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27
abr
10:25

“A BOLA DA COPA POR UM REAL”

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bola britto ok “A BOLA DA COPA POR UM REAL”

Ela é bonita, macia e já está a venda nas lojas. Há várias versões, mas a oficial, igualzinha a que vai rolar nos gramados africanos custa R$ 399,00! Este preço, acredito, deve variar no nosso comércio, mas foi este o valor que me pediram, numa loja de shopping.

Bem, como o meu desempenho nos gramados de pelada não anda lá essas coisas, optei por desistir de comprar a bola da Copa. É muita areia pro meu caminhãozinho, é muita luz negra (isso é antigo!) pra minha dança, é muita grana por uma bola e, acima de tudo, é muita bola pra minha bolinha!

Mas, é aquela história: em véspera de Copa do Mundo, qualquer coisa que tenha a ver com o evento mais esperado do futebol, custa caro. Bola, camisa da seleção, seja lá o que for. Aposto que, depois da copa, independentemente do desempenho do Brasil, a bola oficial estará custando bem menos. Aí, talvez, eu compre.

Ainda mais depois de ter lido reportagem sobre a bola da Copa. O tema central era a alta tecnologia da nova bola. E, lá no final, num pequeno espaço, a informação que me deixou de cabelos em pé (no meu caso, claro, é só força de expressão). A bola oficial da Copa da África é manufaturada no Paquistão, imaginem. Justamente num país que não tem a menor tradição no futebol. São os efeitos da globalização e, quanto a isso, não há nada de errado. Pelo contrário, afinal, são milhares de famílias paquistanesas sobrevivendo graças às bolas de futebol que produzem. E é gente qualificada para o serviço, de tradição secular por lá. 

Só que nem tudo é assim, tão redondo quanto parece. Digo isso porque cada trabalhador paquistanês recebe apenas R$ 1,35 por bola confeccionada. Não, eu não escrevi errado, não! A bola oficial da copa, pela qual me pediram a exorbitância de R$ 399,00 na loja, custa UM REAL E TRINTA E CINCO CENTAVOS lá no local onde os paquistaneses a confeccionam. Em outras palavras, o preço final de uma bola da copa é 295 vezes maior que o seu preço de origem. 

Não é de espantar que 70% de todas as bolas vendidas no planeta saem dali, do Paquistão.  

paquistao mapa “A BOLA DA COPA POR UM REAL”

A gente, por aqui, nada tem a ver com isso. Mas, por um instante, me veio à mente aqueles tempos de glória do sindicalismo brasileiro.  Todas aquelas lutas, aqueles piquetes, aquelas concentrações em porta de fábrica, as grandes greves e etc. Os operários cruzando os braços para exigir melhores salários e melhores condições de trabalho. E foi a partir desta luta que muitas conquistas dos nossos trabalhadores se tornaram definitivas.

Mas, eu não quero ser saudosista. Os tempos são outros e os sindicatos continuam ai, defendendo da maneira como é possível os nossos direitos. Só que, sinceramente, me incomoda muito saber que existem milhões de pessoas pelo mundo afora, na mesma condição destes paquistaneses, ou seja, dando um duro danado para receber tão pouco. Vendendo o almoço pra comprar a janta! Será que não existe alguém capaz de defender a dignidade dessas pessoas?

No Brasil, para ser justo, uma parcela da população também vive o mesmo drama.

Quem sou eu para questionar o capitalismo e os seus efeitos. Mas, fiquei boquiaberto com essa história, colocada em segundo plano, a respeito de como é produzida a bola da Copa. E o pior é que não se fala em greve, nada, lá pelas bandas do Paquistão. Pelo menos, não que eu tenha ficado sabendo.  

E a vida segue. Durante os próximos meses, milhões de bolas da Copa serão comercializadas, fazendo a alegria dos jogadores profissionais, dos peladeiros e das crianças de todo o planeta. É o efeito mágico da “esfera” que põe, no mesmo patamar, pobres e ricos, craques e pernas de pau. Que consegue unir gente de várias nações e já foi capaz até de interromper guerras. Quando a bola está rolando, não há perseguição contra negros, não há discriminação religiosa, em nada importa a preferência sexual de quem está ali, perseguindo o balão de couro.    

Alguém já disse que futebol é o esporte mais democrático que existe. E é. A gente junta médicos, pedreiros, motoboys, taxistas, porteiros, jornalistas, vendedores ambulantes, empresários, operários, desempregados e afins, todos no mesmo time e dá super certo. Por algumas horas, todos esquecem o que são no mundo real, no cotidiano de suas vidas, deixam de lado suas frustrações só para correr atrás “dela”.

Pena que este brinquedo mágico não seja capaz de tornar o mundo mais justo. Eu faria questão de pagar os R$ 399,00 se tivesse a certeza de que os artesãos paquistaneses iriam receber um aumento substancial, tendo o seu trabalho devidamente reconhecido. Pagaria com gosto. Mas a notícia complementar não é boa: as grandes indústrias, de material esportivo, que detém algumas das mais valiosas grifes, já estudam uma forma de costurar os gomos da bola com máquinas. Linha de produção. E, quando isso acontecer, é fácil imaginar que milhares de pessoas serão dispensadas. 

Outro detalhe da reportagem me chamou atenção: No fundo daquela sala, os humildes trabalhadores paquistaneses faziam a sua parte numa semiescuridão, só quebrada pelo brilho de uma velha TV. Na tela, um jogo do futebol europeu. Os maiores craques do mundo fazendo o melhor uso possível daquele objeto tão cobiçado, que custa tão caro nas lojas e que os operários paquistaneses fabricam na maior simplicidade, sentados no chão.

Pensando bem, deve ser demais ver um Cristiano Ronaldo, um Kaká, um Messi jogando bola. Posso imaginar o que sente um artesão daqueles. Olhos brilhando, peito estufado e um grito diferente de gol: “fui eu que fiz!”

Todo sacrifício tem a sua compensação. O pão é pouco, mas o circo é do tamanho do mundo e redondo como uma bola de futebol.      

Veja mais:

+ Copa do Mundo 2010 no R7
+ Carlos Alberto Parreira apresenta a bola da final da Copa
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06
abr
09:42

“O MONSTRO QUE NOS HABITA”

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Fui assistir Ilha do Medo, de Martin Scorsese. Apesar do nome, não se trata de um filme de terror e sim de suspense - e dos bons. Recomendo a todos que gostam do gênero. E não precisa se preocupar! Não pretendo fazer como alguns amigos “sem noção” que costumam contar toda a história pros outros, no pior estilo “estraga prazer”.

shutterisland “O MONSTRO QUE NOS HABITA”

Mas a frase final do filme ficou na minha cabeça durante dias. Essa eu me dou o direito de reproduzir aqui, sem medo de comprometer o programa dos blogueiros cinéfilos.

O personagem central do filme pergunta a um amigo: “o que será pior: viver como um monstro ou morrer como um homem bom?”

As cenas, os acontecimentos do filme que levam a esta frase derradeira nem importam tanto. Mas, a partir dela, puxei em minha memória situações verdadeiras que fazem pessoas reais viver para sempre como monstros. Um caso recente é o do casal acusado de matar a própria filha e jogá-la pela janela. Estes dois foram condenados pelo  tribunal e vão passar mais de uma década atrás das grades.

Mas, nada se compara a maior de todas as condenações: o casal vai passar o resto de sua vida mergulhado no amargo da desconfiança alheia, no repúdio familiar, no coro silencioso de raiva e ódio da sociedade que o condenou a uma espécie de prisão perpétua. Onde quer que eles forem, mesmo depois de terem pago a sua dívida perante a Justiça, os dois jamais serão vistos como algo melhor do que a figura de um monstro. E mesmo ‘as escuras, na solidão do quarto, haverá a consciência repleta de remorso a cutucar suas mentes. Em outras palavras, isso é viver como um monstro.

Fácil prever destino igual para a filha que mandou matar os próprios pais a pauladas e tantos outros criminosos ocasionais que, do dia para a noite, parecem ter ganho rabo, garras, chifres e cara de demônio.

Mas, não quero me prender em exemplos clássicos de monstruosidade. Penso que todos nós, tidos como pessoas normais ou quase, temos algo de monstruoso dentro de nós. Ainda bem que o lado mau dos homens bons, na maioria das vezes, começa e termina dentro dos limites ficcionais do pensamento.

Sim, cada um carrega dentro de si, em sua cabeça, suas próprias cenas de terror. Nós mesmos, como atores principais de nossos melhores sonhos e piores pesadelos, contracenando com personagens reais, vistos pela nossa mente como inimigos de verdade, por motivos diversos. Estou falando do amigo traidor, do concorrente desleal, ou, simplesmente, do chefe que nos impôs uma humilhação daquelas.

Seja sincero consigo mesmo: quantas vezes você já se imaginou lutando até a morte com algum desafeto? Você, cheio de super-poderes, apontando o dedo no rosto do inimigo, cuspindo nele tudo aquilo que estava entalado na garganta há muito tempo. Cenas de filme-clichê, mas ninguém pode negar a influência dos clichês na vida de qualquer ser humano, não é mesmo?

A vantagem de ser um pesadelo ou até um pensamento consciente, motivado pela raiva, é que, no final, a gente sempre vence. A desvantagem é que, amanhã, o seu, digamos, inimigo, estará lá, no mesmo lugar, são e salvo. Te esperando pra te desafiar de novo. E pode ter certeza de que ele também deve ter projetado um triste fim para você. Mas, calma, foi só no pensamento.

shutterisland1 “O MONSTRO QUE NOS HABITA”

O fato é que a pergunta do filme que assisti no cinema continua martelando a minha cabeça: o que será pior, viver como um monstro ou morrer como um homem bom? Pensando bem, que tal juntar as duas coisas e, na medida do possível, viver como um homem bom?

Britto Jr.

Veja mais:

+ Saiba mais sobre o suspense Ilha do Medo
+ Ilha do Medo é o maior sucesso de Scorsese
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09
fev
06:00

“JÁ SABEMOS QUEM É O GRANDE CAMPEÃO DA FAZENDA 2”

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Karina Bacchi vs. André Segatti. Um deles será escolhido pelo público e essa é uma decisão que promete. Ambos têm estilos parecidos. São de bem com a vida, educados, pacíficos e, não só agora, mas desde o começo, têm mantido uma boa convivência. Seja quem for o vencedor que eu anunciarei para o Brasil na quarta-feira, o prêmio de R$ 1 milhão estará em boas mãos.

Mas, independentemente do resultado oficial, que será obtido de acordo com a votação do público, afirmo que A EQUIPE toda - desde o segurança, que abre as porteiras para todos nós, até a direção do programa, passando pelo apresentador que vos escreve, produção, figurino, redatores, pessoal que produz as provas, os câmeras, enfim, TODA A EQUIPE (210 pessoas) que faz A Fazenda - merece o título de CAMPEÃ.

No ar, foram 88 dias de programa, feito com carinho e dedicação. Mas o trabalho começou meses antes da estreia. Aliás, é bom dizer que A Fazenda 1 ainda estava no ar quando parte da nossa incansável equipe já estava envolvida com a segunda edição. É mais ou menos como no carnaval: um ano de trabalho para quatro dias de folia. No nosso caso, para três meses de programa.

Particularmente, estou muito, mas muito feliz mesmo com o resultado deste trabalho coletivo. Nas entrevistas, repórteres têm me pedido para fazer um balanço desta temporada.  E com que orgulho repito aqui o que tenho dito sempre. No quesito QUALIDADE, nosso crescimento foi de 200%. Todos nós aprimoramos o programa, que ficou ainda mais dinâmico que na primeira temporada. Aliás, as provas e os desafios semanais são um caso a parte. Desafio mesmo é criar, todas as semanas, uma prova diferente para envolver os participantes e atrair a atenção do telespectador. Incrível a criatividade do nosso pessoal! E não vou usar de falsa modéstia, pois tenho consciência de que eu também me aprimorei na apresentação.

No quesito DINÂMICA DO JOGO, mantivemos todos os elementos de interesse do programa e os participantes fizeram a sua parte, oferecendo ao público o já clássico mix de conflitos, emoção, comédia e trabalho pesado pra cuidar da fazenda. Diga-se de passagem, que os participantes jamais recebem roteiro, script ou qualquer tipo de direcionamento de como devem se comportar. No nosso reality, as regras são respeitadas e ninguém interfere no jogo. Isso se chama, em outras palavras, lisura. No quesito COMERCIAL, nem preciso me alongar, pois o número de anunciantes, de ações e, claro, de faturamento, foi muito superior à primeira temporada. E este fato ilustra bem o nosso desempenho em outro quesito, que é o da AUDIÊNCIA.

O programa atravessou bravamente o período considerado mais difícil para a TV, que é o das festas de dezembro e início do ano. Todos sabem que as pessoas entram em férias, viajam e, com isso, diminui consideravelmente o número de TVs ligadas em todo o país. Mesmo assim, tivemos audiências expressivas e nos mantivemos entre os programas mais assistidos da TV Record e, porque não dizer, da TV brasileira. Se não conquistamos mais, foi em função da época e das dificuldades que ela naturalmente impõe a quem trabalha neste meio. Portanto, toda a nossa EQUIPE tem motivos para comemorar mais esta temporada que está terminando. E eu quero finalizar agradecendo a todos os colegas e ao público, que nos acompanhou por todos estes dias. Podem ter certeza de que, em breve, nós vamos nos encontrar de novo, porque vem aí... A FAZENDA 3!

No meu blog, procuro sempre oferecer vídeos feitos por mim mesmo, dos bastidores do programa. Veja este, que gravei a caminho da fazenda, num dia de tempestade. É bom calçar uma bota de borracha e vestir uma capa, viu... “chove muito em Itu!”

Veja mais:

+ Todas as notícias da Fazenda no site oficial do programa
+ Quem deve ganhar a Fazenda: André ou Karina? Vote!
+ Perfis de Britto Jr. no Twitter são falsos
+ Todos os blogueiros do R7

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29
jan
06:00

DUELO DE TITÃS: BRITTO JR. VS. CABRITO JR.

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QUEM SERÁ O COWBOY MAIS RÁPIDO DO OESTE?

Nesta fazenda, não há espaço para os dois. E só um deles vai sobreviver ao histórico confronto. A cena completa, com o encontro entre original e cópia e mais o grande duelo todo mundo vai ver numa das próximas edições de "O curral”.

Enquanto este dia não chega, veja o making off dos ensaios. Os vídeos foram gravados com a câmera do meu celular, pela cinegrafista especial Carol Lomelino.

Nas ruas, muita gente me pergunta se eu não fico bravo com a imitação. É claro que não. Aliás, o Tom Cavalcante é o maior humorista do Brasil, entre outros motivos, pela incrível capacidade que tem de reproduzir em seus personagens todos os trejeitos e o modo de falar das pessoas que ele imita.

Diz a lenda, Roberto Justus não teria apreciado muito o Tompete Justus. Sinceramente, custo a acreditar, já que, na minha concepção, imitar é homenagear e ser imitado é ter o sucesso reconhecido com bom humor.

É bem verdade que, depois que Tompete surgiu, o Justus original andou mudando o penteado. Mas deve ter sido apenas uma coincidência... hahahaha! Roberto, não fica bravo comigo, não! Todos nós sabemos que você é um grande apresentador e merece todo o sucesso.

Eu reparei um detalhe interessante: O Cabrito Jr., com o tempo, foi ficando mais solto, exatamente como aconteceu com o Britto Jr.

O Tom fez o seu personagem acompanhar as mudanças que realmente ocorreram comigo, e não apenas no visual. Além da barba e das roupas, o modo de apresentar o programa também foi copiado.

E digo mais: o Cabrito Jr. me fez enxergar alguns trejeitos em mim que nem eu conhecia. Parabéns, Cabrito, digo, Tom... Pena que neste lugar não existe espaço para nós dois, não é mesmo? Ah...Tem sim, e, como a terceira temporada de A FAZENDA já está confirmada (só falta saber a data), acredito que O CURRAL 3 também vem por aí...

Pra fechar, tem só uma coisinha que eu mudaria no Cabrito Jr., para que ele fique ainda mais parecido comigo: aquele cabelinho tá mais pra “Cebolinha”. É claro que o Britto Jr. tem muito mais cabelo... xiiii... minha mulher tá achando que não... peraí que eu vou olhar no espelho...

Veja mais:

+ Acompanhe o que acontece na Fazenda no site oficial
+ Escolha quem deve sair em mais um "Tá na Roça"
+ Perfis de Britto Jr. nas redes sociais são falsos
+ Conheça todos os blogueiros do R7

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27
set
10:19

Visita aos sets de A Fazenda – parte 1

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A Fazenda está em reformas. Fui até Itu e gravei este vídeo com exclusividade para vocês:

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26
set
18:52

Seja bem-vindo!

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Olá! Seja bem-vindo ao meu blog, que a partir de hoje será um terreno fértil para o cultivo de ideias e opiniões. Aqui você vai encontrar crônicas do cotidiano, relatos sobre o dia-a-dia do meu trabalho na TV, além de vídeos que eu mesmo vou preparar especialmente para os internautas.

 E como a rede mundial é uma via de mão dupla, conto com a sua participação. Envie seus comentários para o blog e vamos aproveitar ao máximo desta nossa parceria virtual!

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