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Posts com a tag: restart

Publicado em 21/09/2010 às 14:00

O rock brasileiro precisa morrer

(Rendeu aqui no blog e no Twitter minha defesa de que o Restart é rock de verdade. Muita gente a favor, muita gente contra, e muita gente que discordou, mas achou interessante, o que me deixou bem satisfeito. Várias pessoas lembraram de um texto que toca em pontos similares, e defende posição contrária, do camarada Vladimir Cunha, com quem algum dia vou fazer um documentário - ele já fez um sensacional, Brega S.A, sobre o tecnobrega paraense. Não vou nem linkar, vou republicar aqui e pronto, que é pra facilitar sua vida. Leia o texto a seguir. E siga Vlad no @vcunha).

Tecnicamente, o rock é um negócio limitado pra caralho. E, justamente por conta disso, ele sempre foi movido por sua capacidade de gerar possibilidades, sejam elas de fuga ou de autoafirmação. O poder mobilizador do rock não está em uma resposta consciente a uma determinada construção simbólica.

A música não arrebata ou emociona pelo seu aspecto formal e sim pelas possibilidades de criação que permite ao ouvinte. Nos últimos 50 anos, o que o rock pôde oferecer nesse sentido sempre foi mais interessante do que aquilo que ofereceu como expressão artística.

É o que explica a sua necessidade de reinvenção e conflito consigo mesmo, na qual está metido desde que, dos anos 60 em diante, gerações de músicos floresceram negando umas às outras, conflitando símbolos e pontos de vista, oferecendo aos ouvintes um ciclo contínuo de morte e renascimento.

Foi preciso que a invasão britânica fornecesse um novo ponto de vista ao rock’n’roll para que, a partir dela, todos os subestilos do rock se desenvolvessem na segunda metade dos anos 60.

E quando os códigos e paradigmas dessa mesma geração se transformaram na pretensão vazia e elitista do rock progressivo – que fornecia escapismo, mas não diversão e catarse -, surge o punk rock, pronto para criar um novo horizonte de possibilidades para os jovens sem futuro de todo o mundo.

Quando não se tem isso, trata-se apenas de música pop no seu pior sentido, um produto da indústria do entretenimento com propósito e vida útil bastante definidos.

Agora imagine que você é um garoto de 12 anos, ainda meio confuso com os pentelhos crescendo, as espinhas na cara e o súbito interesse por meninas da rua, curando com muita punheta e site de mulher pelada o fato de que todas elas o acham um Zé Mané.

Você não é mais criança, mas também não é adulto e precisa encontrar uma trilha sonora decente para esse período de turbulência. Você sintoniza uma “rádio rock” qualquer, liga a TV e ai vem a pergunta: que possibilidades de criação, revolta e catarse oferece a você o rock brasileiro dos anos 00?

Provavelmente nenhuma. Essa foi a única resposta que passou pela minha cabeça enquanto via a banda Cine lançar o clipe de Garota Radical, seu primeiro single, uma overdose de cores cítricas e penteados mirabolantes na qual os músicos são apresentados como se fossem caixas de sabão em pó.

A produção profissional e higiênica ocupa tanto espaço que não existe aqui nenhuma brecha para a criação de um novo olhar. Mas, espertamente, e por ser um produto voltado para adolescentes do sexo feminino, a imaginação foi deliberadamente substituída pela fantasia, seja ela sexual ou afetiva.

É assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 2000: como um veículo de satisfação imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e não em imaginação e força criativa, não possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percepção.

NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande… todos esses grupos apresentam-se apenas como produtos da indústria cultural e como uma caricatura de transgressão e não como proponentes de novas possibilidades de criação.

Quando o mundo é uma merda

Junho de 2008. No estúdio VIP do Mosh, um megacomplexo de estúdios de gravação na Barra Funda, em São Paulo, Marcelo Nova reclama da nova geração do rock brasileiro enquanto Marcão e Paciência – que, junto comigo, vieram gravar um depoimento do músico sobre o disco Viva!, do Camisa de Vênus, para o último episódio de 2008 do Discoteca MTV – arrumam a luz e posicionam as câmeras.

“O problema, cara”, grita Marcelo, agitado, “é que o adolescente PRECISA gritar que o mundo é uma merda porque quando você é adolescente o mundo É UMA MERDA. Mas quem quer gritar hoje em dia que o mundo é uma merda? NINGUÉM, PORRA!”

O homem não para quieto. Enquanto fala, se mexe de um lado para o outro, dando um trabalho da porra para Marcão, cada vez mais agoniado na impossibilidade de acertar a luz e a marcação das câmeras. E então dá um pulo da cadeira quando me ouve falar a palavra “emo”.

“Aí não… emo é foda. Esse negócio de emo me torra a porra do saco. Pega essas bandinhas aí… tudo com aquele cabelinho, aquele… aquele sebo no cabelo, aquela seborreia…”, diz ele de pé, gesticulando sem parar, eu dando risada, sem coragem de pôr ordem no recinto, “Levei um chifre’, ‘ai meu cu’, ‘ai não sei o quê’… porra, isso não é rock, meu filho. Isso é uma porra de SERTANEJO DISFARÇADO. PUTAQUEOPARIU!”.

Ele sabe do que está falando. Afinal, teve o ímpeto de gritar que o mundo era uma merda. E de me fazer, aos 12 anos, em 1986, criar um novo paradigma pessoal a partir das músicas que gravou com o Camisa de Vênus, aquele rock sombrio e barulhento com letras sobre estupro e morte; sobre yuppies em crise de identidade; capaz de misturar em uma mesma música marxismo, Jesus Cristo, Freud e pós-punk.

Foi por meio do Camisa de Vênus que comecei a negar o pop brasileiro dos anos 80 e me interessar pelo movimento punk – na falta de um rótulo melhor a imprensa brasileira da época associou Marcelo e companhia a bandas como The Clash e Sex Pistols. E foi o punk que me levou à new wave, ao skate, ao pós-punk, ao thrash metal e ao hardcore.

É por isso que não canso de me perguntar qual é a do rock brasileiro nos anos 2000. Acomodado nos já não tão confortáveis braços da indústria da música, cada vez mais combalida pela pirataria, ele se apresenta apenas como um acessório estético de revolta controlada, que não avança em suas proposições justamente por se conformar aos jogos de poder e mercado.

Como o pop supostamente sensível do Capital Inicial, dos anos 80, mas renascido nos anos 2000 e cada vez mais semelhante a um livro de autoajuda para adolescentes em crise, e a fantasia “sex, drugs & rock’n’roll” do Cachorro Grande, milimetricamente sujos e descuidados, como se os Rolling Stones tivessem surgido repentinamente do provador de um brechó da Benedito Calixto direto para um editorial do curso de moda da Fundação Álvares Penteado.

Ou mesmo a suposta dureza de CPM 22, Fresno e NXZero, com suas tatuagens e visual estilizado, que se confrontam com o vazio do discurso e a ausência de imaginação, abraçando como única razão de sua existência a trilha sonora de uma adolescência conformada.

Hora de voltar ao clipe do Cine. Um pop de videogame em cores berrantes como um vídeo de aeróbica da Jane Fonda. O que a banda oferece é saturação sensorial e fantasias afetivas vagas, porém em quantidade suficiente para estimular as primeiras explosões hormonais de meninas recém-saídas da infância.

É uma história de amor com começo, meio e fim, envolvendo o vocalista aloirado e a Garota Radical que empresta seu nome à música. Um telão espalha abstrações pelo cenário e a banda dá uns pulinhos como um enxame de clones de Mario Bros. E quando sobe o aviso de game over, o impacto é tão profundo quanto o de um comercial de pasta de dentes.

O fim da História

Pra mim, o rock brasileiro acabou em 1991, quando Paralamas do Sucesso e Titãs lançaram os seus piores discos até então, respectivamente Os Grãos e Tudo Ao Mesmo Tempo Agora. Logo depois, o Nirvana dominou o mundo.

Em comparação com o trio de Seattle, QUALQUER rock feito no Brasil soava anacrônico, mofado e desprovido de sentido (Sepultura corria por fora e é uma outra história). O Capital Inicial e a infame Mickey Mouse em Moscou só nós deram mais certeza de que, naquele momento, era necessário virar as costas para o país.

 capital BLOG O rock brasileiro precisa morrer

Foram precisos três anos, duas bandas de Pernambuco, quatro moleques de Brasília e um bando de maconheiros do Rio de Janeiro para que fosse possível confirmar a viabilidade de uma música pop genuinamente brasileira.

O mangue bit, os Raimundos e o Planet Hemp mudaram tudo ao cruzar gêneros, desafiar convenções de mercado e estabelecer um novo padrão de composição, que fugia do rock, se aproximava do rap e tinha como referência as contradições das grandes cidades brasileiras.

Suicidal Tendencies e forró, hip-hop e a malandragem da Lapa, skate e maracatu. Ídolos pop de uma linhagem suburbana, a continuação pós-moderna do imigrante que enxerga a metrópole a partir de uma perspectiva muito particular. Cabelo carapinha, pele escura e dreadlocks em choque com o arianismo gélido e encapotado do rock dos anos 80.

Mas a onda que quebraria com toda a força em 1994 recuou e se diluiu, ainda que seus respingos estejam por aí. E o ciclo de destruição pop se repete quando a música jovem feita hoje no Brasil, pelo menos a que se impõe no mainstream, surge da negação da década passada ao abraçar o rock tradicional da mesma maneira que a geração dos anos 80.

O som é californiano e o padrão estético a ser perseguido não está na periferia das cidades brasileiras e sim nos subúrbios norte-americanos; sejam eles reais, idealizados ou mesmo replicados de maneira pobre nos condomínios de São Paulo e da Barra da Tijuca.

A saída pode estar na nova eletrônica brasileira do Montage, dos tecnobregas de Belém do Pará, do Bonde do Rolê ou até mesmo na nova MPB feita pela vanguarda paulistana, liderada por Curumin, Céu, Lucas Santana e Fernando Catatau. Mas, mesmos estes, parecem pequenos e segmentados demais para fazer algum barulho fora do gueto chique da Vila Madalena.

Enquanto isso, o rock brasileiro – ou o pop, caso seja preciso usar um termo mais amplo – continua devendo uma nova possibilidade de criação e uma nova construção de significados. Só assim será possível dar vazão à vontade adolescente de gritar que o mundo é uma merda.

Vladimir Cunha é jornalista e assina o blog Tudo Joia

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Publicado em 17/09/2010 às 15:00

Restart é rock de verdade

restart vmb orlandooliveirafranciscocepeda ok Restart é rock de verdade

O Restart ganhou tudo no VMB 2010. Parabéns. Explicação: ganhou porque é rock de verdade. Rock é tudo aquilo que um jovem ama e seus pais desprezam. Pode ser um corte de cabelo, um tipo de roupa, um grupo de amigos, até música, e preferencialmente tudo junto.

Rock é rebelião adolescente. Arte, poesia, sucesso, “tocar bem” etc. são outros papos, e irrelevantes. Esses dias um camarada me cumprimentou por explicar neste blog por que essas bandas tipo Restart, Cine etc. são o verdadeiro rock de 2010, e não os alternativos que tocam em festivais, muito menos os tiozinhos dos anos 80.

Horas depois, duas colegas de trabalho na casa dos vinte e poucos me contavam de shows que viram dos Titãs, Paralamas, um tributo a Legião Urbana. Fiz cara de comigo não, violão.

Mas Forasta, você não gosta disso? Daquilo? Daquele outro? Hmm, não. Me rendo ao Capital Inicial, a única banda de sua geração ainda relevante, e falando com jovens, não sessão nostalgia para quarentões.

E disse isso para o Dinho um ano e tanto atrás. Mas não ouço Capital, não é e nunca foi para mim. A amiga me contou que viu um show dos Paralamas terrivelmente desanimado, o público sentado em mesas.

Eu, que me lembro dos Paralamas quando eram pra pular, achei estranhíssimo. Horas depois, na mesa de bar, a piada politicamente incorreta: só porque o Herbert não pode mais levantar, todo mundo tem que assistir o show sentado?

Hei, vibrei com Cabeça Dinossauro, e Camisa de Vênus, e Selvagem!, e, vá lá, me dá um apertinho no coração se esbarro com “Índios” na rádio. Os roqueiros mais velhos, irmãos dos meus amigos achavam tudo uma porcaria, porque mal tocado - bom era rock progressivo, Genesis, Yes etc.

Eram bandas formadas por pessoas ligeiramente mais velhas, só o suficiente para eu estar na plateia e eles no palco, e muitas vezes palquinhos minúsculos. Não são da minha geração - compartilham com jornalistas um tico mais velhos, alguns bons amigos meus. E isso explica muita coisa.

Os cinco anos que me separam da geração 80 do rock brasileiro, e da geração de jornalistas de cultura e/ou música equivalente, são uma vala intransponível. Esses caras passaram a adolescência, o colegial, nos anos 70, na ditadura militar.

Ser do contra era gostar do que seus pais, e os milicos, não gostavam - ser ripongo, de esquerda (mas não do PC; Libelu era a opção mais descolada; assunto para outro dia), tomar chá de cogumelo e, se interessados por música brasileira, idolatrar e emular Caetano e Gil, que na época não faziam sucesso.

Sério. Caetano e Gil eram artistas “alternativos” na segunda metade dos 70. Os anos de relevância da Tropicália iam longe. Os sucessos radiofônicos eram memória distante.

A chave só virou em 1979/1980, com o reempacotamento de Caetano e Gil, e também Rita Lee, Cor do Som etc. para as novas gerações.

Bem, em 1980 eu fiz 15 anos, e troquei Beatles e Pink Floyd e KC & The Sunshine Band por B-52's, Devo, Tom Petty, Clash etc., e nenhum artista brasileiro falava comigo, muito menos esses baianos cabeludos.

Nunca confie num hippie, era o slogan punk, e eu era só um molequinho piracicabano, mas comprei essa de coração. Música brasileira 1980-1985 era o que eu assistia no Cassino do Chacrinha e boa.

Claro que o rock dos anos 80 produziu boas canções e momentos de reverberação cultural. Mas nunca me pegaram pelas tripas. O que me facilitou muito a vida quando “militei” no jornalismo musical, Folha e Bizz e General, 1988-1995.

Eu não era da turma, e me sentia muito à vontade para caçoar das bandas, com a crueldade gratuita de quem não quer ser aceito. Em toda a geração 80 do rock e do jornalismo cultural se vê essa marca dos 70.

Nem Renato Russo você curte, perguntou minha colega de trabalho. Depois de Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo? Nem Cazuza e Lobão? Não.

Existe ótima música no Rio, mas não rock, porque no Rio não há ruptura - tudo é absorvido organicamente, cooptado e perfumado para divertir a corte.

Pensei por pouco tempo que talvez tivesse encontrado minha geração aos 25, 27 anos, com a chegada à cena dos Raimundos, Skank, Nação Zumbi etc. Durou pouco.

Depois que vi Gil em 1995, aliás em um VMB, arrotando que tinha descoberto o Mangue Beat, e Chico Science sorrindo ao lado, aquiescendo, baixando a cabeça...

Essa vala geracional intransponível que me separou do rock dos 80 existe também entre as teens doidas pelo Restart e minhas colegas de trabalho de vinte e poucos. Impossível o diálogo.

Apedrejar o Restart - ou Elvis, os Beatles, o RPM ou Luan Santana - pela paixão de suas fãs é inútil. O Restart é a rebelião adolescente do momento.

Se você não é mais adolescente, o problema é seu. Cinco anos me separam da geração rock 80. São irmãos mais velhos, com outro jeito de se rebelar, que me diz pouco, e que questiono automaticamente.

Não discuto talento, vendas, a letra melhor ou pior, a melodia; nem que eles tenham dito - e digam, muito a muitas pessoas.

Falo de viver e sentir. Meu coração vibra em três acordes.

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Publicado em 08/06/2010 às 13:16

Vivendo em Marte

Meu amigo confessou: quando vejo esses emo na rua, tenho vontade de dar um tapão na orelha. Estranhei: mas você que era roqueiro e cabeludo 20 anos atrás? Que os coroas olhavam de lado e os punks queriam cobrir de porrada? Ele: pois é. Ai se meu filho me aparecer com aquele cabelinho na testa.

Isso é sinal que o emo funciona para exatamente o que ele precisa funcionar: é exclusivo para jovens (já viu quarentão emo?) e horroriza os pais. Prova que emo é rock. Pop não escandaliza pai. Se você tem menos de 25 anos e seu pai e você gostam da mesma banda, ela é pop. Mesmo que seja a coisa aparentemente menos pop do mundo. Mesmo que a banda seja formada pelos caras mais escrotos e agressivos do planeta.

Mas tem um elemento extra na equação - o X da questão. Os emo são andróginos, sexualmente ambíguos. Meninos e meninas se vestem, se penteiam, se maquiam de maneira semelhante. Claro que nem todo emo é gay. Mas fica lá uma sugestão, um arzinho provocativo, que preocupa pais, que cutuca os colegas caretas, que não dá muito bem para entender.

Isso é novo? É mais velho que andar pra frente, tão velho quanto Elvis, pelo menos. Os rockers durões da Inglaterra, greasers, achavam os Beatles e seus fãs um bando de florzinhas. Fãs de hard rock implicaram com punks todos fantasiados. Headbangers zoaram com new romantics. Tem uma tensão permanente no universo pop entre homens que fazem questão de parecer muito hetero e homens que não - sejam homossexuais ou não.

David Bowie conta uma boa. Quando deixou de lado as ambições de trovador folk e resolveu se glamurizar, sua banda não o acompanhou de cara. Nos primeiros shows em que eles encarnavam um grupo de roqueiros alienígenas - Ziggy Stardust and The Spiders from Mars - só Bowie se maquiava e usava roupas escandalosas.

“Os Spiders eram caras travadões do interior, jamais passariam blush e batom. Mas quando viram o efeito do makeup sobre as garotas - e garotos - que berravam na primeira fileira, todos passaram a se produzir. Até mais que eu.”

Talvez seja por isso que essas bandas de machões só fazem sucesso entre machões. E os artistas - pop ou rock - que projetam uma imagem sexual mais provocativa façam mais sucesso com as garotas. E garotos, claro.

Agora, 2010, ainda tem muito emo por aí, mas já tem uma coisa que pentelha mais os pais que ter um filho emo. Que é seus rebentos serem fãs dessas bandas novas, teen, coloridas, felizes. O que é mais chato para um pai que gostava de Clash ou Metallica ou Nirvana que ter uma garotinha de 13 anos que vive e morre pelo Cine ou pelo Restart?

É assim mesmo. É bom sinal. A molecada está no caminho certo. Nós é que estamos desmemoriados. Quando a gente passa de uma certa idade, difícil lembrar que ser jovem é como viver em marte.

Clique aqui e assista ao vídeo

Life On Mars

It's a god-awful small affair
To the girl with the mousy hair
But her mummy is yelling "No"
And her daddy has told her to go
But her friend is nowhere to be seen
Now she walks through her sunken dream
To the seat with the clearest view
And she's hooked to the silver screen
But the film is a saddening bore
'Cause she's lived it ten times or more
She could spit in the eyes of fools
As they ask her to focus on

Sailors fighting in the dance hall
Oh man! Look at those cavemen go
It's the freakiest show
Take a look at the Lawman
Beating up the wrong guy
Oh man! Wonder if he'll ever know
He's in the best selling show
Is there life on Mars?

It's on Amerika's tortured brow
That Mickey Mouse has grown up a cow
Now the workers have struck for fame
'Cause Lennon's on sale again
See the mice in their million hordes
 From Ibiza to the Norfolk Broads
Rule Britannia is out of bounds
To my mother, my dog, and clowns
But the film is a saddening bore
'Cause I wrote it ten times or more
It's about to be writ again
As I ask you to focus on

Sailors fighting in the dance hall
Oh man! Look at those cavemen go
It's the freakiest show
Take a look at the Lawman
Beating up the wrong guy
Oh man! Wonder if he'll ever know
He's in the best selling show
Is there life on Mars?

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