dos mercados financeiros do mundo.</p>
<p>Grandes bancos e empresas e governos absolutamente não sabem lidar com isso tudo, mas sabem que aí tem e tiram suas casquinhas. A esquerda convencional nem sabe que isso existe, e quando aprende, vai buscar o seu também, só que pra supostamente fazer o bem.</p>
<p>Agora, a esquerda virou esquerda de costumes, né? É tudo tão pulverizado e pontual, tudo tão misturado com marketing e mídia e moda e papinhos sustentáveis etc. que vira um bazar de boas intenções e má consciência.</p>
<p>Então tudo bem o governo não reconhecer o governo rebelde da Líbia (porque tem 5 bilhões de contratos de construtoras brasileiras com o governo do Kaddafi), porque por outro lado o governo apoia o Fora de Eixo, a parada gay e não sei o quê. O maior feitor de escravos do planeta tem nome, endereço, rosto e tem que ser enfrentado ou apoiado, mas não ignorado.</p>
<p>Nunca fui militante, sou só um pitaqueiro profissional que acha que o socialismo é ótimo para algumas coisas, o capitalismo perfeito para outras, e para a maioria dos desafios de 2011 nem um nem outro estão equipados. Só me resta prestar atenção, botar umas ideias estranhas para circular, e de vez em quando bater nos pilantras onde dói... bjs!"</p>
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		<title>RONDA NAS ONDAS</title>
		<link>http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2011/04/20/ronda-nas-ondas/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 09:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aasousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Bizz]]></category>
		<category><![CDATA[joey ramone]]></category>
		<category><![CDATA[ramones]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou de como o DJ JOEY RAMONE animou a noite [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/04/jramone1.jpg"><img class="size-full wp-image-4899 aligncenter" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/04/jramone1.jpg" alt="jramone1 RONDA NAS ONDAS" width="400" height="324" title="RONDA NAS ONDAS" /></a></p>
<p>Ou de como o DJ JOEY RAMONE animou a noite paulistana, movido a rock, cafezinho melado e bom-pracismo</p>
<p>Foi assim uma coisa muito louca, saca, cara... e a culpa é toda do Barcinski, esse carioca escroto. Era maio e eu estava tranquilo curtindo minha senilidade precoce, induzida por três anos de trabalho direto, me sentindo um velho caquético, pronto para me filiar ao Touring, ao PFL, à Beneficência Portuguesa e à Golden Cross. Era uma vida boa, sabe, me arrastar do trabalho para casa, com uma ou outra bebedeira ou disk-pizza nos intervalos... mas o destino, esta força elemental e misteriosa, me reservava ao menos mais um momento de glória.</p>
<p>Estava, como dizia, acometido de monumental apatia quando de repente, não mais que de repente, me vejo passando uma noite com uma divindade do rock... o tio torto do punk, aquele que Debbie Harry chamou de "o ser mais sensual na face da Terra"... Yes!!! Passei uma noite de delícias com Joey Ramone. Mordam os cotovelos de inveja, porcos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/04/jramone3.jpg"><img class="size-full wp-image-4900 aligncenter" title="jramone3" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/04/jramone3.jpg" alt="jramone3 RONDA NAS ONDAS" width="400" height="290" /></a></p>
<p>Deixe que digam, que falem... o fato inegável é que passei horas e horas na intimidade de Joey Ramone, que para sempre ficarão indelevelmente guardados em minha memória. Principalmente quando no dia seguinte Joey dedicou uma música só para mim, no meio do show... bom, não foi bem assim, a dedicatória de <em>Pet Sematary</em> foi para nós todos... mas estou botando o carro na frente dos bois, e assim a coisa não anda.</p>
<p>Isto é uma porra de matéria para a BIZZ, para a qual eu estou atrasado duas semanas, e não o meu querido diário... nem o Planeta Diário... e se eu não quero ser acusado de egocentrismo masturbatório, deturpação da verdade e arrogância injustificada, é bom ir logo aos fatos... sou, acima de tudo, um profissional.</p>
<p>Minha aventura começou quando André Barcinski, ex-repórter policial, ex-fotógrafo, ex-dirigente da torcida do Fluminense e atualmente talvez o jornalista cinemato-musical da imprensa diária paulistana com mais ataque, ufa, entrevistou Joey Ramone para a Folha Ilustrada por telefone, antes de Joey vir para cá. Claro que o popular Barça aproveitou para convidá-lo a participar do seu programa de rádio... só que ele ainda não tinha um programa de rádio, ou melhor, estava entre um programa (o Caixa Preta, que parou de fazer porque deixou de ser ao vivo, sabe como o Barça é, gosta daquele contato direto com o povão) e outro, para o qual foi convidado por este que vos fala.</p>
<p>Quem não quer ter um programa de rádio? Eu sempre quis - só que não saco nada, então resolvi fazer uma parceria com o Barcinski, que tinha experiência.</p>
<p>Numa daquelas baitas coincidências de que sempre nos falava o Jung, calhou do Joey amar rádio, ele também sempre quis ter um programa de rádio, tanto que acabou tendo mesmo - até outubro do ano passado, quando sei lá por que seu programa em Noviorque dançou. Portanto Joey estava com fome de bola, e topou fazer o programa na boa.</p>
<p>Não botei muita fé não, sabicumé, jornalismo diário esgota o saco e a energia, fiquei naquela "imagina, é boiada demais".</p>
<p>Pois não é que o desgraçado do Barcinski tanto que encheu o saco de todos os envolvidos - promotores, empresários etc. - que acabou rolando mesmo. Há uma lição aqui, rapazes. Mirem-se, neste exemplo de tenacidade ou recolham-se a seus cantos mofentos como as lesmas que são.</p>
<p>E agora chega aquele momento em que é preciso descrever o que rolou depois do segundo show dos Ramones, numa quarta. Durante as quatro, quatro, quatro horas em que Joey Ramone esteve discotecando na rádio Brasil 2000 FM, entre uma da manhã e as fucking cinco e meia, o dia quase raiando quando a gente botou o cara no carro e levou ele para o hotel. É obrigatório dizer que Joey Ramone não bebeu, não fumou, foi extremamente gentil e não queria mais parar de fazer som, nem ir embora. Dissemos "quando você quiser, a gente encerra". E ele: "não, tá tudo bem, vamos tocar mais umas músicas". Unbelievable.</p>
<p>Joey Ramone ficou fascinado com <strong>a)</strong> as dezenas de discos obscuros que levamos para o cara tocar;<strong> b) </strong>o pique dos ouvintes, que ficaram ligando até a matina e fazendo perguntas; e<strong> c)</strong> o café doce demais da Brasil 2000, o qual sorveu ininterruptamente até que acabasse tudo, término esse que aceitou com simplicidade que humilharia mortalmente dez entre dez roqueiros brasileiros. Nóis bebia cerveja e comia pizza de frango com catupiry; ele bebia café e água.</p>
<p>Um gentleman, quem diria, por baixo daquela cabeleira toda e da fala arrastada, pontuada por "you knows" e "I means". Tanto que topou fazer o programa de madrugada, depois de tocar, e estava esperando no lobby do hotel quando fomos buscá-lo. Detalhe: Joey não tirou os óculos durante nenhum momento.</p>
<p>Boa parte do papo foi ao ar; muita coisa legal foi dita no estúdio, enquanto uns dez  se amontoavam em volta do ídolo e as músicas rolavam. O repertório foi glam rock e metal da última geração, passando pelo tema do Picapau e, claro, muitas músicas dos Ramones. A seguir, o compacto com os melhores momentos.</p>
<p><strong>A LONGEVIDADE</strong></p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/04/a-banda.jpg"><img class="size-full wp-image-4898 aligncenter" title="Ramones" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/04/a-banda.jpg" alt="a banda RONDA NAS ONDAS" width="450" height="302" /></a><br />
"Nunca pensei que ia passar dezessete anos na mesma banda. Muitas vezes não foi fácil viver com meus companheiros. Mas no fim tudo se resume a coisas básicas. Qual é a sua visão? Em que você acredita? O que a banda representa para você?"</p>
<p><strong>AUTORRETRATO</strong></p>
<p>"No fundo sou um cara bem sentimental... (rindo) quer dizer, tenho porradas de lados diferentes. O que acho saudável, e um deles é bem romântico. Tanto que adoro baladas".</p>
<p><strong>A SAÍDA DE DEE DEE</strong></p>
<p>"Outro dia eu e CJ, o novo baixista, fomos ver um show de Dee Dee com sua nova banda. Fazia um ano que eu não falava com ele, desde que ele saiu. O show era de Dee Dee Ramone And The Spiky Tops - a banda acabou desde então. Conversamos e... quer saber? Chegamos à conclusão de que a saída foi boa para ele e para os Ramones. Somos amigos de novo".</p>
<p><strong>DROGAS</strong></p>
<p>"Sempre achamos que Johnny Thunders iria morrer de overdose, mas quando realmente aconteceu, fiquei chocado. Ele tinha largado tudo, e agora é que estávamos ficando amigos, apesar de nos conhecermos há muito tempo. Soube no dia em que estávamos iniciando esta turnê... seu trabalho era excelente, tanto nos New York Dolls como com os Heartbreakers. Foi uma merda".</p>
<p><strong>DROGAS 2</strong></p>
<p>"Já tomei muita coisa, agora não tomo mais nada. Nem bebo mais, estou totalmente sóbrio há mais de um ano e meio. Minha atitude sobre drogas é que você tem de decidir por você mesmo, ninguém pode decidir por você. Se alguém fala 'você não pode fazer isso', a primeira reação é ir lá e fazer. O importante é decidir sozinho - não começar a tomar heroína, por exemplo, só porque todo mundo que é legal está tomando. Me lembro nos 70, teve uma época em que todo o pessoal de Nova York estava tomando - Dee Dee, Richard Hell, Johnny Thunders."</p>
<p><strong>FUTURO</strong></p>
<p>"Nosso próximo disco será um duplo ao vivo que acabamos de gravar em Barcelona, na Espanha. É o primeiro que tem a participação de CJ. Depois vem um LP de estúdio, que ainda não tem nome. Deve sair até o final do ano e tem quatro músicas compostas por Dee Dee. Estou envolvido num outro projeto, uma trilha sonora em que cada artista grava uma das suas faixas favoritas. A minha é um dueto que fiz com Holly (Holly Beth Vincent, do Holly &amp; The Italians, lembra?) É <em>I Got You, Babe</em>."</p>
<p><strong>OS MESTRES</strong></p>
<p>MC 5 "Um dos monstros de Detroit. Que cidade!... produzir Alice Cooper e Stooges e MC 5, tudo ao mesmo tempo".</p>
<p><strong>Black Sabbath</strong></p>
<p>"Somos fãs deles desde o primeiro disco, desde 1970. Num sentido eram próximos do punk rock... não no som, bem diferente, mas o Sabbath sempre esteve consciente de situações... situações foda, barra pesada, e isso era algo que o punk também tinha".</p>
<p><strong>John Lennon</strong></p>
<p>"É um herói para mim. <em>Jealous Guy</em> é uma das músicas mais bonitas desde sempre. Um dos caras mais talentosos da história do rock, tanto nos Beatles quanto em sua carreira solo".</p>
<p><strong>Kinks</strong></p>
<p>"Todo compositor quer compor uma música como <em>Set Me Free"</em>.</p>
<p><strong>Trashmen</strong></p>
<p>"Depois do sucesso de <em>Surfin' Bird</em>, pensamos em gravar outra faixa dos Trashmen. A ideia era gravar o lado B, <em>King Of The Surf</em>, mas não conhecíamos direito. Fui comprar, mas era duro de achar... aí emprestei de um cara, saímos para excursionar e não devolvi. Aliás, acabei perdendo o disco".</p>
<p><strong>Motorhead</strong></p>
<p>"Uma das bandas de que mais gosto. Lemmy é um estudioso de música e de história, pouca gente sabe... eu até o entrevistei ano passado para o meu programa de rádio".</p>
<p><strong>AC/DC</strong></p>
<p>"Adoro. Fui ver a última turnê deles e fiquei chapado... Angus ficou mais de duas horas batendo cabeça sem parar. Inacreditável".</p>
<p><strong>CONSELHO</strong></p>
<p>"Se você sabe o que é bom para você, deveria sair agora mesmo e comprar todos os discos dos Stooges".</p>
<p><strong>PUNK X METAL</strong></p>
<p>"Já fizemos muitas coisas esquisitas e enfrentamos muitas plateias hostis. Me lembro de 1980, quando fizemos uma excursão com o Black Sabbath. Foi Legal, mas o público se matava. Em San Bernardino, uma cidade interiorana cheia de motoqueiros caipiras, o show foi promovido como 'Os reis do punk contra os reis do heavy metal'. Foi uma guerra, choveram garrafas de uísque e carburadores na nossa cabeça. Chegou uma hora que falamos foda-se, Johnny mandou os caras tomarem no cu e saímos. No backstage, o stage manager disse que não via uma reação daquelas desde as primeiras turnês dos Rolling Stones. Para mim foi um dos maiores elogios que os Ramones poderiam receber".</p>
<p><strong>O FUTURO DO ROCK</strong></p>
<p>Jane's Addiction: "Perry Farrel é um gênio, um artista de verdade. Principalmente o novo disco, <em>Ritual De Lo Habitual</em>, é um dos mais diferentes, mais refrescantes que ouvi em muito tempo. Não ouço nada como <em>Three Days</em> desde os anos 60 - é uma verdadeira odisseia, cheia de camadas e instrumentos".</p>
<p><strong>A TURNÊ SUL-AMERICANA</strong></p>
<p>"A Argentina foi selvagem, fui atacado por uma multidão quando fui fazer um programa de rádio. Estou acostumado a enfrentar muita gente, dar autógrafos e tudo. Gosto de cruzar com os fãs, porque eles são... fãs. Mas aquilo era uma turba de animais, e estava sem nenhuma segurança. O programa foi legal, fiquei quase três horas. Mas o clima foi péssimo, me broxou completamente. No Brasil por enquanto está tudo cool... chegamos antes de ontem, e os shows têm sido animados. Vamos ver amanhã, parece que ainda não venderam todos os ingressos (Foi bom - A.F.)"</p>
<p><strong>BRASIL</strong></p>
<p>"O Brasil é ótimo... ahhh... uh... sei lá. O nosso show no Rio foi cancelado... mas tudo bem... algum dia ainda vou conhecer o Rio".</p>
<p><strong>INTEGRIDADE</strong></p>
<p>"Muita gente acha que entramos nos shows completamente chapados. Isso é um absurdo. Não poderíamos manter nosso nível de estamina e tocar como tocamos se estivéssemos malucos. Já depois do show, se for para tomar umas cervejas, tudo bem. O caso é que os Ramones são essencialmente uma banda de shows, nosso negócio é ao vivo. Cada dia tocamos para uma plateia diferente, e se o cara pagou pelo show, tem direito ao melhor que a banda pode oferecer. Nosso objetivo é fazer com que o garoto saia de um show dos Ramones pensando, 'caramba, este é o melhor show de rock 'n' roll que já vi em toda a minha vida".</p>
<p>Pois foi mesmo. R-A-M-O-N-E-S... RAMONES!</p>
<p>André Forastieri</p>
<p>(Colaborou André Barcinski)</p>
<p><strong>QUATRO HORAS E MEIA DE RÁDIO</strong></p>
<p>Todas as músicas foram escolhidas e comentadas por Joey Ramone, entre o catálogo do Brasil 2000 FM de São Paulo e mais uns cem discos e CDs que levamos. Cobre do início dos anos 60 a 91, com ênfase no final dos 60, glitter rock e punk. A lista está na ordem e com os intervalos originais.</p>
<p>SET 1 - Rock 'n 'roll</p>
<p><em>Ramones</em> Motorhead</p>
<p><em>Ignorance Is Bliss</em> Ramones</p>
<p><em>TV Eye</em> Stooges</p>
<p>("Os Stooges soltavam a fera que existe dentro das pessoas")</p>
<p>SET 2 - Mais rock</p>
<p><em>Trash</em> New York Dolls</p>
<p><em>Heatseeker </em>AC/DC</p>
<p><em>What Do I Get</em> Buzzcocks</p>
<p><em>Search And Destroy</em> Stooges</p>
<p><em>God Save the Queen</em> Sex Pistols</p>
<p><em>Love Kills</em> Ramones</p>
<p>("Essa é do Dee Dee. Íamos gravar para o filme <em>Sid And Nancy</em>, mas aquele Alex Cox é meio mau-caráter")</p>
<p>SET 3 - Mais rock ainda</p>
<p><em>Ace Of Spades</em> Motorhead</p>
<p><em>Cesspools In Eden</em> Dead Kennedys</p>
<p><em>Can Your Pussy Do The Dog?</em> Cramps</p>
<p><em>End Of The World</em> X</p>
<p><em>Psycotherapy</em> Ramones</p>
<p><em>Welcome To The Jungle</em> Guns N'Roses</p>
<p>("Essas duas tinhas que ser tocadas juntas. Falam das mesmas coisas: é um mundo escroto lá fora, mas temos que segurar a onda. We're making the best of it")</p>
<p>SET 4 - Intervalo abobrinha</p>
<p>Tema do Picapau</p>
<p><em>Somebody Put Something In My Drink</em> Ramones</p>
<p>SET 5 - Glitter, parte A</p>
<p><em>Cum On Feel The Noize</em> Slade</p>
<p>("Os maiores e mais barulhentos da época")</p>
<p><em>Rock On</em> T. Rex</p>
<p>("Chegamos a conhecer Marc Bolan, que era joia. Foi numa festa, todos os punks estavam lá... John Lydon levou sua mãe. Marc morreu logo depois")</p>
<p><em>School's Out</em> Alice Cooper</p>
<p>("Meu herói. Minha principal influência, quando comecei a cantar com minha primeira banda, o Sniper, em 73. O cara mais nojento, na época")</p>
<p><em>Satellite Of Love</em></p>
<p>Lou Reed</p>
<p>("Prefiro as coisas solo, mais que o Velvet, Berlin é uma obra-prima")</p>
<p><em>Mamma Weer All Crazy Now</em> Slade</p>
<p><em>Do You Wanna Touch Me</em> Gary Glitter</p>
<p><em>Ballroom Blitz</em> Sweet</p>
<p><em>I Love You</em> Lou Reed</p>
<p><em>All The Young Dudes</em> Mott The Hoople</p>
<p><em>Starman</em> David Bowie</p>
<p>("É do Ziggy Stardust, que é um fucking great álbum. Compre")</p>
<p>("Acho repugnante essas bandas cheias de clones, todos iguais, tocando igual, sem talento, que ficam posando de glitter. Caras como Poison e Warrant e tal")</p>
<p>SET 6 - Baladas</p>
<p>("Se eu estivesse ouvindo esse programa, estaria gozando no céu. Estamos expandindo sua mente para coisas mais legais!"</p>
<p><em>Jealous Guy</em> John Lennon</p>
<p><em>Don't Worry Baby</em> Beach Boys</p>
<p><em>Set Me Free</em> Kinks</p>
<p><em>Waterloo Sunset</em> Kinks</p>
<p><em>1916</em> Motorhead</p>
<p>SET 7 - 60, 70, 70 , 60</p>
<p><em>King Of The Surf</em> Trashmen</p>
<p><em>Sunday Girl </em>Blondie</p>
<p><em>Shakin' Street </em>MC 5</p>
<p><em>Pipeline</em> The Chantays</p>
<p>SET 8 - The end</p>
<p><em>Three Days</em> Jane's Addiction</p>
<p><em>Looking At You</em> MC 5</p>
<p><em>I Wanna Be Sedated</em> Ramones</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/04/jramone4.jpg"><img class="size-full wp-image-4901 aligncenter" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2011/04/jramone4.jpg" alt="jramone4 RONDA NAS ONDAS" width="400" height="285" title="RONDA NAS ONDAS" /></a></p>
<p>(Artigo originalmente publicado na revista Bizz, julho de 1991; muito obrigado a Marco Bissoli que enviou o texto).</p>
<p><strong>Veja mais:</strong></p>
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<p><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Onde uma moça negra já esteve</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aasousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Bizz]]></category>
		<category><![CDATA[Living Colour]]></category>
		<category><![CDATA[negra]]></category>
		<category><![CDATA[negro]]></category>

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		<description><![CDATA[  Quando eu trabalhava na Bizz, início dos anos 90, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-559 aligncenter" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2009/10/nichelle_nichols.jpg" alt="nichelle nichols Onde uma moça negra já esteve" width="300" height="353" title="Onde uma moça negra já esteve" /> </p>
<p>Quando eu trabalhava na Bizz, início dos anos 90, tínhamos muita liberdade. Mas não a liberdade de colocar um negro na capa. Tentávamos de vez em quando, mesmo assim.</p>
<p>Lembro de brigarmos por uma capa do Living Colour. Um dos chefes lá barrava: “negro em capa de revista não vende”.</p>
<p>Nunca saberei se Prince ou Jimi Hendrix venderiam muitos exemplares da Bizz, porque em todo o tempo que eu estive lá a capa só teve brancos e brancas.</p>
<p>Também não foi um grande problema, sério. Porque de fato rock é coisa de branco. Se você fizer uma lista com dez artistas de rock de primeiro time que são ou foram negros, te dou um doce. </p>
<p>Nem acho que era racismo do chefe ou da empresa. Era um fato da vida, um pressuposto comercial. Lembrei disso quando vi as duas revistas masculinas mais vendidas do Brasil, Playboy e VIP, com negras na capa.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-563" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2009/10/Silva_Ildi_AgNews2.jpg" alt="Silva Ildi AgNews2 Onde uma moça negra já esteve" width="473" height="388" title="Onde uma moça negra já esteve" /></p>
<p>Tá certo que nenhuma das duas é uma crioula retinta. São mulatas. Ildi Silva, da VIP, é o que os americanos chamam de “high yellow”, quase branca. Juliana Alves, na Playboy, já passaria na gringa como diva do hip-hop.</p>
<p>São, as duas, maravilhosas. Homem brasileiro tem cada um lá seus gostos, mas nunca vi um que não caia por uma mulata.</p>
<p>O pressuposto comercial é que elas vão vender bastante revista. A vida da maioria parda e preta da população pode continuar sendo bem difícil, mas o Brasil mudou.</p>
<p>Taís Araújo, sem mostrar as partes, também está na capa de todas as revistas. Porque é a primeira protagonista negra de uma novela das oito (das nove?). Vive uma modelo. Convence, de tão magra.  </p>
<p> É um marco. Como o ano quando Denzel Washington e Halle Berry faturaram Oscars.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-565" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2009/10/dejavu_221.jpg" alt="dejavu 221 Onde uma moça negra já esteve" width="420" height="280" title="Onde uma moça negra já esteve" /></p>
<p>Para mim, que sou branco, nem tanto. Mas vá perguntar para uma adolescente negra se ela não está orgulhosa de ver tanta pele preta nas capas das revistas.</p>
<p>Agora: além de branco, sou chato, então queria ver Taís, ou Ildi, ou Juliana, ou qualquer jovem negra brasileira na televisão em uma posição de poder. Pode ser gostosa, não tem problema.</p>
<p>Digamos, como tenente de uma nave espacial no século 23. Muitos anos atrás, a comediante Whoopi Goldberg disse que devia sua carreira a uma única coisa. Ter visto na televisão uma jovem negra, bonita, inteligente e segura de si, tratando os brancos de igual para igual.</p>
<p><img class="size-full wp-image-557   aligncenter" src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2009/10/Alves_Juliana_AgNews.jpg" alt="Alves Juliana AgNews Onde uma moça negra já esteve" width="300" height="425" title="Onde uma moça negra já esteve" /></p>
<p> Era Nichelle Nichols, a Tenente Uhura de Jornada nas Estrelas. Quando viu Nichelle na TV, Whoopi, menina, saiu gritando pela casa, “Mãe! Mãe! Tem uma moça negra na televisão e ela não é empregada!”</p>
<p>Muitas outras garotas negras, nos Estados Unidos e pelo mundo afora, se inspiraram em Nichelle.</p>
<p>Uma outra famosa é a médica Mae Jemison, a primeira astronauta negra.</p>
<p>Mae foi recrutada por um programa do qual Nichelle fazia parte - não de televisão, mas da NASA - com o objetivo de atrair minorias (ou seja, não-homens-brancos) para serem astronautas.</p>
<p>Whoopi e Mae pagaram suas dívidas depois, atuando em Jornada nas Estrelas: A Nova Geração.</p>
<p>Nichelle cresceu de classe média, mas seu negócio era o mundo artístico. Cantava bem. Excursionou com as bandas de Duke Ellington e Lionel Hampton. Foi coelhinha da Playboy para pagar as contas. Fez teatro. Tinha trinta e tantos quando foi escalada para Jornada nas Estrelas.</p>
<p>Olha ela aqui e cantando!</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/coc4uWi8R9U&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/coc4uWi8R9U&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Depois de um ano de série, Nichelle resolveu sair, porque o papel era muito pequeno. O líder pelo direito dos negros, Martin Luther King, a convenceu a ficar. Justamente porque era um símbolo positivo, um “role model”: a única negra em posição de respeito na TV.</p>
<p>Ficando, seria a primeira de muitas. “Depois dessa porta abrir, nunca mais se fechará”, disse King.</p>
<p>O engraçado é que Uhura também foi a primeira atriz negra que eu vi na televisão, fazendo papel que não era de empregada, nem escrava em novela de época.</p>
<p>No Brasil, nos anos 70. Nichelle fará 77 anos no próximo 28 de dezembro. Está uma velhinha esperta e, por que não, sexy.</p>
<p> Mas para mim ela terá para sempre uma tenente de comunicações de 35 anos, olhar sério, botas longas, um minivestido vermelho e um coque antigravitacional. Quem diz que moças negras não são capazes de inpirar garotinhos brancos?</p>
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		<title>A ONU provou hoje que o brasileiro é burro. Mas quem lê este blog é inteligente</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 16:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Bizz]]></category>
		<category><![CDATA[IDH]]></category>
		<category><![CDATA[neil gaiman]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu disse que o brasileiro é burro. É uma média. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu disse que o brasileiro é burro. É uma média. Não quer dizer que todos os brasileiros são burros.</p>
<p>O povo que postou comentários no meu artigo, por exemplo, é bem inteligente. A maioria, claro. Sempre tem umas antas com argumentos tipo “burro é você, vai morar na gringa” etc.</p>
<p>Isso foi ontem.</p>
<p>Hoje foi divulgado que o Brasil ficou em 75º lugar, em um ranking global do IDH (índice de desenvolvimento humano).</p>
<p>Estamos quase na virada entre a primeira e a segunda metade dos 182 países avaliados pela ONU.</p>
<p>O coordenador do relatório desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Flávio Comim, explica como a décima maior economia do mundo está em 75º quando se trata da qualidade de vida de sua população.</p>
<p>Nossos principais problemas: saúde e educação. Que são interligados, claro. Temos uma altíssima taxa de mortalidade infantil.</p>
<p>Especialmente entre crianças filhas de mães sem nenhum acesso à educação - neste caso, as taxas de mortalidade infantil chegam a 119 por mil nascidos vivos.</p>
<p>“É um número maior do que os de muitos países africanos”, diz Flávio.</p>
<p>Filho de mulher burra morre mais - dava uma boa manchete do saudoso <em>Notícias Populares</em>.</p>
<p>Essa é uma das grandes explicações para morrermos tão cedo. A expectativa de vida é de 72 anos em média, dez anos menos que a japonesa.</p>
<p>E nossa educação? Somos o país 71 do ranking de 182. Está convencido de que somos burros?</p>
<p>Eu estou e não tenho problema nenhum de reconhecer minha burrice. O tamanho da minha ignorância só é sobrepujado pela minha preguiça de minimizá-la. Tenho lá meus espasmos autodidatas.</p>
<p>Mas na prática me eduquei sobre alguns temas - um pouco de história e geografia, um pouco de economia, um teco de culinária, o arroz com feijão de história da arte, o beabá da tecnologia.</p>
<p>E me escondi medrosamente de outros - ciência mesmo, física, química, biologia, botânica. Fiz como todo mundo, o que me foi mais fácil.</p>
<p>Por isso que um ano atrás, quando Tomás foi mudar de escola, decidi que a perfeita para ele seria uma que fosse muito boa de ciências e de esportes. Porque o resto eu estimulo ele a gostar... mas não achei a que eu queria.</p>
<p>Como você vê, além de burro, sou preguiçoso.</p>
<p>E a prova definitiva é que depois de um ano de pré-primário na Cigarrinha, sete anos na EEPG Barão do Rio Branco, mais quatro no Colégio Luiz de Queiroz (pago), sempre na gloriosa Piracicaba, e de conseguir entrar na USP duas vezes (jornalismo e história), sou o famoso “curso superior incompleto”.</p>
<p>Jornalismo, que fiz algum esforço para completar, abandonei porque era inútil e, principalmente, chato.</p>
<p>História fui um dia e nunca mais voltei. Devo ser um raro caso de duplo jubilamento na USP, mas nunca me mandaram nenhuma cartinha...</p>
<p>Dos 75 comentários até agora, alguns simplesmente concordam ou discordam do meu texto. Que é uma provocação assumida; por que tem gente que fica se abespinhando à toa?</p>
<p>Os comentários mais úteis para a nossa missão impossível - encontrar algo que preste na educação nacional - são os que vão além das palmas e das pedras.</p>
<p>Os que sugerem algum curso de ação ou dão um depoimento iluminador.</p>
<p>Como o Joaquim, professor de matemática que abandonou a profissão porque não quer ensinar para quem não quer aprender.</p>
<p>Ou o Miguel, que acerta um alvo importante ao criticar pais que querem fazer um filho "supervencedor”.</p>
<p>O pobre Washington, estudando 1ª Guerra Mundial no terceiro colegial.</p>
<p>O Mário Meletti, que lembrou uma ideia de lei genial do Cristovam Buarque, que obrigaria políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas.</p>
<p>A professora Vera Menezes, tentando enfrentar a sedução que traquitanas tecnológicas exercem sobre a molecada.</p>
<p>Viviane sugere entrevistar o povo da UNE - sorry, querida, vou pular essa.</p>
<p>Ana Luisa mata a charada: as escolas brasileiras são chatas pra burro, e por isso são feitas pra burro.</p>
<p>Meu favorito, naturalmente, é o (a?) Luxorum, que me chama de “meu grisalho charmoso favorito”. Tobrigado!</p>
<p>Também tem o pedagogo Igor, dizendo que “burrice não existe”. Existe sim, Igor, porque sua afirmação para mim é incompreensível.</p>
<p>Tem o Diogo, que disse que sou idêntico ao Diogo Mainardi. Que isso, ele escreve muito melhor e eu sou bem mais velho (na verdade só pareço, o que é pior).</p>
<p>Mas qualquer fã de Ivan Lessa e Paulo Francis sai ganhando ponto comigo.</p>
<p>E tem um ou outro cobrando “então, qual é a sua proposta?”</p>
<p>Eu detesto quando me cobram proposta.</p>
<p>Não sou candidato a nada. Não tenho que ter proposta porcaria nenhuma. Jornalista a favor é assessor de imprensa.</p>
<p>Mas vá lá, esse é o mês de fazer uma força para acreditar que meu filho pode ter uma educação decente neste país.</p>
<p>Então, vou tentar ser positivo. Vamos atrás das sugestões e dicas.</p>
<p>Agradeço.</p>
<p>A gente podia entrevistar o Cristovam Buarque. Ideia excelente, será que ele topa falar comigo?</p>
<p>Ótima dica do Bruno Ribeiro, conversar com a diretora Ana Elisa Siqueira.</p>
<p>E o Anderson encomenda uma maneira de educar filho sem pagar escola. Boa pauta. Também, o cara sabe como eu penso, é meu leitor desde a Bizz - pô, essa relação já dura mais que muitos casamentos, heim?</p>
<p>E ótima dica é ler Neil Gaiman, que realmente é o autor da citação que Ramon observou:</p>
<p><img src="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/files/2009/10/neil_gaiman.jpg" alt="neil gaiman A ONU provou hoje que o brasileiro é burro. Mas quem lê este blog é inteligente" width="277" height="236" title="A ONU provou hoje que o brasileiro é burro. Mas quem lê este blog é inteligente" /></p>
<p>“I’ve been making a list of the things they don’t teach you at school.</p>
<p>They don’t teach you how to love somebody.</p>
<p>They don’t teach you how to be famous.</p>
<p>They don’t teach you how to be rich or how to be poor.</p>
<p>They don’t teach you how to walk away from someone you don’t love any longer.</p>
<p>They don’t teach you how to know what’s going on in someone else’s mind.</p>
<p>They don’t teach you what to say to someone who’s dying.</p>
<p>They don’t teach you anything worth knowing.”</p>
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