Muito além do trauma físico

motos Muito além do trauma físico

Foto: Nilton Fukuda/04.03.2008/AE

Estudo do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas da  Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) avaliou as consequências de acidentes de moto nas vidas dos pacientes internados no IOT. Segundo Katia Campos dos Anjos, assistente social autora do estudo, os acidentes provocam  mudanças profundas nos aspectos psicológico, físico e financeiro, além da vida social e familiar.

A pesquisa (quantitativa e qualitativa) foi desenvolvida entre 2009 e 2010. Foram avaliados 68 pacientes, maioria entre 18 e 29 anos, hospitalizados no IOT em decorrência de acidentes de moto. A dinâmica familiar de 83,8% dos acidentados foi alterada após o acidente; 94,1% necessitaram de cuidados e, entre estes, 41,2% contaram com auxílio da mãe. Em 17,6% dos casos, familiares precisaram deixar de trabalhar ajudar os acidentados. A maioria deles precisou de auxílio para locomoção, alimentação e banho.  Algumas lesões levam tempo para cicatrização e recuperação total, sendo necessário repouso, fisioterapia e longo acompanhamento médico.

Observou-se que  39,7% dos acidentados usavam a motocicleta como ferramenta de trabalho, e 50% utilizavam  o veículo como meio de transporte. Mais de 70% não retorna ao trabalho após seis meses do acidente. Verificou-se que 29,5% dos acidentados não voltam a andar de moto.

Para  a pesquisadora,  “somente após o acidente é que os pacientes se dão  conta da importância da direção defensiva e da necessidade de cuidados no trânsito, e do quanto um evento desta natureza pode modificar sua  vida e de seus familiares”, conclui.

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