Embolou o cenário das eleições no Distrito Federal. O governador José Roberto Arruda, que nunca teve garantia de reeleição, sai profundamente afetado da chamada Operação Caixa de Pandora, deslanchada nesta sexta-feira pela Polícia Federal.
O governo de Arruda derreteu sob os efeitos dos mandados de busca, da revelação da existência de um grampo oficial atestando o pagamento de propina a parlamentares, da notícia da apreensão de grandes somas de dinheiro, e finalmente, da exoneração sumária de boa parte da equipe de Arruda - gente da convivência estreita do governador a mais de década.
O brasiliense acordou meio sem governo neste sábado. E sem candidato à sucessão de Arruda, já que escândalo afeta também Joaquim Roriz, oponente do governador. A terceira força, o PT, agora tem argumento de sobra para investir no discurso da mudança, mas não tem um nome natural, capaz de reverter votos em quantidade suficiente dos tradicionais currais eleitorais da periferia de Brasília.
No lugar de fazer campanha, o governador terá de passar a maior parte do tempo embrulhado em explicações incômodas, que sempre deixarão vasto campo de ataque para adversários.
O tempo vai esquentar na eleição do DF, que é tradicionalmente agressiva, com confrontos de facções de eleitores de lados oponentes.
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