

O governo corre hoje para dar as explicações possíveis e tentar exorcizar o fantasma do apagão, já prevendo conseqüências danosas para a imagem da pré-candidata Dilma Roussef – uma espécie de “mãe” (aí, sim) do sistema de segurança anti-apagão.
É esperada uma entrevista coletiva do Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão e uma convocação do gabinete de crise do presidente Lula.
Agora pela manhã, atordoado, o governo tenta entender o que aconteceu. Em muitas ocasiões a própria Dilma havia garantido e jurado de pé junto à população que o risco de apagão estaria completamente descartado, já que as termelétricas deveriam ter automaticamente entrado em ação para suprir a falta de energia.
No entanto, o que se viu foi uma madrugada de horror para a população de metade do Brasil (10 estados!) e para turma do setor elétrico do governo.
Todo o esforço será empenhado pela equipe de Lula e aliados para diferenciar a situação atual, que ocorre em plena temporada de intensas chuvas, da de 2001, quando, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, os brasileiros foram obrigados a desligar suas geladeiras.
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