Antes de sentar-se no banco dos réus da CPI mista do Congresso, o MST vai dar uma passadinha no PT de São Paulo para dar sugestões no programa de governo da ministra Dilma Roussef. Viva a democracia brasileira!

O partido tem um Grupo de Trabalho Eleitoral, que neste final de semana pretende colher sugestões de 60 movimentos sociais, num evento do qual a própria pré-candidata participará. CUT e UNE estão convidados, claro.

As relações do MST com o governo não vivem o seu melhor momento, apesar da defesa – acabrunhada  - que aliados do Planalto vêm tentando fazer dos sem-terra.   

O ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário,  é defensor importante do MST. Mas deixou claras suas divergências: “eu sou talvez a pessoa que mais briga com o MST”. “O movimento compreende mal as mudanças pelas quais esses país está passando”, afirma.

Cassel discorda da principal arma de luta dos sem-terra, as invasões de propriedades: “são táticas atrasadas, do passado. Por que as pessoas olham pasmas com que o MST faz? Porque o movimento não dialoga com o que é contemporâneo. Evidente que isso não é adequado e afronta a sensibilidade das pessoas comuns, como eu e como você.”

Ainda assim, os sem-terra são base eleitoral do governo petista. E nesta condição, serão ouvidos e incluídos nas conversações sobre o programa de governo de Dilma Roussef.

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