
A dupla é de dar nó nas tripas da oposição. João Pedro Stédile, considerado o mentor intelectual dos sem-terra, deu longa entrevista - não a um jornalista - mas ao deputado cassado José Dirceu.
Stédile ataca a iniciativa de CPI do MST, cujo principal objetivo seria "provar que o governo vai destinar dinheiro para o MST para fazer campanha para a (ministra) Dilma Roussef", como, segundo ele, teria revelado o deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO). "Isso é ridículo" - afirma.
Quanto ao episódio da ocupação da fazenda do grupo Cutrale e da derrubada de laranjais, Stedile admite que houve erro da parte dos sem-terra. Mas critica a super-exposição do caso na mídia. Alega que as filmagens das cenas exibidas na tv foram feitas dias antes, em 28 de setembro, pelo serviço secreto da Polícia Militar e guardadas para uso em momento "oportuno". O líder sem-terra sustenta que as imagens de depredação de trator e invasão de casas dos funcionários "são mentira". "Aquilo é manipulação", afirma. E desafia uma comissão independente a fazer uma perícia para comprovar que os tratores já estavam desmontados há tempos. "Que a comissão pergunte para as famílias de empregados da Cutrale se algum sem-terra entrou na casa deles!" - propõe.
Stédile levará seus argumentos à CPI. Só não poderá usar Dirceu como assessor de imprensa. Por razões óbvias.











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