"Foram sete horas e meia absolutamente necessárias" - assim definiu o senador Renato Casagrande, PSB/ES, a longa sabatina a que foi submetido o novo ministro do Supremo, José Antônio Toffoli. No caso, necessárias para dar uma satisfação pública sobre as dúvidas levantadas pela oposição quanto às condições de Toffoli para exercer o cargo.
De onde menos se esperava veio uma defesa firme do caráter de Toffoli: do oposicionista tucano Artur Virgílio, que decidiu não partidarizar a ocasião, ao contrário do colega Álvaro Dias. Virgílio quase leva Toffoli às lágrimas.
O mais difícil vem agora. O novo ministro terá de provar capacidade de convivência no seleto colegiado de 11 ministros da corte suprema - gente para lá de complicada. E a ocasião não é das mais oportunas para atestar a isenção de Toffoli com relação ao governo: o julgamento do ex-ativista italiano Cesare Battisti. Seu voto pode ter efeito decisivo. E qualquer das escolhas do novo ministro - seja pelo asilo, seja pela extradição - vai dar o que falar. É o preço.











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