Durou quase quatro horas a sabatina ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, no senado, sobre a atuação do Brasil na crise hondurenha. Sob intenso bombardeio da oposição, o ministro sobreviveu bem. Passou ao largo de discutir a possível falta de coerência da diplomacia brasileira, quando reage à agressão democrática em Honduras, mas faz silêncio olímpico diante do regime de Chaves, na Venezuela.
Amorim mantém o bordão: o Brasil fez o que tinha de fazer, e tem o apoio da comunidade internacional. Está colaborando para o fim da crise como pode. E pergunta: o que teria acontecido se embaixada brasileira em Tegucigalpa tivesse fechado as portas a Zelaya? Responde: o presidente seria preso, quem sabe morto ou escaparia para conduzir uma rebelião.
Questionado sobre porque permitiu que Zelaya transformasse a embaixada em foco de resistência, respondeu: “não podemos impedir um presidente eleito de se manifestar. Mas temos feito reiterados apelos para que se mantenha a calma. Dentro de situação tão emocional, temos tido relativo sucesso”.
E adverte: o sucesso do golpe em Honduras será um “incentivo para o manejo não democrático das crises”. O ministro só não respondeu como é que o Brasil vai sair dessa...











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