Dando um refresco na política... Os cariocas que se preparem. Chega ao Festival do Rio o filme-jogo A Gruta, que subverte a ordem na sala de cinema. De controle remoto na mão (são distribuídos cerca de 300 aparelhos por sessão), o público é que decide os rumos da história. Tudo começa quando o casal de jovens, Luísa e Tomás, resolve visitar uma fazenda, onde nada acontece como esperado. O suspense aumenta, à medida que o público se engaja na tarefa de comandar o destino dos personagens.
A cada instante a plateia é chamada a acionar, via controle remoto, um menu de opções projetado sobre a tela para dar continuidade à trama. Vence a opção que receber o maior número de comandos do público, e a história segue imediatamente. São pelo menos trinta possibilidades de intervenção da plateia na história, que pode durar 5 ou 40 minutos. A experiência é peculi aríssima: uma espécie de jogo coletivo, de final imprevisível, em que a diversão é garantida. Tudo é muito familiar para os praticantes de RPG, habituados a assumir o papel do personagem do jogo. E também para os leitores do contista argentino Júlio Cortázar, em cujo estilo narrativo o filme se inspira.
Felipe Gontijo, o diretor de A Gruta, e sua trupe envolvem o público numa nova prática cinematográfica que combina linguagens de diversas mídias.O filme foi a coqueluche no Festival de Cinema de Brasília e agora foi convidado para exibição Hours Concours no Festival do Rio, no dia 2 de outubro de 2009. Depois vai a São Paulo e Belo Horizonte. Como há 11 diferentes desfechos possíveis para o filme, prepare-se: você vai querer ver A Gruta mais de uma vez.
Saiba mais no site do filme.












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