Os resultados da pesquisa Ibope desenham com clareza o novo cenário eleitoral: dez dias depois da morte trágica de Eduardo Campos, Marina Silva já havia despachado Aécio Neves para a condição de terceiro colocado nas intenções de voto e consolidado suas próprias chances de ir para segundo turno. A consulta ao eleitor começou a ser foi feita no dia 23, quando  Marina já tinha aberto dez pontos de vantagem sobre o tucano.

A fulminante queda de Aécio Neves faz lembrar a história do Engenheiro que Virou Suco – a célebre lanchonete da Avenida Paulista que se tornou símbolo, nos anos 80, do que a recessão econômica pode fazer com a classe média e seus planos de ascensão. O nome do estabelecimento foi inspirado no filme O Homem que Virou Suco, de João Batista de Andrade.

A expressão passou a ser utilizada para batizar projetos sumariamente pulverizados por uma circunstância maior e incontrolável. Trinta anos depois de ter sido criada, a mesma expressão serve agora à definição da condição política a que foi reduzido Aécio Neves.

Até 13 de agosto, o tucano nunca havia chegado tão perto de vencer a petista Dilma Rousseff.  Confortável na posição de segundo colocado, imaginou que sua principal tarefa seria tornar-se conhecido. Afinal, o próximo da fila era um obscuro governador nordestino do qual a imensa maioria dos brasileiros sequer tinha ouvido falar.

Diante de Marina Silva, a celebridade internacional com aura de santa e um recall quase do tamanho de Dilma, o bem apessoado candidato do PSDB virou suco. Terá breves seis semanas para reverter essa condição. E para administrar a novidade que virou de ponta-cabeça o cenário eleitoral.

 

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A aliança que uniu o PSB a Marina Silva ameaça não sobreviver à morte de Eduardo Campos. O primeiro movimento formal da campanha, o simples anúncio da candidata, foi marcado por uma disputa surda entre Rede e PSB, que afetou o núcleo da campanha e espraiou-se pelos partidos nanicos que integram a coligação.

O grupamento político sofre de um mal peculiar: quem tem poder não manda e quem manda não tem poder. Explico: Marina, que tem o poder real, já que são dela os votos que alçaram a chapa ao posto de segunda colocada, está de carona num partido que não é seu e no qual ingressou por mera conveniência política. O PSB, que tem o poder institucional e abriga Marina quase como hóspede ilustre, até que ela consiga criar a Rede Sustentabilidade, nem de longe tem o poder de fogo eleitoral da ex-ministra.

A situação deixa o PSB nas mãos de Marina, que instalou no núcleo da campanha pessoas de sua estrita confiança: Basileu Margarido e Walter Feldmann. Ofendido com o movimento da candidata, Carlos Siqueira - comandante da campanha, escolhido a dedo por Eduardo Campos, explicitou as arestas que todos tentavam esconder. "Ela que vá mandar na sua Rede" - esbravejou, ao sair da sede do PSB em Brasília, depois de romper com a campanha.

Siqueira deixou Brasília disposto a se queixar à viúva Renata Campos - a esta altura, eminência inatacável do PSB. O comando do partido manobra para controlar o provável estrago que ele fará no meio político pernambucano. O ex-coordenador da campanha segue membro da Executiva do partido. No posto de primeiro-secretário, estará apto a participar de todas as decisões partidárias, inclusive as que envolvem a campanha - tornando-se a partir de agora um problema para Marina Silva e Roberto Amaral, presidente da legenda.

 

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O candidato do PSDB, Aécio Neves, deixou claro nesta terça, que poupará a concorrente Marina Silva, do PSB, da artilharia de campanha, na luta por uma vaga no segundo turno. O tucano declarou que seus adversários são a presidente Dilma Rousseff e o PT.

“O nosso projeto é antagônico ao projeto ao PT. O nosso grande adversário nessa eleição é o modelo de governo que aí está” – declarou Aécio, em entrevista em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. “O aparelhamento da máquina pública casado à ineficiência e com uma visão distorcida do mundo, o que tem, infelizmente, levado o Brasil a ter um dos piores crescimentos na nossa região, a inflação recrudescida, a atormentar a vida dos brasileiros, principalmente dos mais humildes.”

O candidato do PSDB aparece na última pesquisa Datafolha empatado com Marina Silva na disputa de primeiro turno, com ligeira desvantagem (21% a 20%). Um eventual acordo de segundo turno entre os dois poria em risco a reeleição da petista, Dilma Rousseff.  “Tenho respeito pessoal pela Marina, ela terá oportunidade de defender as idéias nas quais acredita e continuaremos apresentando as nossas” – declarou Aécio.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso explicitou a estratégia de evitar “queimar caravelas” nas relações com Marina Silva. “Não acho que tem que antagonizar com Marina. Ambos estão contra Dilma. O importante é que os dois no segundo turno estejam unidos” – declarou FHC.

Benção familiar – O deputado gaúcho pelo PSB, Beto Albuquerque, será anunciado nesta quarta, formalmente, como vice na chapa de Marina Silva. O nome só foi confirmado pela cúpula do partido depois que o parlamentar obteve a benção dos membros da família de Eduardo Campos.

Albuquerque disputava a vaga de senador pelo Rio Grande do Sul. A nova chapa deve ser registrada junto ao TSE até sábado.

 

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Os resultados da pesquisa Datafolha, que indicam Marina Silva à frente de Aécio Neves no primeiro turno e com chances de vitória sobre Dilma Rousseff no segundo turno, espalharam grande nervosismo entre os estrategistas de campanha do PT e do PSDB. Os mais alarmados entre os apoiadores de Dilma temem inclusive que não haja tempo para reverter o quadro nestas sete semanas que antecedem o primeiro turno.

No caso dos tucanos, a primeira reação à pesquisa foi reforçar que a vaga no segundo turno será de Aécio Neves. O candidato passou o dia em declarações que revelam que o tucano acusou o golpe de ter sido tão bruscamente desbancado da confortável posição de segundo colocado nas pesquisas e praticamente garantido num segundo turno. Marina chega a ter o triplo de intenções de voto do falecido Eduardo Campos no primeiro turno e empata com Aécio, com ligeira vantagem (21% a 20%).

Para alguns, o quadro pode ainda se tornar mais favorável a Marina Silva se a viúva de Campos, Renata, for para a vaga de vice – o que galvanizaria ainda mais votos orientados pelo apelo emocional, motivado pela morte trágica do candidato do PSB. O partido tem até sábado para o registro da nova chapa.

O discurso da viúva, nesta segunda-feira, menos de 24h depois de sepultado o marido, espalhou calafrios entre estrategistas e marqueteiros adversários nas hostes petistas e tucanas.

Vozes mais ponderadas lembram, no entanto, que Marina até aqui apenas recuperou votos que “estavam órfãos” de qualquer candidato ou que já eram seus. Por isso, teria havido importante redução (de cinco pontos percentuais) entre brancos e nulos e também entre indecisos, sem modificação expressiva nas intenções de voto em Dilma ou Aécio.

Ressaltam ainda que Marina terá dificuldades para manter ou ampliar este patamar de votos. Contam com as aparições de Lula e Dilma no horário eleitoral gratuito, com vastos 12 minutos (contra 2, do PSB), para frear o crescimento da ex-senadora e chamar os eleitores a uma decisão racional.

O cenário de pesadelo entre os petistas é que Marina passe ao segundo turno e agregue a maior parte dos votos de oposição, além dos marineiros cativos, dos votos de protesto, da juventude black-block e simpatizantes, de parte dos evangélicos, dos que sonham com uma terceira via, dos anti-petistas. Tal mutirão pode, sim, levar Marina Silva ao Planalto. A biografia da personagem, extraordinária desde a infância, bem que comporta a reviravolta.

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A saída brusca e trágica de Eduardo Campos do mundo político e da eleição projeta vários cenários e amplia a imprevisibilidade da disputa. A sete semanas da ida às urnas, as próximas 72 horas darão indicativos importantes do rumo que os atores políticos tomarão, na disputa pela vaga num segundo turno, até aqui, contra Dilma Rousseff.

Com muito mais recall que o falecido Campos, e com um perfil político claramente definido perante o eleitor medianamente informado, Marina sempre foi mais competitiva e só não ocupava a cabeça de chapa por conveniência circunstancial. Uma vez na disputa de fato, ela arrasta o voto do eleitor jovem - dos internautas aos black-block, passando pelos evangélicos e por uma certa ala de oposicionistas - e empurra Aécio Neves para a direita da política.

Mesmo que suavize o discurso marcadamente ambientalista-preservacionista e jure honrar os acordos e compromissos programáticos feitos por Campos, dificilmente Marina conquistará a confiança de setores mais conservadores, entre produtores rurais, industriais, financistas. É nesta franja do eleitorado que Aécio terá de investir.

Para marcar-se como oposição mais clara que Marina, o tucano também terá de bater mais em Dilma, o que é sempre delicado - posturas propositivas costumam ganhar mais a simpatia do eleitor que as agressivas.

A comoção nacional em torno da morte de Campos também empulsiona Marina - o que já deve ficar claro nos resultados do Datafolha esperados para esta segunda-feira. O programa eleitoral de estréia do PSB, no dia seguinte, a terça-feira, embora brevíssimo, também deve galvanizar o sentimento dos eleitores na direção do voto em Marina. Nada chamará mais atenção do que o programa do PSB, com sua homenagem ao líder morto - que também terá referências nos outros programas.

O momento é de Marina e do PSB. Resta aos adversários ajustar planos e se preparar para um cenário eleitoral imprevisível e que se desenhará, a partir deste momento, hora a hora.

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Começa na terça-feira o horário eleitoral gratuito no rádio e na tv, e a estréia será sob impacto da morte inesperada de Eduardo Campos. A campanha passa a ganhar um tom fúnebre, inédito na história de qualquer eleição no Brasil.

Comitês de campanha virarão noites dedicados ao recálculo da conjuntura política e marqueteiros e equipes de produção já programam alterações nos programas que estréiam na terça. A ordem é evitar o tom excessivamente festivo e ufanista, típico das aberturas de campanha na mídia. A preocupação do momento é encontrar o tom certo para homenagear o ex-adversário, agora falecido, sem que isso soe oportunista e impróprio.

A presidente Dilma já antecipou uma possível abordagem. Nesta quarta, declarou que a morte súbita nos lembra de que "somos afetados pela fragilidade da vida, mas também pela força e pelo exemplo das pessoas."

Mais duro na abordagem, outro político conhecido pelo pragmatismo, o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), fazia outro tipo de cálculo. O pemedebista lamentava o fato de que o candidato, tragicamente, agora sim se tornaria conhecido - seu principal desafio nesta campanha. E já imaginava a disputa pelo "espólio" eleitoral de Campos.

A morte do candidato também muda de forma drástica o cenário eleitoral e volta a trazer Marina Silva para o protagonismo político. Fragilizada pelos acontecimentos, nesta quarta ela ainda não aparentava condições de substituir o cabeça de chapa. Tampouco se sabe se o PSB aceitará a troca - uma vez que ela tem poucas afinidades com o partido que a abrigou há pouquíssimo tempo, por uma conveniência eleitoral.

Mas já se sabe que a legenda aparentemente não tem outra alternativa a não ser encampar a candidatura de Marina como cabeça de chapa. Inverte-se o jogo político e a Rede Sustentabilidade, que sequer existe formalmente como partido, ganha força inédita na negociação. Um extraordinário exemplo das imprevisíveis voltas que a política brasileira dá.

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A presidente Dilma Rousseff é uma candidata em situação peculiar: deve circular entre os eleitores o máximo que puder, mas está cercada também pelas limitações de principal governante do país. O último domingo, Dia dos Pais, evidenciou o peso do isolamento pessoal em que a presidente-candidata se encontra, ao contrário da rotina dos demais mortais.

Enquanto o principal adversário político, Aécio Neves, resgatava no hospital  seu filho – o menino, do casal de gêmeos prematuros nascidos em junho - finalmente liberado pelos médicos para ir para casa, Dilma, sem agenda pública de campanha, convocou os jornalistas ao Palácio da Alvorada para uma entrevista. Assim garantia espaço no noticiário da eleição. A eles revelou que seu Dia dos Pais foi longe da família e no facetime - o aplicativo de computador que permite ver o interlocutor durante a conversa.

“Hoje deve ter sido um dia no qual as famílias se encontraram e se vivenciaram. Eu usei o facetime, porque infelizmente minha família não está aqui.” – disse, revelando ter usado o recurso para falar com o pai de sua filha, Carlos, e com o genro Rafael, pai do único neto da presidente, Gabriel.  “Fiquei um bom tempo hoje olhando-os desfrutarem da alegria de estar juntos” – disse Dilma, num raro momento de exposição de certa fragilidade, causada pelo isolamento forçado no Palácio da Alvorada.

Em seguida, aproveitou o tema para explicar que o conceito da importância do núcleo familiar perpassa programas de assistência como o Bolsa Família, o Brasil Carinhoso e o Minha Casa, Minha Vida.  “Eu tenho muito orgulho de uma coisa: essa é a primeira geração no Brasil em que muitas crianças nasceram e cresceram sem fome e com a proteção do Bolsa Família. E obrigadas, como contra-partida, a frequentar a escola, a fazer todas as vacinas.” – declarou.

Pelo menos seis auxiliares – para ficar apenas nos assessores de imprensa da campanha e do governo - cercavam Dilma no Alvorada, mas guardando certa distância. Meticulosamente, cuidavam  que não houvesse incômodo de qualquer natureza ou abordagem descontralada à presidente, que surgiu caminhando completamente só, sob a marquise-monumento de Niemeyer, até alcançar as câmeras.

Exibia cansaço e certa fragilidade, traídos mais uma vez pela voz, que falha nos momentos de emoção ou de tensão. Em três situações, tentou iniciar um bate-papo com os jornalistas, que não prosperou. E voltou, igualmente só, cruzando os amplos saguões do Palácio.

Talvez seja exatamente do contrário que Dilma precise: menos isolamento, menos guardiões, menos facetime.  Uma boa dose de vida normal de cidadã teria excelente efeito sob o moral da "chefe da Nação".

 

 

 

 

 

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A sabatina dos presidenciáveis promovida pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária - CNA, nesta quarta, 6, evidenciou o racha político-eleitoral entre os maiores representantes do agronegócio do país. Enquanto Aécio Neves (PSDB) foi aplaudido de pé por parte da platéia, que chegou a invadir o palco para cumprimentá-lo, Dilma Rousseff (PT) foi ouvida com ceticismo e pouco entusiasmo.

O candidato tucano – ao contrário do que ocorreu na sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria uma semana antes – mostrou ter se preparado para a espécie de "prova oral" proposta pelos ruralistas da CNA. Já no pronunciamento inicial, foi metódico:  buscou  responder a cada uma das questões previamente entregues a seu comitê de campanha.  E ofereceu as respostas que os ruralistas esperavam ouvir.

Entre elas, as promessas de que não permitirá a desapropriação, após dois anos, de terra invadida; o fim da influência partidária no Ministério da Agricultura; e a transformação da pasta num “super-ministério”, com peso político equivalente ao dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.

Formato burocrático – Já a candidata Dilma Rousseff insistiu na fórmula do discurso escrito, com prestação de contas de sua gestão carregada de dados técnicos. A leitura monocórdia e com voz rouca também não favoreceu o entusiasmo da platéia. Na resposta às perguntas, Dilma devolveu tempo e explorou pouco os temas propostos, preferindo inserir outros assuntos em sua exposição, quase sempre mais técnica que política.

A petista conta com apoio político da presidente licenciada da CNA, senadora Kátia Abreu, que exerceu forte influência na gestão do governo para a agricultura e em reformas tocadas por Dilma, como a dos portos. No entanto, embora tenha atendido a boa parte das demandas do setor  agro-pecuário,  Dilma enfrenta resistência de alas dentro da Confederação, como os produtores de etanol, por exemplo.

Saia-justa verde - A sabatina foi aberta pelo candidato do PSB, Eduardo Campos, que entrou em cena aparentando tensão. A sede da CNA é considerada território inimigo para sua companheira de chapa, Marina Silva, em função dos inúmeros embates travados com o setor durante sua gestão no Ministério do Meio Ambiente e na militância ecológica, de abrangência até internacional.

Visivelmente contrafeita, a ex-senadora sentou-se na primeira fila do auditório e ouviu uma defesa imediata feita por Campos, assim que surgiu a primeira crítica à gestão ambiental do governo, na abertura de uma das três perguntas a que foi submetido.

Campos passou a sabatina se equilibrando entre promessas de estímulo ao agronegócio que não ferissem os pilares verdes defendidos por Marina. Acabou tendo desempenho menos eficiente que o da sabatina na CNI, quando surpreendeu a platéia de industriais.

 

 

 

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Depois de ser sabatinados pelos industriais da CNI, a próxima prova a que os três principais candidatos à Presidência serão submetidos será perante os maiores produtores rurais do País. Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) serão sabatinados na próxima quarta-feira (6) na sede da Confederação Nacional da Agricultura — CNA, em Brasília.

O evento deve ter formato parecido com o promovido pela CNI, com apresentações de propostas dos candidatos, perguntas feitas diretamente por representantes do agronegócio, e entrevista à imprensa. Com a iniciativa, as confederações tentam o diálogo direto com os candidatos sobre sua agenda de interesses e cobram compromissos com metas para os próximos quatro anos.

Entre a promessa e a cautela — nesta quarta (30) na CNI, no esforço por agradar a plateia composta pelos maiores empresários do País, os três candidatos buscaram não desafinar com a pauta proposta pelos industriais, detalhada em 42 tomos de uma publicação elaborada pela entidade, com as prioridades para o setor. Todos prometeram empenho na mudança do sistema de cobrança de impostos, melhoria do ambiente econômico para investimentos e para a competitividade — mas, quase sempre de forma genérica, sem aprofundar propostas.

Aécio Neves foi duro nas críticas ao governo e propôs a troca do modelo petista de gestão da política econômica. Eduardo Campos concentrou ataques ao governo de coalizão partidária que sustenta a administração petista e, segundo ele, mantém a dependência ao que chamou de "política velha". Dilma mostrou-se preocupada em divulgar resultados de sua gestão e insistiu na tecla de que o pessimismo disseminado entre empresários está lastreado em especulações de motivação político-eleitoreira.

Enquanto os adversários anunciaram reforma tributária para os primeiros seis meses de governo, Dilma foi mais cautelosa, e propôs dividir em partes a proposta de mudança nos impostos.

Os três candidatos foram cautelosos quanto a outro ponto de pauta dos industriais: a terceirização da mão de obra. Coincidiram em afirmar que não permitirão perdas de direitos para os trabalhadores.

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Os três principais candidatos à presidência, Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) confirmaram participação em sabatinas propostas pelas duas mais poderosas corporações empresariais do país: a CNI, Confederação Nacional da Indústria, e a CNA, da Agricultura.

Os dirigentes das duas instituições optaram pelo formato de sabatina - e não de debate - para garantir que as principais questões de cada setor sejam expostas com clareza e respondidas pelos candidatos, o que permitirá a comparação entre a posição de cada um. Além disso, Dilma dificilmente concordaria em comparecer a um debate de primeiro turno - quando o candidato que está à frente nas pesquisas costuma virar alvo dos demais.

No caso da CNI, o encontro, marcado para o dia 30, será a primeira ocasião nesta campanha em que Dilma apresentará suas propostas a uma platéia exclusivamente de empresários e industriais. Candidata à reeleição, a petista enfreta rejeição por parte de representantes do setor, que contestam aspectos de sua política econômica e enfrentam os efeitos da estagnação da economia.

Para Aécio e Campos, a ocasião será útil para tornar conhecidas suas posições e tentar convencer alguns dos maiores representantes do PIB brasileiro da consistência de suas propostas, principalmente para a gestão da economia.

Cada um dos candidatos será sabatinado separadamente por aproximadamente uma hora diante de uma platéia de cerca de 300 empresários convidados, e de jornalistas, no auditório da CNI em Brasília. Ao final de cada apresentação, os candidatos darão entrevista.

A sabatina da CNA será no dia 6 de agosto e terá formato semelhante.

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