O governo turbinou com números seus argumentos para provar que agregar a Venezuela ao Mercosul é um bom negócio. Afirma que com o país, o Mercosul passa a constituir um bloco com 250 milhões de habitantes, com PIB superior a US$ 1 trilhão, e comércio global de mais de US$ 300 bilhões.
Tudo bem. Mas não escapou da ironia musical do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR), que votou pela aprovação com ressalvas. Para o petebista, a decisão da comissão de Relações Exteriores, que acabou aprovando a entrada da Venezuela no Mercosul, teria como fundo musical perfeito o sucesso do grupo Calcinha Preta, um forró que caiu no gosto popular ao cantar: “você não vale nada, mas eu gosto de você”.
Os versos também parecem expressar o sentimento de muitos na equipe do presidente Lula, levados a defender a adesão venezuelana para que não houvesse um “ato de hostilidade do Estado brasileiro contra um país amigo”, como afirmou o parecer do líder do governo, Romero Jucá.
Já, o senador Fernando Collor, que era contra a tese governista, mas hoje é base de Lula, não compareceu à sessão. Prefere outro estilo musical.











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