A semana começa em Brasília sem governador, nem vice. E sem presidente da Câmara Distrital. O fulminante escândalo que varreu metade da secretaria do governador José Roberto Arruda e parte da Câmara Legislativa retirou das três principais autoridades do Distrito Federal as condições para governar.

Na falta de quem não esteja envolvido no escândalo, cogita-se de entregar o poder ao presidente do Tribunal de Justiça, Níveo Gonçalves, como informou neste domingo Josie Jeronimo, do r7.com. Outros políticos do DF se mobilizam para ocupar a cena, como o ex-governador e senador Cristóvão Buarque (PDT-DF), e o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).  

A segunda-feira é o primeiro dia útil depois do vendaval brasiliense de sexta, com o cumprimento dos mandados de busca da Polícia Federal. . O cenário é de completa indefinição. Arruda não cogita deixar o governo, mas a pressão para isso virá de todos os lados. 

A nota divulgada pelo governador e pelo vice indica que ambos resolveram enfrentar juntos o escândalo. Abraço de afogados. Aliás, uma diferença, digamos, pequena, separa os dois (ou os une?): Arruda é acusado de receber 40% da propina e Paulo Otávio, 30%.

 Serão dias graves, com risco de desgoverno, no Distrito Federal. Prova de fogo para as instituições.

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