Os três principais candidatos à presidência, Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) confirmaram participação em sabatinas propostas pelas duas mais poderosas corporações empresariais do país: a CNI, Confederação Nacional da Indústria, e a CNA, da Agricultura.

Os dirigentes das duas instituições optaram pelo formato de sabatina - e não de debate - para garantir que as principais questões de cada setor sejam expostas com clareza e respondidas pelos candidatos, o que permitirá a comparação entre a posição de cada um. Além disso, Dilma dificilmente concordaria em comparecer a um debate de primeiro turno - quando o candidato que está à frente nas pesquisas costuma virar alvo dos demais.

No caso da CNI, o encontro, marcado para o dia 30, será a primeira ocasião nesta campanha em que Dilma apresentará suas propostas a uma platéia exclusivamente de empresários e industriais. Candidata à reeleição, a petista enfreta rejeição por parte de representantes do setor, que contestam aspectos de sua política econômica e enfrentam os efeitos da estagnação da economia.

Para Aécio e Campos, a ocasião será útil para tornar conhecidas suas posições e tentar convencer alguns dos maiores representantes do PIB brasileiro da consistência de suas propostas, principalmente para a gestão da economia.

Cada um dos candidatos será sabatinado separadamente por aproximadamente uma hora diante de uma platéia de cerca de 300 empresários convidados, e de jornalistas, no auditório da CNI em Brasília. Ao final de cada apresentação, os candidatos darão entrevista.

A sabatina da CNA será no dia 6 de agosto e terá formato semelhante.

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O processo eleitoral  de 2014 começa com uma peculiaridade: o enorme número de indecisos, principalmente nas regiões sul e sudeste. Pelos cálculos do cientista político Luciano Dias, da CAC Consultoria, ao todo, os eleitores que não sabem em quem votar chegam hoje a 14 milhões de pessoas – número próximo à vantagem de votos de Dilma sobre Serra nas últimas eleições.

No Sul, o número de indecisos chega a 31% - mais que o dobro do que seria esperado  para a região, mesmo que a campanha esteja formalmente apenas em sua primeira semana.  “Uma explicão possível seria o fato de dois dos candidatos à presidência serem bastante desconhecidos nesta parte do país – mas isso é apenas uma especulação” – avalia Luciano Dias, referindo-se a Eduardo Campos e Aécio Neves.

O interesse pela Copa do Mundo também pode explicar parte do desinteresse dos eleitores pelos candidatos. A expectativa é que o processo eleitoral comece a chamar a atenção da população a partir da semana que vem.

“Se um dos candidatos de oposição conseguisse, por hipótese, arrebatar os votos dos indecisos, a eleição estaria decidida” – raciocina Dias.

O horário eleitoral gratuito é particularmente importante para candidatos com baixo ou nenhum recall – isto é, poucos conhecidos, como é o caso, em certa medida, de Aécio Neves e, principalmente, de Eduardo Campos. Ambos, no entanto, disporão  de pouco tempo de exposição no rádio e na tv.

O tucano contará com 4 minutos e 31 segundos da propaganda eleitoral gratuita – cerca de um terço do tempo da adversária Dilma Rousseff, que disporá de 11 minutos e 48 segundos. Já Eduardo Campos terá apenas 1 minuto e 49 segundos. O horário eleitoral gratuito começa em 19 de agosto.

Segundo Dias, é exagerada a importância que se atribui ao papel da televisão  no processo eleitoral. “A consulta aos números das últimas eleições não deixa dúvidas: o candidato que já é conhecido tem pouco a ganhar com a propaganda eleitoral gratuita. Além do que, está provado que a média dos eleitores assiste a no máximo 2 programas. E a maior parte dos indecisos escolhe seus candidatos cerca de três dias antes de ir às urnas. É aquele eleitor que não votaria se não fosse obrigado” – afirma.

 

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Presidente Dilma Rousseff se expôs ao ridículo no microblog twitter ao posar para uma fotografia reproduzindo gesto inventado pelo jogador Neymar e amigos. Após a derrota do Brasil contra a Alemanha, a imagem virou alvo de chacota nas redes sociais e se transformou num trunfo para oposição.

É um pequeno detalhe, diante do mar de problemas que Dilma deve enfrentar até o domingo, data do encerramento da Copa do Mundo. Ainda assim, o episódio é revelador.

Chama a atenção a excessiva preocupação dos marqueteiros e assessores de Dilma com as redes sociais. A candidata começou a campanha pela internet, abriu a semana num bate-papo com internautas e foi pautada pelo jovem inventor do personagem Dilma Bolada para a famosa pose.

A intenção é sempre das melhores: aproximar-se do eleitor jovem, mostrar-se acessível, aberta ao diálogo e bem humorada. Tudo isso funciona quando os ventos estão a favor. E eles ultimamente têm virado com a maior velocidade. Menos de 24 horas depois de publicada, a foto que agregava tantas qualidades à presidente-candidata, sofreu intervenções que associavam Dilma à desastrosa derrota da seleção brasileira.

A receita para evitar tais dissabores que expõem a autoridade presidencial é simplíssima: respeitar a liturgia do cargo. Presidente da República não faz gracinha na internet, não fica de bate-papo na rede, como uma celebridade da tv - entre outras razōes, porque tem bem mais o que fazer e está ciente de que sua imagem está vinculada à instituição.

O caso sugere puramente moderação: menos esforço de simpatia na internet e mais cautela com este instrumento tão incontrolável e sorrateiro.

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A presidente Dilma Rousseff se expôs ao ridículo no microblog twitter ao posar para uma fotografia reproduzindo gesto inventado pelo jogador Neymar e amigos. Após a derrota do Brasil contra a Alemanha, a imagem virou alvo de chacota nas redes sociais e se transformou num trunfo para oposição.

É um pequeno detalhe, diante do mar de problemas que Dilma deve enfrentar até o domingo, data do encerramento da Copa do Mundo. Ainda assim, o episódio é revelador.

Chama a atenção a excessiva preocupação dos marqueteiros e assessores de Dilma com as redes sociais. A candidata começou a campanha pela internet, abriu a semana num bate-papo com internautas e foi pautada pelo jovem inventor do personagem Dilma Bolada para a famosa pose.

A intenção é sempre das melhores: aproximar-se do eleitor jovem, mostrar-se acessível, aberta ao diálogo e bem humorada. Tudo isso funciona quando os ventos estão a favor. E eles ultimamente têm virado com a maior velocidade. Menos de 24 horas depois de publicada, a foto que agregava tantas qualidades à presidente-candidata, sofreu intervenções que associavam Dilma à desastrosa derrota da seleção brasileira.

A receita para evitar tais dissabores que expõem a autoridade presidencial é simplíssima: respeitar a liturgia do cargo. Presidente da República não faz gracinha na internet, não fica de bate-papo na rede, como uma celebridade da tv - entre outras razōes, porque tem bem mais o que fazer e está ciente de que sua imagem está vinculada à instituição.

O caso sugere puramente moderação: menos esforço de simpatia na internet e mais cautela com este instrumento tão incontrolável e sorrateiro.

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O início oficial da campanha eleitoral para presidente não teve comício, nem inauguração de comitê e nem mesmo corpo a corpo com eleitores nas ruas, salvo por candidatos nanicos. A autorização formal da Justiça eleitoral, normalmente marcada por um clima de corrida contra o tempo e de disputa acirrada, com eventos grandiosos e convocação da militância, desta vez passou despercebida.

A presidente Dilma Rousseff sequer teve agenda de candidata nesta segunda. Deu a largada na campanha no domingo, num pronunciamento gravado, exibido apenas na internet, na página eletrônica da chapa. As declarações, voltadas exclusivamente para os internautas, denotam especial preocupação com esta parcela do eleitorado e não a outrora aguerrida militância petista.

Também nesta segunda, numa atividade que contou como agenda de presidente, e não de candidata, Dilma conversou com internautas pelo twitter e pelo facebook, desta vez sobre Copa do Mundo. Até publicou uma foto imitando pose criada pelo jogador Neymar.

O comitê de campanha de Dilma, na região central de Brasília, não soube informar qual será a agenda da candidata para esta semana.

Aécio Neves, do PSDB, também não sentiu o cheiro do povo no primeiro dia útil da campanha. Esteve reunido com a coordenação de seu comitê em São Paulo e deu entrevista. O tucano ainda não tem uma página digital dedicada à campanha, nem fixou uma rotina de divulgação de sua agenda de candidato.

Eduardo Campos, do PSB, passou a tarde trancado com dirigentes do partido, em Brasília. Dedicou apenas a manhã a uma caminhada por Águas Lindas, na região do entorno do Distrito Federal. No domingo, no entanto, Campos e Marina Silva visitaram a favela Sol Nascente, a 35 quilômetros de Brasília, considerada a maior favela do país.

Já os candidatos nanicos buscaram contato popular. Luciana Genro, do PSOL, fez corpo-a-corpo com eleitores em Niterói, acompanhada de candidatos do partido. Pastor Everaldo, do PSC, fez campanha em municípios de São Paulo. É o único que divulga com antecedência a agenda detalhada da campanha.

 

 

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O ex-ministro José Dirceu, que estreou no papel de assistente de escritório de advocacia nesta quinta, poderá passar apenas sete meses na rotina de trabalhar de dia e dormir na prisão, como manda o regime semi-aberto. Em março do ano que vem, o detento do mensalão conquistará o direito de migrar para o regime aberto, em que a restrição de dormir na prisão acaba e o preso passa a um dia-a-dia praticamente normal.

Embora tenha que cumprir pena até 2021, sem qualquer direito político, como votar ou se candidatar, na prática, nada impede que Dirceu se reúna com correligionários em casa e exerça sua influência política, desde que de forma discreta.  Mas, qualquer infração às regras estabelecidas no Código Penal e fiscalizadas pelo juiz responsável pela execução da pena pode provocar a suspensão do benefício e a volta ao regime anterior.

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, por sua vez, poderá pleitear regime aberto já a partir de dezembro. O petista retomou o trabalho em escritório da CUT nesta quinta.

Já José Genoíno, que continua cumprindo pena no presídio da Papuda e teve recentemente negado pedido de prisão domiciliar, está a menos de dois meses de conquistar o direito de passar ao regime aberto. Segundo cálculos do Supremo, o ex-deputado e ex-presidente do PT poderá pedir para cumprir pena em casa a partir de 25 de agosto.

 

 

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De partida do Supremo Tribunal Federal, o ministro Joaquim Barbosa deu uma resposta vaga ao ser perguntado sobre o possível apoio político a candidatos nas próximas eleições. “A partir do dia em que for publicado o decreto da minha aposentadoria, serei um cidadão como outro qualquer, absolutamente livre para tomar as posições que eu entender necessárias e apropriadas” – afirmou.

O ministro, deliberadamente, evitou uma resposta direta sobre assunto, mantendo no ar  a dúvida sobre a possibilidade de pender para um dos candidatos da oposição, já que se tornou um desafeto do PT, ao longo do julgamento do mensalão. “Aqueles que acompanham a minha atuação aqui há anos saberão com certeza o que eu vou fazer e o que eu evitarei”, completou.

Barbosa vem sendo cortejado por candidatos, em busca de uma declaração pública de apoio político. Identificado com o combate à corrupção e à impunidade, o magistrado chegou a ser cotado para presidente da República, segundo sondagens feitas no auge dos protestos de rua em meados do ano passado.

A hipótese de ser nomeado ministro da Justiça de um eventual governo de Aécio Neves chegou a circular no meio político e no noticiário. O magistrado sempre descartou atuar diretamente na política.

“A política não tem na minha vida essa importância toda, a não ser como objeto de estudo e reflexão” – declarou Barbosa, nesta terça. “Não tenho esse apreço todo pela política do dia a dia. Isso aí não tem grande interesse para mim.”

 

 

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Faltando quatro dias para a largada da campanha eleitoral, que começa oficialmente neste sábado, os dois principais pré-candidatos polarizam a disputa e definem seus discursos em relação ao oponente. Para Dilma Rousseff, os adversários tucanos se valem do pessimismo, da mentira e da desinformação. Para Aécio Neves, do PSDB, os petistas investem no ódio e na divisão do país entre ricos e pobres.

“Se os nossos adversários construíram o discurso do medo, do ódio, da divisão perversa desse país, nós vamos escolher o outro. Vamos falar de futuro e de esperança.” – declarou Aécio nesta segunda, durante convenção do DEM.

No outro lado do bate-boca pré-eleitoral, Dilma Rousseff também apresenta armas e mostra que o tom da campanha vai ser duro. “Estamos dando uma goleada descomunal nos pessimistas e no complexo de vira-lata”, declarou a presidente durante discurso em convenção do PCdoB ao referir-se ao sucesso da Copa do Mundo.  E classificou os oposicionistas de “profetas do caos”.

O marco zero da campanha já indica alta temperatura, a julgar pelo nível da adjetivação e pela troca de ataques entre os principais adversários.

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A semana de maratona de convenções partidárias e de costuras eleitorais termina com um forte arranhão na autoridade da presidente - e também pré-candidata - Dilma Rousseff. Manobra puramente eleitoral, muito próxima da chantagem política, obrigou a governante a trocar de pasta um ministro que tinha sua plena aprovação - tudo para proteger-se como candidata, evitando prejuízo na própria campanha, com uma redução importante de tempo na propaganda no rádio e na tv.

É o jogo eleitoral influindo de forma drástica e espúria na gestão pública. O PR tira e põe, na equipe de primeiro escalão de governo, de acordo com os humores satisfeitos ou contrariados de seus deputados federais. Com impressionante rapidez, o partido destituiu César Borges e instalou Paulo Sérgio Passos no ministério dos Transportes - o mesmo Passos, aliás, que já foi apeado desta cadeira por idêntica reclamação que agora motiva a saída de Borges: não atender aos pedidos dos parlamentares do partido.

O episódio será esquecido em poucos dias e a troca ministerial surtirá o efeito desejado. Mas o caso denota impressionante perda de autoridade da presidente, há seis meses de encerrar o mandato. A faca no pescoço de Dilma, posta pelo PR e docilmente aceita por ela é um sinal eloquente das amarras às quais a petista se submeteu e da fragilidade política da presidente-candidata.

Se é assim que Dilma responde quando o mediano PR torce o nariz, como será sua reação ante uma indisposição de um gigante como o PMDB? A esta altura, estrago já feito, os aliados já sabem que são mais fortes e maiores que a presidente.

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No último sábado, durante a Convenção Nacional do PT, ex-presidente Lula fez o mais duro discurso da pré-campanha eleitoral até aqui. Apelou à militância petista que defenda a presidente Dilma Rousseff, inclusive de ofensas como a ocorrida na partida de abertura da Copa do Mundo, desfiou ataques à oposição e deu a entender que pode sair candidato à presidência em 2018.

"Vamos pedir ao povo para dar mais quatro [anos] e ele vai mais dar mais quatro. E eles que se preparem, que em 2018 vamos pedir mais quatro!" - disse Lula, ao enumerar a sequência de vitórias que mantém o PT no comando do governo federal por três mandatos consecutivos. Em 2018, Dilma terá esgotado a possibilidade de reeleição e Lula contará com 73 anos, em condições de disputar.

O ex-presidente também deixou claro que não aprova o discurso de Rui Falcão, presidente do PT, para quem está será "a eleição mais difícil dos últimos tempos para o partido". Lula enumerou suas próprias derrotas e vitórias através de duas décadas, e a eleição de Dilma - primeira mulher a vencer nas urnas uma disputa pela presidência da República -, para sustentar que esta eleição não será mais difícil que as demais. "Nós ainda nem começamos o jogo e temos muito o que mostrar. Fizemos o que eles tiveram 500 anos para fazer e não fizeram!" - declarou.

Lula foi enfático ao pedir aos militantes que defendam Dilma e seu governo, principalmente depois do episódio dos xingamentos no estádio do Itaquerão, em São Paulo. "Temos de ter a coragem de ir para rua e defender esta mulher!" E advertiu: "O que aconteceu com a Dilma na Copa me fez dobrar o esforço para elegê-la."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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