O senador Pedro Simon esta manhã era um dos poucos no senado. Aliás, cada vez mais, o gaúcho reforça sua vocação para ser um dos poucos, senão o único, a adotar certas medidas. Por exemplo, Simon não recebe a verba indenizatória de R$ 15 mil, que na Câmara andou provocando processos de cassação, não faz viagens internacionais, não recebe diárias e recusa o salário de R$ 22 mil pagos a ex-governadores do Rio Grande do Sul, como é o seu caso. Vive com o salário de cerca de R$ 16 mil.
Perguntado pelos repórteres sobre o que achava da reforma que se promete fazer no Senado e sobre o risco de que ela legitime salários acima do teto do funcionalismo, Simon respondeu com clareza acachapante: "acho ridículo. Assim como acho ridículo que ministros do Supremo que ganham mais de R$24 mil peçam aumento, num país com o salário mínimo que temos". O salário dos ministros do Supremo acaba de ser aumentado. Vai para R$ 26.700 no ano que vem. É o novo teto do setor público.
Na coleção de coisas "ridículas" ou "absurdas", Simon inclui a reforma que o primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM/PI) pretende fazer no plenário da Casa. "Olho para cima e não vejo nem um prego fora do lugar", afirma.
Sobre a crise que quase reduziu a pó a imagem do Senado, Simon diagnostica, sem se eximir de culpa: "as coisas aqui aconteceram, ou porque alguns praticaram, ou porque alguns viram praticar e não fizeram nada".
Por essas e por outras, admite: "tenho pouca força no plenário. Sou persona non grata".
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