A presidente Dilma Rousseff completa amanhã um mês sem falar com a imprensa e vinte dias sem aparecer em público, seja em solenidades, viagens ou eventos. O silêncio das primeiras semanas do novo mandato contrasta com a fase de extrema visibilidade do período eleitoral, em que Dilma falava diariamente com a imprensa, além de estrelar os spots da propaganda gratuita.

O recolhimento coincide com um esforço de arrumação das finanças públicas, dos rumos da economia e da gestão. Mas também ocorre num período de concentração de notícias negativas na política e na economia. Dilma se calou ante a estrepitosa entrevista de Marta Suplicy, que a atacou sem rodeios, enquanto plantou a desconfiança em sua relação com Lula.

Tampouco se viu ou se ouviu a presidente  seja no recente episódio de apagão, muito menos nos últimos desdobramentos policiais da crise na Petrobrás.

A presidente sai de cena e abre espaço para o novo comando da economia, que vem mantendo a média de uma bomba por semana: corte radical do orçamento federal, aumento na conta de luz, nos impostos, na gasolina, na taxa de juros.

A equipe executa, dia após dia, desde a estréia do segundo mandato, o receituário que a presidente candidata negou que aplicaria – embora admitisse que “ajustes” eram necessários. O sumiço de Dilma, ocupada com a tarefa de arrumar a casa, também a poupa da óbvia cobrança por coerência.

Como não há terceiro turno nas eleições presidenciais do Brasil, a presidente faz o que é preciso e inescapável. Espera colher os frutos amanhã pelo sacrifício de hoje. E jamais admitirá que está aplicando a receita do adversário. A diferença talvez esteja apenas no tamanho da dose.

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O ministro Joaquim Levy, da Fazenda, fala a verdade e aplica remédios amargos sem nenhum rodeio: vem aí aumento na conta de luz e quem vai pagar a conta é quem consome, e não o contribuinte. E a Petrobrás vai passar a agir como empresa, isto é, mexer no preço do combustível visando lucro, competitividade e saúde financeira.

Com desenvoltura inédita para um ministro da Fazenda na era do Real, Levy faz e desfaz das promessas de campanha da presidente Dilma, com a autorização da chefe, naturalmente. Pouco importa o que ela tenha declarado ao ser questionada a cada debate e a cada entrevista sobre o que faria com os preços represados das tarifas.

A candidata negou sistematicamente o “tarifaço” pós eleição. Era o discurso politicamente possível naquele momento. Confessar a necessidade do aumento seria o mesmo que praticar suicídio eleitoral – impensável sob todos os ângulos. É como se as circunstâncias e o contexto político lhe dessem licença para negar a realidade.

Conquistada a vitória, o teatro eleitoral fica para trás e o “realismo tarifário” de Levy – e de Dilma, claro – se impõem. Difícil é para o eleitor, agora cidadão comum, compreender as regras deste jogo – de cena – sem se sentir ludibriado.

 

 

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Quatro centenas de poderosos - uma nata de gente rica e em festa tomou conta da posse do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, nesta segunda, em Brasília. Mais que motivos para comemorar, o grupo - que reunia alguns dos principais banqueiros, empresários e industriais do país - estava ali para dizer a Dilma, ao PT e a quem ainda tivesse dúvida que é este o cara, e que não mexam com ele.

Se muitos já tinham passagem comprada para Brasília e haviam decidido há dias comparecer ao superlotado auditório do Banco Central, desembarcaram com ainda mais convicção no Aeroporto JK, depois de assistirem ao ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, ser levado a voltar atrás  na promessa de rever a fórmula de cálculo do salário mínimo, depois do pito presidencial, no sábado.

A platéia não estava mesmo para Mantega - que deixa o governo da forma mais melancólica possível: sem qualquer credibilidade entre os agentes econômicos do país.

O novo ministro, ao contrário, agora encarna a expectativa de reversão do cenário de dificuldades econômicas principalmente dos que não votaram em Dilma. Daí o olhar de desconfiança dos vitoriosos na eleição para o tal ministro, que repete insistentemente: não existe vida longe da tesoura, nem felicidade sem sacrifício, nem crescimento sem cortes.

De traz para frente e de frente para traz, Joaquim Levy repete um mantra em tudo diferente do que propagou a candidata Dilma Rousseff. Aliás, o novo ministro não podia ser mais claro: compara o atual momento da economia com o que antecedeu a adoção do Plano Real.

Exagero à parte, a citação ao choque de arrumação provocado pelo plano que é marca-registrada de Fernando Henrique não passou despercebido aos petistas. Provocação ou auto-afirmação - a mágoa será cobrada lá na frente, e com juros acima da Selic. Salvo se Levy acertar o passo da economia, e mantiver a aprovação da chefe.

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Foram mais de 30 dias de sondagens, negociações, idas e vindas, desde o primeiro anúncio – o de Joaquim Levy, na Fazenda – e o ministério anunciado pela presidente Dilma tem várias marcas, menos a da novidade. Aliás, a principal novidade foi mesmo Levy no lugar de Guido Mantega, que deixa a o governo de forma melancólica.

Mais da metade dos 39 “novos” ministros ou foram reconduzidos a seus cargos (13), ou trocaram de cadeiras com colegas (4), ou já tiveram passagem pela Esplanada (2).  A impressão é de que eles “vão ficando” e pouco importa em que cadeira – afinal, quem manda mesmo é Dilma.

O resultado é um governo marcadamente de continuidade, ainda que a presidente-candidata tenha prometido mudança – palavra repetida à exaustão por todos os concorrentes.

Dilma também repete a fórmula do governo de coalizão – mas na versão destorcida que se consolidou nos últimos anos: a de que governar em conjunto  significa dar 13 pastas ao PT, 6 ao PMDB, 2 ao PSD e 1 para cada um dos outros 8 partidos da aliança. O formato a manterá engessada ao absurdo número de 39 ministros, boa parte deles figurativos, escorados no suposto prestígio do título.

O mecanismo, levado ao limite do bizarro pelos governos petistas, permite, por exemplo, permutar ministros de cadeira, como se fossem competentes em todas as áreas ou como se não existissem quadros e especialistas disponíveis.

No núcleo central de governo, o chamado grupo palaciano, Dilma concentrou três gaúchos de sua estrita confiança, além de Mercadante. Mas nenhum deles parece apto a exercer o importante e necessário contraditório que tanta falta faz à qualquer presidente.

É inegavelmente uma equipe mais parecida com Dilma que a anterior, mas ainda submetida a um formato já testado e que anda, no mínimo, desgastado em sua credibilidade.

 

 

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A presidente Dilma Rousseff chega nesta quinta ao seu gabinete no Palácio do Planalto com apenas mais uma pendência a resolver na montagem da nova equipe de governo: a eventual troca do chanceler Luiz Alberto Figueiredo no comando do Ministério das Relações Exteriores. A tendência é que a presidente convide outros 13 ministros a permanecerem nos seus cargos.

O mais cotado para a vaga de Figueiredo - depois da recusa de Celso Amorim, que deixa a Defesa e alegou cansaço para retomar o comando do Itamaraty - é agora o embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira.

Entre os 13 ministros que devem permanecer em seus cargos a pedido de Dilma estão nomes-chave no governo, como Aloizio Mercadante, da Casa Civil, José Eduardo Cardozo, da Justiça, e ainda titulares de pastas prioritárias para o PT, com forte peso político e social, como Arthur Chioro, na Saúde, Tereza Campello, no Desenvolvimento Social, e Izabella Teixeira, no Meio Ambiente.

Confirmada esta tendência, o PT termina com 11 pastas na nova equipe de governo - uma redução significativa, se comparado ao primeiro mandato de Dilma, que estreou no Planalto com 17 petistas. Fica clara também a importante redução de nomes ligados ao presidente Lula, principalmente no núcleo central de governo - os chamados ministros palacianos, grupo que será agora integrado por dois gaúchos da escolha de Dilma: Miguel Rosseto, na Secretaria Geral da Presidência, e Pepe Vargas, nas Relações Institucionais.

O formato também não privilegia a novidade: mais da metade da nova equipe passa a ser formada por atuais ministros, parte mantida nas próprias pastas e parte em trocas de cadeiras com colegas - caso de quatro membros do time de primeiro escalão. Portanto, dos 39 ministros, 17 já integravam a equipe de Dilma como titulares. Outros dois foram ministros de Lula - Patrus Ananias, do Desenvolvimento Agrário, e Juca Ferreira, da Cultura. Sem contar Carlos Gabas, que fez carreira no ministério da Previdência e agora assume como ministro.

A novidade mais relevante da nova equipe de governo foi também o primeiro a ser anunciado: o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que, mais do que qualquer outro, a partir deste primeiro de janeiro será posto à prova na condução da economia, ao lado de Nelson Barbosa, no Planejamento e Alexandre Tombini, no Banco Central.

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Faltando dois dias para a posse presidencial e o início de seu segundo mandato, as pedências no ministério de 39 vagas de Dilma Rousseff ainda envolvem 15 cadeiras. Mas em sete delas, a maioria postos cruciais e estratégicos, devem ser mantidos os atuais titulares.

Neste grupo estão nomes da confiança estrita da presidente e que exercem bem mais do que a tarefa específica de suas pastas - caso de Aloízio Mercadante, da Casa Civil, coordenador da própria montagem do ministério, e José Eduardo Cardozo, da Justiça, que assume a defesa estratégica do governo na maioria das situações adversas.

Outras três vagas são consideradas cruciais pelo PT, seja por seu peso político ou pela área "sensível" de atuação. No primeiro caso, encaixam-se Saúde, hoje com Arthur Chioro, e Desenvolvimento Social, com Tereza Campello. No segundo, enquadra-se o Ministério do Meio Ambiente, comandado por Izabella Teixeira. Não por acaso, as três vagas estão nas mãos do PT e dificilmente sairão do controle do partido da presidente.

O grupo dos sete ainda incluiria Afif Domingos, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, e Ideli Salvatti, dos Direitos Humanos.

Se o cálculo estiver correto, o problema da presidente estaria reduzido à metade. Permanecem completamente indefinidas as nomeações para 8 vagas, entre elas: Relações Exteriores, Cultura e Gabinete de Segurança Institucional.

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A solenidade de posse de Kátia Abreu na presidência da CNA contou nesta segunda com a presença dos principais caciques do PMDB - com exceção de um: Michel Temer. Nem precisava. O vice-presidente da República chancelou o movimento do partido que impediu a presidente Dilma de anunciar o convite para que a líder do agronegócio seja a próxima ministra da Agricultura.

A senadora esteve todo o tempo consciente da articulação do partido que a adotou e com o qual tem pouca identidade. O PMDB pretende que Dilma anuncie todos os ministros da legenda em conjunto. Nomear Kátia Abreu em separado conferiria à senadora independência inconveniente ao comando da legenda, e a consequente dose extra de poder que vem com a marca de pertencer à "cota pessoal de ministros de Dilma".

Disciplinada, Kátia Abreu fez todas as deferências aos representantes da cúpula partidária: citou nominalmente Valdir Raupp e Renan Calheiros - e deu a este último lugar de destaque na foto oficial. Fiel ao próprio estilo, entregou a Dilma uma enorme caixa enfeitada - presente pelo aniversário celebrado no domingo. Tudo devidamente anunciado ao microfone. E se não ouviu da presidente o esperado convite público num dia em que novamente foi atacada por representantes dos trabalhadores rurais, colheu a certeza de que a decisão presidencial está tomada.

O acordo com o PMDB foi costurado com tempo suficiente para que a Dilma fizesse amplas demonstrações de prestígio à futura ministra e ainda coroasse tudo com a frase: "estaremos muito próximas, mais próximas que nunca." O partido escapou do risco de ficar menor que Kátia Abreu e ainda poderá alardear que terá seis - e não cinco - cadeiras na equipe ministerial do próximo mandato. O mundo do agronegócio não perderá um grão de soja por isso. E esse provavelmente será o menor dos incômodos que a futura ministra da Agricultura terá de enfrentar daqui para frente.

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A presidente Dilma Rousseff dará na próxima segunda-feira uma demonstração pública de poder e autonomia política. Ela comparecerá à solenidade de posse da senadora Kátia Abreu (PMDB/TO), que será reconduzida à presidência da Confederação Nacional da Agricultura. É dado como certo que, na mesma ocasião, Dilma torne público o convite para que a senadora seja a ministra da Agricultura de seu segundo mandato.

A escolha impõe uma derrota a setores do PT e a líderes de movimentos sociais e representa uma afirmação da vontade presidencial sobre setores políticos e até empresariais que discordam da nomeação da senadora para o primeiro escalão. Nesta terça, Kátia Abreu voltou a classificar a eventual indicação para o ministério como "especulação", mas, reservadamente, auxiliares próximos confirmam que a decisão de aceitar o convite está tomada.

A senadora enfrenta reações antes mesmo de ser nomeada ministra. Na semana passada, grupos de indígenas do Tocantis, estado da parlamentar, promoveram um protesto diante do Palácio do Planalto, inclusive lançando flechas contra fotos da senadora.

Nesta terça, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura - Contag, Alberto Broch, ao sair de uma reunião com a presidente Dilma, declarou considerar "péssima" a indicação de Kátia Abreu para o ministério. Mas evitou criticar a escolha presidencial. "Nós vamos continuar nossa ação indenpendente de quem sejam os ministros" - declarou.

Aliados da senadora garantem que ela não se abala com os ataques: "Ela está entusiasmada e consciente do desafio" - afirmam.

No início da tarde desta terça, após fazer um balanço das atividades do setor agrícula em 2014, Kátia Abreu deixou a sede da CNA usando uma bota ortopédica, rumo a uma sessão de fisioterapia no hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, para tratar de artrose na perna esquerda e no ombro direito.

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O homem no governo encarregado de controlar desvios de dinheiro público e afastar servidores envolvidos em corrupção deixa o governo Dilma com duras críticas ao sistema de fiscalização de estatais. Jorge Hage, da Controladoria Geral da União, deixou claro que considera "insuficiente", por exemplo, o modelo adotado pela Petrobrás - empresa mergulhada num mega escândalo de corrupção, aparentemente superior até ao emblemático mensalão.

Referindo-se às empresas estatais de economia mista - o exemplo clássico é a Petrobrás - Hage declarou nesta segunda que "elas se situam praticamente fora do alcance do sistema" e reforçou que as auditorias por amostragem ou motivadas por denúncias são "insuficientes, na medida em que se alcança apenas alguns contratos". E ainda encerrou o raciocínio com uma afirmação fulminante: "o que acaba de ser descoberto na Petrobrás constitui clara evidência disso".

Depois de doze anos no governo, oito deles como ministro, nomeado por Lula e reconduzido por Dilma, Hage diz que "é hora de descansar". Em sua folha de serviços prestados, inclui-se o afastamento de boa parte dos cerca de 5 mil funcionários públicos envolvidos em corrupção e outros desvios - segundo balanço da CGU.

O contexto em que o ministro anuncia a entrega de sua carta de demissão não podia ser mais grave. O tom de sua despedida sugere insatisfação e até  desalento - o que só aumenta a responsabilidade de seu sucessor, a ser anunciado pela presidente Dilma nos próximos dias.

 

 

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A presidente reeleita Dilma Rousseff cumpriu pela quarta vez o ritual instituído pelo ex-presidente Lula em seu governo: encontrar-se com catadores de lixo nas proximidades do Natal. Mas o gesto da petista se reveste de especial simbologia num momento em que Dilma vem sendo criticada por nomear ministros que sinalizam com medidas opostas às promessas de campanha.

O primeiro movimento de reeleita pós vitória apertada nas urnas foi pragmático: emitir um sinal claro e urgente de que o ajuste econômico virá, e que a gestão da área não seria submetida à ingerência política partidária. A estratégia de nomeação do trio Levy-Barbosa-Tombini foi avaliada no governo como eficiente: freou a alta do dólar e esvaziou boa parte do discurso oposicionista, inclusive revertendo expectativas negativas do mercado.

Vencida esta etapa, era hora de a presidente encontrar-se com seus eleitores de fato. E de sinalizar noutra direção: a de que a proteção social prometida pelo governo petista e pela candidata continua prioridade. Mas que o governo não fará tudo sozinho. "É fácil chegar aqui pra mim e falar: “Oh, presidenta, resolve lá o problema”. Vamos todo mundo pegar junto que fica mais fácil de fazer." - chegou a dizer.

Dilma também não dispensou o apelo emocional, agregado a um certo olhar feminino para tudo - que já virou sua marca e marketing pessoal. Ao concluir o longo discurso aos catadores de lixo, a presidente mencionou a presença de uma mulher grávida: "Eu fiquei com medo da moça grávida da população de rua cair e perder a criança, porque ela está com uma barriga… ela é catadora? Ela é catadora. Ela está com uma barriga muito bonita, deve ter uns sete meses ali, eu acredito. Então, eu queria dizer para vocês, em nome daquela criança que está ali naquela barriga: muito obrigada a cada um de vocês e Feliz Natal e um 2015 cheio de esperança para nós todos."

 

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