Posts de setembro/2009

post-icon

30
set
12:39

Agora é certo: estou indo para os Estados Unidos

Tags: , , ,

comentarios-icon(336) Comentários »

Eu detesto burocracia. Eu e todos os brasileiros. Bem, quase todos,  porque aqueles que vivem dela não podem maldizê-la, não é mesmo? Se bem que eu duvido que até os carimbadores malucos dos cartórios tenham algum prazer no que fazem... Aquele bate-bate repetitivo, aquele “alterocarimbismo” que tão melancolicamente simboliza a falta de sentido da bur(r)ocracia que só emperra este país. Até hoje, não entendo como um carimbo ou uma assinatura em certidão possam garantir a autenticidade de qualquer coisa. Já me explicaram, mas não entendo. Não adianta. Você já viu ou ouviu falar de algum estelionatário que tenha saído de cena, nocauteado pelos carimbos cartoriais?

Só que tem o seguinte: a quantidade de “chupins” que vivem deste monstrengo devorador de papéis e, sobretudo, da paciência alheia, é tão grande pelo Brasil afora que daria pra montar um exército com eles.

Já os imagino subindo os morros do Rio de Janeiro e desafiando os traficantes: “Quem não tiver firma reconhecida, está preso”!

E que tal o falecido Ministério da Desburocratização voltando à ativa, agora incorporado pelas Forças Armadas: Exército, Marinha, Aeronáutica e tropa dos burocratas de elite.

O quartel-general desta tropa poderia ser a sede do Detran, em São Paulo. O que acontece ali é algo de não se acreditar. E não é de hoje. O caminho entre certos candidatos a motorista e a desejada Carteira Nacional de Habilitação é, às vezes, tão, mas tão obscuro, que o resultado se vê aí, pelas ruas, no trânsito caótico. Uma barbeiragem atrás da outra. Também, com tanta burocracia para tirar a CNH, até quem nunca dirigiu tem chance de virar motorista.

Mas não é só no Detran que a burocracia alimenta os “chupins”. Eis que chega o dia marcado para eu e minha mulher irmos em busca do tal visto de turista americano.

Hora marcada: nove e meia da manhã. Sem atraso. E lá fomos nós. Pontualidade britânica. Se bem que era o consulado dos EUA e não o da Inglaterra.

Dois quarteirões antes do consulado, somos recebidos de braços abertos! Mas não era um comitê de recepção, e sim uma horda de funcionários dos vários estacionamentos que dominam as imediações. Para ser mais exato, garagens transformadas em estacionamento. Todo bom negócio é questão de oportunidade - ou seria de oportunismo?

- Aqui, ó! Pode encostar que no Consulado não dá para parar o carro!

Ok, se não tem tu, vai tu mesmo. E “baratinho”: só 25 reais, mas o que são 25 reais para quem está pensando em passear nos Estados Unidos, não é mesmo?

Para minha surpresa, o pessoal do estacionamento não trabalha só com os automóveis, não. Eles nos ofereceram formulários, fotos, pagamentos de taxas, enfim, kit completo.

O que eles não contavam era com a astúcia de minha mulher, que já trouxe tudo prontinho numa pasta.

E como chegamos no horário marcado, seremos atendidos logo, certo? Errado. Marcaram o mesmo horário para uma multidão. E multidão, no Brasil, se encontra onde ? Na fila, claro. Quilométrica. Fila que dobra o quarteirão. Para piorar, tá garoando. E, antes do primeiro pingo mais encorpado despencar sobre a gente, surge uma senhora, oferecendo capucha e guarda-chuva. Vários modelos. Digo não, obrigado. A minha mulher pensou em tudo...

Como disse no começo, detesto burocracia, portanto, não suporto filas. E, no primeiro resmungo, aparece um cara, com aquela intimidade que só ele pensa que tem comigo, falando baixinho no meu ouvido:

- Pega a sua mulher e vai lá no portão que o pessoal vai te reconhecer e vocês entram rapidinho.

Notem que neste país são muitas as tentações. Mas resisto bravamente e já vou logo dando o recado:

- Comigo não é assim que funciona, meu amigo. As regras são iguais para todos, sem exceção. Te agradeço, mas vou encarar a fila.

E, como acontece com todas as filas, a nossa andou a passos lentos. Mas, finalmente entramos em território americano. Agora, vai...

O que mais me espanta é que os americanos criaram dois mundos ali no Consulado. O primeiro mundo é exclusivo dos funcionários, protegidos por vidros blindados. Não passa nem gripe suína. Mas os olhares curiosos passam e dá pra ver, lá dentro, que tudo é muito organizado, bem iluminado, chique. Já aqui fora, neste outro mundo (segundo, pela lógica do texto, terceiro pela definição clássica), somos obrigados a passar por vários guichês e encarar várias horas de espera, num ambiente que mistura saguão de aeroporto, pátio de escola primária e campo de concentração.  E, vamos ser francos: sempre com aquele medo de, no final, de toda essa via sacra, a gente ainda dar com os burros n’água. Sim, porque quem garante que o visto será concedido?

Se existe um lado bom em tudo isso, eu diria que é o fato de todos serem tratados com igualdade. O pessoal do Consulado me reconheceu, e até brincou comigo sobre “A Fazenda”, mas não ofereceu nenhum privilégio no atendimento. Gostei. É assim que tem que ser. O mesmo aconteceu com a cantora Gal Costa, que encontrei ali, na fila, junto com a multidão, como se fosse uma pessoa totalmente desconhecida. Isso me deu uma boa impressão, porque outra coisa que não suporto é gente famosa dando carteirada.

Nestas horas de espera, fiquei pensando cá com meus botões: toda essa burocracia, todo este aparato seria uma maneira do Tio Sam dizer sutilmente: “Não venham pra cá, porque aqui já está lotado de gente. Melhor vocês ficarem em seu país. Mas, já que insistem, terão que encarar um sacrificiozinho”.

No contrafluxo, com certeza, não é nada disso o que acontece. Muito pelo contrário. Nós, tupiniquins, os recebemos sempre de braços abertos (e não é para indicar o estacionamento). A gente precisa dos dólares deles, a gente dá tudo do bom e do melhor pra eles. Sim, a gente bajula os gringos.

E olha que os tempos andam bicudos até para os americanos. Mesmo assim, sabe lá até quando vamos carregar esse complexo de vira-lata!?

No final, deu tudo certo. O visto nos foi concedido, mesmo neste ambiente tão burocratizado.

Ao sairmos do Consulado, a sensação foi de vitória! O engraçado, irônico até, é que em troca de tudo isso, não vem nenhuma medalha, taça ou prêmio... Só um simples... Carimbo no passaporte.

E pra fechar essa história com chave de ouro, olha essa: o prestativo funcionário do estacionamento manobrou o meu carro e os de muitos outros com o braço engessado. Só no Brasil. Oh God!

Hhilton Britto Jr.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
post-icon

29
set
07:30

O barbeiro e a navalha

Tags: , , , , , ,

comentarios-icon(296) Comentários »

Muito me diverte ouvir alguém dizendo que a primeira qualidade a ser levada em conta num funcionário, colega, amigo, namorada ou, enfim, em qualquer outro que não seja ele próprio é a confiança. Sim, porque a pessoa pode ter milhões de predicados - inclusive o de assoviar e chupar cana ao mesmo tempo -, mas, se não der para lhe confiar um segredo, não dá.

Me diverte e me espanta, porque nestes tempos de total individualismo, de capitalismo ultra-selvagem, de medonha competição entre pessoas (sejam elas jurídicas ou físicas), ninguém mais confia em ninguém. Já vi gente diante do espelho, desconfiada de si mesma. Sabe como é, né... Clonagem, mundo virtual... Andam falsificando de tudo. Vai que eu também virei produto “made in china” e nem me dei conta.

E no reino das profissões? No mercado de trabalho, todo dia tem uma história de alguém que não entregou a mercadoria para o cliente, ou que entregou errado ou que fez mal feito, etc... Basta dar uma clicada no site do Procon. Se aconteceu com tantos, porque não pode acontecer com a gente?

E como estamos numa época em que impera a prestação de serviços, é imprescindível que se possa confiar, por exemplo, nos engenheiros que constroem prédios e pontes, nos médicos, a quem entregamos nosso corpo, nossa vida sobre uma mesa de cirurgia, nos jornalistas, de quem esperamos ler e ouvir apenas verdades nuas e cruas, nos juizes de futebol... Não, pensando bem, não dá para chegar a tanto... Juiz de futebol é um profissional que erra sempre, em todos os jogos, só não dá pra saber se erra porque errou ou se erra porque pediram para ele errar... Então, deixemos o juiz de futebol para futuras considerações...

E, assim, meio que por acaso, só agora, aos 46 anos, me dei conta do peso da responsabilidade que recai sobre um tipo de profissional a quem não se costuma dar o devido valor.

E só me dei conta da importância deste profissional numa hora delicada... Foi no exato momento em que ele já estava com a navalha afiada deslizando em meu pescoço, prestes a desferir golpes de precisão cirúrgica e que, em poucos segundos, me tirariam... a barba.

Até aquele dia, ninguém, nunca havia feito a barba por mim. Antes disso, somente eu, o espelho e muitas lâminas descartáveis havíamos compartilhado daquele momento tão chato quanto inevitável - e obrigatório -, de cortar a barba.

E eu ali, imóvel e, não nego, um tanto preocupado com aquele homem desconhecido, que tinha uma navalha passeando faceiramente pelo meu pescoço.

Nessa hora, talvez por ser a primeira vez, me veio à lembrança o enredo daquele filme macabro, estrelado por Johnny Depp, lembram? O “barbeiro da Rua Fleet”. Ele era um psicopata autorizado a matar. Autorizado porque matava suas vítimas, as degolava durante o legal exercício da sua profissão... Barbeiro...

britto O barbeiro e a navalha

Mas, eu tinha que confiar naquele homem, afinal, ele não teria coragem, mesmo que fosse um maluco psicopata, de executar um cliente diante de tantas testemunhas, cabeleireiras, manicures e clientes. Não, ele não seria capaz de fazer isso comigo... A não ser que ele seja um daqueles fanáticos que detestam televisão e odeiam gente que aparece nela.

Mas, e se for? Já pensei na futura manchete: “Apresentador da Record perde a cabeça!” Ai, ai, ai...

Mas há dentro de mim uma crença no ser humano. Prefiro acreditar nas pessoas antes de ter motivo para desconfiar delas. E, mesmo com um pé atrás, resolvi relaxar e entregar meu pescoço, quer dizer, minha barba a ele.

Deu tudo certo, afinal, estou aqui, de barba bem feita e escrevendo. Mas esta primeira experiência na cadeira do barbeiro me fez perceber o quanto este tipo de profissional, já em extinção nos dias de hoje, merece ser reconhecido. É preciso ter um pouco de artista pra esculpir barbas, é preciso ser higiênico, é preciso ser surdo para ouvir certas bobagens e algumas confissões que os clientes fazem e, acima de tudo, é preciso ser equilibrado, concentrado, focado no serviço, para não provocar acidentes.

Num mundo repleto de casos de violência protagonizados por mentes doentias, imagine se um destes doidões que andam por aí, imperceptíveis e cinicamente dóceis até o primeiro e derradeiro surto, resolve ser barbeiro?

Enfim, você, que tem o seu “hair stylist”, o seu “hair designer”, o seu consultor de imagem, o seu visagista, já parou para pensar que todos estes requintados profissionais representam a evolução do tradicional e cada vez mais raro barbeiro da esquina?

Restam raríssimos salões de barbeiro por ai... E em quase todos, quem manda é, geralmente, um simpático velhinho, que começou nesta arte lá pelos anos 60, ou até antes. Á revelia de todas as modernidades, ele, com aquela cara de avô bonzinho, continua firme, esculpindo barbas e, no final, borrifando “aqua velva” no rosto, para arrepio do cliente. Tudo exatamente igual ao passado. E, enquanto a navalha afiada passeia pelo pescoço, a gente lê o jornal... Isso é o que se pode chamar de profissional de confiança. Não é mesmo?

Hilton Britto Jr.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
post-icon

28
set
11:38

Visita ao set de A Fazenda – parte 2

Tags: , ,

comentarios-icon(512) Comentários »

Agora, a parte final do vídeo:

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
post-icon

27
set
10:19

Visita aos sets de A Fazenda – parte 1

Tags: ,

comentarios-icon(407) Comentários »

A Fazenda está em reformas. Fui até Itu e gravei este vídeo com exclusividade para vocês:

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
post-icon

27
set
10:01

O golpe do autógrafo

Tags: , ,

comentarios-icon(258) Comentários »

Tem coisa nesta vida que só se entende quando acontece com a gente. O sentimento de ser pai, por exemplo, só ganha sentido no dia e na hora em que o filho nasce. Antes disso, nem os nove meses de gestação, nem o barrigão da esposa crescendo e ocupando lugar na cama, nem o aviso de que a bolsa estourou, nem nada, nada mesmo é suficientemente capaz de fazer o homem compreender a dimensão daquilo tudo. Mas, quando o rebento  vem ao mundo... aí sim, o grito daquele pedaço de gente parece que é o despertador que nos acorda para este novo capítulo da existência. Quer saber o que a gente sente ao ser pai pela primeira vez? Faça um filho que você descobre, porque contar não adianta nada. Entra por um ouvido, sai pelo outro e o gol do time do coração continua sendo mais importante.

Dei somente um entre tantos exemplos que poderia escolher sobre esse negócio de só se compreender certas coisas fazendo parte delas. Mas, vamos ao ponto: fui escolhido por um amigo do alheio. Sim, fui assaltado e o ladrão roubou o meu relógio e o meu celular. Assim, em menos de trinta segundos, eu virei mais um número nas estatísticas da violência.

Mas qual é o charme desta história, que se repete a cada minuto com pessoas diferentes em todas as cidades deste país ? (Aliás, cuidado porque o próximo pode ser você!) Bem, talvez a maioria de anônimos não precise se preocupar com o golpe do qual fui vítima, mas todos vão achar curioso o que me aconteceu. 

Se não por outro motivo, pelo ineditismo do golpe. 

Eis que, após uma tarde inteira trabalhando dentro de um estúdio, chega a hora de ir embora para o merecido descanso do guerreiro. A ironia começa pelo fato de que, por razões de segurança, resolvi deixar o carro na garagem de casa, já que a produtora não dispõe de estacionamento. E, como se sabe, carro estacionado na rua é um convite para o ladrão... 

Faço o sinal para o primeiro táxi que surge naquela fileira sem fim de automóveis na Avenida Brasil (São Paulo). Era um carro novo, recém chegado à praça. Nem aquela película escura que torna motoristas e passageiros invisíveis ele tinha. E aí foi o primeiro passo para a armadilha em que cairia logo em seguida. 

Sim, porque vamos combinar...! Um apresentador de TV passeando dentro de um carro sem vidro escuro é quase como um apresentador de TV desfilando em cima de um trio elétrico ou de um caminhão de bombeiro! Mas ali, distraído com o rádio, e batendo papo com o taxista, que ainda esbanjava orgulho pela aquisição daquele carro novo, nem me dou conta de que acabara de virar “ presa fácil” para os olhos curiosos dos amigos do alheio. Sabe aquelas aves de rapina, sobrevoando o terreno em busca de carniça? É mais ou menos assim que funciona nas ruas, sem que a gente possa perceber.   

Trânsito parado. São seis da tarde, hora em que ninguém anda. Só os motociclistas. Ah, os motociclistas. Como saber o que ocupa aquelas mentes debaixo dos capacetes? A pressa de fazer uma entrega, o medo de levar fechada de um carro ou... a intenção de roubar alguém? Como saber? 

Só um detalhe: autógrafo e foto feita com celular é coisa com que gente famosa tem que conviver. E não seria a primeira vez que eu teria dado um autógrafo para alguém em outro veículo. Já aconteceu várias vezes e confesso que fiz questão de atender, até para poder contar aos amigos a que ponto a popularidade chegou. Autógrafo no trânsito? Como alguém pode ser reconhecido dentro de um carro? É o sucesso, é a fama!

E um motociclista pára ao meu lado no meio da avenida Europa, onde me sinto aprisionado, refém do congestionamento em horário de pico, e, assim, singelamente, risonhamente, inocentemente, me diz:

- Britto Jr. , da Fazenda, da Record? Pôxa vida, minha mãe é sua maior fã! Dá pra dar autógrafo pra ela?

Respondo cheio de orgulho:

- Claro que sim, mas não tenho papel nem caneta. Como vou te dar o autógrafo?

- Peraí que papel eu tenho, diz o motociclista.

E o taxista, impressionado com aquela manifestação de popularidade, se encarrega do resto:

- Caneta eu tenho, seu Britto. Toma, tá aqui, ó!

- E como se chama a sua mãe?

- É Neuza!

 - Com z ou com s?

 - É com z!

 - Ah, então tá aqui... e escrevo naquele papelzinho: “Neuza, receba um grande beijo do Britto Jr.”

O motociclista pega o papel, agradece e arranca feito um raio. E eu, dentro do táxi, devolvo a caneta ao motorista. Nem bem eu termino de contar a ele que não era a primeira vez que dava autógrafo no trânsito, menos de 30 segundos depois do autógrafo, surge um segundo motociclista.

Faço aqui um parêntese para um raciocínio investigativo: seria ele o comparsa do primeiro? Creio que sim, porque ao estender a mão para entregar ao autógrafo, revelei o Breitling que estava em meu pulso.

E o segundo motociclista ordena, ainda que sem violência, bem discreto:

- Na moral, aí... o relógio e o celular, rapidinho!

- Você tá brincando, né?!

- Aí, meu irmão, rapidinho... relógio e celular!

Ele bate com a mão em alguma coisa, que poderia ser uma arma. Eu não vou ser louco de pagar pra ver... e entrego tudo, impotente.

O motoqueiro acelera e, tão rápido quanto surgiu, desaparece na imensidão de automóveis. Em menos de trinta segundos, perdi mais do que alguns objetos pessoais. Perdi a confiança... 

Foi neste momento que eu, finalmente, pude compreender o que significa o tal sentimento de impotência que todas as vítimas de assaltos relatam. Só ai, naquele momento, a ficha caiu.

E o pior de tudo é concluir que o culpado de tudo fui eu. Mais um incauto, que não soube se prevenir contra a violência. Por que andar de relógio? Por que dar autógrafo para um motociclista no meio do trânsito? Por que escolher um táxi sem película escura nos vidros?

Assim como saímos de casa com capa e guarda-chuva, porque o clima é maluco e nós temos que nos adaptar a ele, assim como passamos protetor solar na praia porque não temos como desligar o sol da tomada, acho que não há outra saída a não ser nos prevenirmos contra os assaltantes que estão à espreita. Afinal, eles também se tornaram forças legítimas da natureza... só que da natureza humana e urbana, não é mesmo?

Para aqueles que têm inveja de quem trabalha na TVv, artista, apresentador, jornalista... Eis ai uma razão a menos para almejar os 15 minutos de fama. Já para os colegas, um aviso: cuidado com o golpe do autógrafo!   

Hilton Britto Jr.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
post-icon

26
set
18:52

Seja bem-vindo!

Tags: ,

comentarios-icon(405) Comentários »

Olá! Seja bem-vindo ao meu blog, que a partir de hoje será um terreno fértil para o cultivo de ideias e opiniões. Aqui você vai encontrar crônicas do cotidiano, relatos sobre o dia-a-dia do meu trabalho na TV, além de vídeos que eu mesmo vou preparar especialmente para os internautas.

 E como a rede mundial é uma via de mão dupla, conto com a sua participação. Envie seus comentários para o blog e vamos aproveitar ao máximo desta nossa parceria virtual!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A