O Natal do brasiliense este ano foi bem mais gordo que o do ano passado. As pessoas compraram 8,4% mais que em 2008 e o valor médio dos presentes saltou de R$ 68 para R$ 74.

Os governos federal e do DF deram uma força para a gastança. Colaboraram para o aumento das vendas a redução do IPI sobre eletrodomésticos da linha branca, o aumento do crédito e a antecipação salarial para cerca de 60 mil funcionários públicos, promovida pelo governador Arruda, num esforço para salvar-se do panetonegate. Parte do resultado do comércio foi efeito colateral do maior escândalo de corrupção já visto no DF.

No topo da lista dos itens mais procurados pelos 1,2 milhão de consumidores brasilienses estão justamente os eletrodomésticos, responsáveis por 28% das vendas, seguidos de perto pelos computadores, com 24%, e celulares, 18%. Roupas e calçados ficaram no fim da lista de presentes: foram responsáveis por algo em torno de 4% das vendas.

As operadoras de cartão de crédito nunca faturaram tanto. Mais de 70% de todas as compras foram pagas com cartão.

Nas mais de 18 mil lojas de Brasília e entorno, o delírio consumista natalino levou à contratação de mais empregados temporários que no ano passado. Foram seis mil vendedores contratados só para atender à alta nas vendas. Boa parte deles, segundo o Sindicato do Comércio Varegista do DF, deve ser mantida no emprego graças às boas perspectivas para 2010.

(Colaborou JORDANA SALDANHA, TV Record)

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