Posts de 26 26UTC outubro 26UTC 2009

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26
out
22:30

No Brasil, nos EUA ou em qualquer parte do mundo, é sempre ótimo sentir o carinho dos fãs

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Quando leio que algum artista tratou mal um fã, prefiro imaginar que aquela pessoa famosa não estava num bom dia, talvez atormentada por algum problema pessoal – e quem não os tem? – ou, simplesmente, tinha pressa e nem percebeu a gafe cometida.

Não vou ser hipócrita, pois eu também já errei com fãs. Pouquíssimas vezes é verdade, mas aconteceu, por algum destes motivos que citei. Por isso mesmo, insisto em acreditar que casos de pequenos desacertos entre fãs ávidos por autógrafos e artistas, jornalistas ou apresentadores pressionados por certas circunstâncias (que só o famoso entende) merecem bom desconto.

Não posso acreditar que alguém, detentor de fama, seja mal educado de propósito com seus fãs, já que eles são, em última análise, seus “clientes”, aqueles que compram o seu produto, por admirar o seu talento. Mas, de vez em quando, ouço histórias de fãs indignados com este ou aquele famoso. E sempre que as ouço, procuro estimular a pessoa a refazer seu conceito.

“Será que o seu ídolo não estava com pressa naquele momento? Você tem certeza que ele te viu, te ouviu e entendeu o teu pedido para tirar uma foto?”

E há casos de fãs que, sem “desconfiômetro”, invadem a privacidade do ídolo, interrompendo uma entrevista, um jantar, até mesmo uma cena de novela ou gravação de programa na busca frenética de uma foto. Aí o artista fecha a cara, reage com frieza ou repreende o intruso e é ele, o ídolo, mesmo coberto de razão, quem sai mal falado.

É bem verdade que, desde a época dos Beatles, quando o Fab Four era obrigado a correr de multidões de fãs ensandecidas, essa relação entre fã e ídolo nunca teve regras. Não há manual, nem código de ética. Tenta-se, às vezes inutilmente, usar a lei do bom senso, mas vá alguém tentar evitar o assédio desenfreado a celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt, por exemplo. Se não houver um pelotão de seguranças, correm o risco de ser devorados justamente pelos que mais os veneram... Sim, existe certa antropofagia em tudo isso.

Escrevi este preâmbulo só para não perder a oportunidade de explicar um pouco as raízes desta relação de muito, mas muito mais amor do que ódio entre fãs e seus ídolos. Mas, não é o meu caso.

Aliás, devo ser sincero e contar a vocês que consigo sair por ai, passear num shopping ou ir ao estádio de futebol sem grandes apuros. Os fãs me procuram, me cumprimentam, pedem fotos e autógrafos, mas tudo dentro da tranquilidade. Talvez pelo fato de que eu não canto, não danço, não sou ator, nem galã, apenas um bom apresentador. Um cara família, alguém que inspira confiança e simpatia, sem despertar desejos e atrações fatais.

E por isso mesmo, tenho tempo para tratar melhor os fãs que se aproximam de mim. Um aperto de mão, um abraço, um comentário sobre o programa, e até algum auxílio para aquele fã que não sabe usar direito a câmera do seu próprio celular. Já ajudei várias vezes, afinal, tenho consciência de que aquela simples foto será tratada como um verdadeiro troféu pelo fã.

Não dá para marcar um jantar com todas as pessoas que nos admiram, mas é preciso respeitá-las ao máximo. Afinal de contas, são estes fãs que garantem o nosso pão de cada dia. Ídolo sem fã não é ídolo, não é nada.

Nessa viagem que eu e minha família fizemos aos EUA, fiquei feliz e surpreso com o assédio dos fãs. Lá na Disney, dei muitos autógrafos e posei para muitas fotos ao lado de brasileiros que também estavam lá a passeio. Houve um momento curioso, quando fomos embarcar na jardineira que transporta os visitantes do parque para o estacionamento: um grupo de oito ou dez fãs me reconheceu e começou a gritar o meu nome. Fiquei envaidecido com aquela manifestação de carinho.

Nas fotos que ilustram esse post, você vê duas fãs brasileiras que souberam da minha presença em St. Augustine, primeira cidade americana, e foram até lá só para me encontrar e tirar umas fotos.

A de óculos escuros é Ângela Bisam Lunsford, paulista de Sorocaba e a que carrega o bebê é a Sandra Kuchler, catarinense de Blumenau, mãe do pequeno Lucas. São casadas com americanos e moram há muito tempo na região de Jacksonville/Flórida. Para aplacar a saudade do Brasil, elas assistem a programação da TV Record Internacional.

E eu ali, em pleno território americano, batendo um papo gostoso com fãs brasileiras. É este tipo de demonstração de carinho, mais do que qualquer outro motivo, que estimula a gente a trabalhar cada vez mais e melhor. E neste caso, não serão apenas Ângela e Sandra  a guardar as fotos como verdadeiros troféus. Eu também. E com o mesmo carinho!

Hilton britto jr.

DSC005281 300x225 No Brasil, nos EUA ou em qualquer parte do mundo, é sempre ótimo sentir o carinho dos fãs

Nos Eua Britto e duas fãs brasileiras

brito7 300x225 No Brasil, nos EUA ou em qualquer parte do mundo, é sempre ótimo sentir o carinho dos fãs

Angela, Britto, Sandra e Lucas

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