O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem um dom natural que outros generais de oposição dariam tudo para exercer: consegue como ninguém irritar e tirar do podium os petistas do governo.
O ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, foi direto. Registrou sua irritação no twitter, para seus mais de dois mil seguidores. Chamou de “má fé” o recente artigo “Para onde vamos?”, de autoria do tucano, em que o ex-presidente dispara um incomum tiroteio contra quase tudo e todos no governo de Lula.
No artigo, FHC dispara contra os projetos do governo para o pré-sal, que chama de “mudança mal-ajambrada”, as obras do PAC, que para ele “minguam pela falta de competência operacional” e principalmente contra o que batiza de “autoritarismo popular” (num paralelo com "autoritarismo militar") da parte do presidente Lula. Segundo o tucano, este autoritarismo determina que “da própria boca presidencial saiam impropérios para matar moralmente empresários, políticos , jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil potência.”
Mas FHC foi particularmente duro com Dilma Roussef, a quem chamou de “candidata claudicante”, escolhida “no dedaço” por Lula. E profetiza que, se Dilma for eleita, “sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão”.
A metralhadora de FHC não deixa dúvidas sobre uma mudança de estratégia na movimentação eleitoral do PSDB: os tucanos partiram para o ataque. E estão usando seu comandante de honra.
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