A solenidade de posse de Kátia Abreu na presidência da CNA contou nesta segunda com a presença dos principais caciques do PMDB - com exceção de um: Michel Temer. Nem precisava. O vice-presidente da República chancelou o movimento do partido que impediu a presidente Dilma de anunciar o convite para que a líder do agronegócio seja a próxima ministra da Agricultura.

A senadora esteve todo o tempo consciente da articulação do partido que a adotou e com o qual tem pouca identidade. O PMDB pretende que Dilma anuncie todos os ministros da legenda em conjunto. Nomear Kátia Abreu em separado conferiria à senadora independência inconveniente ao comando da legenda, e a consequente dose extra de poder que vem com a marca de pertencer à "cota pessoal de ministros de Dilma".

Disciplinada, Kátia Abreu fez todas as deferências aos representantes da cúpula partidária: citou nominalmente Valdir Raupp e Renan Calheiros - e deu a este último lugar de destaque na foto oficial. Fiel ao próprio estilo, entregou a Dilma uma enorme caixa enfeitada - presente pelo aniversário celebrado no domingo. Tudo devidamente anunciado ao microfone. E se não ouviu da presidente o esperado convite público num dia em que novamente foi atacada por representantes dos trabalhadores rurais, colheu a certeza de que a decisão presidencial está tomada.

O acordo com o PMDB foi costurado com tempo suficiente para que a Dilma fizesse amplas demonstrações de prestígio à futura ministra e ainda coroasse tudo com a frase: "estaremos muito próximas, mais próximas que nunca." O partido escapou do risco de ficar menor que Kátia Abreu e ainda poderá alardear que terá seis - e não cinco - cadeiras na equipe ministerial do próximo mandato. O mundo do agronegócio não perderá um grão de soja por isso. E esse provavelmente será o menor dos incômodos que a futura ministra da Agricultura terá de enfrentar daqui para frente.

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A presidente Dilma Rousseff dará na próxima segunda-feira uma demonstração pública de poder e autonomia política. Ela comparecerá à solenidade de posse da senadora Kátia Abreu (PMDB/TO), que será reconduzida à presidência da Confederação Nacional da Agricultura. É dado como certo que, na mesma ocasião, Dilma torne público o convite para que a senadora seja a ministra da Agricultura de seu segundo mandato.

A escolha impõe uma derrota a setores do PT e a líderes de movimentos sociais e representa uma afirmação da vontade presidencial sobre setores políticos e até empresariais que discordam da nomeação da senadora para o primeiro escalão. Nesta terça, Kátia Abreu voltou a classificar a eventual indicação para o ministério como "especulação", mas, reservadamente, auxiliares próximos confirmam que a decisão de aceitar o convite está tomada.

A senadora enfrenta reações antes mesmo de ser nomeada ministra. Na semana passada, grupos de indígenas do Tocantis, estado da parlamentar, promoveram um protesto diante do Palácio do Planalto, inclusive lançando flechas contra fotos da senadora.

Nesta terça, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura - Contag, Alberto Broch, ao sair de uma reunião com a presidente Dilma, declarou considerar "péssima" a indicação de Kátia Abreu para o ministério. Mas evitou criticar a escolha presidencial. "Nós vamos continuar nossa ação indenpendente de quem sejam os ministros" - declarou.

Aliados da senadora garantem que ela não se abala com os ataques: "Ela está entusiasmada e consciente do desafio" - afirmam.

No início da tarde desta terça, após fazer um balanço das atividades do setor agrícula em 2014, Kátia Abreu deixou a sede da CNA usando uma bota ortopédica, rumo a uma sessão de fisioterapia no hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, para tratar de artrose na perna esquerda e no ombro direito.

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O homem no governo encarregado de controlar desvios de dinheiro público e afastar servidores envolvidos em corrupção deixa o governo Dilma com duras críticas ao sistema de fiscalização de estatais. Jorge Hage, da Controladoria Geral da União, deixou claro que considera "insuficiente", por exemplo, o modelo adotado pela Petrobrás - empresa mergulhada num mega escândalo de corrupção, aparentemente superior até ao emblemático mensalão.

Referindo-se às empresas estatais de economia mista - o exemplo clássico é a Petrobrás - Hage declarou nesta segunda que "elas se situam praticamente fora do alcance do sistema" e reforçou que as auditorias por amostragem ou motivadas por denúncias são "insuficientes, na medida em que se alcança apenas alguns contratos". E ainda encerrou o raciocínio com uma afirmação fulminante: "o que acaba de ser descoberto na Petrobrás constitui clara evidência disso".

Depois de doze anos no governo, oito deles como ministro, nomeado por Lula e reconduzido por Dilma, Hage diz que "é hora de descansar". Em sua folha de serviços prestados, inclui-se o afastamento de boa parte dos cerca de 5 mil funcionários públicos envolvidos em corrupção e outros desvios - segundo balanço da CGU.

O contexto em que o ministro anuncia a entrega de sua carta de demissão não podia ser mais grave. O tom de sua despedida sugere insatisfação e até  desalento - o que só aumenta a responsabilidade de seu sucessor, a ser anunciado pela presidente Dilma nos próximos dias.

 

 

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A presidente reeleita Dilma Rousseff cumpriu pela quarta vez o ritual instituído pelo ex-presidente Lula em seu governo: encontrar-se com catadores de lixo nas proximidades do Natal. Mas o gesto da petista se reveste de especial simbologia num momento em que Dilma vem sendo criticada por nomear ministros que sinalizam com medidas opostas às promessas de campanha.

O primeiro movimento de reeleita pós vitória apertada nas urnas foi pragmático: emitir um sinal claro e urgente de que o ajuste econômico virá, e que a gestão da área não seria submetida à ingerência política partidária. A estratégia de nomeação do trio Levy-Barbosa-Tombini foi avaliada no governo como eficiente: freou a alta do dólar e esvaziou boa parte do discurso oposicionista, inclusive revertendo expectativas negativas do mercado.

Vencida esta etapa, era hora de a presidente encontrar-se com seus eleitores de fato. E de sinalizar noutra direção: a de que a proteção social prometida pelo governo petista e pela candidata continua prioridade. Mas que o governo não fará tudo sozinho. "É fácil chegar aqui pra mim e falar: “Oh, presidenta, resolve lá o problema”. Vamos todo mundo pegar junto que fica mais fácil de fazer." - chegou a dizer.

Dilma também não dispensou o apelo emocional, agregado a um certo olhar feminino para tudo - que já virou sua marca e marketing pessoal. Ao concluir o longo discurso aos catadores de lixo, a presidente mencionou a presença de uma mulher grávida: "Eu fiquei com medo da moça grávida da população de rua cair e perder a criança, porque ela está com uma barriga… ela é catadora? Ela é catadora. Ela está com uma barriga muito bonita, deve ter uns sete meses ali, eu acredito. Então, eu queria dizer para vocês, em nome daquela criança que está ali naquela barriga: muito obrigada a cada um de vocês e Feliz Natal e um 2015 cheio de esperança para nós todos."

 

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Caros leitores e amigos deste blog,

Encerrado o processo eleitoral em que fui escalada pela TV Record para seguir a "caravana eleitoral" da então candidata Dilma Rousseff, saio de férias e retorno em dezembro.

Foi uma tarefa extenuante, mas que me levou a percorrer o Brasil de Norte e Sul e a acompanhar cada desdobramento de uma campanha em tudo surpreendente e histórica. Parte desta experiência compartilhei aqui com vocês, que me honram com sua atenção.

Neste período de descando, sigo observadora da política, enquanto me preparo para nossos próximos encontros.

Um abraço e até já!

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Na gangorra eleitoral da campanha de 2014, o candidato do PSDB, Aécio Neves, esteve em todas as possíveis posições, do fundo do poço ao topo das intenções de voto, e encerra a disputa com um derrota para lá de honrosa, que recoloca o partido como segunda força política nacional e o projeta como líder natural da oposição.

Aécio só teve a lucrar, nos últimos setenta dias de campanha. Como homem público, sai, sem dúvida maior, ao resistir à mais dura das provas: amargar o terceiro lugar, com desempenho pífio, por longas semanas do primeiro turno - período em que quase "virou suco", como registrou esse blog -, sem esmorecer ou dar sinais de fraqueza.

Acabou favorecido, na ocasião, pela eficiente operação petista de desmonte a Marina Silva. A campanha de Dilma Rousseff errou a mão. Focou na ameaça maior daqueles dias, mas a dose foi exagerada e o veneno acabou virando vitamina para outro adversário mais perigoso. O tucano passou ao segundo turno, levado em grande medida pelos eleitores convencidos pelo próprio PT de que Marina não era boa opção de voto.

O tucano foi favorecido pelo erro de cálculo petista, mas também fez a lição de casa. Aécio trabalhou como nunca na articulação de apoios de segundo turno, equilibrou-se entre promessas e meias palavras, desenhou alianças improváveis - para isso, Minas lhe deu régua e compasso. Mas lhe tirou a vitória em seu próprio berço político.

O candidato também mostrou lealdade a líderes partidários, como Fernando Henrique Cardoso, de uma forma que nenhum outro candidato tucano havia logrado fazer, até então. Explorou os pontos frágeis do governo Dilma com eficiência, forçando a oponente a malabarismo indisfarçáveis. Mas ainda não convence a numerosa e majoritária parcela mais pobre da população.

Assim como Lula teve de se reinventar em 2002, para convencer os mais ricos, que temiam o raivoso "sapo barbudo", o tucano aparentemente terá de passar pela transformação que as urnas parecem exigir dele e fazer justamente o caminho contrário, se quiser chegar ao Planalto.

Nos próximos quatro anos, no entanto, Aécio terá a confortável tarefa de oposição a um governo fadado a sérias dificuldades, seja na política, seja na economia. Se não se desconcentrar da tarefa e se mantiver no centro da arena política, o tucano tem meio caminho andado para a disputa de 2018.

Será um candidato conhecido, diante de um sucessor de Dilma que ainda está por ser construído. Aloysio Mercadante foi colocado na Casa Civil - a escola petista de presidentes, mas, nos dias de hoje, parece não ser páreo à altura.

Um embate improvável, mas não impossível, poderia ser com o ex-presidente Lula. Mas esta é uma história que ainda precisa passar pelos próximos quatro anos de governo Dilma - desafio que as urnas acabam de recolocar no colo do PT.

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O fechamento da campanha eleitoral de 2014 teve desdobramentos supreendentes que renovam a face de um partido desgastado pelo execício do poder e falhas éticas. As disputas acirradas entre Dilma e Marina e, depois, entre a petista e Aécio Neves, tiveram o poder de reaproximar a cúpula do partido e a militância, que voltou às ruas na reta final do segundo turno.

A legenda também provou que ainda é a que se comunica de forma mais eficiente e alcança os resultados almejados, ainda que as armas utilizadas sejam discutíveis. Foi assim que a estratégia de desconstrução do adversário serviu tanto para Marina Silva quanto para Aécio Neves - um desmonte implacável que quebrou as pernas de ambos oponentes e recolou a candidata petista na dianteira.

Mas, nunca antes, nos últimos doze anos, o PT esteve tão próximo de ser apeado do poder. Desde o fatídico 13 de agosto, com a queda do avião que levava o então terceiro colocado, Eduardo Campos, até a última pesquisa eleitoral, de 25 de outubro, a gangorra da vontade do eleitor foi de tontear. Foram setenta dias de sobressalto e de redesenho diário de estratégias eleitorais.

Dilma Rousseff chega ao dia da eleição com margem pequena de vantagem sobre o adversário, historicamente menor que a das últimas disputas pela presidência - mas, ainda assim, um feito, para quem, por duas vezes, viu a derrota de perto.

Afinal, uma eleição real, sem cartas marcadas e com adversários competitivos, com boa chance de vitória, pode ter trazido ao PT aprendizado duplamente importante. Primeiro: o de que é preciso governar muito melhor e para uma fatia mais ampla da população. Segundo: o de que a identidade popular ainda é seu principal trunfo e não se pode descuidar disso.

Nos últimos dias da campanha, Dilma deu mostras de ter compreendido ambas as lições. Uma vez reeleita, como apontam as projeções, que se lembre delas pelos próximos longos quatro anos de poder que a esperam.

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"Não adianta ela falar que no passado se engavetava denúncia! Isso, agora, é o de menos! diz o taxista José de Alencar, mineiro de Contagem, enquanto me conduz até o aeroporto de Confins, horas depois da passagem da candidata Dilma Rousseff por sua cidade. Sem saber que sou jornalista e cubro a campanha pela Record, ele vai direto ao ponto: "será possível que com essa fama de brava que ela tem, ela não se zangou ao saber da roubalheira na Petrobrás? Isso é que eu não entendo!" - diz o aposentado dos Correios, enquanto guia seu Fiat 2014 por um desvio, para evitar o congestionamento a caminho do aeroporto, em plena tarde de sábado.

Faltou indignação à candidata e à presidente, diante das revelações do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, que relata 3% de propina ao PT, PMDB e PP. Na passagem por Contagem, pelo terceiro dia consecutivo, Dilma voltou a se mostrar inconformada mais com o vazamento das declarações do delator e com a possível injustiça contra os suspeitos, que com os fatos que ganham vida e impacto, na voz do ex-funcionário de carreira da empresa.

Os petistas talvez subestimem a força da denúncia. Fazem pesquisas qualitativas, estudam a real penetração da história entre este ou aquele nicho de eleitores. Dilma seguirá brandindo a própria biografia contra acusações que no máximo alcançam figuras obscuras de seu partido - um certo Vaccari Neto - ou de legendas aliadas - um tal Sérgio Machado, ex-senador. Afinal, quem se lembra dele?

O taxista José de Alencar - homônimo ao mesmo tempo do Ilustre escritor romântico e do falecido vice de Lula, também mineiro - no entanto, faz perigosa analogia. "Sabe aquele tipo de candidato que rouba mas faz? Pois é! Eu é que não voto nele, de jeito nenhum!" - diz o motorista, sem olhar pelo retrovisor para ver minha reação, como quem pensa alto ou fala consigo mesmo.

Dilma pode até não merecer a comparação, mas precisa deixar isso claro a seus eleitores. A resposta, em Contagem, soou insuficiente. O revide ficou aquém da suspeita milionária de desvio, que, como o próprio taxista indicou, não combina com a imagem da presidente.

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Confrontada com a questão posta frequentemente por adversários de que a campanha petista cria um ambiente de conflito social e divide o país ao contrapôr ricos e pobres, a candidata Dilma Rousseff levou 24 horas para responder de forma específica. E acabou por sustentar: sim, o PT governará prioritariamente para os pobres. "Um governo que não olhar para quem é mais pobre não está fazendo seu trabalho direito".

Para isso, coletou dados da Fundação Getúlio Vargas e do IBGE para sustentar a tese de que durante os doze anos de governo petista houve uma modificação da estrutura de renda da população brasileira. Dilma garante que, no período, houve redução da parcela mais pobre da população e grande migração para a classe média.

Segundo seus dados, em 2002, 54% da população estava nas classes D e E, as de menor renda, e hoje, 73% estariam nas classe B e C - de poder aquisitivo médio e alto. "É isso que transformou o Brasil de forma pacífica e silenciosa, uma modificação na distribuição de renda que levou o país a ter um perfil diferenciado do que tinha" - afirmou.

Dilma sustenta que nos governos petistas "todos ganharam", mas os pobres ganharam mais e ampliaram a classe média, que agora pressiona "legitimamente" por mais e melhores serviços públicos.

A estratégia do segundo turno, de comparar as gestões petistas e tucana, repete a adotada por Lula na campanha de 2005. Desgastado pelo escândalo do mensalão, que abalou profundamente sua popularidade, Lula declarou que desejava uma "eleição plebiscitária", em que o povo avaliasse nas urnas os resultados de sua gestão. Desde domingo, Dilma propõe o mesmo tipo de comparação.

 

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Confrontada com a questão posta frequentemente por adversários de que a campanha petista cria um ambiente de conflito social e divide o país ao contrapôr ricos e pobres, a candidata Dilma Rousseff levou 24 horas para responder de forma específica. E acabou por sustentar: sim, o PT governará prioritariamente para os pobres. "Um governo que não olhar para quem é mais pobre não está fazendo seu trabalho direito".

Para isso, coletou dados da Fundação Getúlio Vargas e do IBGE para sustentar a tese de que durante os doze anos de governo petista houve uma modificação da estrutura de renda da população brasileira. Dilma garante que, no período, houve redução da parcela mais pobre da população e grande migração para a classe média.

Segundo seus dados, em 2002, 54% da população estava nas classes D e E, as de menor renda, e hoje, 73% estariam nas classe B e C - de poder aquisitivo médio e alto. "É isso que transformou o Brasil de forma pacífica e silenciosa, uma modificação na distribuição de renda que levou o país a ter um perfil diferenciado do que tinha" - afirmou.

Dilma sustenta que nos governos petistas "todos ganharam", mas os pobres ganharam mais e ampliaram a classe média, que agora pressiona "legitimamente" por mais e melhores serviços públicos.

A estratégia do segundo turno, de comparar as gestões petistas e tucana, repete a adotada por Lula na campanha de 2005. Desgastado pelo escândalo do mensalão, que abalou profundamente sua popularidade, Lula declarou que desejava uma "eleição plebiscitária", em que o povo avaliasse nas urnas os resultados de sua gestão. Desde domingo, Dilma propõe o mesmo tipo de comparação.

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